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09/09/2026
 

Clima

Evento na UFRGS debate enchentes no RS e mudança climática

Redação

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Evento na UFRGS debate enchentes no RS e mudança climática

Com a presença da economista Sara Ahmed, conselheira do V20, grupo de países mais vulneráveis às mudanças do clima, e da diretora de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Inamara Mélo, realiza-se, em 14 de março (sexta-feira), a partir das 9 horas, a Conferência Científica de encerramento do projeto RS:Resiliência&Sustentabilidade, promovido pela então Secretaria para Apoio à Reconstrução do RS (SERS), do governo federal, em cooperação com a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).

Projeto

Maneco Hassen, que foi secretário-executivo da SERS e atualmente chefia o escritório de representação do governo federal no RS, explica que o projeto foi pensado para servir como um legado de reflexões sobre as perspectivas do RS frente à nova realidade de mudanças climáticas.

“O desastre que vivemos há quase um ano foi paradigmático de uma mudança de era. Existem vários indícios de que a mudança do clima já está interferindo em vários aspectos da vida das pessoas e da economia gaúcha. É preciso pensar sobre isso e não ter medo de assumir as condutas necessárias para enfrentar esse problema, sempre com foco nas pessoas e na sociedade”, diz.

Para Maneco, os cientistas precisam ser chamados a investigar, refletir e falar, apontando caminhos de superação dos danos potenciais desta nova realidade do clima.

“Essa é um pouco a síntese desse projeto, que iniciamos ainda na SERS e que está gerando os seus resultados agora. O mais importante, eu acho, é que são cientistas gaúchos, professores em nossas universidades federais, que estão falando”, arremata.

Ricardo Pereira, diretor de projetos da FESPSP, relata que o envolvimento da fundação paulista para cooperar com a SERS, ocorre em função da relevância social e ambiental de um problema de caráter regional, com repercussão nacional.

“A FESPSP, possui expertise nesta área e não poderia deixar de contribuir para ajudar a buscar soluções que possam mitigar os problemas ambientais urbanos”, diz.

Conforme o diretor da FESPSP, os estudos desenvolvidos pelos professores das universidades federais do RS tratam da realidade regional, mas têm grande valia para o país e para o mundo.

“São estudos sobre questões específicas do RS, mas que revelam uma nova realidade que poderá se manifestar em qualquer estado e mesmo em qualquer país. Entender a mudança climática e pesquisar medidas para mitigar ou mesmo evitar a ampliação dos desastres, é fundamental para todos. As mudanças do clima são um problema global e estão sendo sentidas, em maior ou menor grau, em todas as regiões”, argumenta.

De acordo com Pereira, a cooperação da FESPSP neste projeto deu-se a partir de sua experiência anterior nas áreas ambiental e de saneamento e, conjugada com a participação de universidades gaúchas, foi a maneira que a instituição de estudo e pesquisa de São Paulo encontrou para ajudar concretamente o RS frente à tragédia das enchentes de 2024.

“Quando conhecemos o projeto, não hesitamos. A reflexão e a pesquisa são nosso campo de atuação”, conclui.

O projeto subsidiou linhas de pesquisas já existentes nas universidades federais com sede no Rio Grande do Sul, contou com o apoio das reitorias para a escolha e foi financiado através de uma doação dirigida à FESPSP pela Open Society Foundations, instituição global de filantropia privada que apoia grupos independentes que trabalham pela justiça, governança democrática e direitos humanos.

“Fizemos um processo de busca ativa”, explica João Ferrer, um dos consultores dedicados ao projeto.

“Primeiro, reunimos com as reitorias, explicamos os objetivos do projeto e fizemos uma lista de pesquisas que estavam sendo realizadas sobre a temática da mudança climática ou especificamente sobre as cheias. Após essa fase, representantes da SERS e da FESPSP escolheram 10 pesquisas para serem subsidiadas, com o compromisso que fossem apresentadas, num prazo de seis meses, em formato de Policy Papers. Esses artigos foram compilados e comporão um livro, que será entregue durante o evento e, depois, disponibilizado para pesquisadores, gestores e outros interessados na temática”, complementa.

Evento

A Conferência Científica de encerramento do projeto ocorrerá durante todo o dia 14 de março (sexta-feira), no salão de atos da UFRGS, e contará com um painel de abertura com uma das principais autoridades mundiais em mudanças do clima, a economista filipina Sara Ahmed, conselheira do V20.

Estará presente, também, para o painel de encerramento, a diretora de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente, Inamara Mélo, ex-secretária de Meio Ambiente de Pernambuco. Entre a abertura e o encerramento, os professores pesquisadores apresentarão seus artigos para o público presente.

