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19/01/2026
 

Comunidade

OT 50 anos – Há cinco décadas acompanhando os problemas das vilas

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Vila de Passagem está mais esquecida ainda. Foto: Bruno Lara/OT

Vila de Passagem está mais esquecida ainda. Foto: Bruno Lara/OT

 

Por Émerson Vasconcelos

Atualmente, cerca de 70 mil pessoas ainda estão irregulares em Canoas, segundo dados do Instituto Trata Brasil. O Timoneiro sempre acompanhou o problema de perto e nos últimos anos vem cobrando sistemática do poder público o cumprimento de suas promessas aos moradores das dezenas de vilas que ainda existem na cidade. No entanto, apesar de alguns movimentos positivos, quando foi do interesse da gestão municipal, os avanços foram poucos nestes últimos 50 anos.

Décadas de promessas

Um caso que ilustra muito bem esta longevidade do problema, é a situação da Vila Araçá, localizada entre o Centro e o Mato Grande. Chegamos ao segundo semestre de 2016 e não há sequer uma data prometida para que os moradores sejam transferidos para outro local ou mesmo para que a vila possa ser regularizada. Só que basta olhar o arquivo histórico de O Timoneiro para ver que estas pessoas ouvem promessas e têm prazos prometidos, assim como descumpridos, há pelo menos 30 anos. A máxima de que canos enterrados não trazem votos é dolorosa de se admitir, mas como não evocá-la quando a cidade tem tantas pessoas vivendo no meio do esgoto a céu aberto e se empenha mais em captar milionárias verbas federais para a construção de um aeromóvel?

E a Vila Araçá é só um exemplo. Vários locais do bairro Guajuviras, por exemplo, continuam abandonados à própria sorte. Não é raro encontrar áreas em que existem canos enterrados em gestões passadas da Prefeitura, mas que não se ligam uns aos outros, e serviram apenas para que algum candidato a vereador ganhasse votos. Registros físicos de promessas que não se concretizaram e provas de que o saneamento básico nunca foi uma real prioridade dos governos canoenses.

Falsas esperanças

Embora não se trate apenas do esgoto a céu aberto, mas de uma total falta estrutura básica, que passa por saúde, segurança e educação, o saneamento é o ponto que mais castiga os moradores das chamadas vilas e até mesmo de áreas não consideradas de risco. Durante mais de quinze anos O Timoneiro noticiou prazos divulgados pelas prefeituras para a canalização completa das valas da cidade. Atualmente focamos em noticiar os problemas que estas valas ainda abertas causam à população. As datas prometidas pela Prefeitura são divulgadas nestas reportagens, mas sempre tratadas com desconfiança, dado o histórico de descumprimentos por parte do poder público. Tratar promessa como verdade, levando em consideração este retrospecto, seria gerar falsas expectativas nos leitores, especialmente naqueles que vivem o problema.

Quando o governo precisa

A transferência de famílias das vilas para moradias definitivas só foi feita, durante este 50 anos que OT pode acompanhar, em momentos nos quais era importante, para o interesse do governo, fosse ele municipal ou federal, que isso ocorresse. Com a recente necessidade de construção da BR-448, foi necessário tirar famílias do caminho, para que a estrada fosse aberta. A evacuação precisava ser feita em caráter urgente e as famílias das Vilas Dique foram levadas para um local chamado Vila de Passagem. No momento em que saíram do caminho, deixaram de ser prioridade. Algumas levaram mais de três anos para serem levadas a moradias definitivas e outras ainda estão na Vila de Passagem, que já se deteriorou tanto que pouco difere das casas que estas famílias ocupavam sobre os diques.

Luta que segue

Na semana anterior à publicação deste especial de 50 anos, a Prefeitura confirmou que 140 famílias ainda aguardam por casas definitivas na Vila de Passagem. Considerando que esta vila não entra nos dados do Insituto Trata Brasil, já que a área não é considerada de risco, podemos afirmar, com certeza, que apesar da luta constante de OT, durante 50 anos, pelo respeito às famílias que vivem em condições indignas na cidade, o número de pessoas sem uma moradia digna supera 70 mil. Nosso compromisso é seguir fiscalizando o poder público e cobrando soluções enquanto famílias continuarem sem receber atenção básica dos governos. Estamos preparados para resistir nesta luta por mais 50 anos se for necessário, mas nos comprometemos a trabalhar com força para que o problema se resolva muito antes disso.

 

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Comunidade

Prefeitura de Canoas inicia reforma do CRAS Rio Branco após danos da enchente de 2024

Redação

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A Prefeitura de Canoas assinou, na terça-feira, 13, a ordem de início de serviço para a reforma do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Rio Branco, localizado no Complexo Cultural e Esportivo Mahatma Gandhi, conhecido como Praça CEU. O espaço estava inoperante desde a enchente registrada em maio de 2024.

