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26/07/2026
 

Clima

Evento na UFRGS debate enchentes no RS e mudança climática

Redação

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Evento na UFRGS debate enchentes no RS e mudança climática

Com a presença da economista Sara Ahmed, conselheira do V20, grupo de países mais vulneráveis às mudanças do clima, e da diretora de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Inamara Mélo, realiza-se, em 14 de março (sexta-feira), a partir das 9 horas, a Conferência Científica de encerramento do projeto RS:Resiliência&Sustentabilidade, promovido pela então Secretaria para Apoio à Reconstrução do RS (SERS), do governo federal, em cooperação com a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).

Projeto

Maneco Hassen, que foi secretário-executivo da SERS e atualmente chefia o escritório de representação do governo federal no RS, explica que o projeto foi pensado para servir como um legado de reflexões sobre as perspectivas do RS frente à nova realidade de mudanças climáticas.

“O desastre que vivemos há quase um ano foi paradigmático de uma mudança de era. Existem vários indícios de que a mudança do clima já está interferindo em vários aspectos da vida das pessoas e da economia gaúcha. É preciso pensar sobre isso e não ter medo de assumir as condutas necessárias para enfrentar esse problema, sempre com foco nas pessoas e na sociedade”, diz.

Para Maneco, os cientistas precisam ser chamados a investigar, refletir e falar, apontando caminhos de superação dos danos potenciais desta nova realidade do clima.

“Essa é um pouco a síntese desse projeto, que iniciamos ainda na SERS e que está gerando os seus resultados agora. O mais importante, eu acho, é que são cientistas gaúchos, professores em nossas universidades federais, que estão falando”, arremata.

Ricardo Pereira, diretor de projetos da FESPSP, relata que o envolvimento da fundação paulista para cooperar com a SERS, ocorre em função da relevância social e ambiental de um problema de caráter regional, com repercussão nacional.

“A FESPSP, possui expertise nesta área e não poderia deixar de contribuir para ajudar a buscar soluções que possam mitigar os problemas ambientais urbanos”, diz.

Conforme o diretor da FESPSP, os estudos desenvolvidos pelos professores das universidades federais do RS tratam da realidade regional, mas têm grande valia para o país e para o mundo.

“São estudos sobre questões específicas do RS, mas que revelam uma nova realidade que poderá se manifestar em qualquer estado e mesmo em qualquer país. Entender a mudança climática e pesquisar medidas para mitigar ou mesmo evitar a ampliação dos desastres, é fundamental para todos. As mudanças do clima são um problema global e estão sendo sentidas, em maior ou menor grau, em todas as regiões”, argumenta.

De acordo com Pereira, a cooperação da FESPSP neste projeto deu-se a partir de sua experiência anterior nas áreas ambiental e de saneamento e, conjugada com a participação de universidades gaúchas, foi a maneira que a instituição de estudo e pesquisa de São Paulo encontrou para ajudar concretamente o RS frente à tragédia das enchentes de 2024.

“Quando conhecemos o projeto, não hesitamos. A reflexão e a pesquisa são nosso campo de atuação”, conclui.

O projeto subsidiou linhas de pesquisas já existentes nas universidades federais com sede no Rio Grande do Sul, contou com o apoio das reitorias para a escolha e foi financiado através de uma doação dirigida à FESPSP pela Open Society Foundations, instituição global de filantropia privada que apoia grupos independentes que trabalham pela justiça, governança democrática e direitos humanos.

“Fizemos um processo de busca ativa”, explica João Ferrer, um dos consultores dedicados ao projeto.

“Primeiro, reunimos com as reitorias, explicamos os objetivos do projeto e fizemos uma lista de pesquisas que estavam sendo realizadas sobre a temática da mudança climática ou especificamente sobre as cheias. Após essa fase, representantes da SERS e da FESPSP escolheram 10 pesquisas para serem subsidiadas, com o compromisso que fossem apresentadas, num prazo de seis meses, em formato de Policy Papers. Esses artigos foram compilados e comporão um livro, que será entregue durante o evento e, depois, disponibilizado para pesquisadores, gestores e outros interessados na temática”, complementa.

Evento

A Conferência Científica de encerramento do projeto ocorrerá durante todo o dia 14 de março (sexta-feira), no salão de atos da UFRGS, e contará com um painel de abertura com uma das principais autoridades mundiais em mudanças do clima, a economista filipina Sara Ahmed, conselheira do V20.

Estará presente, também, para o painel de encerramento, a diretora de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Inamara Mélo, ex-secretária de Meio Ambiente de Pernambuco. Entre a abertura e o encerramento, os professores pesquisadores apresentarão seus artigos para o público presente.

A programação completa pode ser acessada no site rs-resiliente.com.br, onde é possível, também, realizar a inscrição, que é gratuita.

Clima

Temporais no RS: sobe para 461 o número de pessoas em abrigos

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Temporais no RS: sobe para 461 o número de pessoas em abrigos

As fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul deixaram 461 pessoas abrigadas em nove municípios do Estado, conforme atualização do monitoramento de abrigos Calamidade RS/2026, divulgada nesta quarta-feira, 22, pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).

