Política
Prefeitura propõe pagamento de rescisões em 28 parcelas a funcionários do Gamp

Proposta será levada pelos sindicatos aos trabalhadores e uma nova mediação foi marcada para o dia 7 de fevereiro
A prefeitura de Canoas apresentou nesta segunda-feira, 31, ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT4) e sindicatos da área da saúde, a proposta para o pagamento das rescisões dos 2.791 funcionários desligados do Gamp. O valor total das rescisões, incluindo gestantes, lactantes é de 51,7 milhões.
O cronograma prevê o pagamento de forma parcelada, em até 28 prestações (tabela 1), com primeiro depósito em 10 de março de 2022 e última parcela em 10 junho de 2024, desde que haja concordância dos trabalhadores, manifestada por meio de seus sindicatos, e a homologação por parte do Tribunal Regional do Trabalho. Havendo acordo, todos os colaboradores recebem a partir do 1º mês (março de 2022), até a conclusão do pagamento do valor total da sua rescisão. Nenhuma parcela será menor do que um salário mínimo (R$ 1.212,00).
Desta forma, na medida em que os depósitos forem realizados, os colaboradores com menores valores de rescisão serão pagos, havendo quitações mês a mês. Somente no mês de março, 141 profissionais já terão suas rescisões quitadas. Até julho deste ano, serão 41,96%, do total de trabalhadores com suas rescisões quitadas. Na proposta do Município, em dezembro de 2022, cerca de 70% dos colaboradores já terão recebido o valor total da sua rescisão, número que em dezembro de 2023 atinge 90% dos profissionais (tabela 2).
A proposta prevê ainda, para março de 2023 e março de 2024, a correção dos valores conforme o IPCA, que é o índice usado para corrigir os impostos municipais e o salário dos funcionários da Prefeitura.
Para as 120 mulheres em licença maternidade, a proposta inicial é manter a estabilidade com o pagamento mensal dos salários até o final da licença, e após este pagamento, quitar a rescisão conforme o cronograma.
A Prefeitura salienta que o estudo apresentado foi pensado com muita cautela, de modo que os valores possam ser honrados. O prefeito Jairo Jorge ressaltou que a situação é diferenciada, exige celeridade, mas também muito cuidado, para que o acordo contemple todas as partes, inclusive para evitar apontamento dos órgãos de controle. Colocou ainda a Administração Municipal à disposição dos sindicatos para esclarecer pontualmente qualquer questão, para que todos tenham segurança. “Faço um pedido para que a proposta seja avaliada, que façamos possíveis ajustes, mas que fechemos um acordo.”
O Município, apesar de não ser responsável pelos pagamentos, busca o acordo judicial, na condição de interventor, para o pagamento das rescisões. O responsável pelos contratos de trabalho é o Gamp, empresa insolvente.
Rodrigo Trindade, juiz auxiliar do TRT4, que realizou a mediação, destacou o trabalho e a agilidade da Prefeitura Municipal de Canoas. Ressalvou aos representantes das categorias a “vontade política do Município em pagar, mesmo que o pagamento não seja no período ideal”.
O estudo apresentado será levado pelas categorias para debate interno e, no dia 7 de fevereiro, às 15h, haverá nova mediação para ouvir as considerações dos sindicatos. O pagamento dos valores depende de acordo judicial.
Dúvidas poderão ser esclarecidas pelo fone (51) 3236.1600 (ramal 5119) ou através do email comitedeintervencao@canoas.rs.gov.br . Tabela 1 Tabela 2 Proposta de cronograma de pagamento das rescisões OBS.:
Tabela 1

Tabela 2

Proposta de cronograma de pagamento das rescisões
OBS.: Os números nas colunas dos meses são referentes aos colaboradores com rescisão quitada
Política
Câmara de Canoas aprova projeto sobre restituição em dobro por cobranças indevidas nas contas de água e esgoto

Os vereadores de Canoas aprovaram, durante a sessão ordinária da última quinta-feira, 11, um projeto de lei que prevê medidas para ampliar a divulgação e facilitar o acesso dos consumidores ao direito de restituição em dobro de valores cobrados indevidamente nas faturas de água e esgoto. A proposta é de autoria do vereador Leandrinho Moreira e segue agora para análise do Poder Executivo.
O texto estabelece que a Corsan/Aegea, responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município, mantenha canais de atendimento para contestação de cobranças, disponibilize informações sobre o direito à restituição em dobro e ofereça mecanismos para que os consumidores possam acompanhar os pedidos de revisão. A matéria também prevê prazos para análise das solicitações e para a devolução dos valores reconhecidos como indevidos.
De acordo com o autor, “a proposta busca fortalecer a proteção dos consumidores diante de situações como leituras equivocadas de hidrômetros, cobranças por serviços não solicitados, duplicidade de lançamentos e aplicação incorreta de tarifas, entre outras hipóteses”. O vereador destaca ainda que “muitos usuários desconhecem o direito à restituição em dobro previsto na legislação federal ou encontram dificuldades para exercer esse direito junto à concessionária”.
Conforme o projeto aprovado, as faturas deverão apresentar informações sobre o direito à contestação de cobranças e à restituição em dobro de valores pagos indevidamente, além da indicação dos canais disponíveis para solicitação de revisão. O texto também autoriza o Poder Executivo a promover campanhas educativas e ações em parceria com órgãos de defesa do consumidor para orientar a população sobre o tema.
Política
Nova Santa Rita vota reforma da Previdência nesta terça e mobiliza servidores em protestos na cidade
Política
Projeto na Câmara de Canoas propõe isenção da tarifa de esgoto para imóveis sem ligação à rede pública

O vereador Rodrigo D’Avila (NOVO) protocolou na Câmara Municipal de Canoas um projeto de lei que propõe a isenção da cobrança da tarifa de esgoto em casos em que o imóvel não consegue se conectar à rede pública por limitações técnicas.
Segundo o texto, a medida vale para residências e estabelecimentos que estejam em situação de desnível em relação à tubulação da rua, o que impede o escoamento natural do esgoto. Nesses casos, a ligação só seria possível com uso de sistemas de bombeamento, o que pode gerar custos considerados altos pelos moradores.
O projeto prevê que a isenção seja concedida mediante comprovação técnica da inviabilidade de ligação, por meio de laudo assinado por profissional habilitado ou declaração da concessionária responsável pelo serviço. O benefício deixaria de valer caso a conexão passe a ser possível com eventuais obras ou adequações na rede.
A proposta também abre a possibilidade de devolução ou compensação de valores pagos nos últimos cinco anos por consumidores que comprovarem que já estavam nessa condição de impossibilidade técnica no período.
Na justificativa, o vereador cita o contrato de concessão que prevê a não cobrança quando não há condições de ligação, além de princípios do Código de Defesa do Consumidor e decisões adotadas em outros municípios.
O projeto agora segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser apreciado pelos vereadores.

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