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08/02/2026
 

Comunidade

Mercado imobiliário espera alta em 2016

“O ano de 2015 foi abaixo do esperado, 2014 foi bem melhor”, é o que acredita a corretora de imóveis Cátia Tolotti Ferreira, 47 anos.

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Sócias trabalham no mercado há décadas. Foto: Bruno Lara/OT

Sócias trabalham no mercado há décadas. Foto: Bruno Lara/OT

“O ano de 2015 foi abaixo do esperado, 2014 foi bem melhor”, é o que acredita a corretora de imóveis Cátia Tolotti Ferreira, 47 anos. Para ela, a expectativa de crescimento era grande para 2015, mas não foi. “Principalmente em relação ao setor de vendas. Locação se mantém dependendo do mês”, analisa.
 A situação se dá, segundo ela, em função da crise financeira que o Brasil enfrenta. “Locação e vendas estão muito paradas em função da crise do ano passado. A gente acredita que ainda será muito forte neste ano. Mas 2016 é só
crescimento, ao menos é isto que a gente espera do escritório, de todas as empresas, tanto no setor de locação como no de vendas”, estipula. A expectativa é crescer mais no setor de vendas, através da liberação de financiamentos.
Niterói se destaca
Vários bairros se destacam na cidade, mas o Niterói é o que mais cresce. “A expectativa é de 10% de crescimento no geral”, analisa a corretora. “Ele está crescendo bem mais em vendas e locação. O Rio Branco é um bairro mais
dormitório. Ele é mais de residências, não tem tanto comércio. Niterói é mais comercial, por isso cresce mais. O centro de Canoas também se desenvolve bastante, mas é uma região que a gente trabalha menos”, analisa.
Alugar é mais caro
O financiamento, tanto público como privado de imóveis, está cada vez mais difícil. “Eu vejo que há um aumento nas locações. As pessoas estão saindo do financiamento, deixando de pagar aquilo que eles não conseguem, que é a taxa do financiamento, o condomínio, e estão passando a locar imóveis. Eu acredito que vá existir um aumento no número de locações a partir deste ano”, aposta a corretora Rita Hanna Fraga, 38 anos. Para ela, o aluguel é uma opção rentável para a imobiliária, mas não para o consumidor final. “Vejo por dois parâmetros. Pelo da Imobiliária, que para o setor vale a pena alugar por causa da comissão. Agora, para quem sai da venda para a locação, acho que não vale. Vai estar pagando por uma coisa que não é tua, tu vai passar anos pagando aluguel por um imóvel que não é teu e vai deixar de pagar ou, pelo menos, tentar pagar aquilo que futuramente vai ser teu”, dá a dica.
Medo do longo prazo
“As pessoas não querem se comprometer. Hoje, como a economia está muito ruim, a economia está baixa, automaticamente, eles não querem gastar o pouco que tem”, acredita Rita. O problema, muitas vezes, é o reforço.
“Quem começou agora um financiamento não pode esquecer que tem a situação do reforço que, após um ano, quando tu for receber o imóvel, tu tem o reforço. E aí é que as pessoas acabam perdendo. O reforço não é baixo. Ele
varia de R$ 21 mil a R$ 40 mil, dependendo do tipo do imóvel”, alerta.
Mais 20% de inadimplência 
Para Cátia, a inadimplência é um problema ainda maior. “Cresceu bastante. Tanto no setor de que quem comprou o
imóvel como de quem locou. Uma diferença de 15% a 20% de aumento e ele já era elevado, mas se agravou mais ainda. Antes se pagava, mas não tudo. Agora não estão nem pagando, nem fazendo acordo. Antigamente era possível
conseguir algum acordo, hoje literalmente não querem pagar”, acrescenta. Uma solução possível é encaminhar tudo para a Justiça, “mas ela leva um bom tempo para resolver”, critica. “Pode levar de 1 a 2 anos até levar o imóvel, até fazer a cobrança e, neste meio tempo, o proprietário fica recebendo e a imobiliária tem que abraçar”, exemplifica Tolotti.
A situação é ainda pior com a chegada de um sinistro. “O que a gente viu é que o último temporal judiou bastante. Destelhou as casas e as pessoas atrasaram as contas para poder adquirir as coisas dentro de casa, concertar o telhado para poder dormir dentro das casas e acabou fazendo com que as pessoas perdessem aquela garantia de ter o salário certinho para pagar as contas. Hoje se tem uma conta alta com madeireira, com cartões de crédito, em função de um fato atípico”, lembra Rita. Com isto, as contas consideradas mais supérfluas são deixadas de lado e cada vez
menos os canoenses adquirem terrenos na cidade.
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Prefeitura na Tua Casa será neste sábado, 24 de janeiro, no bairro Niterói

Redação

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A Prefeitura de Canoas realiza neste sábado, 24, mais uma edição do programa Prefeitura na Tua Casa no bairro Niterói. O atendimento ao público ocorrerá das 9h às 12h, na Rua Itamar Mattos de Maia, em frente ao número 323.