O levantamento aponta que Lajeado concentra o maior número de pessoas acolhidas, com 201 abrigados. Em seguida aparecem Muçum, com 46 pessoas, e Encantado, com 40.

Também mantêm abrigos ativos os municípios de Santa Cruz do Sul, com 33 pessoas acolhidas; São Sebastião do Caí, com 31; Roca Sales, com 20; Passo Fundo, com 19; Cruzeiro do Sul, com 16; e Bom Retiro do Sul, com 10.

Os dados fazem parte do monitoramento diário realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Social e refletem a ocupação dos abrigos destinados às famílias afetadas pelos temporais. O número pode sofrer alterações ao longo do dia, conforme a atualização das informações encaminhadas pelos municípios.

Pessoas abrigadas por município

  • Lajeado: 201
  • Muçum: 46
  • Encantado: 40
  • Santa Cruz do Sul: 33
  • São Sebastião do Caí: 31
  • Roca Sales: 20
  • Passo Fundo: 19
  • Cruzeiro do Sul: 16
  • Bom Retiro do Sul: 10

Total de pessoas abrigadas: 461

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Clima

Temporais com rajadas de até 100 km/h devem atingir o RS a partir de quinta-feira

Redação

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O Rio Grande do Sul deve registrar uma mudança nas condições do tempo a partir de quinta-feira, 16, com previsão de temporais em diversas regiões do estado. Segundo os institutos de meteorologia, há risco de chuva intensa, ventos fortes, queda de granizo e possibilidade de tornados em áreas isoladas. A instabilidade deve permanecer até a próxima segunda-feira, 20.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), foram emitidos alertas de tempestade para o estado. As rajadas de vento podem atingir até 100 km/h, enquanto os volumes de chuva podem chegar a 100 milímetros por dia entre sexta-feira, 17, e sábado, 18.

Conforme a Climatempo Meteorologia, a mudança no tempo começa entre a tarde e a noite de quinta-feira, inicialmente nas regiões Oeste, Campanha e Central. A formação dos temporais está associada ao avanço de uma área de baixa pressão, combinada ao transporte de umidade. Antes da chegada da instabilidade, as temperaturas devem subir, aumentando a sensação de calor.

Até quarta-feira, 15, a previsão é de tempo firme em todo o estado. A atuação de uma massa de ar seco mantém o predomínio de sol e favorece a elevação das temperaturas durante a tarde, principalmente nas regiões Oeste, Missões, Campanha, Central e Vales.

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Clima

Inmet emite alertas de tempestades, chuvas intensas e geada para RS, SC e PR

Redação

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INMET / Divulgação

As condições do tempo voltam a exigir atenção no Sul do Brasil. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas para esta terça-feira, 30, e quarta-feira, 1º, indicando risco de chuvas intensas, tempestades e geada em áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Para o segundo dia, o órgão elevou o nível de severidade em parte da região, com a emissão de um alerta laranja para tempestades.

Nesta terça-feira, está em vigor um alerta amarelo para chuvas intensas, com previsão de acumulados entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros ao longo do dia. Os ventos podem variar entre 40 e 60 km/h.

O aviso abrange grande parte do Rio Grande do Sul, incluindo as regiões Metropolitana de Porto Alegre, Nordeste, Noroeste, Central, Sudeste e Sudoeste, além de áreas de Santa Catarina, Paraná e do sul de São Paulo.

O Inmet também mantém um alerta amarelo para tempestades nas mesmas regiões. A previsão inclui chuva, rajadas de vento e possibilidade de queda de granizo. O risco de transtornos, como interrupção no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos de árvores e alagamentos, é considerado baixo.

Outro aviso em vigor nesta terça-feira é o de geada, válido entre a meia-noite e as 9h. O fenômeno deve atingir as regiões Sudoeste, Sudeste e Central do Rio Grande do Sul, onde as temperaturas podem chegar a 3°C. Há risco leve de prejuízos para plantações.

Alerta laranja para quarta-feira

Para quarta-feira, 1º, o Inmet elevou o nível de atenção para “perigo” em parte da Região Sul e emitiu um alerta laranja de tempestade. O aviso contempla as regiões Metropolitana de Porto Alegre, Nordeste, Noroeste e Central do Rio Grande do Sul, além de áreas de Santa Catarina e do Paraná.

Nessas localidades, a previsão é de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados que podem variar entre 50 e 100 milímetros no dia. Os ventos devem alcançar velocidades entre 60 e 100 km/h, com possibilidade de queda de granizo.

Segundo o instituto, há risco de corte no fornecimento de energia elétrica, queda de árvores, alagamentos e danos em plantações.

Além do alerta laranja, permanece em vigor um alerta amarelo de tempestade para outras áreas do Rio Grande do Sul, incluindo regiões Central, Sudoeste e parte dos municípios já abrangidos pelo aviso de maior severidade, além de localidades de Santa Catarina e Paraná.

Nessas áreas, a previsão indica chuva de até 50 milímetros, ventos entre 40 e 60 km/h e possibilidade de queda de granizo.

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