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05/03/2026
 

Saúde

Ministério da Saúde anuncia teleatendimento psicológico e reconstrução dentária para mulheres vítimas de violência

Redação

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O Sistema Único de Saúde (SUS) deve iniciar, ainda em março, a oferta de teleatendimento em saúde mental voltado a mulheres em situação de violência. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (5) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante coletiva de imprensa em Brasília.

Além do atendimento psicológico remoto, também foi anunciada a regulamentação de um programa que garante reconstrução dentária para mulheres vítimas de violência doméstica. As ações fazem parte de iniciativas voltadas à saúde da mulher e ao enfrentamento da violência de gênero.

Durante o anúncio, o ministro destacou a importância do envolvimento de toda a sociedade no combate à violência contra mulheres.

“Se os homens não se engajarem no enfrentamento à violência contra as mulheres, não vamos vencer essa batalha. As mulheres já lutam há décadas e é fundamental que os homens entrem com mais força nessa agenda. Nós queremos que o SUS seja um dos lugares mais acolhedores para uma mulher em situação de qualquer tipo de violência. A saúde integral das mulheres é a nossa prioridade”, afirmou Alexandre Padilha.

Proposta de inclusão do feminicídio na CID

O Ministério da Saúde também informou que solicitou à Organização Mundial da Saúde (OMS) a inclusão da categoria feminicídio na Classificação Internacional de Doenças (CID-11). Atualmente, mortes de mulheres motivadas por violência de gênero são registradas de forma genérica como agressão.

A proposta busca qualificar os registros e ampliar a visibilidade dos casos, permitindo melhorar as estatísticas e fortalecer políticas de prevenção.

O pedido ainda será avaliado tecnicamente pela OMS e pelos Estados-Membros. Caso aprovado, o feminicídio passará a integrar oficialmente a classificação internacional utilizada pelos sistemas de saúde em todo o Brasil.

A secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, destacou a importância do debate sobre o tema.

“Essa é uma agenda não só estratégica, mas fundamental para o enfrentamento ao feminicídio e para salvar a vida das mulheres nos nossos territórios. No Ministério da Saúde, temos trabalhado incansavelmente porque precisamos trazer esse assunto para a pauta. Não é uma agenda só de governo, é uma agenda da sociedade, e precisamos de mais vozes”, afirmou.

Reconstrução dentária para vítimas de violência

Também foi anunciada a criação de um programa de reconstrução dentária voltado a mulheres vítimas de violência doméstica. A iniciativa prevê atendimento odontológico integral e gratuito no SUS, incluindo próteses, implantes e restaurações.

Para ampliar o acesso aos procedimentos, a rede contará com o apoio de equipamentos como impressoras 3D e scanners que serão utilizados em unidades odontológicas móveis distribuídas pelo país.

A presidente do Grupo Mulheres do Brasil, Luiza Trajano, comentou a importância da participação da rede pública de saúde nas ações de enfrentamento à violência.

“Eu queria cumprimentar pelas ações anunciadas e reforçar que educar as pessoas na ponta é fundamental. Não é uma causa do governo, é uma pauta global”, disse.

Teleatendimento psicológico

O teleatendimento em saúde mental deve começar neste mês em duas capitais: Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). A previsão é ampliar o serviço a partir de maio para cidades com mais de 150 mil habitantes e, em junho, para todo o país.

A expectativa é realizar cerca de 4,7 milhões de atendimentos psicológicos por ano. O acesso poderá ocorrer por encaminhamento em unidades de saúde ou por meio do aplicativo Meu SUS Digital.

Na plataforma, as usuárias poderão preencher um cadastro para avaliação inicial da situação de violência. A partir das informações, será agendado o teleatendimento psicológico.

Mutirão nacional de saúde da mulher

Nos dias 21 e 22 de março, está previsto um mutirão nacional com foco em exames e cirurgias voltados à saúde da mulher. A mobilização deve envolver hospitais universitários, institutos especializados e unidades públicas e privadas que atendem pelo SUS.

Entre os atendimentos previstos estão procedimentos ginecológicos, cirurgias oftalmológicas, cardíacas, gerais e oncológicas. Durante a ação, 26 hospitais universitários também devem realizar a inserção do implante contraceptivo subdérmico Implanon.

