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16/05/2026
 

Saúde

Graças Leaks: POMBOS NO FORRO: Forro contaminado não é retirado no Hospital Graças

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A Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) recebeu um parecer referente ao seu forro e telhado. No diagnóstico, questões como o gotejamento da tubulação interna no quarto dos médicos; dejetos de pombos e pragas; e vãos abertos e desprotegidos entre telha e madeiramento foram observadas. A Associação Beneficente de Canoas (ABC), mantenedora do Hospital, considerou que a colocação de um forro novo sem a retirada do antigo não foi a melhor solução técnica.
O Jornal O Timoneiro teve acesso a um parecer referente ao forro e ao telhado da UTI do Hospital Nossa Senhora das Graças antes da obra. O documento, com três páginas, é assinado pela arquiteta Adriana Silva e pelo engenheiro civil Valdir Fiorentin da A3 Arquitetura e Engenharia. Com fotos mostrando a UTI e o forro, o documento expedido em 20 de janeiro deste ano segue sua avaliação através de um diagnóstico com quatro itens e sete considerações mais uma sugestão técnica.
A ABC, através da comissão de obras do seu conselho deliberativo, realizou vistoria nas obras no dia 19 de março de 2015. Estas foram executadas com recursos próprios e dotações orçamentárias oriundas do Governo do Estado. Consistiam na reforma da capela, na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), na recuperação do forro do corredor de circulação do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e UTI, e na reforma da emergência do Sistema Único de Saúde.

A empresa
Segundo seu site oficial, a A3 Arquitetura e Engenharia foi a responsável pelo projeto médico hospitalar no ano de 2011 no HNSG. Salienta em seu portfólio na internet que o projeto de 11.094,37 m² era a ampliação e reforma das unidades, os acessos e as fachadas. No diagnóstico anteriormente realizado, a empresa constatou que o “forro de gesso apresenta rachaduras, em virtude da fixação das guias das cortinas e dos dejetos de pombos e pragas abaixo do telhado”.
Em suas considerações, a empresa recomenda “a contratação de uma empresa que trabalhe com métodos de repelência, vedação e remoção;” “providenciar a limpeza do entre forro, a repelência e remoção dos dejetos;” “Fazer a vedação adequada, com a utilização de telas ou passarinheiras, nos vãos das telhas e reconstituição de madeiramento do beirado;” “A Fixação de espículas ou fios de nylon;” “Retirar o forro de gesso existente;” (o que não foi feito). “Abaixo das tesouras de madeira prender guias para a fixação de uma manta térmica que servirá de vedação” e “A fixação de novo forro de gesso e repaginação das luminárias, grelhas do ar condicionado e marcação de alçapões para manutenção.”
Na parte específica de sugestões técnicas, um desenho indicava a colocação de uma lona ou manta térmica fixada com ripas de madeira. Logo abaixo indicava o espaço da tubulação de ar condicionado (onde estão os desejos de pombos) e sugeria um forro de gesso.

Vistoria da ABC
Em duas páginas de texto corridos, um relatório da comissão de Obras do Conselho Deliberativo da ABC, representada por Alberto Matorelli, Guilherme Rocha e Roque Minella, salienta que a responsável pela obra é a Construtora SRC. Sobre a UTI, o documento diz que “constatou-se que para fazer-se a fixação do novo forro através de cabos metálicos, foi quebrado o forro antigo em vários locais e que a tubulação elétrica existente ficará sobre o que restou deste” e que “o piso da UTI estava com restos de obra e alguns buracos não havendo a colocação de uma lona para a devida proteção do mesmo”.
A respeito da recuperação do forro do corredor de circulação do CTI e UTI, diz que as chuvas de 04/03/15 provocaram o desabamento das placas de gesso e de luminárias do corredor de circulação. Referente à reforma da emergência do SUS, declara que o Sr. Carlos Eduardo informou que a mesma estava paralisada, para que fossem tomadas novas providências pela direção que recentemente assumiu o Graças. “A comissão deu por encerrada as vistorias, chegando a conclusão que as medidas tomadas na colocação de um forro novo de gesso acartonado sem a retirada do forro antigo não foi a melhor solução técnica a ser adotada” e assinalou que os responsáveis pela decisão, bem como os profissionais da empresa do centro de controle de infecções hospitalar e a direção do HNSG deverão ser chamados ao conselho deliberativo.

