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19/10/2026
 

Geral

Viradouro é a grande campeã do carnaval carioca

Redação

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em

Texto e fotos: Daniela Uequed e Douglas Angeli

Escola desfilou com enredo sobre as lavadeiras de Itapuã. Imperatriz Leopoldinense venceu na série A e retornará ao grupo especial.

Com um enredo inédito, falando da força da mulher negra no combate à escravidão a escola de Niterói trouxe à Avenida a vida da ganhadeiras de Itapuã, na Bahia, grupo de mulheres lavadeiras que resistiram à escravidão e cuja tradição é resgatada, atualmente, por um grupo musical que leva o mesmo nome. A escola conquistou seu segundo título do grupo especia em uma disputa acirrada com Grande Rio, Mocidade e Beija-Flor. Salgueiro e Mangueira completam o grupo das seis escolas que retornam ao sambódromo no desfile das campeãs de sábado, 29.

As chamadas escravas de ganho, que usavam a força do seu trabalho para comprar a própria alforria foram reverenciadas pela comunidade niteroiense. Ponto a ponto, a escola de Niterói fez jus ao nome e virou durante a apuração: até os últimos quesitos, Grande Rio e Beija-Flor estavam na frente; evolução e harmonia foram determinantes para o desempate que resultou na vitória da Viradouro. Com isso, repete o título de 1997 e se consagra após amargar alguns anos no grupo de acesso e retornar ao especial em 2019. À frente do enredo, dois jovens carnavalescos: Marcus Ferreira e Tarcísio Zanon.

Campeã no ano passado, a Estação Primeira de Mangueira garantiu o retorno no sábado ficando em sexto lugar. Menos sorte teve a Portela, cujos erros da comissão de frente e do casal de mestre-sala e porta-bandeira em frente aos jurados levaram apenas ao sétimo lugar. A Unidos da Tijuca, de Paulo Barros, com dificuldades nas alegorias, amargou a nona posição. Estácio de Sá e União da Ilha do Governador foram rebaixadas e desfilarão no grupo de acesso em 2021. Já a Imperatriz Leopoldinense, resgatando o enredo de 1981 em homenagem a Lamartine Babo com a nova roupagem dada pelo carnavalesco Leandro Vieira, foi campeã da série A e garantiu seu lugar no grupo especial para o próximo carnaval. Renascer de Jacarepaguá e Acadêmicos da Rocinha descem ao grupo B.

Classificação do grupo especial:

1 – Viradouro – 269,6

2 – Grande Rio – 269,6

3 – Mocidade – 269,4

4 – Beija-Flor – 269,4

5 – Salgueiro – 269

6 – Mangueira – 268,9

7 – Portela – 268,8

8 – Vila Isabel – 268,6

9 – Tijuca – 267,6

10 – São Clemente – 267

11 – Tuiuti – 266,2

12 – Estácio de Sá – 264,7

13 – União da Ilha – 264,2

 

 

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Policial

PM suspeito de matar ex-mulher e os pais dela no RS deverá passar por avaliação psicológica

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MPRS denuncia policial militar por homicídio, duplo feminicídio e desaparecimento de família Aguiar

O policial militar Cristiano Domingues Francisco, suspeito de envolvimento nas mortes da ex-mulher, Silvana de Aguiar, e dos pais dela, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, deverá passar por uma avaliação psicológica no âmbito de um processo administrativo da Brigada Militar. O procedimento pode influenciar a continuidade do Conselho de Disciplina que pode resultar na exclusão dele da corporação.

A avaliação será realizada pela Junta Policial-Militar de Saúde e deverá analisar as condições psicológicas do policial, incluindo sua capacidade de compreender as infrações administrativas atribuídas a ele e de responder ao procedimento disciplinar.

O exame estava previsto para setembro, mas foi adiado.

Processo pode resultar em expulsão

Cristiano responde a um Conselho de Disciplina instaurado pela Brigada Militar. O procedimento administrativo apura a conduta do policial e poderá resultar na exclusão dele da instituição.