A programação completa pode ser acessada no site rs-resiliente.com.br, onde é possível, também, realizar a inscrição, que é gratuita.

Clima

Rio Grande do Sul terá semana de extremos: calor de 36°C, temporais e chegada de ar polar

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Foto: Lizele Garcia

O Rio Grande do Sul terá uma semana marcada por calor, chuva e mudanças nas condições do tempo. A previsão indica temperaturas elevadas no início do período, com máximas de até 36°C nesta segunda-feira, 17, além de possibilidade de temporais, granizo e rajadas de vento de até 80 km/h.

O calor começou a ganhar força ainda no domingo, 16, e deve permanecer na segunda-feira. A atuação de um bloqueio atmosférico dificulta o avanço do ar frio sobre a Região Metropolitana, Serra e Litoral Norte. As temperaturas mínimas devem ficar em torno de 13°C.

Entre segunda-feira, 17,  e quarta-feira, 19, Oeste, Campanha e Zona Sul devem concentrar os maiores períodos de instabilidade. Há previsão de chuva, descargas elétricas, vento forte e possibilidade de granizo. Os acumulados podem variar de 10 a 80 milímetros, com volumes pontuais de até 150 milímetros na região Sul.

Na quarta-feira, o bloqueio atmosférico começa a perder força, favorecendo o avanço de uma nova frente fria. As pancadas de chuva devem aumentar principalmente no Oeste e na Campanha. Na Zona Sul, Região Metropolitana, Serra e Costa Doce, a chuva tende a ocorrer de forma mais isolada.

A passagem da frente fria também deve provocar uma queda nas temperaturas. A mudança será mais acentuada entre quinta e sexta-feira, 21, quando uma massa de ar polar deve avançar sobre o Estado.

Com o ar frio, a chuva perde força e o tempo firme começa a retornar ao Rio Grande do Sul. A tendência é de estabilidade ao longo do próximo fim de semana, porém com temperaturas mais baixas.

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Clima

Seis rios seguem acima da cota de inundação em municípios do Rio Grande do Sul

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Dados do Serviço Geológico Brasileiro (SGB) indicam que seis rios permanecem acima da cota de inundação em ao menos 11 municípios gaúchos. A atualização foi divulgada às 7h desta quarta-feira, 29.

Conforme o levantamento, as medições registradas são:

* Rio Caí, em Caxias do Sul: 4,98 metros (cota de inundação: 4,70 metros);
* Rio Caí, em São Sebastião do Caí: 10,80 metros (cota: 10 metros);
* Rio dos Sinos, em São Leopoldo: 4,74 metros (cota: 4,50 metros);
* Rio Jacuí, em Dona Francisca: 8,57 metros (cota: 7,50 metros);
* Rio Gravataí, em Gravataí: 4,80 metros (cota: 4,75 metros);
* Rio Taquari, em Encantado: 12,20 metros (cota: 12 metros);
* Rio Taquari, em Estrela: 21,73 metros (cota: 19 metros);
* Rio Taquari, em Lajeado: 21,90 metros (cota: 19 metros);
* Rio Uruguai, em Uruguaiana: 9,16 metros (cota: 8,50 metros);
* Rio Uruguai, em São Borja: 9,08 metros (cota: 9 metros);
* Rio Uruguai, em Itaqui: 9,08 metros (cota: 8,30 metros).

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Clima

Novo alerta vermelho do INMET prevê tempestades no RS até quarta-feira, 29

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O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta vermelho de grande perigo para tempestades no Rio Grande do Sul. O aviso iniciou às 10h desta terça-feira, 28, e segue válido até as 12h de quarta-feira, 29.

O alerta abrange municípios das regiões Metropolitana de Porto Alegre, Centro Oriental Rio-grandense, Centro Ocidental Rio-grandense, Nordeste Rio-grandense, Noroeste Rio-grandense, Sudeste Rio-grandense e Sudoeste Rio-grandense.

Segundo o INMET, há previsão de chuva intensa, com volumes superiores a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia, além de ventos superiores a 100 km/h e possibilidade de queda de granizo.

O aviso indica risco de grandes danos em edificações, queda de árvores, interrupção no fornecimento de energia elétrica, alagamentos e transtornos em áreas urbanas e rurais.

Durante o período de vigência do alerta, o instituto orienta que a população evite áreas abertas durante tempestades, não permaneça próxima a árvores, placas de publicidade e estruturas que possam ser afetadas pelos ventos fortes. Também recomenda desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, quando houver segurança para isso.

Em caso de emergência, a orientação é acompanhar as atualizações dos órgãos oficiais e seguir as orientações da Defesa Civil de cada município.

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