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31/03/2026
 

Cultura

Histórias Cruzadas: A mulher assassinada era inocente ou culpada?

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A cada semana uma pessoa segue a história do ponto onde a anterior parou. Os autores não tem controle sobre os próximos capítulos e o que será feito a partir do gancho que deixam ao final de cada um.

foto folhetimA janela denunciava a intimidade do casal vizinho. Ele não era xereta, não se metia na vida alheia, mas aquela janela o informava, até quando fechada, de manhã; o aroma denunciava que eles tomavam café. Se fechada às pressas, era que eles já haviam saído ou estavam saindo. À noite, também fechada, anunciava que eles ainda não haviam voltado, ou estavam no dormitório. No seu abre-fecha contínuo, a janela revelava muito da vida do casal. À tardinha, que eles estavam voltando do trabalho. De novo às escuras, que eles se preparavam para o jantar. Acesa de novo, que eles jantavam.

Ele vivia sozinho na avenida Boqueirão, em Canoas. Sua mulher morrera, não queria outra, que nenhuma seria como ela. Sem amigos, era um emparedado, só tinha alguma relação com outros através das janelas, aquela e as duas que davam para a rua.

A janela, às vezes, estava aberta, mas as lâmpadas apagadas. Outras vezes, por uma fresta da janela fechada ele via luz de lâmpadas. E o tempo passava. (Ou somos nós que passamos? – se perguntava). A janela-relógio marcando o tempo de vida do casal, amenizando a solidão que pesava sobre ele.
Ontem, a janela ficou fechada. Viajaram? Hoje, até esta hora, metade da tarde, na mesma. Ficou acordado, vigiando, até tarde da noite. Cansado, adormeceu.

(Ela dormia, um seio branco se destacava sobre o lençol rosa. Ele beijou a boca que lhe era negada e, com seu travesseiro, a sufocou. Os braços, que não usava para abraçá-lo, penderam inertes após o esforço para afastá-lo. Morta, estava vingado da traição. Ela pensava que ele não sabia? Dentista, cabeleireira etc, pretextos aceitos até quando a desconfiança o levou à descoberta. Agora, se existe o outro mundo, ela curtiria o arrependimento. Mas, ele, o quê fazer agora? Girou, mosca tonta, apertando a cabeça com as duas mãos e sentou na cama a chorar enquanto contemplava aquele corpo que, inúmeras vezes, não pudera acariciar. Foi à cozinha, fitou as facas afiadas, voltou a contemplá-la, chorou novamente.

Pareceu refletir e correu à porta da frente, que bateu com força ao sair).
O barulho da porta o acordou e ele foi ver se alguém chegava. Era a empregada do casal.
– Vizinho, o senhor me alcança a escova que deixei cair no seu pátio? Meus patrões voltam da viagem, hoje de tarde, e tenho de entregar tudo limpo, arrumadinho, o senhor sabe como é…

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Cultura

Carnaval de Canoas reúne cerca de 2,5 mil pessoas no Parque Eduardo Gomes

Redação

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A noite do último sábado, 28, reuniu público e escolas de samba no Parque Eduardo Gomes, durante a retomada do Carnaval de Canoas. Cerca de 2,5 mil pessoas acompanharam o desfile, que marcou o retorno das apresentações no município em formato não competitivo.

A programação começou às 20h, com a proposta de integrar as entidades e celebrar a volta dos desfiles para a população. A iniciativa foi promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, em parceria com a Secretaria Estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos.

Os desfiles tiveram início às 21h e contaram com a participação de famílias e crianças. O espaço contou com estrutura organizada, incluindo segurança, estacionamento e opções de alimentação, proporcionando um ambiente de confraternização entre os presentes.

Sete escolas de samba participaram da retomada. Abriram o desfile Os Soares, seguidos por Unidos da Guajuviras e Império da Matias. Na sequência, passaram pela avenida Tradição de Niterói, Aquarela do Samba, Nenê da Harmonia e Rosa Dourada.

O secretário municipal de Cultura e Turismo, Caio Flávio Santos, destacou a importância do resgate da cultura no município de Canoas e o momento de alegria para os simpatizantes do Carnaval.

“Estou muito feliz com a entrega do nosso trabalho. Ver, no rosto de cada um, a felicidade de participar deste momento de retorno é gratificante. É um momento importante de retomada, que valoriza o trabalho e a dedicação de cada escola que aqui participou”, afirmou.

Após o término do desfile, Paula Veronica Zylbersztejn, porta-bandeira da escola Unidos da Guajuviras, afirmou:

“Nosso Carnaval, em qualquer lugar que estejamos, é resistência. Reforçarmos o nosso trabalho e oferecemos mais alegria à população.”

