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08/06/2026
 

Saúde

Graças Leaks: POMBOS NO FORRO: Forro contaminado não é retirado no Hospital Graças

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A Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) recebeu um parecer referente ao seu forro e telhado. No diagnóstico, questões como o gotejamento da tubulação interna no quarto dos médicos; dejetos de pombos e pragas; e vãos abertos e desprotegidos entre telha e madeiramento foram observadas. A Associação Beneficente de Canoas (ABC), mantenedora do Hospital, considerou que a colocação de um forro novo sem a retirada do antigo não foi a melhor solução técnica.
O Jornal O Timoneiro teve acesso a um parecer referente ao forro e ao telhado da UTI do Hospital Nossa Senhora das Graças antes da obra. O documento, com três páginas, é assinado pela arquiteta Adriana Silva e pelo engenheiro civil Valdir Fiorentin da A3 Arquitetura e Engenharia. Com fotos mostrando a UTI e o forro, o documento expedido em 20 de janeiro deste ano segue sua avaliação através de um diagnóstico com quatro itens e sete considerações mais uma sugestão técnica.
A ABC, através da comissão de obras do seu conselho deliberativo, realizou vistoria nas obras no dia 19 de março de 2015. Estas foram executadas com recursos próprios e dotações orçamentárias oriundas do Governo do Estado. Consistiam na reforma da capela, na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), na recuperação do forro do corredor de circulação do Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e UTI, e na reforma da emergência do Sistema Único de Saúde.

A empresa
Segundo seu site oficial, a A3 Arquitetura e Engenharia foi a responsável pelo projeto médico hospitalar no ano de 2011 no HNSG. Salienta em seu portfólio na internet que o projeto de 11.094,37 m² era a ampliação e reforma das unidades, os acessos e as fachadas. No diagnóstico anteriormente realizado, a empresa constatou que o “forro de gesso apresenta rachaduras, em virtude da fixação das guias das cortinas e dos dejetos de pombos e pragas abaixo do telhado”.
Em suas considerações, a empresa recomenda “a contratação de uma empresa que trabalhe com métodos de repelência, vedação e remoção;” “providenciar a limpeza do entre forro, a repelência e remoção dos dejetos;” “Fazer a vedação adequada, com a utilização de telas ou passarinheiras, nos vãos das telhas e reconstituição de madeiramento do beirado;” “A Fixação de espículas ou fios de nylon;” “Retirar o forro de gesso existente;” (o que não foi feito). “Abaixo das tesouras de madeira prender guias para a fixação de uma manta térmica que servirá de vedação” e “A fixação de novo forro de gesso e repaginação das luminárias, grelhas do ar condicionado e marcação de alçapões para manutenção.”
Na parte específica de sugestões técnicas, um desenho indicava a colocação de uma lona ou manta térmica fixada com ripas de madeira. Logo abaixo indicava o espaço da tubulação de ar condicionado (onde estão os desejos de pombos) e sugeria um forro de gesso.

Vistoria da ABC
Em duas páginas de texto corridos, um relatório da comissão de Obras do Conselho Deliberativo da ABC, representada por Alberto Matorelli, Guilherme Rocha e Roque Minella, salienta que a responsável pela obra é a Construtora SRC. Sobre a UTI, o documento diz que “constatou-se que para fazer-se a fixação do novo forro através de cabos metálicos, foi quebrado o forro antigo em vários locais e que a tubulação elétrica existente ficará sobre o que restou deste” e que “o piso da UTI estava com restos de obra e alguns buracos não havendo a colocação de uma lona para a devida proteção do mesmo”.
A respeito da recuperação do forro do corredor de circulação do CTI e UTI, diz que as chuvas de 04/03/15 provocaram o desabamento das placas de gesso e de luminárias do corredor de circulação. Referente à reforma da emergência do SUS, declara que o Sr. Carlos Eduardo informou que a mesma estava paralisada, para que fossem tomadas novas providências pela direção que recentemente assumiu o Graças. “A comissão deu por encerrada as vistorias, chegando a conclusão que as medidas tomadas na colocação de um forro novo de gesso acartonado sem a retirada do forro antigo não foi a melhor solução técnica a ser adotada” e assinalou que os responsáveis pela decisão, bem como os profissionais da empresa do centro de controle de infecções hospitalar e a direção do HNSG deverão ser chamados ao conselho deliberativo.

