Geral
43 candidatos: eleição do Conselho Tutelar de Canoas é domingo e terá passe livre nos ônibus

Canoas se prepara para a eleição do Conselho Tutelar, que ocorre neste domingo (1º), das 8h às 17h. Serão 20 conselheiros tutelares eleitos para o mandato de 2024-2027.
Ao todo, 43 candidatos estão aptos a concorrer ao pleito eleitoral na cidade.
O processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar ocorre a cada quatro anos, em data unificada, em todo o território nacional, no primeiro domingo do mês de outubro.
A eleição é organizada pela Comissão Especial Eleitoral do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica) e conta com o apoio da Prefeitura de Canoas, por meio da Coordenadoria de Inclusão e Proteção Social.
“Não é uma votação obrigatória, mas é aberta a todo munícipe, desde que esteja em dia com as obrigações eleitorais. É importante que toda a comunidade participe do processo de escolha dos novos representantes, que possuem a missão de garantir que as crianças e adolescentes tenham todos os seus direitos respeitados”, salienta a presidente do Comdica, Valquíria da Rosa Schoenardie.
A Coordenadoria da Inclusão e Proteção Social é responsável pelo apoio no processo de escolha dos conselheiros e conselheiras tutelares de Canoas.
“Nós estamos aqui para fortalecer e estruturar o Conselho Tutelar do município, de forma que os conselheiros e conselheiras tutelares possam garantir o atendimento integral das crianças e adolescentes”, destaca a secretária especial da Coordenadoria, Taiane Luisa Cunha Dal Pizzol.
Quem pode votar:
Todo cidadão canoense, a partir dos 16 anos, com título de eleitor, desde que esteja em dia com as obrigações eleitorais.
Onde votar:
Os eleitores podem conferir os locais de votação neste link. É importante conferir a escola, pois, em muitos casos, não é o mesmo colégio eleitoral das eleições federais, estaduais e municipais.
Os eleitores que votariam na EMEF Duque de Caxias terão que se deslocar para o Centro de Convivência do Idoso (CCI), na Rua Clemente Pinto, 92, Nossa Senhora das Graças.
Passe livre:
Canoas terá gratuidade nas tarifas de ônibus da linha municipal. O decreto foi assinado pelo prefeito Jairo Jorge na manhã da sexta-feira, 29.
O transporte público seguirá a tabela de horários de domingo. Confira mais detalhes da operação, como itinerários disponíveis, no site da Sogal: www.sogal.com.br.
O que faz o Conselho Tutelar:
É o órgão responsável por desempenhar uma função estratégica: zelar pelo cumprimento dos direitos das crianças e dos adolescentes.
Os conselheiros agem sempre que esses direitos são ameaçados ou violados pela própria sociedade, pelo Estado, pelos pais/responsáveis ou em razão de sua própria conduta.
O Conselho Tutelar é um órgão autônomo, permanente e não jurisdicional, que integra a Administração Municipal. Em Canoas, ele está vinculado à Coordenadoria da Inclusão e Proteção Social.
Candidatos:
– Alcindo Rodrigues Pereira – Nome na urna: Alcindo Pereira – Número: 101
– Alexandre Cunha dos Santos – Nome na urna: Xandão – Número: 102
– Angela Maria Treib – Nome na urna: Angela Treib – Número: 103
– Angélica Ribas da Silva Lemes – Nome na urna: Angelica Ribas – Número: 104
– Apparicio Lafayete Izidro de Lima – Nome na urna: Apparicio Lafayette – Número: 105
– Carlos Eduardo da Silva Carvalho – Nome na urna: Duda – Número: 106
– Carlos Fernando de Almeida Thober – Nome na urna: Fernando Thober – Número: 107
– Carmem Conceição dos Santos Bois – Nome na urna: Carmem Bois Dica – Número: 108
– Carmem Regina da Silva Nunes – Nome na urna: Carmem Nunes – Número: 109
– Catia Sirlene Ramos Corrêa – Nome na urna: Catia Correa – Número: 110
– Cristiane Schuster Flores – Nome na urna: Cristiane Schuster – Número: 111
– Daiane Almeida Machado – Nome na urna: Daiane Machado – Número: 112
– Denier Larroyd da Silva – Nome na urna: Irmão Denier Larroyd – Número: 113
– Dilvio de Oliveira Ramos – Nome na urna: Dilvio – Número: 114
– Elen Lucia de Freitas – Nome na urna: Elen Freitas – Número: 115
– Elenita Terezinha de Araújo – Nome na urna: Elenita – Número: 116
– Flávia da Silva Gonçalves – Nome na urna: Conselheira Flávia – Número: 117
– Francisco Ferrando Severino – Nome na urna: Chicco – Número: 118
– Gisele Flores Soares – Nome na urna: Gisele – Número: 119
– Grasiela Aragão Mauer – Nome na urna: Grasiela Mauer – Número: 120
– Janice dos Santos Werner – Nome na urna: Janice dos Santos Werner – Número: 121
– Jaqueline Andrigo da Silva – Nome na urna: Jaque Andrigo – Número: 122
– Julia Buffi da Silva Accinelli – Nome na urna: Julia Accineli – Número: 123
– Karla Custodio da Silva – Nome na urna: Karla Custódio – Número: 124
– Luciana Medina dos Santos – Nome na urna: Luciana Medina – Número: 126
– Luis Paulo Barbosa Dornelles – Nome na urna: Luís Paulo – Número: 127
– Maiara da Silva de Souza – Nome na urna: Professora Maiara Souza – Número: 129
– Maria de Lourdes Fucilini – Nome na urna: Maria Fucilini – Número: 130
– Maria Madalena Hertzog Behenck – Nome na urna: Madalena – Número: 131
– Mariana Bonatto – Nome na urna: Mariana Bonatto – Número: 132
– Marisa Fernanda Ritzel – Nome na urna: Fernanda – Número: 133
– Neusa Regina Kaspary – Nome na urna: Prof. Neusa Kaspary – Número: 135
– Paulo Cesar Ferreira Facio – Nome na urna: Paulo Facio – Número: 136
– Raquel Alves dos Santos – Nome na urna: Professora Raquel Alves – Número: 137
– Rogério Bahi Behn – Nome na urna: Rogério Bahi Behn – Número: 138
– Rosane Sabrina Pinto – Nome na urna: Dra. Rosane Sabrina – Número: 139
– Shirlei Padilha Silva Santos – Nome na urna: Professora Shirlei – Número: 140
– Simone Kober Pereyra – Nome na urna: Profe. Simone Kober – Número: 141
– Sônia Mara Souza Bitencourt do Canto – Nome na urna: Sônia Souza – Número: 142
– Susana Lima Andrade – Nome na urna: Susana Lima Andrade – Número: 143
– Verlaine Almeida de Oliveira – Nome na urna: Professora Verlaine – Número: 144
– Verônica de Jesus Leindecker Trindade – Nome na urna: Verônica Trindade – Número: 145
– Vinícius Vieira Arend – Nome na urna: Vinícius Arend – Número: 146
Policial
Inquérito sobre desaparecimento da família Aguiar aponta três mortes e indicia suspeito mesmo sem corpos