Agravo para a saúde
A presença de pombos ou de suas fezes é prejudicial para a saúde e pode causar muitas doenças que comprometem o sistema respiratório e podem também afetar o sistema nervoso central. Em todos os casos a morte é certa por infecções de bactérias, fungos e vírus. A ingestão de alimentos contaminados, a inalação de poeira resultante de fezes secas de pombos ou a simples exposição do mesmo no ambiente pode gerar doenças como a criptococose, a histoplasmose, a salmonelose, além de dermatites e alergias.

Contrapontos
Procurados pela reportagem, os profissionais da A3 arquitetura e engenharia não quiseram se manifestar.
A Prefeitura confirmou que é responsável, junto com o Hospital, pela reforma e que o problema foi constatado em janeiro deste ano. “Ação conjunta da SMS/DVS com o HNSG, aonde foi detectado o problema imediatamente, no mesmo momento/imediatamente, iniciou-se a reforma da UTI. Estamos fazendo a reforma do forro, vedação do telhado e impermeabilização do forro (para evitar a entrada de pombos)”, disse a nota.

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Saúde

Ypê pede chave PIX para reembolsar consumidores após suspensão de produtos pela Anvisa

Redação

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A fabricante Ypê começou a solicitar a chave PIX de consumidores que compraram produtos suspensos pela Anvisa após a identificação de possível contaminação bacteriana em mais de 100 lotes da marca.

A suspensão foi mantida por decisão unânime da agência na sexta-feira, 15, e atinge produtos do chamado “lote final 1”. Segundo a empresa, os consumidores podem solicitar o ressarcimento por meio de um formulário disponível no site oficial da fabricante.

Para realizar o pedido, é necessário informar a chave PIX, além de dados pessoais como nome completo, CPF, telefone e endereço. A medida faz parte do processo de devolução dos valores pagos pelos itens afetados pela determinação da Anvisa.

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Saúde

Anvisa mantém suspensão de produtos da Ypê por risco de contaminação microbiológica

Redação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária manteve, por unanimidade, a suspensão da fabricação, distribuição e venda de diversos produtos da Ypê por risco de contaminação microbiológica. A decisão foi confirmada nesta sexta-feira, 15, após a empresa apresentar recurso contra a resolução publicada no início de maio.

A medida vale apenas para produtos cujos lotes terminam com o número 1. Entre os itens afetados estão detergentes, desinfetantes e sabões líquidos para roupas.

Durante a sessão da Diretoria Colegiada, transmitida ao vivo no canal oficial da Anvisa no YouTube, os diretores afirmaram que as ações adotadas pela fabricante ainda não foram suficientes para eliminar os riscos sanitários identificados. O diretor-presidente da agência, Leandro Safatle, destacou que a empresa possui um “histórico recorrente de contaminação microbiológica”.

“Os riscos sanitários identificados ainda não foram totalmente reparados”, afirmou Safatle durante o julgamento.

A Química Amparo, responsável pela marca Ypê, informou em nota que solicitou que o julgamento ocorresse de forma pública, abrindo mão do sigilo do processo.

As sanções contra a empresa foram aplicadas pela Anvisa no último dia 7 de maio, após inspeção realizada entre os dias 27 e 30 de abril na fábrica da companhia, localizada em Amparo. Segundo a agência, foram encontradas falhas graves no sistema de garantia de boas práticas de fabricação.

