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14/05/2026
 

Geral

CARNAVAL 2020: Última noite de desfiles no Rio

Redação

Publicado

em

Textos e fotos: Daniela Uequed e Douglas Angeli

Seis escolas de samba fecharam os desfiles do grupo especial do carnaval do Rio de Janeiro na noite de segunda, 24. O grande destaque foi a Mocidade Independente de Padre Miguel com a homenagem à cantora Elza Soares. A grande campeã será conhecida na apuração desta quarta.

São Clemente – Com irreverência, a São Clemente abriu o desfile da segunda com o enredo “O conto do vigário”. O comediante Marcelo Adnet, um dos autores do samba, esteve presente em uma das alegorias representando o presidente Jair Bolsonaro. A escola contou a história do “jeitinho brasileiro” e das “vigarices” e golpes costumeiros, fazendo uma crítica à corrupção. O carnavalesco Jorge Silveira demonstrou seu talento ao trazer belas esculturas e alegorias que deram leveza e criatividade ao desfile.


Vila Isabel
– A Unidos de Vila Isabel fez uma homenagem aos 60 anos de Brasília. Terceira colocada em 2019, a escola de Martinho da Vila novamente apresentou um abre-alas imponente. A partir de um conto indígena, a Vila destacou as cinco regiões do país para encerrar seu desfile reverenciando a beleza arquitetônica da capital – inaugurada em 1960. Apesar de ostentar belas alegorias, dificuldades de concepção e execução do enredo e o samba devem impedir que a escola conquiste seu quarto título.


Salgueiro
– “O rei negro do picadeiro” foi o enredo dos Acadêmicos do Salgueiro para esse carnaval, prestando reverência ao artista Benjamin de Oliveira (1870-1954), ator, cantor, compositor e considerado o primeiro palhaço negro do Brasil. O carnavalesco Alex de Souza optou por fazer uma exaltação ao mundo do circo e destacar o aspecto de superação na vida de Benjamin. Alegorias e fantasias se destacaram pelo bom-gosto e bom acabamento. Evolução, samba e execução do enredo devem, no entanto, afastar o Salgueiro das primeiras colocações.


Tijuca
– Muito aguardada desde o retorno do carnavalesco Paulo Barros à agremiação, a Unidos da Tijuca desfilou com o enredo “Onde moram os sonhos”, sobre a arquitetura. Destaque para a comissão de frente, em que os integrantes formavam um chafariz, e para o carro abre-alas – de onde surgia uma imagem móvel do Cristo Redentor. Em seguida, o desfile destacou as jóias da arquitetura de diversas civilizações e fez uma reflexão sobre o meio-ambiente e sustentabilidade. Alegorias e fantasias, entretanto, deixaram a desejar a partir do terceiro setor, o que deve frustrar a expectativa de sua torcida quanto a um título para o pavão tijucano.


Mocidade
– Com muita emoção, a Mocidade Independente de Padre Miguel ingressou na avenida para homenagear a cantora Elza Soares – nascida no bairro da escola e um de seus ícones. A comissão de frente representava a vida de Elza, desde a jovem que subia o morro com uma lata d’água na cabeça até a artista consagrada. Com um belo samba e uma abertura exuberante, a escola destacou as dificuldades na vida de Elza e a resistência que a artista simboliza. Orgulhosa, uma baiana salientava na concentração: “Eu estava aqui quando ela puxou o samba da escola” (na década de 1970). A cantora, plenamente identificada com a escola, encerrou o desfile presente no último carro. Samba, evolução, harmonia e competência em outros quesitos colocam a Mocidade como favorita ao título.


Beija-Flor
– Recuperando a exuberância que marcou seus 14 campeonatos no carnaval carioca, a Beija-Flor de Nilópolis encerrou a segunda noite de desfiles com o enredo “Se essa rua fosse minha”. Falando das ruas e dos caminhos abertos pelas civilizações, a escola da Baixada Fluminense apresentou um dos melhores conjuntos alegóricos desse carnaval, além do belo samba interpretado por Neguinho da Beija-Flor e da performance do casal de mestre-sala e porta-bandeira Claudinho e Selminha Sorriso. A escola de Nilópolis deve ficar nas primeiras posições, mas evolução e harmonia podem deixá-la sem o título.