Além disso, unidades móveis de atendimento voltadas à saúde da mulher devem percorrer dezenas de municípios em diferentes estados do país.

Saúde

Ministério da Saúde lança nesta sexta-feira, 6, carreta do programa Agora Tem Especialistas em Canoas

Redação

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O Ministério da Saúde realiza, nesta sexta-feira, 6, às 10h, o lançamento da carreta de exames de imagem do programa Agora Tem Especialistas, em Canoas. A unidade móvel começa a atender pacientes do SUS encaminhados pelo município.

O anúncio será feito pela superintendente do Ministério da Saúde no Rio Grande do Sul, Maria Celeste de Souza da Silva.

A carreta estará instalada na Avenida Guilherme Schell, 6750, no Centro de Canoas, local onde ocorre o ato de lançamento.

A estrutura conta com equipe multiprofissional, equipamentos e insumos para a realização de consultas com especialistas, além de exames como tomografias e ultrassonografias. O objetivo é ampliar o acesso ao diagnóstico precoce de doenças graves e dar mais agilidade à definição de tratamentos.

Segundo o Ministério da Saúde, as unidades móveis têm percorrido o país, com prioridade para cidades com alta demanda, regiões remotas e de difícil acesso, além de municípios-polo. As carretas voltadas à saúde da mulher, oftalmologia e exames de imagem já passaram por mais de 100 regiões de saúde, atendendo pacientes do SUS em todos os estados e no Distrito Federal.

A expectativa é reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias na rede pública.

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Saúde

SUS lança teleatendimento gratuito em saúde mental para tratar quem enfrenta problemas com jogos de apostas

Redação

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O Sistema Único de Saúde passa a oferecer teleatendimento em saúde mental para pessoas com problemas relacionados a jogos de apostas. A iniciativa é resultado de uma parceria com o Hospital Sírio-Libanês e tem expectativa inicial de atender cerca de 600 pacientes por mês. O anúncio foi feito na terça-feira, 3, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante uma simulação do serviço na unidade da instituição, em São Paulo.

O acesso ao atendimento será feito por meio do aplicativo Meu SUS Digital. Segundo o ministro, a modalidade remota foi escolhida para ampliar o alcance do serviço e reduzir barreiras enfrentadas por quem precisa de ajuda.

“Estamos introduzindo o teleatendimento, porque percebemos que, dificilmente, a pessoa com problemas relacionados a jogos de apostas procura um serviço de saúde presencialmente. Muitas vezes, há dificuldade de admitir o problema, vergonha e ainda muita estigmatização. Por isso, estamos criando instrumentos para que famílias e amigos possam apoiar quem enfrenta essa situação, permitindo contato direto com o Ministério da Saúde sem a necessidade de ir até uma unidade”, destacou Alexandre Padilha.

O projeto conta com investimento de R$ 2,5 milhões do Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde, o Proadi-SUS. O teleatendimento é destinado a pessoas com 18 anos ou mais, além de familiares e integrantes da rede de apoio. O cadastro poderá ser realizado 24 horas por dia, em ambiente considerado seguro, com encaminhamento pelo aplicativo. As informações seguem as normas da Lei Geral de Proteção de Dados.

De acordo com o Ministério da Saúde, a medida é uma resposta ao crescimento de comportamentos problemáticos ligados a jogos e apostas, principalmente no ambiente online. A busca espontânea por atendimento presencial ainda é considerada baixa, muitas vezes por vergonha, medo de julgamento ou dificuldade de reconhecer o problema. Em 2025, o SUS registrou 6.157 atendimentos presenciais relacionados a jogos e apostas.

O teleatendimento foi estruturado para ampliar o acesso ao cuidado de forma reservada e acessível. A ação faz parte de uma estratégia nacional que inclui a Plataforma de Autoexclusão Centralizada, lançada pelo Ministério da Fazenda, para bloquear o acesso a sites de apostas autorizados, além do Observatório Saúde Brasil de Apostas, canal permanente de troca de dados entre as áreas da Saúde e da Fazenda.

A estratégia também prevê a publicação de diretrizes para qualificação do atendimento no SUS, como a Linha de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas, que orienta a assistência na rede pública, incluindo o atendimento online, e o Guia de Cuidado para Pessoas com Problemas Relacionados a Jogos de Apostas.

