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07/02/2026
 

ENCHENTE RS

Para dar notícias de como andam as coisas no RS (por Plínio José Borges Mósca)

Redação

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Plínio José Borges Mósca – professor e diretor de teatro, membro do Colegiado Setorial de Teatro do Estado do Rio Grande do Sul, Tecnólogo da Produção Cênica pela Faculdade Monteiro Lobato, Mestre em Memória Social e Bens Culturais pela Universidade La Salle e Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras da República Francesa.

Amigas e amigos: O RS ainda está longe de dizer que desastre ambiental passou.

As pessoas flageladas e os animais desamparados continuarão ainda por muitos meses nos abrigos criados para as vítimas do desastre ambiental. Muitas cidades ainda estão debaixo d’água, bairros inteiros desapareceram e certamente o número de mortos é maior do que este de 170 pessoas que o Estado afirma.

Porto Alegre por ser a maior cidade do estado e sua capital, é claro que virou a vitrine principal da catástrofe. O Centro da cidade continua alagado, repartições públicas, agências bancárias, fosso de elevadores, fosso de escadas rolantes, garagens subterraneas, praças, restaurantes, hospitais, hotéis, quartéis, shoppings, igrejas e sobretudo milhares de edifícios com moradores, foram alagados. Água e lama no térreo, no primeiro andar e não raramente no segundo andar.

Está evidente a falência da administração pública em vários aspectos. Há anos não se fazia reparações e manutenção nas comportas e nos diques que controlavam as cheias do Rio Guaíba e suas invasões de água na cidade. Algumas roldanas e dobradiças e trilhos de correr as engrenagens das comportas, esfarelaram-se quando foram usadas.

As Casas de Bombeamento, com dupla finalidade: abastecer as estações de tratamento de água para a distribuição de água nos bairros e fazer o retorno do excesso de água para dentro do próprio Rio Guaíba, não funcionaram. Várias com os motores elétricos estragados há 10, 12 ou 15 anos. Várias com vazamentos nas suas paredes, acabaram por ficar completamente submersas. Várias que estavam em locais mais altos, não estavam com seus painéis de controle funcionando.

Os bairros foram ficando sem água tratada que entrava nas caixas d’água e as ruas foram se alagando de água e lama direta do Rio Guaíba.

Tem em Porto Alegre um bairro chamado Menino Deus, cuja avenida principal, Avenida Getúlio Vargas. é comprida e larga, tem um jacaré solto, indo de um lado para outro, funcionários do Jardim Zoológico ainda não conseguiram capturá-lo. Já foi até batizado: Lacoste.

Com o excesso de água do Rio Guaíba e com o excesso de chuvas, muitos bairros ficaram sem energia elétrica ou com energia elétrica intermitente. Tem pedaços da cidade há 15 dias sem luz. As enxurradas, a falta de água potável, os alagamentos e a falta de energia elétrica, aconteceram e ainda estão acontecendo no dia de hoje, em mais de 30 bairros da cidade de Porto Alegre.

O número de pessoas atingidas e prejudicadas por este estado de coisas é de aproximadamente 500 mil pessoas.

Alguns municípios do Estado, como a cidade de Passo Fundo, mesmo com todas as adversidades presentes está realizando o seu calendário profissional cultural, para não deixar seus fazedores de Cultura do município à míngua. “Sirvam suas façanhas de modelo à toda terra”.

O número de comerciantes, empresários, pequenos e médios e até mesmo de grande porte, ultrapassa na capital dos gaúchos a casa de 10.000 empresários severamente prejudicados.

Quase tão grave quanto a enchente e as enxurradas, são os crimes de roubo, furto e depredação que os empresários estão enfrentando neste momento. Precisam de segurança e de estabilidade.