Agravo para a saúde
A presença de pombos ou de suas fezes é prejudicial para a saúde e pode causar muitas doenças que comprometem o sistema respiratório e podem também afetar o sistema nervoso central. Em todos os casos a morte é certa por infecções de bactérias, fungos e vírus. A ingestão de alimentos contaminados, a inalação de poeira resultante de fezes secas de pombos ou a simples exposição do mesmo no ambiente pode gerar doenças como a criptococose, a histoplasmose, a salmonelose, além de dermatites e alergias.

Contrapontos
Procurados pela reportagem, os profissionais da A3 arquitetura e engenharia não quiseram se manifestar.
A Prefeitura confirmou que é responsável, junto com o Hospital, pela reforma e que o problema foi constatado em janeiro deste ano. “Ação conjunta da SMS/DVS com o HNSG, aonde foi detectado o problema imediatamente, no mesmo momento/imediatamente, iniciou-se a reforma da UTI. Estamos fazendo a reforma do forro, vedação do telhado e impermeabilização do forro (para evitar a entrada de pombos)”, disse a nota.

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Saúde

Ministério da Saúde suspende temporariamente vacinação contra a dengue após investigação de reações

Redação

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O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira, 8, a suspensão temporária e preventiva da vacinação contra a dengue com o imunizante Butantan-DV, desenvolvido pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada após o registro de reações adversas graves que estão sendo investigadas pelas autoridades sanitárias.

O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante coletiva de imprensa em Brasília. Segundo a pasta, foram identificados 42 casos de reações severas entre os vacinados, além de dois óbitos que seguem sob investigação para determinar se há relação com a aplicação da vacina.

De acordo com o ministério, os eventos observados não haviam sido registrados nos estudos clínicos que embasaram a aprovação do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Antes da liberação, a vacina foi testada em cerca de 16 mil voluntários acompanhados durante cinco anos.

Entre janeiro e 30 de maio deste ano, foram aplicadas 501.044 doses da vacina. O público-alvo incluía pessoas entre 15 e 59 anos, além de profissionais da área da saúde.

Casos investigados

O Ministério da Saúde informou que foram registradas 3.703 notificações de eventos inesperados com sintomas semelhantes aos da dengue, representando cerca de 0,7% do total de vacinados.

Entre os registros, 42 pessoas apresentaram sinais de alerta, como dores abdominais intensas, vômitos persistentes e sangramentos. Três casos foram classificados como graves.

Um deles envolveu uma mulher de 39 anos que apresentou febre, dores musculares e náuseas seis dias após receber a vacina. O quadro evoluiu para sintomas de dengue grave, com necessidade de internação em unidade de terapia intensiva (UTI). A paciente recebeu alta posteriormente.

Os dois casos que resultaram em morte também seguem sendo analisados. Uma mulher de 48 anos desenvolveu sintomas compatíveis com dengue grave e comprometimento neurológico 19 dias após a vacinação. O quadro evoluiu para óbito.

O segundo caso envolveu um homem de 58 anos que apresentou febre cinco dias após receber a dose. A condição evoluiu rapidamente para um quadro grave, com choque refratário, resultando em morte. Segundo o ministro, os óbitos ocorreram nos meses de março e abril.

Padilha ressaltou que, até o momento, não existem evidências suficientes para comprovar uma relação direta entre a vacina e os casos graves registrados.

Vacinação permanece suspensa

A suspensão permanecerá em vigor até a conclusão das investigações conduzidas pelo Ministério da Saúde, Anvisa, estados e municípios.

As doses já distribuídas continuarão armazenadas nos estados e municípios até que uma decisão definitiva seja tomada sobre a retomada da campanha.

Segundo o governo federal, os três casos graves ocorreram entre profissionais da Atenção Primária à Saúde vacinados pela estratégia destinada a esse público. Nenhum deles foi registrado nos municípios que participaram da ampliação da vacinação.

Orientação para quem recebeu a vacina

O Ministério da Saúde orienta que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias procurem uma unidade de saúde caso apresentem sintomas como:

Febre;
Dor abdominal intensa e contínua;
Vômitos persistentes;
Tontura;
Sangramentos;
Sonolência excessiva;
Irritabilidade;
Sinais de desidratação;
Piora do estado geral.

A pasta também informou que realizará reuniões com estados e municípios para intensificar a busca ativa de casos e ampliar o monitoramento dos eventos adversos.

