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06/02/2026
 

Cultura

Quem são os indígenas que vendem artesanato no Centro?

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SIMONE DUTRA*

Quem passa pelos centros das capitais de todo o país, encontra comumente entre o agito de centenas de transeuntes e a arquitetura comercial a presença dos indígenas que buscam os núcleos urbanos para a venda de artesanato. Em Canoas, isto não é diferente. Um grupo de índios guaranis decora semanalmente as calçadas da cidade com seus balaios e peças confeccionadas de madeira.

A artesã Santa, 45 anos, é uma destas conhecidas personagens. Ao lado de dois dos quatro filhos menores de idade, entre eles um bebê de cinco meses, ela conta que apesar das condições aparentemente precárias de trabalho, gosta da rotina. Quando questionada a respeito da possibilidade de um auxílio dos municípios, a índia diz que não se sente desamparada e tampouco espera ajuda de alguém.

Com dificuldade para se comunicar em português e bastante tímida, ela sorriu ao falar sobre a aldeia em que vive com outras famílias na Barra do Ribeiro, a cerca de 69 km de Canoas, trajeto que faz a pé e de trem.
Atualmente à margem da sociedade moderna, Santa é um exemplo de resistência e da dedicação de um povo que se recusa a ser ignorado.

Vida na aldeia

Na Barra do Ribeiro as tarefas são divididas. Lá as famílias plantam aipim e milho, além da atividade de pesca para alimentação. Os homens da tribo, segundo ela, vão para os briques de Porto Alegre, tentar comercializar os artefatos produzidos pela comunidade.

Os guaranis

Os indígenas guaranis viviam nas terras onde hoje é o Rio Grande do Sul antes ainda da chegada dos europeus, e povoavam o litoral e a parte central até a fronteira com a Argentina. Ainda que pioneiros de algumas regiões, a inversão de papeis ganhou muita força por conta do poder econômico de quem chegava e fazia colônia, e facilmente eles se tornaram visitantes de sua própria terra.
Segundo a última pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os cerca de 900 mil índios existentes, urbanos ou do campo, fazem do Brasil um dos países com maior diversidade sociocultural do planeta.

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Cultura

Semana do Cinema começa nesta quinta-feira, 5, em Canoas com ingressos a R$ 10 e R$ 12

Redação

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A 1ª Semana do Cinema de 2026 começa nesta quinta-feira, 5, e segue até o dia 11 de fevereiro, oferecendo ingressos promocionais em Canoas. Até as 17h, as entradas custam R$ 10, e após esse horário passam para R$ 12.

A campanha é válida para salas tradicionais em 2D e 3D e também traz descontos nos combos de pipoca. Ficam de fora da promoção as salas VIP, IMAX, pré-estreias e sessões especiais.

Na cidade, a Semana do Cinema acontece no Cinemark do Canoas Shopping e no UCI do ParkShopping Canoas. Para garantir o valor promocional, a recomendação é comprar os ingressos com antecedência pelos sites ou aplicativos do Cinemark, UCI ou Ingresso.com.

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Cultura

Nova Santa Rita assina contrato para aquisição de van cultural MovCEU

Redação

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Divulgação/PMNSR

A Prefeitura de Nova Santa Rita assinou nesta semana contrato com o Governo Federal para a aquisição do MovCEU, uma van cultural itinerante que será utilizada para a realização de atividades artísticas, ações formativas e acesso à produção audiovisual e literária em diferentes regiões do município. O investimento total é de R$ 610 mil, sendo R$ 485 mil em recursos federais e R$ 125 mil de contrapartida da prefeitura.

O MovCEU faz parte de uma política pública do Ministério da Cultura voltada à ampliação do acesso à cultura por meio de um equipamento móvel. A iniciativa é direcionada, principalmente, a municípios, áreas rurais, comunidades periféricas e locais com menor oferta de espaços culturais fixos.

A van conta com estrutura para funcionamento como centro cultural itinerante. Entre os equipamentos disponíveis estão biblioteca com acervo de livros, espaço para oficinas e ações formativas, estúdio para produção e edição audiovisual, óculos de realidade virtual, projetor, telão, palco montável, computadores, câmeras, equipamentos de som e suporte técnico.

Divulgação/PMNSR

De acordo com a proposta, o MovCEU deve circular por bairros e comunidades de Nova Santa Rita, com a realização de sessões de cinema ao ar livre, oficinas, apresentações culturais, atividades educativas e ações voltadas a artistas locais.

Durante a assinatura do contrato, o prefeito Rodrigo Battistella afirmou que o objetivo é ampliar o acesso da população a atividades culturais em diferentes pontos da cidade.

A representante do Ministério da Cultura, Patrícia Afonso, destacou que o programa busca levar equipamentos culturais a locais onde não há estruturas fixas disponíveis.

Já o secretário municipal de Cultura e Turismo, Vagner Silva, afirmou que o projeto será utilizado para ampliar as ações culturais no município e incentivar a participação da comunidade.

A previsão é que a van cultural chegue a Nova Santa Rita até o mês de abril. Após a entrega, o equipamento passará a integrar a programação cultural do município, com ações organizadas pela Secretaria de Cultura e Turismo.

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Cultura

Casa de Artes Villa Mimosa abre calendário de exposições de 2026 com mostra de Alice Rossoni

Redação

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Foto: Bru Ourique

A Casa de Artes Villa Mimosa iniciou o calendário de exposições de 2026 com a mostra da artista Alice Rossoni. A exposição reúne obras produzidas pela artista de 17 anos e permanece aberta à visitação por 30 dias no espaço cultural.

A Villa Mimosa mantém programação ao longo de todo o ano e recebe exposições de artistas interessados em apresentar seus trabalhos ao público. O local é voltado à difusão cultural e ao incentivo às artes visuais.

Segundo Alice Rossoni, o projeto começou no fim de 2024, a partir da produção de pinturas com peixes e de pesquisas sobre o peixe beta, espécie comum em aquários.

“A ideia de fazer essa exposição surgiu no fim de 2024, quando comecei a pintar muitos peixes e a pesquisar mais sobre os peixes betas, que são peixes de aquário. A partir disso, passei a usar a arte como uma crítica social. Com o tempo, todo o contexto foi se modificando, porque eu olhava para a parede e me via ali: eles tinham minha alma, minha personalidade, meus medos e inseguranças”, afirmou a artista.

A gestora da Casa de Artes Villa Mimosa, Rosangela Cardoso, destacou o papel do espaço no cenário artístico.

“Aqui é um espaço tanto para artistas já renomados quanto para aqueles que estão começando agora. A casa é um nome extremamente importante para o currículo”, declarou.

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