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11/04/2026
 

Política

Convenção da REDE Canoas confirma 70% mulheres candidatas para o Legislativo

Redação

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Na quarta-feira, 9, a Rede Sustentabilidade Canoas realizou sua convenção para homologar as candidaturas que representarão a sigla em 2020. No próximo pleito, a Rede contará com 26 candidaturas para a vereança, cumprindo o objetivo de apresentar uma nominata com 70% mulheres candidatas ao Legislativo.

Gisele Uequed, uma das fundadoras da REDE no Brasil, anunciou que não colocará seu nome a disposição do partido para concorrer à reeleição como vice-prefeita, embora a Rede siga no apoio ao Prefeito Luiz Carlos Busato (PTB). “Em dezembro de 2019 tomei essa decisão, conversei com dirigentes e lideranças do partido e com o Prefeito Busato dizendo que sempre fiz política sem mandato e entendo que quando nos tornamos uma liderança política, precisamos motivar novas lideranças. Neste momento quero ajudar a formar as novas lideranças que Canoas precisa, com essa nominata tão rica e diversa que conseguimos construir”, avalia.

Ainda segundo Gisele, aumentar a participação das mulheres na política é qualificar o Legislativo. “É importante para a construção da política a ampliação das vozes femininas. É importante para a qualidade do nosso parlamento. Aqui temos mulheres preparadas, que estão há muito tempo enxergando os problemas, vendo as soluções e querendo atuar, se colocar à disposição, mas não tendo oportunidade. E é isso que nós estamos fazendo, mostrando a Canoas que nós temos novas lideranças; que aquele canoense que diz que está cansado dos mesmos, vai ter aqui a oportunidade de escolher o novo. Aqui tem o ideal, o princípio, a ética, a fiscalização. Mesmo participando do governo, nós estaremos fiscalizando o governo”, garante.

Vice participativa

Lamentando a saída de Gisele da chapa, Busato salientou que ela foi uma vice-prefeita atuante e participativa. “A Gisele ainda vai ensinar política para muita gente. Pela juventude, pelo espírito e por tudo que a gente aprende na caminhada. Quero te agradecer muito por estes quatro anos. Não é fácil uma convivência tão afinada como tivemos”, finalizou Busato.

Na opinião do Porta-voz estadual da REDE no Rio Grande do Sul, deputado federal Constituinte Jorge Uequed, a cidade tem um dos grupos mais organizados do Brasil. “Canoas como exemplo nacional me honra a cada momento. As candidaturas da REDE são um ensinamento maravilhoso de respeito. Na REDE, a palavra fundamental é o respeito, a indecência de qualquer tipo de discriminação, a busca sonhada por um país melhor para o nosso povo”, concluiu.

Representatividade

Este ano, além de apresentar uma histórica nominata com 70% de mulheres, a REDE também busca a diversidade com candidaturas que representam os mais diversos nichos e outras três candidaturas coletivas. Elas são voltadas a educação infantil, o ensino fundamental e a cultura.

Rogerio Ceratti, porta-voz masculino, acredita que a participação social no processo político é de extrema importância. “Construímos uma nominata representativa, com diversos setores da sociedade. Participativa, com mandatos coletivos que representam uma forma diferente de fazer política. E igualitária, buscando maior representatividade feminina nos espaços públicos”, enfatiza.

A porta-voz feminina da REDE, Marianne Calixto, acredita que este é um momento de participação e união. “Nós, mulheres, temos que sair do anonimato e buscar protagonismo. Temos que ocupar os espaços e buscar lugar de fala. Enquanto uma de nós estiver acorrentada, nenhuma de nós estará livre”, destacou lembrando nomes relevantes na história.

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Política

Cachoeirinha terá nova eleição no próximo domingo após cassação de prefeito e vice

Redação

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Eleitoras e eleitores de Cachoeirinha voltam às urnas neste domingo, 12, para escolher o novo prefeito e vice-prefeito do município. A eleição suplementar foi convocada após a cassação dos mandatos dos gestores eleitos anteriormente.

A data do pleito segue a Resolução nº 443/2026 do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul. Ao todo, 102.143 eleitores estão aptos a votar na cidade, que integra a 143ª Zona Eleitoral. A votação ocorrerá em 277 seções distribuídas por 34 locais.