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Policial

Homem é preso em São Leopoldo por armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil

Redação

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Foto: Redes Sociais do delegado

Policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas, coordenados pelo delegado Maurício Barison, prenderam em flagrante, na manhã desta quarta-feira, 13, um homem de 45 anos por armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil. A ação ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no bairro Pinheiro, em São Leopoldo.

A investigação integra a Operação Permanente DarkTrace, conduzida pela DPCA Canoas, com foco no monitoramento e identificação de pessoas envolvidas na produção, armazenamento e compartilhamento de conteúdo criminoso envolvendo crianças e adolescentes no ambiente digital.

Durante a diligência, realizada com apoio de peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP/RS), os policiais localizaram um smartphone contendo arquivos de pornografia infantojuvenil armazenados na lixeira do aparelho. Também foram encontrados indícios de downloads feitos por meio de aplicativo que opera via protocolo torrent.

Conforme a Polícia Civil, diante da constatação do material ilícito, o suspeito recebeu voz de prisão em flagrante. Ele não ofereceu resistência e foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais.

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Policial

Homem é preso suspeito de estuprar a enteada de 7 anos em Canoas

Redação

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Foto: Redes Sociais delegado

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta terça-feira, 12, um homem de 40 anos suspeito de estupro de vulnerável contra enteada de 7 anos, em Canoas. A prisão foi realizada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) no município de Cachoeirinha.

Segundo a investigação, os abusos ocorreram no bairro Guajuviras. O inquérito foi instaurado em março deste ano, após a madrinha da criança procurar a polícia para denunciar o caso.

Conforme o relato apresentado à DPCA, a mãe da menina teria acordado durante a madrugada, em dezembro de 2025, e presenciado o companheiro praticando ato sexual contra a criança na cama onde os três dormiam.

A vítima foi ouvida posteriormente pelos investigadores e confirmou os abusos. De acordo com a Polícia Civil, os crimes seriam recorrentes.

Ainda segundo a investigação, mesmo após presenciar a situação, a mãe da criança não registrou ocorrência e permitiu que o suspeito continuasse frequentando a residência. Por isso, ela também é investigada por omissão de cuidados.

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Policial

Operação Contra-Ataque prende oito suspeitos de monitorar policiais e atuar no tráfico no RS

Redação

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A Polícia Civil deflagrou na manhã desta terça-feira, 12, a Operação Contra-Ataque, coordenada pela Delegacia de Polícia de Venâncio Aires, para combater o tráfico de drogas e a atuação de um grupo criminoso investigado por monitorar movimentações de policiais e viaturas na região.

Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão temporária nas cidades de Venâncio Aires, Gravataí e São Leopoldo. Dois dos mandados foram executados dentro da Penitenciária Estadual de Venâncio Aires, com apoio da Polícia Penal. Até o momento, oito pessoas foram presas.

De acordo com o delegado Guilherme Dill, a investigação apura a atuação de um grupo envolvido com tráfico de drogas, associação para o tráfico e monitoramento sistemático de viaturas e agentes de segurança por meio de aplicativos de mensagens.

Segundo a Polícia Civil, os investigados mantinham uma rede de “campanas digitais”, compartilhando em tempo real informações sobre viaturas descaracterizadas, locais onde policiais faziam refeições, deslocamentos em bairros e proximidades de delegacias. O objetivo, conforme a investigação, era facilitar a atuação do tráfico e dificultar ações policiais.

Ainda conforme a apuração, o grupo avisava integrantes sobre a presença ou ausência de viaturas estacionadas e até mesmo quando veículos deixavam a delegacia da cidade.

A investigação teve início após a apreensão de um telefone celular durante o cumprimento de um mandado judicial em 2024. A análise técnica do aparelho permitiu identificar conversas, grupos de mensagens e elementos que indicariam a atuação contínua da organização criminosa.

“A participação em grupos destinados ao monitoramento de policiais, compartilhamento de informações sobre viaturas e auxílio à movimentação do tráfico de drogas demonstra colaboração direta com a atividade criminosa, podendo configurar o crime de associação para o tráfico de drogas, cuja pena pode chegar a 10 anos de reclusão, a depender das circunstâncias apuradas durante a investigação”, afirmou o delegado Guilherme Dill.

A operação contou com cerca de 40 policiais civis, com apoio de delegacias da região de Santa Cruz do Sul, além da Draco de São Leopoldo, 2ª DP de Gravataí e Draco de Lajeado.

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