Mais sinistro que as enxurradas, o alagamento das ruas, bairros e cidades e as mortes de pessoas e de animais domésticos, mais horrível que o número de desaparecidos e de desabrigados, é a quantidade de FAKE NEWS plantadas pelos componentes do gabinete do ódio, um conjunto de tentativas nas quais os crimes e a ignorância são misturados com o intuito de tirar proveito político ideológico partidário, neste momento de luto pelos falecidos e de empenho pela vida e do salvamento.

É imoral e indecente que se tente atrapalhar o que está sendo feito em prol dos desassistidos. Sabe-se que muitas das injúrias e difamações têm inclusive seu nascedor justamente nas mãos de muitos culpados pelo crime de negacionismo ambiental e burramente acreditam que mudando o foco do olhar das pessoas, seus crimes não serão mais lembrados.

O leque dos prejuízos é largo: vai desde a borracharia da esquina, passa por um shopping inteiro e vai até uma companhia de carros forte de transportar dinheiro, que estão todos debaixo d’água.

Quase todas as minhas atividades profissionais estão canceladas “sine die”. Meu bairro, Petrópolis, foi muito pouco machucado por tantas tristezas, tivemos sim muitas panes de eletricidade, a queima de vários aparelhos eletrodomésticos e eletrônicos, 8 dias sem água nas torneiras, a necessidade de buscar num estabelecimento vizinho, um lava-jato, que diariamente gentilmente doava 2 baldes d’água por apartamento, a chatice de subir com os baldes na escada apenas iluminada pela luz de emergência, que diga-se de passagem, são fracas.

Porto Alegre está sem Estação Rodoviária, sem aeroporto, sem Mercado Público Central, sem o metrô de superfície que vai desde o Mercado Público da capital do estado até o município de Novo Hamburgo. Está rareando o dinheiro nos caixas automáticos de bancos e de postos de combustível, está rareando a distribuição de gás nos edifícios, os caminhões pipas com água bruta para abastecimento das caixas d’água dos prédios, hospitais, asilos, creches, abrigos de flagelados, quartéis, lavagem das ruas, mais do que triplicou de preço e todo este estado de tristeza/desolação/prejuízo financeiro, vai demorar bastante tempo ainda.

Por volta de 6 meses podendo chegar até 10 meses em cidades como Canoas, talvez, proporcionalmente a cidade mais vitimizada no RS inteiro, que está com 150 mil pessoas realmente sem seus lares.

Muitos bairros na capital do estado e muitas cidades do interior precisarão ser removidas de onde estavam. São pedaços da cidade que já se sabe que sempre estarão sujeitos às enxurradas e aos alagamentos. Tentar levá-los de volta para aqueles lugares é sinônimo de alimentar a indústria do acidente ecológico, da enchente e das tempestades.

O número de abrigos para pessoas e seus animais domésticos é enorme e a quantidade de abrigos cada vez aumenta mais.

O número de pessoas que colocou-se como voluntários é gigantesco. Mais impressionante ainda é ver pessoas que estão saindo de outros lugares do Brasil, gastando com suas passagens e suas demais despesas para vir até o RS para pegar no pesado, molhar-se, arriscar-se e isso tudo para salvar vidas humanas e de animais domésticos, resgatar pessoas que estão em perigo de morte, oferecer seu tempo, ombro amigo e solidariedade. Até do estrangeiro estão vindo voluntários para por a mão na lama, na água fria e nos flagelados.

Nunca na história do país, exceto no período da II Guerra Mundial, as Forças Armadas do Brasil são tão queridas, admiradas e incentivadas pela população civil (da maioria dos matizes ideológicos) como agora. Nunca mais se deixará de olhar com sorriso e gratidão para o Corpo de Bombeiros Militares do RS e a Defesa Civil do RS.

Tivemos problemas de segurança dentro de alojamento, um crime de estupro e crimes de abuso sexual contra meninos adolescentes.

Tem flagelado tarado, flagelado alcoolátra, flagelado doente. Na hora de fazer o salvamento não dá pra fazer separações por categorias ou pelo dimensão de seus caráteres. Foi prudente a decisão do governador do RS, Eduardo Leite, de colocar segurança pública dentro dos abrigos dos resgatados.

