Política
Prefeitura de Canoas recebe devolução de mais de R$ 600 mil economizados pela Câmara de Vereadores

Em seis meses, o Legislativo já repassou mais de R$ 5 milhões ao Executivo
Com os impactos sociais, econômicos e a sobrecarga na área da saúde pública decorrentes da pandemia do novo coronavírus, o Poder Legislativo de Canoas vem sendo um grande parceiro da Prefeitura de Canoas na luta contra a propagação da doença. Para isso, a Câmara de Vereadores vem economizando e repassando os valores para que o Executivo invista na saúde pública.
Nesta semana, o presidente da Câmara, vereador José Carlos Patricio, oficializou ao prefeito Luiz Carlos Busato a devolução de R$ 632 mil aos cofres públicos municipais, referentes ao mês de junho. A Câmara de Vereadores fecha o primeiro semestre com uma devolução de R$ 5 milhões, que não foram utilizados pela casa.
O prefeito elogiou a gestão da Câmara e afirmou que todos precisam trabalhar em conjunto para combater a pandemia. “Sabemos que estamos passando por um momento delicado, que terá impactos sociais e econômicos significativos, por isso, precisamos atuar de forma conjunta e estratégica. A atitude do Legislativo em fazer a economia e realizar a devolução é extremamente importante para que possamos continuar nessa luta contra o coronavírus”, destaca Busato.
De acordo com Patricio, a economia foi possível graças a um conjunto de medidas e do esforço dos 21 vereadores, assessores e servidores da Câmara, com sobra de recursos provenientes do pagamento das atividades habituais da Casa. “Desde o início da pandemia, estamos acompanhando as ações do Executivo e trabalhando, dentro de nossas limitações, contra a propagação do vírus. Realizar a devolução de recursos públicos é uma forma que encontramos de auxiliar a Prefeitura neste momento tão delicado”, comenta.
Política
Rodrigo Cebola lança sua pré-candidatura a deputado federal em Canoas

Canoas terá nesta quarta-feira, 27, às 19h, o lançamento da pré-candidatura de Rodrigo Cebola a deputado federal. O ato será realizado no Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas, na Rua Caramuru.
Ex-vereador e presidente do PSOL em Canoas, Rodrigo oficializa a entrada na disputa para a Câmara dos Deputados.
O evento deve contar com a presença da pré-candidata ao Senado Manuela d’Ávila e do deputado estadual Matheus Gomes.
Em 2022, o pré-candidato recebeu votos em 114 municípios do Rio Grande do Sul. Nas eleições municipais de 2024, foi o candidato a prefeito mais votado do partido no estado.
A atividade é aberta ao público.
Política
Deputada Delegada Nadine protocola projeto sobre direitos de estudantes atletas no RS

A deputada estadual Delegada Nadine protocolou na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul um projeto de lei que trata da proteção aos direitos de estudantes atletas matriculados em instituições de ensino públicas e privadas do Estado.
A proposta estabelece regras para alunos que participam de competições esportivas oficiais, como dispensa de aulas durante eventos esportivos, realização de provas em datas alternativas, compensação de ausências e prorrogação de prazos para entrega de trabalhos e atividades avaliativas.
“A educação e o esporte precisam caminhar juntos. Muitos jovens dedicam anos da vida ao esporte de alto rendimento e acabam enfrentando obstáculos dentro das instituições de ensino para conseguir acompanhar competições oficiais sem prejuízo escolar. Nosso projeto busca garantir segurança jurídica e assegurar direitos básicos para esses estudantes atletas”, afirma a deputada.
Na justificativa do projeto, a parlamentar cita o relato de uma mãe de atleta que enfrentou dificuldades junto à escola da filha para obter flexibilização de frequência, realização de provas e compensação de conteúdos durante competições esportivas.
O texto também prevê acesso aos conteúdos pedagógicos e possibilidade de reposição de aulas, inclusive de forma remota, respeitando a carga horária obrigatória prevista na legislação federal. A matéria segue em tramitação nas comissões permanentes da Assembleia Legislativa.
Política
Justiça cassa prefeita e vice de Cachoeirinha, mas ambos seguem nos cargos até decisão do TRE

A cassação dos mandatos da prefeita eleita de Cachoeirinha, Jussara Caçapava (Avante), e do vice-prefeito Luis Carlos Azevedo da Rosa, o Mano (PL), não terá efeito imediato. A decisão foi emitida no sábado (16) pela Justiça Eleitoral, mas a dupla permanece no comando do Executivo municipal até que o caso seja analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS).
Segundo o TRE, a análise do recurso não deve ocorrer antes de setembro, devido aos prazos legais e ao trâmite processual. Caso a cassação seja confirmada pela Corte, uma nova eleição suplementar poderá ser convocada para definir os ocupantes da prefeitura até 31 de dezembro de 2028.
A defesa de Jussara e Mano informou que tentará reverter a decisão ainda em primeira instância. Se necessário, também recorrerá ao TRE e, posteriormente, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A decisão foi assinada pela juíza eleitoral Suelen Caetano de Oliveira, que entendeu haver abuso de poder político durante a campanha eleitoral suplementar realizada em abril deste ano.
A ação foi movida por Cláudia Azevedo (PV), que disputou a eleição como vice na chapa do PT. A representação apontou irregularidades em dois vídeos publicados nas redes sociais da campanha vencedora.
Em um dos vídeos, Jussara aparece ao lado de servidores públicos uniformizados, utilizando a identificação “Jussara prefeita interina”. Em outro, ela surge em uma retroescavadeira durante uma obra pública. Para a magistrada, as imagens caracterizam o uso de bens e agentes públicos em benefício eleitoral, prática proibida pela legislação.
A juíza também destacou que o contexto da recuperação de Cachoeirinha após as enchentes de 2024 agravou a situação. As gravações mostravam ações de desassoreamento do Arroio Passinhos e limpeza de áreas atingidas pela cheia do Rio Gravataí.
“A exploração da imagem pessoal da prefeita interina, associando-a diretamente a essas intervenções tão sensíveis, transcende a propaganda política e tangencia a exploração da tragédia humana para a obtenção de dividendos eleitorais. Em um contexto de normalidade, a divulgação de tais obras poderia ser vista como legítima prestação de contas. No pós-catástrofe, tal conduta adquire um contorno de reprovabilidade qualitativamente superior”, afirmou a juíza na decisão.
Além da cassação dos diplomas, a Justiça Eleitoral determinou multa de R$ 15 mil para Jussara e Mano. A prefeita eleita também foi declarada inelegível por oito anos.
“Recebemos a decisão de forma satisfatória. Sentimos aqui o processo eleitoral de maneira muito conturbada, era nítido o abuso de poder. Além da denúncia formal à Justiça, também fizemos pelas redes. A decisão é justa e esperamos que se confirme”, destacou Cláudia, que disse ser cedo para falar se vai concorrer novamente ou não em caso de nova eleição suplementar.

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