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o desaparecimento da família Aguiar e encaminhou o material ao Ministério Público na sexta-feira, 17, após mais de 80 dias de investigação. Mesmo sem a localização dos corpos, os investigadores afirmam ter reunido elementos suficientes para indiciar Cristiano Domingues Francisco por feminicídio, duplo homicídio triplamente qualificado e outros crimes.
Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, estão desaparecidos desde janeiro. Silvana foi vista pela última vez no dia 24 de janeiro, enquanto os pais desapareceram no dia seguinte, 25 de janeiro. Cristiano é apontado como o principal suspeito.
Além dos homicídios, ele foi indiciado por ocultação de cadáver, abandono de incapaz, falsidade ideológica, furto qualificado, fraude processual, falso testemunho e associação criminosa. As penas máximas somadas podem chegar a 102 anos de reclusão. Caberá ao Ministério Público decidir se oferece denúncia à Justiça.
Durante coletiva de imprensa realizada na sexta-feira, 17, a polícia apresentou a cronologia dos fatos com base em provas técnicas, como imagens de câmeras de segurança e dados de conexão de celulares.
Segundo a investigação, Silvana teria sido morta entre a noite e a madrugada de 24 de janeiro, dentro da própria residência. Registros indicam a presença de um Volkswagen Fox vermelho no local entre 20h33 e 20h41, momento em que um celular vinculado a Cristiano teria se conectado ao wi-fi da casa. Às 21h28, um Ford Ka branco, pertencente à vítima, entra no local e não sai mais. Às 23h32, o Fox retorna e deixa o endereço às 23h45, quando os celulares se desconectam da rede.
A polícia concluiu que os dois estiveram no imóvel ao mesmo tempo e que o crime ocorreu no local. Na madrugada do dia 25 de janeiro, o Fox volta rapidamente à residência por volta das 3h19.
As investigações apontam ainda que Cristiano teria utilizado inteligência artificial para simular a voz de Silvana e atrair o pai dela até a casa. Isail chega ao local às 16h28 do dia 25 de janeiro e, cerca de 20 minutos depois, apenas o suspeito deixa a residência. A mesma estratégia teria sido usada para acessar a casa dos pais da vítima, onde Dalmira estava. Desde então, o casal não foi mais visto.
“Foi um crime tão bem planejado. Percebemos que essa montagem para atrair os idosos já havia sido criada dias antes. Ele preparou um telefone para utilizar no crime e também pensou no pós-crime”, afirmou o delegado Diego Traesel.
Outras cinco pessoas também foram indiciadas por crimes como fraude processual, ocultação de cadáver e associação criminosa. De acordo com a polícia, não há indícios de participação delas nos homicídios, mas sim de atuação posterior.
“Não encontramos elementos de que os demais envolvidos tenham participado antes dos crimes. A conduta deles ocorreu no sentido de tentar isentar o Cristiano da suspeita”, disse o delegado Anderson Spier.
A Polícia Civil chegou a solicitar a prisão preventiva de três desses envolvidos, além de Cristiano, mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça.
A motivação do crime, conforme a investigação, estaria relacionada à disputa pela guarda do filho do suspeito com Silvana, além de questões financeiras envolvendo o patrimônio da família.
O inquérito reúne cerca de 20 mil páginas, com depoimentos, relatórios e análises que somam mais de 10 terabytes de dados. Foram apreendidos celulares, computadores e dispositivos de armazenamento, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão e quebras de sigilo.
“Se criou a ideia de que sem os corpos não há prova, mas temos um conjunto robusto que aponta para a materialidade dos crimes, que pode ser demonstrada de forma indireta”, afirmou o delegado Anderson Spier.
Policial
Justiça torna réu cardiologista investigado por abuso sexual contra pacientes em Taquara