O crime de negacionismo ambiental está evidentemente relacionado com esta tragédia, uma das maiores do Brasil e certamente a maior do RS.

Há vários programas de assistência social, de amparo financeiro para as vítimas do desastre provocado pelo crime de negacionismo ambiental, programas de amparo que estão sendo oferecidos pelos municípios, pelo Estado e pela União. Bilhões estão sendo liberados pelo governo federal, milhões estão sendo alocados pelo governo estadual e pelas prefeituras.
Se muitos municípios e se o Estado tivessem investido mais em prevenção e manutenção, da mesma forma que nós humanos temos que de vez em quando fazer o nosso “check-up” , a realidade seria menos desgraçada.

No meio de toda essa realidade com sua tristeza que será crescente, me sinto um sujeito privilegiado. Estou na minha casa, seco, agora com água nas torneiras, com luz o tempo todo, agora com Internet e até televisão, com minha cachorra, tenho comida em casa e todos os remédios que preciso tomar todos os dias.

Que o destino, que o Altíssimo, que nossos mestres e guias, que nosso empenho individual, que nossa garra coletiva nos amparem e nos protejam hoje e sempre.

ENCHENTE RS

Segunda fase do Programa MEI RS Calamidades oferece apoio a microempreendedores atingidos pelas enchentes

Redação

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O Governo do Estado do Rio Grande do Sul iniciou a segunda fase do Programa MEI RS Calamidades, voltado a microempreendedores individuais (MEIs) que tiveram prejuízos em razão das enchentes de maio de 2024. Em Canoas, a execução conta com o apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMDEI), responsável por orientar os empreendedores interessados em participar.

O programa prevê o repasse de até R$ 3 mil por CNPJ, divididos em duas parcelas de R$ 1,5 mil. Além do auxílio financeiro, os inscritos terão acesso a consultorias gratuitas nas áreas de gestão, mercado, crédito, marketing e vendas, realizadas em parceria com a PUCRS.

A iniciativa é dividida em três etapas:

Retomada – pagamento da primeira parcela via aplicativo Caixa Tem;

Preparação – participação nas consultorias obrigatórias;

Decolagem – liberação da segunda parcela pelo Banrisul, após a conclusão das atividades.

As inscrições podem ser feitas até 30 de novembro de 2025, pelo site sosenchentes.rs.gov.br. A estimativa é que mais de 12 mil microempreendedores sejam beneficiados em todo o Estado, com investimento de R$ 127 milhões.

Em Canoas, os interessados podem buscar atendimento presencial na Sala MEI, localizada na Rua Dr. Barcelos, 969, Centro, junto à SMDEI, para receber orientações e auxílio no cadastro.

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Governo prorroga inscrições do programa MEI RS Calamidades 2

Redação

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Governo prorroga inscrições do programa MEI RS Calamidades 2

Estão prorrogadas, até 31 de outubro, as inscrições para o MEI RS Calamidades 2. O programa do governo do Estado, por meio da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Profissional (STDP), busca apoiar microempreendedores individuais afetados pelas enchentes de 2024. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta segunda-feira, 1.

Com investimentos de até R$127 milhões, a iniciativa conta com recursos do Pix SOS Rio Grande do Sul e do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).

De acordo com o secretário de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Profissional, Gilmar Sossella, na última prorrogação, os resultados foram positivos. Cerca de 50 MEIs se cadastraram diariamente, o que representa R$ 217 mil por dia injetados na economia local. Foram mais de 8 mil inscritos nesse período, 3 mil deles já elegíveis, resultando em praticamente R$ 13 milhões de investimento.