Primeira vacina brasileira contra dengue

A vacina Butantan-DV foi aprovada pela Anvisa em novembro de 2025. O imunizante é considerado a primeira vacina contra a dengue de dose única do mundo e a primeira desenvolvida integralmente no Brasil.

Em nota, o Instituto Butantan afirmou que a interrupção temporária segue orientação do Ministério da Saúde e da Anvisa e tem como objetivo garantir a segurança da população enquanto os casos são analisados.

A instituição destacou que os três casos graves foram registrados em um universo de aproximadamente 500 mil pessoas vacinadas e que ainda não há confirmação de vínculo entre os eventos adversos e a aplicação do imunizante.

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Saúde

Panvel inaugura primeira unidade de farmácia em Nova Santa Rita

Redação

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A rede de farmácias Panvel inaugurou sua primeira unidade em Nova Santa Rita, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A loja está localizada na Rua Juvenal Machado, nº 1, esquina com a Avenida Santa Rita, na área central do município.

Segundo o diretor executivo da rede, Roberto Coimbra, a chegada da empresa ao município faz parte da estratégia de ampliar a presença da marca na região.

“Nossa chegada a Nova Santa Rita faz parte de um movimento da Panvel de estar presente onde as pessoas vivem, com uma experiência de compra completa, acessível e conectada”, afirmou.

Com a abertura da unidade, os moradores passam a contar com serviços farmacêuticos como aferição de pressão arterial, testes rápidos e orientações sobre o uso de medicamentos, realizados por profissionais da área.

Além da comercialização de medicamentos, a farmácia oferece produtos de higiene, beleza, cuidados pessoais, suplementos e itens de conveniência. A unidade também aceita convênios e programas de benefícios ligados ao setor farmacêutico.

A empresa informou ainda que os serviços também estão disponíveis em canais digitais, por meio do site, aplicativo e atendimento remoto, com opções de retirada na loja ou entrega em domicílio.

A loja funciona de segunda a sábado, das 7h às 23h. Aos domingos e feriados, o atendimento ocorre das 8h às 22h. A unidade está localizada na Rua Juvenal Machado, nº 1, esquina com a Avenida Santa Rita.

A Panvel possui mais de 660 lojas distribuídas pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

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Saúde

Hospital Universitário de Canoas promove mutirão de 300 consultas ginecológicas na próxima semana

Redação

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HospitaMédicos do Hospital Universitário de Canoas recebem pagamento de salários atrasados l Universitário de Canoas adota inteligência artificial para agilizar atendimento de infartos

O Hospital Universitário de Canoas (HU) promoverá, entre os dias 9 e 13 de junho, um mutirão de consultas ginecológicas para pacientes que aguardam atendimento na fila da regulação municipal. A ação será realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e prevê a oferta de 300 consultas, com 60 atendimentos por dia.

De acordo com o hospital, as pacientes que serão atendidas já estão cadastradas na fila interna de regulação e estão sendo contatadas para o agendamento das consultas.

A superintendente hospitalar do HU, Tatini Pacheco, informou que as mulheres que serão atendidas já fazem parte da fila de regulação da instituição.

“As mulheres que serão atendidas já se encontram na nossa fila interna de regulação. Estamos entrando em contato para chamá-las e é fundamental que as pacientes só confirmem se realmente puderem comparecer”, afirmou.

O mutirão ocorre após uma ação voltada à realização de laqueaduras, promovida no final de maio. Na ocasião, 230 mulheres foram chamadas para o procedimento e 132 realizaram a cirurgia.

Ao avaliar os resultados da iniciativa, Tatini destacou que, apesar das ausências registradas, a ação possibilitou a realização dos procedimentos previstos.

“Mesmo com a abstenção de quase cem mulheres, o saldo é positivo sim. A estratégia de concentrar esforços em ações específicas tem permitido acelerar o acesso da população a consultas, exames e procedimentos especializados. Nosso objetivo é ampliar a capacidade de atendimento e oferecer respostas mais rápidas às demandas da comunidade”, disse.

Segundo o hospital, além de atender pacientes que aguardam consultas especializadas, o mutirão também permitirá o acompanhamento pós-operatório das mulheres que participaram da ação de laqueaduras.

Os mutirões integram uma estratégia adotada pela instituição para atender pacientes que aguardam consultas, exames e procedimentos especializados em Canoas e na Região Metropolitana.

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