Vice-Prefeita apresenta fluxo do atendimento de adolescentes vítimas de violência

Foto: Felipe Aranha

Na tarde desta quarta-feira, 10, a Vice-Prefeita Gisele Uequed apresentou para a Rede de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres de Canoas um novo fluxo de atendimento para adolescentes a partir dos 14 anos. O serviço prestado no Centro de Referência da Mulher Patrícia Esber (CRM) foi ampliado em 2019, antes exclusivo apenas para mulheres acima dos 18 anos.

Segundo a vice-prefeita, a ação amplia o acolhimento. “Identificamos a necessidade do serviço alcançar meninas vítimas de violência já a partir dos 14 anos, que são igualmente ou mais expostas às violências de gênero. Somos uma rede articulada de proteção, então nada melhor do que construir esse fluxo junto com todas as instituições e trabalhar também na prevenção”, destaca Gisele.

A diretora de Políticas para Mulheres de Canoas, Ana Moraes, comemora a evolução na rede de proteção da cidade. “É um avanço nas políticas públicas para as mulheres de uma maneira geral, desde a menina até a mulher adulta”.

Leina Peres é coordenadora técnica do CRM e acredita que essa iniciativa, que partiu do Executivo Municipal, agrega ainda mais no trabalho da rede. “É um caminho para não revitimizar a mulher e tirar ela do ciclo de violência. Não tínhamos então essa perspectiva de um cuidado específico para a menina. É uma construção nova, a pedido da Prefeitura de Canoas. Nesse sentido, nos somamos como mais um serviço para crianças e adolescentes, agora na proteção”, avalia.

O CRM também realiza campanhas preventivas, acolhida de mulheres em situação de violência com atendimento e acompanhamento psicológico, social, orientação jurídica e encaminhamento para os demais órgãos da rede de proteção. Para as adultas, o objetivo é o atendimento multiprofissional, recorrendo ao sistema de proteção legal e social, judicial, de segurança pública, saúde, assistência social e o fortalecimento das mulheres através da promoção da sua autonomia.

Para a conselheira tutelar Gislaine Ferreira, esta é também uma ação de educação da população. “É um braço a mais. Como tratamos com urgências, vêm para diminuir e conscientizar. Nos ajuda muito. De grande importância por serem profissionais preparados para isso. Facilita o nosso trabalho na rapidez”, comemora Gislaine.

O CRM Patrícia Esber realiza cerca de 120 atendimentos mensais, auxiliando as mulheres a romperem com a situação de violência. Após a primeira acolhida, passam a ter acompanhamento semanal ou quinzenal, conforme a necessidade.