“Estamos prorrogando as inscrições do MEI RS porque entendemos que essa política pública precisa chegar a todos que foram atingidos. O Estado vai até o último microempreendedor ser alcançado, não descansaremos enquanto houver alguém que ainda possa ser beneficiado. Nossa missão é garantir não apenas o recurso financeiro, mas também a consultoria que dá condições de retomada e crescimento. E ainda temos recursos para atender, aproximadamente, 5 mil microempreendedores, ou seja, queremos que todos que precisam tenham acesso a essa oportunidade”, ressalta Sossella.

Busca ativa

Para ampliar o alcance do MEI RS Calamidades, o governo adotou medidas de divulgação como o envio de uma correspondência dos Correios, assinada pelo titular da pasta, explicando sobre o programa e informando a disponibilidade da inscrição para empreendedores que preenchem os requisitos.

A busca ativa dos profissionais que estão na mancha de inundação e podem se candidatar ao programa é realizada pela STDP, com o uso de dados fornecidos pela Junta Comercial, Industrial e de Serviços do Estado (JucisRS) – após convênio com o órgão, e pelas prefeituras, a partir da assinatura de termos de responsabilidade para disponibilização dos dados aos agentes públicos municipais.

Por fim, ferramentas de inteligência artificial também serão utilizadas para aumentar a adesão ao programa, como o uso da assistente virtual do governo estadual, a GurIA.

Como funciona o MEI RS Calamidades

Dividido em três etapas, o MEI RS Calamidades disponibiliza:

  • um auxílio de R$ 1.500 na conta Caixa Tem, da Caixa Econômica Federal, para todos os selecionados;
  • uma consultoria de nove horas oferecida pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul  (PUCRS), com foco em temas como elaboração de plano de negócios, estratégias de marketing e vendas, controle de custos e definição de preços;
  • e, por fim, uma segunda parcela de R$ 1.500, pelo Banrisul, desde que tenham finalizado a consultoria e abram uma conta empresarial gratuita no banco.

Para participar, os interessados devem cumprir alguns critérios, como:

  • ter o endereço cadastrado em município com estado de calamidade decretado e na mancha de inundação;
  • estar com o CNPJ ativo e o CPF regular;
  • ter faturamento nos anos de 2023 ou de 2024;
  • e não ter sido beneficiado previamente por outro programa do Estado para atingidos pelos eventos meteorológicos.

A divulgação dos candidatos contemplados após a prorrogação será em 24 de novembro. Os microempreendedores não habilitados poderão apresentar recursos no período de 25 a 30 de novembro. Já o depósito da primeira parcela será em 8 de dezembro.

Serviço

O quê: prorrogação das inscrições do programa MEI RS Calamidades 2
Quando: até 31 de outubro
Como: preenchimento de formulário on-line
Quem pode se inscrever: microempreendedores individuais que atendam aos critérios, não beneficiados na primeira fase do programa.

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Nome de canoense é retirado da lista de óbitos e desaparecidos decorrentes da inundação de 2024

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Nome de canoense é retirado da lista de óbitos e desaparecidos decorrentes da inundação de 2024

A Defesa Civil Estadual informa que a lista de danos humanos em decorrência da inundação de 2024 recebeu atualização.

Conforme o protocolo para confirmação de óbitos ajustado com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o Centro de Operações confirmou, a partir da perícia do Instituto Geral de Perícias (IGP) e da apuração da Polícia Civil (PC), a identificação de restos mortais por meio de exames de material genético, confirmando o óbito de ADRIANA MARIA DA SILVA, da cidade de Cruzeiro do Sul. Desta forma, seu nome foi retirado da lista oficial de desaparecidos do evento, e incluído na lista das pessoas com óbito confirmado.

O nome de ADRIANO SANDAOWSKI, da cidade de Canoas, foi retirado da lista de pessoas desaparecidas pela Polícia Civil pois, de acordo com registro realizado naquele órgão no final do mês de julho, familiares confirmaram que Adriano mudou-se para uma cidade em outro estado.

Dessa forma, o desastre de 2024 passa a contabilizar nos danos humanos 185 óbitos e 23 pessoas desaparecidas.

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