Política
Ministério Público Federal pede novo afastamento do prefeito Jairo Jorge

Um documento composto por 18 páginas, assinado pelo Procurador Regional da República, Ipojucan Corvello Borba, no último dia 20 de julho, recomenda um novo afastamento do prefeito de Canoas, Jairo Jorge (PSD), por processos relacionados à Operação Copa Livre.
Em março deste ano, Jairo reassumiu a prefeitura após o juiz estadual titular do caso declinar da competência do caso, o que fez com que toda a investigação e processos resultantes dela fossem para a esfera estadual. Na oportunidade, um pedido do Ministério Público Estadual de um terceiro período de afastamento do prefeito acabou não sendo julgado e o prazo do afastamento anterior encerrando.
Há cerca de dois meses, a 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça rejeitou o recurso do Ministério Público contra a decisão monocrática do desembargador Newton Brasil de Leão, que determinou a competência da Justiça Federal para julgar o caso. A sessão virtual, que teve início no dia 31 de junho, foi concluída após o voto dos quatro desembargadores.
Agora, já na esfera federal, o Ministério Público Federal ratificou todos os atos e investigações dos promotores estaduais desde o início das investigações e reiterou o pedido para que um novo afastamento seja determinado pela Justiça, agora federal. Até o fechamento desta edição o juiz do caso ainda não tinha decidido se acata ou não o novo pedido.
Operação Copa Livre
A Operação Copa Livre tem como foco as suspeitas de contratações irregulares na área da saúde pela prefeitura de Canoas. Em 31 de março de 2022, Jairo Jorge foi afastado temporariamente do cargo em decorrência dessa investigação.
No entanto, como não houve uma decisão judicial para manter essa determinação, Jairo retornou ao cargo em 28 de março deste ano, após quase um ano de afastamento cautelar, que havia sido prorrogado anteriormente em setembro de 2022.
Investigação
Na investigação da Operação Copa Livre, o Ministério Público examinou cinco contratos no valor total de R$ 66,7 milhões. Esses contratos abrangiam a gestão do Hospital de Pronto Socorro de Canoas, os serviços prestados pelo Samu e a contratação de serviços de limpeza e copeiragem.
A acusação afirmou que todos esses contratos foram “claramente direcionados a empresas e entidades previamente definidas pelo grupo criminoso investigado, com o objetivo de enriquecimento ilícito dos envolvidos”.
Novo pedido de afastamento
Agora, o MPF emitiu nota ratificando todas as decisões que deferiram as medidas investigatórias e assecuratórias, “assim como a manutenção de todas as medidas cautelares que estão em vigor”. Um eventual novo afastamento do prefeito iniciaria um novo capítulo para o vice-prefeito do município, Nedy de Vargas Marques (Avante), que foi quem assumiu a Prefeitura por quase um ano durante a ausência de Jairo, com quem atualmente vive um relacionamento conturbado, além de recentemente ter passado por um processo de pedido de impeachment na Câmara de Vereadores de Canoas que foi arquivado.
Prefeito não se manifesta sobre novo pedido
Contatado pela reportagem, o prefeito Jairo Jorge comunicou via assessoria que não vai manifestar pois entende que não tem novidade no caso e o parecer do MPF publicado em julho é uma reedição do pedido do MPE de março.
Política
Câmara de Canoas aprova projeto sobre restituição em dobro por cobranças indevidas nas contas de água e esgoto

Os vereadores de Canoas aprovaram, durante a sessão ordinária da última quinta-feira, 11, um projeto de lei que prevê medidas para ampliar a divulgação e facilitar o acesso dos consumidores ao direito de restituição em dobro de valores cobrados indevidamente nas faturas de água e esgoto. A proposta é de autoria do vereador Leandrinho Moreira e segue agora para análise do Poder Executivo.
O texto estabelece que a Corsan/Aegea, responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município, mantenha canais de atendimento para contestação de cobranças, disponibilize informações sobre o direito à restituição em dobro e ofereça mecanismos para que os consumidores possam acompanhar os pedidos de revisão. A matéria também prevê prazos para análise das solicitações e para a devolução dos valores reconhecidos como indevidos.
De acordo com o autor, “a proposta busca fortalecer a proteção dos consumidores diante de situações como leituras equivocadas de hidrômetros, cobranças por serviços não solicitados, duplicidade de lançamentos e aplicação incorreta de tarifas, entre outras hipóteses”. O vereador destaca ainda que “muitos usuários desconhecem o direito à restituição em dobro previsto na legislação federal ou encontram dificuldades para exercer esse direito junto à concessionária”.
Conforme o projeto aprovado, as faturas deverão apresentar informações sobre o direito à contestação de cobranças e à restituição em dobro de valores pagos indevidamente, além da indicação dos canais disponíveis para solicitação de revisão. O texto também autoriza o Poder Executivo a promover campanhas educativas e ações em parceria com órgãos de defesa do consumidor para orientar a população sobre o tema.
Política
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Política
Projeto na Câmara de Canoas propõe isenção da tarifa de esgoto para imóveis sem ligação à rede pública

O vereador Rodrigo D’Avila (NOVO) protocolou na Câmara Municipal de Canoas um projeto de lei que propõe a isenção da cobrança da tarifa de esgoto em casos em que o imóvel não consegue se conectar à rede pública por limitações técnicas.
Segundo o texto, a medida vale para residências e estabelecimentos que estejam em situação de desnível em relação à tubulação da rua, o que impede o escoamento natural do esgoto. Nesses casos, a ligação só seria possível com uso de sistemas de bombeamento, o que pode gerar custos considerados altos pelos moradores.
O projeto prevê que a isenção seja concedida mediante comprovação técnica da inviabilidade de ligação, por meio de laudo assinado por profissional habilitado ou declaração da concessionária responsável pelo serviço. O benefício deixaria de valer caso a conexão passe a ser possível com eventuais obras ou adequações na rede.
A proposta também abre a possibilidade de devolução ou compensação de valores pagos nos últimos cinco anos por consumidores que comprovarem que já estavam nessa condição de impossibilidade técnica no período.
Na justificativa, o vereador cita o contrato de concessão que prevê a não cobrança quando não há condições de ligação, além de princípios do Código de Defesa do Consumidor e decisões adotadas em outros municípios.
O projeto agora segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser apreciado pelos vereadores.

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