Como acessar o serviço

O acesso ao teleatendimento para pessoas com problemas relacionados a jogos de apostas é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital, que funciona como porta de entrada para o cuidado no SUS.

Para utilizar o serviço, é preciso baixar o aplicativo gratuitamente nas lojas Android, iOS ou acessar a versão web. Após fazer login com a conta gov.br, o usuário deve clicar em “Miniapps” e selecionar a opção “Problemas com jogos de apostas?”.

Na plataforma, a pessoa responde a um autoteste baseado em evidências científicas e validado no Brasil. O questionário identifica sinais de risco e orienta o próximo passo. Quando o resultado aponta risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é automático. Nos casos de menor risco, o aplicativo orienta a procurar atendimento na Rede de Atenção Psicossocial, que inclui Centros de Atenção Psicossocial e Unidades Básicas de Saúde.

O aplicativo também oferece conteúdos informativos sobre sinais de alerta, prevenção e impactos das apostas na saúde mental. A Ouvidoria do SUS está preparada para prestar orientações pelo telefone 136, teleatendimento, formulário eletrônico, WhatsApp ou chatbot no site do Ministério da Saúde.

Como funciona o teleatendimento

As consultas são realizadas por vídeo e têm duração média de 45 minutos. O atendimento integra ciclos estruturados de cuidado, que podem incluir até 13 encontros por paciente, de forma individual ou em grupo com a rede de apoio.

O serviço é gratuito e confidencial. A equipe é multiprofissional, formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com apoio de médico psiquiatra quando necessário. Também há articulação com assistência social e medicina de família para integração com os serviços locais.

Após o cadastro pelo formulário indicado no aplicativo, as orientações para a consulta são enviadas via WhatsApp. O modelo inclui telemonitoramento e integração com a rede do SUS. Quando necessário, o paciente pode ser encaminhado para atendimento presencial.

Expansão da Rede de Atenção Psicossocial

O investimento do Ministério da Saúde em saúde mental cresceu 70% entre 2022 e 2025, passando de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,9 bilhões.

Atualmente, o SUS conta com 6.272 pontos de atenção em saúde mental em todo o país, incluindo cerca de 3 mil Centros de Atenção Psicossocial.

Entre 2023 e 2025, foram habilitadas 653 novas unidades da Rede de Atenção Psicossocial, o que representa aumento de 10% na cobertura nacional. No mesmo período, 6,2 mil novas equipes multiprofissionais foram incorporadas às Unidades Básicas de Saúde, ampliando a presença de profissionais de saúde mental na atenção primária.

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Saúde

Vigilância em Saúde interdita Instituição de Longa Permanência para Idosos por funcionamento irregular e risco a idosos

Redação

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Na tarde desta terça-feira, 3, uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) foi interditada no município após fiscalização identificar funcionamento sem licenciamento e sem alvará sanitário. A ação foi conduzida de forma conjunta pela Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Assistência Social e pelo Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa.

Segundo a diretora da Vigilância em Saúde, Iara Fontana, a interdição se fez necessária devido às condições precárias do local.

“A instituição estava funcionando sem licenciamento e sem alvará sanitário, colocando em risco cerca de oito moradores. Encontramos cozinha inadequada, falta de acessibilidade e presença de animais soltos pelo pátio. Diante dessas situações, o local foi interditado até que se adeque às exigências necessárias para reabrir”, afirmou.

A Secretaria de Assistência Social acompanha a situação para garantir a proteção dos idosos. Patrícia Lisboa, assessora da pasta, afirmou que será feito o encaminhamento adequado de cada morador.

“Vamos entrar em contato com as famílias e, nos casos em que não houver referência familiar, faremos o encaminhamento para outra instituição regulamentada e em conformidade com as normas de funcionamento”, explicou.

Camila Ferreira, secretária do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, reforçou a importância da atuação preventiva.

“Trabalhamos de forma articulada com a Vigilância em Saúde e a Assistência Social para prevenir a violação dos direitos das pessoas idosas. Estar presente, verificar as condições de acolhimento e agir quando necessário é fundamental para garantir um atendimento digno e seguro”, disse.

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