O evento contará com serviços voltados à comunidade, como orientações de saúde, vacinação, atividades culturais, espaço para crianças, ações ambientais, apoio ao empreendedor e oportunidades de emprego. Também serão oferecidos encaminhamentos relacionados a demandas locais.

O programa tem a finalidade de disponibilizar atendimentos diretos em diferentes regiões da cidade.

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Comunidade

Prefeitura de Canoas inicia reforma do CRAS Rio Branco após danos da enchente de 2024

Redação

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A Prefeitura de Canoas assinou, na terça-feira, 13, a ordem de início de serviço para a reforma do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Rio Branco, localizado no Complexo Cultural e Esportivo Mahatma Gandhi, conhecido como Praça CEU. O espaço estava inoperante desde a enchente registrada em maio de 2024.

Após a conclusão da obra, o CRAS voltará a ofertar serviços como Cadastro Único, Bolsa Família, Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para crianças, adolescentes e idosos, Aluguel Social e encaminhamentos à rede socioassistencial. Atualmente, os atendimentos seguem sendo realizados de forma provisória na unidade localizada na Rua Santa Clara, nº 382, no bairro Rio Branco.

A obra integra o processo de recuperação de espaços públicos atingidos pelo evento climático e prevê serviços de manutenção nos vestiários e sanitários externos, melhorias na entrada de energia e adequações na infraestrutura elétrica externa. O investimento é de aproximadamente R$ 221 mil, com recursos da Defesa Civil, por meio do Auxílio Reconstrução.

Durante o ato de assinatura, o prefeito de Canoas, Airton Souza, afirmou que a retomada do espaço representa a devolução de serviços essenciais à população.

“A nossa missão é entregar serviços para a sociedade e para as pessoas que mais precisam. Esse espaço estava abandonado e agora retorna para a comunidade poder usufruir novamente”, disse.

O secretário municipal de Assistência Social, Marcio Freitas, destacou os impactos da enchente no local e a expectativa da comunidade pela recuperação.

“Esse espaço foi muito atingido pelos eventos climáticos e hoje estamos aqui para comunicar à sociedade que ele vai ser recuperado. É um anseio da comunidade desde 2024”, afirmou.

A secretária de Projetos e Captação de Recursos, Daniela Fontoura, explicou que a reforma do CRAS faz parte de um conjunto mais amplo de intervenções no complexo.

“Estamos iniciando a reforma do CRAS Rio Branco, que foi fortemente atingido pela enchente, e seguimos com outros processos em andamento para devolver toda a praça à comunidade. A ideia é garantir um espaço mais acolhedor, com mais qualidade nos serviços e voltado especialmente às famílias e às crianças”, declarou.

Moradora do bairro, Ivone Giehl Meurer comemorou o início da obra.

“Esse espaço já estava abandonado antes da enchente. Agora, ver que vai ser recuperado é muito gratificante. As crianças gostam de vir aqui, brincar, usar a quadra, o campo, a pista de skate. Isso tudo é muito importante para a comunidade, principalmente para quem mora perto”, disse.

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Acúmulo de lixo gera transtornos a moradores do bairro Estância Velha, em Canoas

Redação

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Acúmulo de lixo gera transtornos a moradores do bairro Estância Velha, em Canoas

Moradores do bairro Estância Velha, em Canoas, enfrentaram transtornos provocados pelo acúmulo de lixo em lixeiras da região. O problema foi registrado no domingo, 28, e teria se intensificado ao longo da última semana, com relatos de aumento de resíduos em vias públicas e em frente a condomínios residenciais.

A situação estaria relacionada à ausência da coleta regular de lixo nos últimos dias, o que resultou no acúmulo de resíduos, mau cheiro e proliferação de insetos, causando desconforto à população local.

Em nota, a Secretaria Municipal de Serviços e Zeladoria Urbana informou que organizou um mutirão de coleta ainda nesta segunda-feira, 29, com reforço no número de equipes atuando no bairro Estância Velha. A previsão é de que o serviço seja normalizado até esta terça-feira, 30.

A Administração Municipal destacou que, neste período do ano, a geração de resíduos no município aumenta cerca de 25%. Além disso, houve registro de maior número de faltas entre os profissionais da coleta em datas próximas ao Natal, o que impactou a regularidade do serviço.

A Prefeitura informou ainda que segue investindo na modernização do sistema de coleta de resíduos sólidos. Atualmente, 450 contêineres com sistema de coleta automatizada foram implantados na área central da cidade. Nesse modelo, os contêineres são esvaziados diretamente nos caminhões, tornando o processo mais ágil e econômico em comparação à coleta manual.

Segundo a Administração, a ampliação da coleta automatizada para outros bairros de Canoas deverá ocorrer de forma gradual.

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