Geral
Iniciada a programação do Mês da Consciência Negra em Nova Santa Rita

A terça-feira, 12, é marcada como o início da programação do Mês da Consciência Negra em Nova Santa Rita. De acordo com o coordenador da Igualdade Racial, William Félix, a temática deste ano será centrada no racismo estrutural.
“É um comportamento que vem desde a época do Império no Brasil e tem registro desde 1535, com a chegada dos(as) primeiros(as) negros(as) no país”, explica.
Esse racismo, segundo ele, manifesta-se por meio da desigualdade social e da falta de oportunidades de ascensão para diferentes etnias.
“A abolição da escravatura não trouxe direitos civis aos(as) negros(as) de imediato, e o acesso à educação demorou ainda mais. Por isso, o movimento busca que o poder público crie leis que promovam a igualdade, permitindo que as novas gerações escolham o futuro que desejam”, acrescenta.
O coordenador também ressalta a importância do Dia 20 de Novembro, data que remonta ao Quilombo dos Palmares.
“Palmares representava uma resistência dentro do Brasil, reunindo povos do Congo e de Angola, cuja cultura foi dizimada pela escravidão”, explica.
Racismo estrutural: “Há muito a ser feito”
O prefeito Rodrigo Battistella salientou que o Mês da Consciência Negra é um momento fundamental para que seja refletida a história e os desafios que ainda são enfrentados para construir uma sociedade mais justa e inclusiva.
“A temática deste ano, que aborda o racismo estrutural, nos lembra que há muito a ser feito para garantir oportunidades e igualdade de condições para todos(as)”, destacou.
De acordo com o líder do Executivo, a Prefeitura de Nova Santa Rita está comprometida em apoiar ações que valorizem a diversidade e promovam o respeito, a integração e o fortalecimento da comunidade. “É um privilégio participar desta programação e ver nossa cidade unida por um futuro mais igualitário”.
Programação completa
Dia 12
– 14h30 – Contação de histórias, com foco no Pré I – Escola Paulo Freire
Dia 14
– 11h – Live com professores da rede municipal
– 14h30 – Hora do conto, com foco no Pré I – EMEI Paulo Freire
– 19h – Encontro com tradicionalistas para um tributo e discussão sobre as consequências do massacre de Porongos, no fim da Batalha Farroupilha – Centro de Eventos do Parque Olmiro Brandão
Dia 15 – Religiosidade
– 14h – Encontro com pais e mães de santo – Machamba AIE (Rua Carlos de Souza Pereira, 749, bairro Califórnia)
Dia 16 – Capoeira
– 10h – Roda de capoeira – Machamba AIE (Rua Carlos de Souza Pereira, 749, bairro Califórnia)
– 14h – Roda de capoeira coletiva – Praça da Bíblia, Centro
Dia 18 – Educação (Saber)
– 10h – Conversa sobre eugenismo e globalização – EMEF Campos Salles
– 14h – Mundo Ideal – Discussão sobre a Carta da ONU – EMEF Campos Salles
Dia 19 – Educação (Saber)
– 9h – Hora do conto, com foco no Pré I – EMEI Rainer Dorneles
– 10h – Conversa sobre eugenismo e globalização – EMEF Victor Aggens
– 14h – Mundo Ideal – Discussão sobre a Carta da ONU – EMEF Victor Aggens
– 14h30 – Hora do conto, com foco no Pré I – EMEI Paulo Freire
– 19h – Apresentação das justificativas de trabalho da igualdade racial – Câmara de Vereadores
Dia 20 – Novembro Negro: Resistência
– 10h – Palestra sobre o projeto de exclusão social no Estado do Rio Grande do Sul
– 14h – Feira afro – Machamba AIE (Rua Carlos de Souza Pereira, 749, bairro Califórnia)
Dia 25
– 14h30 – Contação de histórias, com foco no Pré I – EMEI Rainer Dorneles
Dia 30
– 14h – Encontro do coletivo “Uma Mulher Ajuda a Outra” – Vila Esperança, bairro Berto Círio
Policial
Mulher é presa preventivamente por suspeita de coagir testemunha em investigação de estupro de vulnerável em Canoas
Uma mulher foi presa preventivamente na quarta-feira, 8, em Canoas, por suspeita de coagir uma testemunha em um processo que apura um caso de estupro de vulnerável. A ação foi realizada por policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), sob a coordenação do delegado Maurício Barison.
De acordo com a Polícia Civil, a prisão preventiva foi determinada pela Justiça após a investigação apontar indícios de que a suspeita teria tentado intimidar uma testemunha envolvida no processo criminal. A conduta é investigada, em tese, como crime de coação no curso do processo, previsto no artigo 344 do Código Penal.
Conforme a decisão judicial, a medida foi adotada para preservar a ordem pública e garantir a regularidade da instrução processual, evitando possíveis interferências na produção de provas.
O delegado Maurício Barison destacou a gravidade desse tipo de crime.
“A coação de testemunhas é uma conduta gravíssima, pois compromete a busca pela verdade e a segurança de quem colabora com a Justiça. A Polícia Civil atuará sempre que houver tentativa de intimidação no curso de uma investigação”, afirmou.
A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Canoas informou que segue comprometida com a proteção de vítimas e testemunhas, além da preservação da integridade das investigações conduzidas pela unidade.
Policial
Brigada Militar socorre bebê de 7 meses após engasgamento em Canoas