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Saúde

Hospital Universitário de Canoas realiza 751 cirurgias de catarata em mutirão do SUS

Redação

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Foto: @wollenhaupt

O Hospital Universitário de Canoas concluiu nesta quinta-feira (14) a primeira edição do Programa Nova Visão, mutirão oftalmológico que realizou 751 cirurgias de catarata em pacientes do SUS de Canoas. A ação foi promovida pela Associação Saúde em Movimento, gestora do hospital, com apoio da Prefeitura de Canoas, do Grupo Hospitalar Conceição, por meio do programa Agora Tem Especialistas, e do Governo Federal.

O mutirão também contabilizou 1.619 consultas e 10.916 exames oftalmológicos.

Os atendimentos clínicos ocorreram entre os dias 6 e 9 de maio, enquanto os procedimentos cirúrgicos foram realizados entre os dias 11 e 13. Nesta etapa, foram priorizados pacientes com mais de 60 anos que aguardavam na fila de regulação do SUS.

Segundo dados divulgados pelo hospital, a fila para atendimentos oftalmológicos em Canoas era de 10.512 pessoas no início da ação. Os atendimentos realizados representam redução de 15,4% desse total.

O prefeito de Canoas, Airton Souza, comentou os atendimentos realizados.

“Foram muitas consultas, exames e cirurgias, dando dignidade novamente para as pessoas enxergarem. Estamos cuidando das pessoas e cumprindo a nossa missão.”

O CEO da Associação Saúde em Movimento (ASM), Cláudio Vitti, destacou o impacto da ação.

“Poder trazer para o HU algo tão grandioso, que consiga impactar e fazer a diferença na vida de tantos pacientes em tão pouco tempo, é algo que eu sempre sonhei e idealizei. É devolver dignidade para as pessoas, permitir que elas voltem a enxergar e tenham ainda mais qualidade de vida”, afirmou.

Vitti também relatou um dos casos acompanhados durante o mutirão.

“Conversei com diversos pacientes que aguardavam há mais de um ano sem conseguir enxergar adequadamente. Mas uma história me tocou de forma especial: uma paciente estava há cinco anos sem enxergar do olho direito e, em apenas dois minutos de cirurgia, tudo mudou. O procedimento foi realizado e a visão dela restaurada”, disse.

A superintendente do hospital, Tatiani Pacheco, afirmou que mais de 90% dos pacientes atendidos tinham encaminhamento para cirurgia nos dois olhos.

“Isso demonstra de forma muito clara o tamanho da demanda reprimida e o quanto iniciativas como essa são importantes para ampliar o acesso da população aos procedimentos especializados”, explicou.

Segundo ela, inicialmente foi realizada a cirurgia de apenas um dos olhos para ampliar o número de pacientes atendidos nesta primeira etapa.

“A segunda edição do Programa Nova Visão já nasceu durante o primeiro mutirão. Logo nos primeiros dias percebemos a necessidade de continuidade, porque praticamente todos os pacientes atendidos eram idosos e apresentavam dificuldades severas de visão”, ressaltou.

A próxima edição do mutirão está prevista para a segunda quinzena de agosto. Nesta nova etapa, devem ser realizadas as cirurgias do segundo olho dos pacientes já atendidos, além dos procedimentos de pessoas que passaram por consulta, mas ainda não realizaram cirurgia.

O diretor técnico do hospital, Fernando Farias, afirmou que a ausência de pacientes agendados segue sendo um dos principais desafios enfrentados pela instituição.

“Chamamos mais de dois mil pacientes nos quatro dias de atendimento e, mesmo assim, mais de 400 pessoas confirmadas não compareceram. Isso acaba tirando a oportunidade de outros pacientes que também aguardam por atendimento”, afirmou.

O médico também reforçou a importância do aviso prévio em caso de impossibilidade de comparecimento.

“Quando o paciente avisa que não poderá vir, conseguimos chamar outra pessoa da fila e ampliar ainda mais a assistência para quem precisa”, completou.

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