O militar está afastado das funções policiais, mas segue recebendo vencimentos e vantagens, conforme as regras aplicáveis ao caso. A avaliação psicológica integra o andamento do processo administrativo e não representa, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade criminal do investigado.

Família está desaparecida desde janeiro

Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, desapareceram em Cachoeirinha nos dias 24 e 25 de janeiro de 2026. Até a publicação da reportagem, os três não haviam sido encontrados.

Cristiano, ex-marido de Silvana, é acusado de envolvimento no caso e responde a processo criminal por crimes que incluem feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa e falsidade ideológica, entre outras imputações.

Milena Ruppenthal Domingues, companheira de Cristiano, e Wagner Domingues Francisco, irmão dele, também foram denunciados pelo Ministério Público por suposta participação nos crimes investigados.

As acusações ainda dependem de julgamento, e os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

Defesas contestam acusações

As defesas dos investigados questionam aspectos da investigação e apontam divergências relacionadas às provas, aos depoimentos e à cronologia apresentada pela acusação. Também afirmam aguardar a conclusão de laudos e perícias.

A avaliação psicológica de Cristiano faz parte do procedimento administrativo da Brigada Militar e não substitui o processo criminal, que apura a responsabilidade dos envolvidos no desaparecimento da família Aguiar.

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Policial

Polícia investiga suspeita de xenofobia contra juiz sergipano em restaurante de Porto Alegre

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Foto: Amepe/Divulgação

A Polícia Civil investiga uma suspeita de ataque xenofóbico contra um juiz natural de Aracaju, em Sergipe, durante uma visita a um restaurante em Porto Alegre. O caso teria ocorrido no bairro Praia de Belas e envolve relatos de ofensas relacionadas à origem nordestina do magistrado.

Segundo o relato do juiz Francisco Tojal, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o episódio começou quando ele pediu informações sobre o prato à la minuta, tradicional no Rio Grande do Sul. Ao demonstrar que não conhecia a refeição pelo nome, ele teria sido alvo de comentários debochados e xingamentos feitos por um homem que estava em uma mesa próxima.

Conforme o magistrado, as ofensas teriam sido motivadas por seu sotaque e sua origem regional. O homem também teria feito referências políticas durante a discussão.

Investigação policial

A ocorrência foi registrada em 8 de outubro. A Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância solicitou as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, além da identificação do suspeito e de duas testemunhas.

Até a publicação das informações, o restaurante ainda não havia respondido à solicitação, e o suspeito não havia se manifestado à polícia nem apresentado advogado.

Juiz estava em Porto Alegre para palestra

Francisco Tojal estava na Capital gaúcha para ministrar uma palestra sobre violência de gênero na infância e na adolescência.

O caso é investigado como uma possível prática de discriminação por origem regional. A apuração busca esclarecer as circunstâncias do episódio e identificar os envolvidos.

Atos de discriminação contra pessoas em razão de sua origem regional podem ser enquadrados na legislação antirracismo, conforme as circunstâncias do caso.

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Policial

Pastor de 53 anos é morto a tiros dentro de igreja em São Leopoldo

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Foto: Arquivo/Pessoal

Um pastor de 53 anos foi morto a tiros dentro de uma igreja na noite de segunda-feira, 12, em São Leopoldo, no Vale do Sinos. O crime ocorreu na Igreja Esperança em Jesus Cristo, localizada na Rua Eva Moreira dos Santos, na comunidade Santa Marta, bairro Arroio da Manteiga.

A vítima foi identificada como Cláudio Roberto da Silva. Ele teria sido abordado nas proximidades de casa e levado até a igreja por dois homens encapuzados.

No local, os suspeitos efetuaram disparos contra o pastor e fugiram em seguida. Cláudio foi atingido no tórax e morreu no local.

Polícia investiga o homicídio

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Leopoldo. Até a publicação das informações, os suspeitos não haviam sido identificados e ninguém havia sido preso.

A investigação busca esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis pela morte do pastor.

Velório e sepultamento

O velório de Cláudio estava previsto para terça-feira, 13, a partir das 20h. O sepultamento foi marcado para quarta-feira, 14, às 10h, no Cemitério da Feitoria, em São Leopoldo.

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