Saúde
Graças Leaks: POMBOS NO FORRO: Forro contaminado não é retirado no Hospital Graças
A Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) recebeu um parecer referente ao seu forro e telhado. No diagnóstico, questões como o gotejamento da tubulação interna no quarto dos médicos; dejetos de pombos e pragas; e vãos abertos e desprotegidos entre telha e madeiramento foram observadas. A Associação Beneficente de Canoas (ABC), mantenedora do Hospital, considerou que a colocação de um forro novo sem a retirada do antigo não foi a melhor solução técnica.
O Jornal O Timoneiro teve acesso a um parecer referente ao forro e ao telhado da UTI do Hospital Nossa Senhora das Graças antes da obra. O documento, com três páginas, é assinado pela arquiteta Adriana Silva e pelo engenheiro civil Valdir Fiorentin da A3 Arquitetura e Engenharia. Com fotos mostrando a UTI e o forro, o documento expedido em 20 de janeiro deste ano segue sua avaliação através de um diagnóstico com quatro itens e sete considerações mais uma sugestão técnica.
A ABC, através da comissão de obras do seu conselho deliberativo, realizou vistoria nas obras no dia 19 de março de 2015. Estas foram executadas com recursos próprios e dotações orçamentárias oriundas do Governo do Estado. Consistiam na reforma da capela, na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), na recuperação do forro do corredor de circulação do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e UTI, e na reforma da emergência do Sistema Único de Saúde.
A empresa
Segundo seu site oficial, a A3 Arquitetura e Engenharia foi a responsável pelo projeto médico hospitalar no ano de 2011 no HNSG. Salienta em seu portfólio na internet que o projeto de 11.094,37 m² era a ampliação e reforma das unidades, os acessos e as fachadas. No diagnóstico anteriormente realizado, a empresa constatou que o “forro de gesso apresenta rachaduras, em virtude da fixação das guias das cortinas e dos dejetos de pombos e pragas abaixo do telhado”.
Em suas considerações, a empresa recomenda “a contratação de uma empresa que trabalhe com métodos de repelência, vedação e remoção;” “providenciar a limpeza do entre forro, a repelência e remoção dos dejetos;” “Fazer a vedação adequada, com a utilização de telas ou passarinheiras, nos vãos das telhas e reconstituição de madeiramento do beirado;” “A Fixação de espículas ou fios de nylon;” “Retirar o forro de gesso existente;” (o que não foi feito). “Abaixo das tesouras de madeira prender guias para a fixação de uma manta térmica que servirá de vedação” e “A fixação de novo forro de gesso e repaginação das luminárias, grelhas do ar condicionado e marcação de alçapões para manutenção.”
Na parte específica de sugestões técnicas, um desenho indicava a colocação de uma lona ou manta térmica fixada com ripas de madeira. Logo abaixo indicava o espaço da tubulação de ar condicionado (onde estão os desejos de pombos) e sugeria um forro de gesso.
Vistoria da ABC
Em duas páginas de texto corridos, um relatório da comissão de Obras do Conselho Deliberativo da ABC, representada por Alberto Matorelli, Guilherme Rocha e Roque Minella, salienta que a responsável pela obra é a Construtora SRC. Sobre a UTI, o documento diz que “constatou-se que para fazer-se a fixação do novo forro através de cabos metálicos, foi quebrado o forro antigo em vários locais e que a tubulação elétrica existente ficará sobre o que restou deste” e que “o piso da UTI estava com restos de obra e alguns buracos não havendo a colocação de uma lona para a devida proteção do mesmo”.
A respeito da recuperação do forro do corredor de circulação do CTI e UTI, diz que as chuvas de 04/03/15 provocaram o desabamento das placas de gesso e de luminárias do corredor de circulação. Referente à reforma da emergência do SUS, declara que o Sr. Carlos Eduardo informou que a mesma estava paralisada, para que fossem tomadas novas providências pela direção que recentemente assumiu o Graças. “A comissão deu por encerrada as vistorias, chegando a conclusão que as medidas tomadas na colocação de um forro novo de gesso acartonado sem a retirada do forro antigo não foi a melhor solução técnica a ser adotada” e assinalou que os responsáveis pela decisão, bem como os profissionais da empresa do centro de controle de infecções hospitalar e a direção do HNSG deverão ser chamados ao conselho deliberativo.
Agravo para a saúde
A presença de pombos ou de suas fezes é prejudicial para a saúde e pode causar muitas doenças que comprometem o sistema respiratório e podem também afetar o sistema nervoso central. Em todos os casos a morte é certa por infecções de bactérias, fungos e vírus. A ingestão de alimentos contaminados, a inalação de poeira resultante de fezes secas de pombos ou a simples exposição do mesmo no ambiente pode gerar doenças como a criptococose, a histoplasmose, a salmonelose, além de dermatites e alergias.
Contrapontos
Procurados pela reportagem, os profissionais da A3 arquitetura e engenharia não quiseram se manifestar.
A Prefeitura confirmou que é responsável, junto com o Hospital, pela reforma e que o problema foi constatado em janeiro deste ano. “Ação conjunta da SMS/DVS com o HNSG, aonde foi detectado o problema imediatamente, no mesmo momento/imediatamente, iniciou-se a reforma da UTI. Estamos fazendo a reforma do forro, vedação do telhado e impermeabilização do forro (para evitar a entrada de pombos)”, disse a nota.
Saúde
Dia Mundial do AVC: saiba identificar os sinais de alerta e quando buscar ajuda imediata