Quatro chapas disputam a eleição:

Claudine de Lima Silveira e Marco Aurélio Albernaz de Oliveira (PP)

Jussara Maria da Silva e Luis Carlos Azevedo da Rosa (Coligação Compromisso com a Nossa Gente)

Laís Rocha Cardoso e Breno de Oliveira Munhoz (Federação PSOL/REDE)

Tairone Rodrigo Pereira Keppler e Cláudia Azevedo de Oliveira (Federação Brasil da Esperança – PT/PCdoB/PV)

A nova eleição ocorre após a Câmara de Vereadores de Cachoeirinha cassar os diplomas do então prefeito Cristian Wasem Rosa e do vice, Delegado João Paulo. A decisão teve como base acusações de irregularidades fiscais no Instituto de Previdência do município e de atentado contra o Legislativo.

Durante o dia de votação, também será realizado o teste de integridade das urnas eletrônicas. A auditoria, prevista pelo Tribunal Superior Eleitoral, simula uma votação oficial com candidatos reais para verificar a segurança na captação e contabilização dos votos. O procedimento ocorre no plenário do TRE-RS, das 8h às 17h, com transmissão ao vivo pela internet.

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Política

Assembleia do RS aprova auxílio de um salário mínimo para órfãos de feminicídio

Redação

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A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou o Projeto de Lei nº 471/2023, de autoria da deputada estadual Delegada Nadine, que prevê a criação de um benefício financeiro para crianças e adolescentes que perderam suas mães em casos de feminicídio.

O texto institui o Auxílio RS Ampara, com pagamento mensal de um salário mínimo a beneficiários de até 18 anos. Para ter acesso, é necessário residir no estado, estar matriculado na escola e ter acompanhamento dos serviços de assistência social. Em casos considerados de vulnerabilidade, o auxílio poderá ser estendido até os 24 anos, desde que o jovem esteja cursando o ensino superior. O valor poderá ser ajustado na fase de regulamentação.

Segundo a autora, a proposta busca atender crianças e adolescentes impactados diretamente pela violência. “Estamos falando de crianças e adolescentes que tiveram suas vidas marcadas por uma violência extrema. O Estado precisa estar presente não apenas na repressão ao crime, mas também no cuidado com quem fica. O Auxílio RS Ampara é uma resposta concreta, humana e necessária”, afirmou.

Com a aprovação em plenário, o projeto segue para sanção do Poder Executivo.

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Política

Presidente Lula sanciona leis com tornozeleira para agressores e amplia conceito de violência na Lei Maria da Penha

Redação

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou três projetos de lei voltados à ampliação da proteção às mulheres e ao enfrentamento da violência doméstica e do feminicídio no Brasil. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira, 10.

Um dos principais pontos é o Projeto de Lei nº 2.942/2024, convertido na Lei nº 15.383/2026, que autoriza o uso de monitoração eletrônica de agressores como medida protetiva independente no âmbito da Lei Maria da Penha. A norma permite a utilização de tornozeleiras eletrônicas, com delimitação de área de circulação e emissão de alertas em caso de aproximação da vítima.

A legislação também prevê prioridade para aplicação da medida em situações de risco, aumento de pena em caso de descumprimento e ampliação de recursos destinados a ações de combate à violência contra a mulher.

Outro projeto sancionado, o PL nº 3.880/2024 (Lei nº 15.384/2026), inclui o conceito de violência vicária na legislação brasileira. Esse tipo de violência ocorre quando o agressor atinge pessoas próximas à vítima, como filhos ou familiares, com o objetivo de causar sofrimento ou exercer controle.

A nova lei também tipifica o homicídio vicário no Código Penal, com pena de 20 a 40 anos de reclusão quando o crime for cometido contra pessoas ligadas à vítima nesse contexto. A punição pode ser agravada em casos envolvendo crianças, idosos, pessoas com deficiência, quando ocorre na presença da vítima ou em descumprimento de medidas protetivas.

Completa o conjunto o Projeto de Lei nº 1.020/2023 (Lei nº 15.382/2026), que institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, a ser celebrado anualmente em 5 de setembro.

As medidas atualizam a legislação sobre violência de gênero e introduzem novos mecanismos legais para prevenção, proteção das vítimas e responsabilização de agressores.

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