Após a conclusão da obra, o CRAS voltará a ofertar serviços como Cadastro Único, Bolsa Família, Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para crianças, adolescentes e idosos, Aluguel Social e encaminhamentos à rede socioassistencial. Atualmente, os atendimentos seguem sendo realizados de forma provisória na unidade localizada na Rua Santa Clara, nº 382, no bairro Rio Branco.

A obra integra o processo de recuperação de espaços públicos atingidos pelo evento climático e prevê serviços de manutenção nos vestiários e sanitários externos, melhorias na entrada de energia e adequações na infraestrutura elétrica externa. O investimento é de aproximadamente R$ 221 mil, com recursos da Defesa Civil, por meio do Auxílio Reconstrução.

Durante o ato de assinatura, o prefeito de Canoas, Airton Souza, afirmou que a retomada do espaço representa a devolução de serviços essenciais à população.

“A nossa missão é entregar serviços para a sociedade e para as pessoas que mais precisam. Esse espaço estava abandonado e agora retorna para a comunidade poder usufruir novamente”, disse.

O secretário municipal de Assistência Social, Marcio Freitas, destacou os impactos da enchente no local e a expectativa da comunidade pela recuperação.

“Esse espaço foi muito atingido pelos eventos climáticos e hoje estamos aqui para comunicar à sociedade que ele vai ser recuperado. É um anseio da comunidade desde 2024”, afirmou.

A secretária de Projetos e Captação de Recursos, Daniela Fontoura, explicou que a reforma do CRAS faz parte de um conjunto mais amplo de intervenções no complexo.

“Estamos iniciando a reforma do CRAS Rio Branco, que foi fortemente atingido pela enchente, e seguimos com outros processos em andamento para devolver toda a praça à comunidade. A ideia é garantir um espaço mais acolhedor, com mais qualidade nos serviços e voltado especialmente às famílias e às crianças”, declarou.

Moradora do bairro, Ivone Giehl Meurer comemorou o início da obra.

“Esse espaço já estava abandonado antes da enchente. Agora, ver que vai ser recuperado é muito gratificante. As crianças gostam de vir aqui, brincar, usar a quadra, o campo, a pista de skate. Isso tudo é muito importante para a comunidade, principalmente para quem mora perto”, disse.

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Comunidade

Acúmulo de lixo gera transtornos a moradores do bairro Estância Velha, em Canoas

Redação

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Acúmulo de lixo gera transtornos a moradores do bairro Estância Velha, em Canoas

Moradores do bairro Estância Velha, em Canoas, enfrentaram transtornos provocados pelo acúmulo de lixo em lixeiras da região. O problema foi registrado no domingo, 28, e teria se intensificado ao longo da última semana, com relatos de aumento de resíduos em vias públicas e em frente a condomínios residenciais.

A situação estaria relacionada à ausência da coleta regular de lixo nos últimos dias, o que resultou no acúmulo de resíduos, mau cheiro e proliferação de insetos, causando desconforto à população local.

Em nota, a Secretaria Municipal de Serviços e Zeladoria Urbana informou que organizou um mutirão de coleta ainda nesta segunda-feira, 29, com reforço no número de equipes atuando no bairro Estância Velha. A previsão é de que o serviço seja normalizado até esta terça-feira, 30.

A Administração Municipal destacou que, neste período do ano, a geração de resíduos no município aumenta cerca de 25%. Além disso, houve registro de maior número de faltas entre os profissionais da coleta em datas próximas ao Natal, o que impactou a regularidade do serviço.

A Prefeitura informou ainda que segue investindo na modernização do sistema de coleta de resíduos sólidos. Atualmente, 450 contêineres com sistema de coleta automatizada foram implantados na área central da cidade. Nesse modelo, os contêineres são esvaziados diretamente nos caminhões, tornando o processo mais ágil e econômico em comparação à coleta manual.

Segundo a Administração, a ampliação da coleta automatizada para outros bairros de Canoas deverá ocorrer de forma gradual.

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Comunidade

Restaurante Popular serve ceia de Natal para 400 pessoas em situação de vulnerabilidade, em Canoas

Redação

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Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, realiza nesta quarta-feira, 24 uma ceia de Natal destinada a cerca de 400 pessoas em situação de vulnerabilidade social. A ação ocorre em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA).

O atendimento será realizado no Restaurante Popular, localizado na Avenida Boqueirão, nº 2781, no bairro Estância Velha. A partir das 11h30, o espaço estará aberto ao público, com a ceia sendo servida das 12h às 13h30.

A refeição será oferecida em formato de buffet, com os alimentos preparados no próprio local conforme a demanda, garantindo reposição contínua durante todo o período de atendimento. O cardápio inclui arroz branco, arroz à grega, feijão, frango assado, massa, aipim com farofa e saladas mistas.

Todo o custo do almoço será assumido pela CUFA, enquanto a produção das refeições contará com o trabalho conjunto das equipes da Central Única das Favelas e da Secretaria Municipal de Assistência Social. Além do consumo no local, os participantes também poderão levar as refeições para casa.

A iniciativa integra as ações de fim de ano do município e tem como objetivo garantir um Natal mais digno e solidário às pessoas que mais precisam.

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