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu, na quinta-feira, 17, o cardiologista Daniel Pereira Kollet, investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Taquara.
A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara, e tem como base a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Com isso, o médico passa a responder formalmente ao processo.
Segundo o MP, Kollet é acusado de estupro de vulnerável. A Promotoria sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido à relação de confiança estabelecida entre médico e paciente durante os atendimentos.
De acordo com a denúncia, assinada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, os supostos abusos ocorreram durante consultas em consultório particular, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames cardiológicos. O Ministério Público afirma que o médico teria se aproveitado da condição profissional e da fragilidade das vítimas no contexto do atendimento.
O órgão também pediu à Justiça a condenação do réu ao pagamento de indenização às pacientes.
Na esfera policial, Daniel Pereira Kollet foi indiciado por violência sexual mediante fraude. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos já foram concluídos e encaminhados ao Judiciário.
O número de possíveis vítimas que registraram ocorrência chega a 44, conforme atualização de quinta-feira , 17. Outras 20 mulheres também procuraram a polícia e avaliam formalizar denúncia.
A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, não se manifestou ainda.
Policial
Corpo de corretora morta em Florianópolis é liberado após um mês e será sepultado neste sábado em Canoas

O corpo da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi liberado para sepultamento mais de um mês após o crime que chocou o país. O velório está marcado para este sábado, 18, em Canoas.
A liberação ocorreu após a conclusão de exames realizados pela Polícia Científica de Santa Catarina, que confirmou por meio de DNA a identidade da vítima. O corpo havia sido encontrado em um córrego no município de Major Gercino, no dia 11 de março.
Segundo familiares, a espera foi marcada por angústia até a confirmação oficial. Nas redes sociais, parentes manifestaram alívio com a possibilidade de realizar o sepultamento e reforçaram o pedido por justiça.
De acordo com a Polícia Científica, o tempo até a liberação foi necessário para a análise genética, procedimento que busca garantir a identificação correta e preservar a dignidade da vítima e de seus familiares.
Natural de Alegrete, Luciani foi criada em Canoas. Ela deixa a mãe e irmãos. O pai morreu há cerca de 20 anos, também vítima de latrocínio.
Investigação
Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, sendo um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos. Eles moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima, em Florianópolis. Os nomes não foram divulgados.
Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso, o corpo foi inicialmente avistado por moradores no dia 9 de março e retirado dois dias depois pelas autoridades.
A principal linha de investigação aponta que o crime tenha sido motivado por interesse financeiro. A polícia identificou compras realizadas em nome da vítima após o desaparecimento, incluindo eletrônicos e artigos esportivos.
A dinâmica e a causa da morte ainda não foram totalmente esclarecidas pelas autoridades.

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