Nesta quinta-feira, 29, é celebrado o Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC), data que chama a atenção para a importância de reconhecer os sintomas e buscar atendimento médico imediato. A rapidez no diagnóstico e no tratamento é fundamental para reduzir o risco de sequelas permanentes e mortes.
Entre os principais sinais de AVC estão alterações na fala, perda de força ou dormência em um dos lados do corpo e assimetria no rosto. Tontura súbita, perda de equilíbrio, alterações visuais e dificuldade para caminhar também podem indicar a ocorrência da doença.
No Rio Grande do Sul, foram registradas 7.306 mortes por AVC em 2024, segundo dados preliminares do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, divulgados em outubro de 2025.
Para a neurologista Tiemi Thais Tomonaga, o diagnóstico tardio pode comprometer as possibilidades de tratamento. “O diagnóstico tardio pode reduzir as possibilidades de tratamento adequado e aumentar o risco de sequelas permanentes, como alterações motoras, visuais e de equilíbrio, incapacidade funcional e até morte”, afirma.
Em Santa Catarina, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou 2.404 atendimentos por AVC entre janeiro e setembro de 2025, conforme balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde. Nas Unidades de Suporte Avançado, a doença representou 24,5% dos atendimentos por causas neurológicas no período.
Já no Paraná, um levantamento com dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), do Ministério da Saúde, contabilizou 15.478 internações por AVC em 2024.
Sintomas exigem atenção imediata
Segundo Tiemi, os sintomas mais comuns incluem perda de força ou dormência de um lado do corpo, assimetria no rosto e alterações na fala, como dificuldade para pronunciar palavras ou nomear objetos. Mesmo quando os sinais são discretos ou desaparecem espontaneamente, é necessário procurar avaliação médica.
A neurologista alerta que nem todos os casos apresentam os sintomas mais conhecidos. Tontura súbita, perda de equilíbrio, alterações visuais e dificuldade para caminhar também podem indicar um AVC.
“Esses sintomas podem ser confundidos com labirintite, cansaço ou problemas musculares, atrasando o diagnóstico. O principal sinal de alerta é o início súbito de um sintoma neurológico novo, mesmo que seja discreto ou desapareça espontaneamente”, destaca.
Frio pode aumentar os riscos
As baixas temperaturas também são um ponto de atenção, especialmente na Região Sul. De acordo com a especialista, estudos internacionais sugerem uma associação entre temperaturas extremas e o aumento da ocorrência e da mortalidade por AVC, principalmente em pessoas acima de 65 anos.
No AVC isquêmico, causado pela obstrução de um vaso sanguíneo, a associação com o frio aparece de forma mais consistente. A relação ainda não está totalmente esclarecida, mas pode envolver a contração dos vasos e a elevação da pressão arterial.
“Este risco é, portanto, mais relevante em pessoas com hipertensão, diabetes, arritmia cardíaca, tabagismo ou doença vascular prévia”, explica.
Prevenção começa antes da terceira idade
A prevenção deve fazer parte da rotina em todas as estações do ano. Entre os principais fatores de risco estão hipertensão, diabetes, tabagismo, sobrepeso, obesidade e sedentarismo.
A prática de atividades físicas, evitar o cigarro e o consumo de álcool e manter acompanhamento médico para identificar e tratar doenças crônicas estão entre as medidas recomendadas pela neurologista, inclusive para pessoas mais jovens.
O que fazer diante de uma suspeita de AVC
Ao identificar possíveis sinais de AVC, a orientação é ligar imediatamente para o Samu, pelo telefone 192, e informar os sintomas observados.
A neurologista recomenda anotar o horário em que as manifestações começaram. Caso a pessoa acorde com alterações, é importante registrar quando foi vista bem pela última vez. Enquanto aguarda a equipe de emergência, não se deve oferecer alimentos, líquidos ou medicamentos por conta própria.
“Na neurologia, existe uma premissa fundamental: ‘tempo é cérebro’”, ressalta a médica.
No AVC isquêmico, a interrupção da circulação compromete o fornecimento de oxigênio e nutrientes ao tecido cerebral.
“Quanto mais tempo o cérebro permanece sem circulação adequada, maior pode ser a área em sofrimento e maiores as chances de sequelas permanentes”, conclui.
Saúde
Unidade de Saúde Santo Operário fecha a partir desta quinta-feira em Canoas; veja onde buscar atendimento

A Unidade de Saúde Santo Operário, localizada no bairro Harmonia, em Canoas, ficará temporariamente fechada a partir desta quinta-feira, 29, para a realização de obras no prédio. O atendimento será suspenso durante todo o período de execução dos serviços.
Durante o fechamento, os moradores poderão procurar atendimento nas unidades de saúde Natal, Cerne, Harmonia, Mathias Velho e União.
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, os usuários serão acolhidos nessas unidades conforme a organização dos serviços. A pasta informa que as equipes seguem trabalhando para reduzir os transtornos à população e manter a continuidade da assistência durante as obras.
Saúde
Sala de vacinação da US Harmonia fecha temporariamente em Canoas; veja onde se vacinar

A sala de vacinas da Unidade de Saúde (US) Harmonia, em Canoas, ficará temporariamente fechada a partir desta terça-feira, 27, devido a obras na unidade. Durante o período de reforma, os moradores deverão procurar outras unidades de saúde do município para receber as doses do calendário vacinal.
A Secretaria Municipal da Saúde orienta que a população busque a unidade de saúde mais próxima para realizar a vacinação. No entanto, a US Praça América não deve ser procurada para esse atendimento, pois também está com a sala de vacinas fechada temporariamente para reforma.
A vacinação deverá ser realizada em outras unidades que estejam oferecendo o serviço durante o período de fechamento das salas.

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