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13/10/2026
 

Clima

BRDE reafirma compromisso com a sustentabilidade em debate sobre transição climática

Redação

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BRDE reafirma compromisso com a sustentabilidade em debate sobre transição climática

Ao participar de primeiro encontro do ano do Fórum Democrático de Desenvolvimento Regional da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, o diretor-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Ranolfo Vieira Júnior, reafirmou os compromissos da instituição com a pauta da sustentabilidade e apontou a necessidade de maior conscientização diante das crises climáticas.

“Há negacionistas para tudo, até mesmo na questão climática. Hoje mesmo, parte da Europa sofreu um apagão no fornecimento de energia e a causa seria um fenômeno atmosférico raro. Ou seja, são acontecimentos onde a crise climática está sempre presente”, alertou o presidente.

Na oportunidade, Ranolfo salientou a missão com a qual o banco atua há 64 anos no desenvolvimento da região Sul do país.

“Fechamos 2024 com 82% das nossas operações alinhadas ao menos a um dos 17 ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável). Isso demonstra nosso compromisso como Banco Verde”, destacou. O presidente alertou, ainda, para a necessidade de buscar soluções para a transição climática com base científica: “o conhecimento técnico é fundamental”, acrescentou.

Com o tema “Transição Ecológica e seu Financiamento”, o debate teve como convidado especial o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), Aloizio Mercadante.

Para um público que lotou o Salão Nobre da Universidade federal de Ciências da saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Mercante relatou o esforço realizado para socorrer as empresas gaúchas após a enchente de maio, quando o BNDES disponibilizou ao redor de R$ 39 bilhões em linhas emergenciais e reforçou o papel do setor público diante das crises climáticas.

“A transição não acontecerá sem a participação do Estado. Pela primeira vez precisamos realizar uma mudança de matriz energética para um modelo que custa mais caro que o atual”, ponderou.

Durante a abertura do evento, o governador Eduardo Leite, mencionou a importância dos debates promovidos pela Assembleia Legislativa sobre o tema e da necessidade de unir esforços diante dos impactos das mudanças climáticas.

“Os gaúchos têm um histórico de conflitos, mas a transição climática exige a convergência”, salientou o governador. Ele referiu, igualmente, a parceria do BNDES em projetos que estão sendo implementados para ampliar a capacidade de resposta aos eventos mais severos.

Conforme explicou o presidente da Assembleia, deputado Pepe Vargas, os debates do “Pacto RS 2025 – o Crescimento Sustentável é Agora” irão abranger outras regiões.

“O fórum é um instrumento do Parlamento gaúcho para contribuir com a construção de políticas públicas. Vamos ainda debater as questões que impactam na indústria, comércio e serviços, a sustentabilidade na agropecuária e as desigualdades regionais”, relatou.

Além do presidente do BRDE, o painel teve a participação, também na condição de debatedores, da reitoria da Universidade Federal do RGS (Ufrgs), Márcia Barbosa; do professor de Economia da Ufrgs, Carlos Henrique Horn, e da professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Ana Rovelder, também coordenadora da Rede Sul de Restauração Ecológica. O debate teve a jornalista Rosane de Oliveira como mediadora.

Clima

Temporais avançam pelo RS nesta quarta-feira, 7, com risco de granizo e ventos de 100 km/h

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Foto: Lizele Garcia/OT

Apesar do tempo firme no início desta quarta-feira, 7, em grande parte do Rio Grande do Sul, a previsão indica retorno da chuva e possibilidade de temporais ao longo da tarde. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja, de perigo, válido das 12h às 23h59.

A instabilidade deve avançar pelo Estado em uma faixa que se estende de Quaraí, na Fronteira Oeste, até Frederico Westphalen, no Norte, atingindo também áreas das Missões e do Noroeste. Há possibilidade de chuva mais intensa nas regiões Centro, Campanha e Sul.

O alerta prevê acumulados entre 30 e 100 milímetros, rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h e possibilidade de queda de granizo.

Na Região Metropolitana, Serra e em parte do Litoral Norte e do Norte, o Inmet mantém alerta amarelo, de perigo potencial, com início às 18h e validade até as 23h59. Nessas áreas, os volumes de chuva podem variar entre 20 e 50 milímetros, com ventos de até 60 km/h e possibilidade de granizo.

A previsão também indica instabilidade nos próximos dias. Conforme a Climatempo, a quinta-feira, 8, deve ter temporais, rajadas superiores a 90 km/h e acumulados que podem chegar a 100 milímetros em pontos das Missões. A condição deve continuar na sexta-feira, 9.

Rios permanecem acima da cota de inundação

Além dos impactos provocados pelas tempestades, a Defesa Civil mantém o monitoramento dos níveis dos rios. Cinco pontos de acompanhamento permanecem acima da cota de inundação no Estado.

No Rio Uruguai, o nível chegou a 9,99 metros em São Borja, quase um metro acima da cota de inundação. Em Itaqui, o rio está em 9,08 metros, enquanto a cota é de 8,30 metros. Em Uruguaiana, o nível registrado é de 9,03 metros, acima da cota de 8,50 metros.

No Rio Ibirapuitã, em Alegrete, o nível é de 10,14 metros, diante de uma cota de inundação de 9,70 metros. Já o Rio Jacuí, em Cachoeira do Sul, está em 10,02 metros, acima da cota de 9 metros.

Com a previsão de novas chuvas, os níveis dos rios seguem sendo monitorados.