O coreógrafo Wesley Soares, da escola Império da Mathias, destacou:

“Fui criado no meio do Carnaval e honro minhas raízes. Hoje foi um recomeço e estamos felizes com esta oportunidade.”

Muito emocionada, Idelci da Silva César, da escola Tradição de Niterói, declarou:

“Amo o Carnaval. Tive um AVC há quatro anos e, mesmo assim, voltar à avenida foi uma emoção enorme. No ano que vem, estarei aqui novamente com a minha família.”

 

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Cultura

Vitor Kley, Cachorro Grande e Ultramen comandam o St. Patrick’s Day em Canoas

Redação

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Vitor Kley

Neste sábado e domingo, dias 21 e 22, o ParkShopping Canoas promove a 2ª edição do Festival St. Patrick’s Day, com dois dias de música ao vivo, gastronomia e entrada gratuita. Promovido em parceria com o Capim Burguer, o evento acontece das 14h às 22h, no Multiplan Hall, em área interna do shopping, com acesso sujeito à lotação do espaço.

Entre os destaques da programação estão o cantor e compositor Vitor Kley, fenômeno do pop nacional conhecido por sucessos como “O Sol” e “Morena”, e a banda Cachorro Grande, referência do rock brasileiro dos anos 2000. Também sobem ao palco a Ultramen, com sua mistura de rock, rap e reggae, além de Carlinhos Carneiro, Dudu Cardoso, Kupinshas e os DJs Cabral e Roger.

Inspirado na tradicional celebração irlandesa do dia 17 de março, o St. Patrick’s Day se popularizou no Brasil nos últimos anos e passou a integrar o calendário cultural de grandes cidades, reunindo público em torno da música, do chope e do clima festivo marcado pela cor verde.

Programação:

Sábado (21/03)

14h – DJ Cabral

16h – Dudu Cardoso

19h – Carlinhos Carneiro

21h – Vitor Kley

 

Domingo (22/03)

14h – DJ Roger

16h – Kupinshas

18h – Ultramen

20h – Cachorro Grande

banda Cachorro Grande

banda Cachorro Grande

banda Ultramen

banda Ultramen

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Cultura

Feira da Vivi de economia solidária feminina tem nova edição no sábado, 21, em Porto Alegre

Redação

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A Feira da Vivi realiza mais uma edição no próximo sábado, 21, das 10h às 18h, na Praça do Tambor, localizada na Rua dos Andradas, no Centro de Porto Alegre. Promovido pelo SindBancários, o evento integra a programação do Mês da Mulher.

A iniciativa busca incentivar a autonomia feminina por meio da economia solidária, reunindo exposição e comercialização de produtos artesanais produzidos por mulheres. Entre os itens disponíveis estarão peças em crochê, pinturas, cosméticos naturais, roupas e acessórios feitos à mão.

Além da feira, a programação contará com atividades culturais e de integração, como roda de conversa, apresentações de slam e dança. O evento também terá shows musicais com Roberta Moura, Trio Mandê e Preta Guedes, além de discotecagem com DJ convidada.

A estrutura inclui ainda venda de alimentos, bebidas e espaço voltado ao público infantil, com atividades para crianças. A entrada é gratuita.

Confira a programação:

10h – Abertura
11h – Roda de conversa
12h – Banco Vermelho
14h30 – Show com Roberta Moura e Trio Mandê
16h – Slam e Dança
17h – Show com Preta Guedes
10h às 18h – Exposição e venda de artigos da Economia Solidária

Homenagem e legado de Vivi

A Feira da Vivi é realizada anualmente desde 2023 e homenageia a ex-diretora Virginia Farias, a Vivi, que faleceu em decorrência da covid-19. Mais do que uma atividade cultural, o evento é um tributo ao seu legado de luta e compromisso com as mulheres.

Ao fortalecer redes, incentivar a geração de renda e criar espaços de escuta e expressão, o SindBancários mantém viva a memória de Vivi e reafirma que a organização coletiva é o caminho para transformar realidades.
Ao promover atividades como essa, o Sindicato também reafirma que cultura e economia não são neutras: são territórios de disputa. E as mulheres precisam estar no centro dessas construções.

Valorizar a produção das mulheres é fortalecer a luta por igualdade, dignidade e justiça social. Apoiar a economia solidária feminina é um ato político. Participe!

Acompanhe as atualizações da Feira da Vivi em www.instagram.com/feiradavivi.

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