Canabarro Tróis filho: “O prefeito esclarecia”


Canabarro Tróis filho

O prefeito esclarecia

Alimentei o sonho de publicar páginas sobre assuntos importantes para Canoas, nas séries Cartas à Redação, Ensaio, Editorial, Conto, e o que mais surgisse nos cursos dos fatos.

O sonho foi desfeito pelo habitual desinteresse oficial, mas está arquivado em pasta que pode ser reaberta…

Num dos volumes, como nos demais, a trindade passado-presente-futuro nos oferece lições. Lembram como era a vila Mathias Velho? Era um banhado, que loteado sem obras prévias de saneamento básico. Cada chuvarada era um drama, as casas (chalés) pagas com o suor dos pobres, foram invadidas pelas águas; prejuízos diversos, doenças… Os loteadores? Já estavam em terra seca, financeiramente realizados, às custas dos trouxas e dos omissos.

É muito oportuno atentar sobre os três tempos. Somente assim, poderemos saber se estamos ou não omitindo, como aqueles que nos desgovernaram.

O prefeito Sezefredo Azambuja Vieira (1956-1959), publicava esclarecimentos, em jornal local. Em um deles afirmou que “Sem dúvida o ato administrativo mais calamitoso da curta história da Prefeitura de Canoas, foi a aprovação do loteamento denominado Mathias Velho, nas condições conhecidas. Trata-se de uma área de cerca de 600 hectares, que deverá abrigar, quando devidamente povoada, mais ou menos, 5.000 famílias, ou perto de 25.000 pessoas. Como não foi exigida qualquer obra, a firma loteadora, em vista de não estar obrigada a maiores despesas, pôde vender os terrenos por um preço ínfimo”.