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Clima

Temporal deixa mais de 54 mil pessoas afetadas e danifica 8 mil casas no RS

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Frente fria que trará chuvas ao Estado

O Rio Grande do Sul registrou 146 ocorrências relacionadas às condições meteorológicas adversas desde sexta-feira, 25. Segundo o balanço da Defesa Civil, atualizado até as 17h desta terça-feira, 29, o episódio atingiu 128 municípios e deixou 54.065 pessoas afetadas.

Quatro pessoas ficaram feridas: duas em Pontão, uma em Alegrete e uma em Capão do Cipó. Até o momento, não há registro de mortes ou desaparecidos relacionados ao evento.

Entre as ocorrências estão chuvas intensas, queda de granizo, vendavais, inundações, alagamentos, deslizamentos e corridas de massa, que envolvem o deslocamento de solo e lama.

Ao todo, 6.298 pessoas precisaram deixar suas casas. O levantamento aponta ainda 8.181 residências danificadas. Também foram registrados 171 imóveis destelhados e 46 casas atingidas por alagamentos. Não há registro de casas totalmente destruídas.

Além das residências, os temporais provocaram danos em 38 estabelecimentos de ensino, oito unidades de saúde, 27 prédios públicos e outros 93 estabelecimentos.

Os dados são preliminares e podem mudar à medida que os municípios encaminham novas informações à Defesa Civil. O órgão estadual informou que está auxiliando as cidades mais afetadas com o envio de materiais, como lonas e telhas.

Santiago concentra maior número de pessoas afetadas

Entre os municípios com maior número de pessoas afetadas estão Santiago, Capão do Cipó, Santo Antônio das Missões, Alegrete, Almirante Tamandaré do Sul, Santana do Livramento, Santa Margarida do Sul, Itaara, São Luiz Gonzaga e Casca.

Santiago registra o maior número de pessoas afetadas. Segundo o levantamento, mais de 26 mil moradores foram atingidos pela queda de granizo. O município contabiliza 13 pessoas desabrigadas e cerca de 6 mil desalojadas.

Na cidade, 5 mil residências foram danificadas. Também foram registrados danos em uma unidade de saúde e 20 escolas.

Capão do Cipó aparece entre os municípios mais atingidos tanto em número de pessoas afetadas quanto em danos materiais. Mais de 3 mil pessoas foram atingidas, incluindo uma pessoa ferida. O município registra ainda 12 desabrigados e 120 desalojados.

Na cidade, 500 casas foram danificadas. Também houve danos em duas unidades de saúde, duas escolas, seis estabelecimentos públicos e três estruturas de infraestrutura pública.

Municípios com mais danos materiais

Considerando o número de danos materiais registrados, os municípios que aparecem no levantamento são Santiago, Capão do Cipó, Santana do Livramento, Alegrete, São Luiz Gonzaga, Erval Grande, Santo Antônio das Missões, Catuípe, Benjamin Constant do Sul e Pejuçara.

A relação de pessoas afetadas e de danos materiais é atualizada conforme os municípios enviam novos registros às autoridades estaduais.

Informações sobre abrigos e pessoas acolhidas são reunidas em um painel administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).

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Clima

Ciclone extratropical traz risco de temporais e ventos de até 100 km/h no RS

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Foto: Lizele Garcia

O Rio Grande do Sul enfrenta nesta terça-feira, 29, uma nova rodada de instabilidade causada pela formação de um ciclone extratropical e pela passagem de uma frente fria. A previsão indica chuva forte, possibilidade de granizo e rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h em algumas regiões.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém dois alertas para o Estado. O aviso laranja, que indica perigo, prevê volumes de chuva entre 30 e 100 milímetros, ventos de até 100 km/h e possibilidade de granizo. A área inclui municípios da Fronteira Oeste, Campanha, Missões, Noroeste e Norte, além de pontos da Região Central e da Serra.

Já o alerta amarelo, de perigo potencial, abrange praticamente todo o Rio Grande do Sul. Nessas áreas, são esperados volumes entre 20 e 50 milímetros, rajadas de até 60 km/h e possibilidade de granizo.

A Defesa Civil estadual também alerta para condições de tempo severo, principalmente durante a madrugada e a manhã. As rajadas podem superar 90 km/h, enquanto os acumulados de chuva entre segunda-feira, 28, e terça-feira, 29, podem variar de 80 a 120 milímetros, com possibilidade de volumes acima de 150 milímetros em pontos do Oeste, Centro e Missões.

Risco de elevação dos rios

A sequência de chuvas também aumenta a preocupação com os níveis dos rios. Há risco de inundação nos rios Ibirapuitã, São Sepé, Jacuí, Taquari e Caí.

Na região hidrográfica do Guaíba, os rios Jacuí, Sinos e Gravataí já apresentam níveis acima do limiar de alerta para inundação.

Os acumulados registrados nos últimos dias também são elevados. Entre a sexta-feira, 25, e a manhã de segunda-feira, 28, Santana do Livramento registrou 167 milímetros, enquanto Santa Maria e Rosário do Sul tiveram 156 milímetros cada.

A previsão indica que a instabilidade continuará influenciando o Estado ao longo da semana. Entre 28 de setembro e 5 de outubro, os maiores acumulados de chuva do país estão previstos para a Região Sul, com possibilidade de até 200 milímetros na faixa central do Rio Grande do Sul.

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