Policiais militares da Brigada Militar salvaram um bebê de 7 meses que havia parado de respirar durante um episódio de engasgamento em Canoas.
De acordo com informações divulgadas pela corporação, a ocorrência foi registrada no Condomínio Arlindo, no bairro Rio Branco. Durante patrulhamento na região, policiais da 4ª Companhia do 15º Batalhão de Polícia Militar (15º BPM) foram acionados por moradores que pediram ajuda para a criança.
Os soldados Timm e Hugo iniciaram imediatamente os primeiros socorros, realizando a manobra de Heimlich para lactentes. A técnica permitiu a desobstrução das vias aéreas e fez com que o bebê voltasse a respirar.
Após o atendimento inicial, a criança, identificada como Samuel, foi encaminhada à UPA Niterói para avaliação médica.
Segundo a Brigada Militar, a rápida intervenção dos policiais foi decisiva para preservar a vida do bebê.
Policial
Menino de 3 anos morre após agressões em Viamão; pai, missionário norte-americano, segue preso

A Polícia Civil confirmou, na madrugada desta quinta-feira, 9, a morte de Oliver Golden Grayson, de 3 anos, que estava internado em estado gravíssimo após ser violentamente agredido em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O principal suspeito é o próprio pai da criança, Dandre Jermaine Grayson, missionário norte-americano de 33 anos, que permanece preso preventivamente.
Durante depoimento à polícia, o investigado admitiu ter cometido as agressões e afirmou que a violência foi motivada porque o filho não lhe deu “bom dia”.
Conforme a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, responsável pela investigação, Dandre Jermaine Grayson confessou ter desferido socos no tórax e no abdômen da criança, além de bater a cabeça do menino contra o chão. O caso ocorreu no distrito de Águas Claras, onde a família residia.
Após as agressões, o próprio pai levou o menino ao hospital de Viamão, no último domingo, 5. Em razão da gravidade dos ferimentos, a vítima foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, onde não resistiu.
Ao identificar diversas lesões compatíveis com violência, a equipe médica acionou o 18º Batalhão de Polícia Militar. Dandre Jermaine Grayson foi preso em flagrante ainda na unidade hospitalar. No dia seguinte, durante audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva.
As investigações também apontam que outros filhos do casal podem ter sido vítimas de maus-tratos. Segundo a Polícia Civil, há registros em pelo menos dois estados brasileiros indicando que três crianças, de 5, 7 e 9 anos, apresentaram indícios de agressões semelhantes. A situação de um bebê de um ano segue sendo apurada e, até o momento, não há confirmação de que ele tenha sofrido violência.
Por determinação do Conselho Tutelar, os cinco filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional. Além das suspeitas de maus-tratos contra as crianças, a Polícia Civil investiga possíveis episódios de violência doméstica praticados contra a esposa do investigado, para quem foi solicitada uma medida protetiva.
De acordo com as autoridades, a família mora no Brasil há cerca de nove anos e havia se estabelecido em Viamão aproximadamente seis meses antes do crime.

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