Geral
Cozinha experimental do Banco de Alimentos de Canoas capacita profissionais para o setor de gastronomia

O Banco de Alimentos de Canoas lançou na tarde desta quarta-feira, 14, a sua cozinha experimental amanhã, iniciando uma nova e aperfeiçoada etapa no atendimento da organização canoense que disponibiliza alimentos a instituições sociais cadastradas, que atendem principalmente a comunidades menos favorecidas.
Capacitação
A nova Cozinha Antônio Rapach, que capacitará profissionais para o setor gastronômico com aulas gratuitas, foi estruturada por intermédio da parceria com o Núcleo de Gastronomia da CICS Canoas e sua inauguração oficial iniciou às 16h.
O novo espaço integra o Projeto Capacitar Gastronomia Inclusiva da CICs Canoas, cujo objetivo é capacitar mão de obra para o setor da gastronomia da cidade, que teve um grande crescimento nos últimos anos e está carente de recursos humanos.
O intuito é promover a inserção ou reinserção no mercado de trabalho de pessoas em situação de vulnerabilidade, capacitando-as para atividades como padeiro, pizzaiolo, chapista, atendente, auxiliar de cozinha, entre outras.
Uma vez capacitadas, os alunos serão encaminhados para o Banco de Currículos do Núcleo da Gastronomia da CICS, que ficará à disposição de todo o setor gastronômico do município, com real possibilidade de inserção no mercado de trabalho.
Antônio Rapach
O nome do espaço, Cozinha Antônio Rapach, é uma homenagem a um dos precursores do Xis Canoense e empreendedor na área da gastronomia. Rapach é ex-presidente do Banco de Alimentos, membro do Núcleo da Gastronomia e diretor da CICS.
O projeto arquitetônico e a execução da obra são assinados por Paula Hagel Arquitetura. Os recursos para a reforma e aquisição de materiais e equipamentos foram provenientes da CICS Canoas, de ações do Núcleo da Gastronomia e de vários apoiadores do Projeto Capacitar, como o Rotary Club Canoas Industrial, que foi o primeiro a aderir à ideia, permitindo que o projeto se transformasse em realidade.
A união de muitos apoiadores construiu não apenas um espaço físico, como também a oportunidade de resgate de pessoas em situação de vulnerabilidade, para promover educação, capacitação, conexão, independência e realização pessoal e profissional.
Parceria com Banco de Alimentos
Dessa forma, a Cozinha do Projeto Capacitar Gastronomia Inclusiva complementará a atuação do Banco de Alimentos de Canoas, que há 15 anos se dedica a trabalhar pela erradicação da fome e combate à desnutrição na cidade, fazendo campanhas de arrecadação, coleta, seleção, armazenagem e distribuição de alimentos a entidades e organizações sociais voltadas para a promoção social de comunidades carentes.
Com a cozinha experimental, o Banco de Alimentos de Canoas ampliará as ações de seus projetos de educação, saúde e segurança alimentar, com temas como higiene, conservação, armazenagem e reaproveitamento de alimentos.
Os projetos, dirigidos a famílias carentes e profissionais das organizações atendidas, até então eram executados exclusivamente nas sedes das próprias instituições sociais.
Contribua
Para contribuir com o Projeto Capacitar, entre em contato com a CICS Canoas pelo contato 51 9.93557783 (Luciana) ou e-mail administrativo@cicscanoas.com.br
Policial
Operação Notre Dame combate grupo criminoso especializado em roubos a residências

Na quarta-feira, 29, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Canoas, deflagrou a Operação Notre Dame, uma ofensiva contra uma organização criminosa interestadual especializada em roubos a residências com restrição da liberdade das vítimas.
A ação contou com apoio da Inteligência da Brigada Militar e da colaboração das Polícias Civis de São Paulo e do Ceará. Ao todo, foram cumpridas quatro ordens de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Ceará.
As diligências ocorreram nos municípios de Lajeado, Gravataí, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Taboão da Serra e Embu das Artes. Quatro suspeitos foram presos, sendo dois no Rio Grande do Sul e dois em São Paulo. Durante as buscas, foram apreendidos materiais que devem contribuir para o andamento das investigações.
O inquérito policial teve origem em um roubo violento registrado em fevereiro deste ano, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Na ocasião, criminosos invadiram um imóvel, renderam funcionários e os mantiveram amarrados enquanto levavam joias, relógios e outros itens de alto valor.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação apontou a existência de um esquema organizado, no qual criminosos vindos de São Paulo atuavam na execução dos assaltos com apoio logístico de comparsas no Rio Grande do Sul.
O delegado Marco Guns ressaltou que a rapidez nas diligências preliminares foi o divisor de águas para o esclarecimento do caso.
“O monitoramento técnico e o uso de inteligência nos permitiram mapear cada passo da associação criminosa”, afirmou.
O diretor regional, delegado Cristiano Reschke, enfatizou o impacto psicológico desse tipo de delito.
“A repressão ao roubo a residência deve ser enérgica e exemplar. Este crime viola o asilo inviolável do cidadão: seu lar. Quando vítimas são rendidas em seu momento de repouso e proteção, o dano psíquico é imensurável. Nossa resposta hoje reafirma que a integração entre as instituições de segurança é a barreira intransponível contra o crime organizado”, declarou.
Policial
Operação Cerco Fechado prende 13 pessoas e mira esquema de tráfico de drogas em Butiá

A Polícia Civil, por meio da 4ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (4ªDIN/Denarc), deflagrou na manhã desta quarta-feira, 29, a Operação Cerco Fechado. A ação tem como objetivo desarticular uma associação criminosa ligada ao tráfico de drogas no município de Butiá.
Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário após representação da autoridade policial. Até o momento, 13 pessoas foram presas. Durante a operação, drogas, munições e outros materiais foram apreendidos.
Segundo a delegada Ana Flávia Leite, a investigação começou em maio de 2025 a partir de denúncias anônimas que apontavam que um homem, mesmo preso, continuava comandando o tráfico na região.
“A investigação teve início em maio de 2025, a partir do recebimento de informações anônimas que indicavam que um indivíduo, mesmo recolhido ao sistema prisional, continuava exercendo papel de liderança no tráfico de entorpecentes, coordenando a distribuição de drogas, o fluxo financeiro da atividade ilícita e a atuação de comparsas em liberdade”, explicou a delegada.
Ela também destacou que o grupo mantinha apoio externo para garantir a continuidade das atividades criminosas.
As primeiras diligências ocorreram em endereços de Butiá e também dentro da unidade prisional onde estava o suspeito apontado como liderança. Nessas ações, foram apreendidos cocaína, porções de maconha, armas de fogo, munições, celulares, balança de precisão, dinheiro em espécie, materiais usados para fracionamento de drogas, anotações do tráfico e um veículo. Um dos investigados chegou a ser preso em flagrante.
Ainda no presídio, os policiais encontraram celulares, chips e uma porção semelhante a crack, reforçando a suspeita de comunicação ilícita a partir do cárcere.
Com o avanço da investigação, a análise dos celulares apreendidos permitiu aprofundar a estrutura do grupo. A partir da extração de dados, os policiais identificaram a divisão de funções, pontos de venda e a forma como eram feitos os repasses e ordens.
As conversas revelaram negociações de drogas, vendas diretas, cobrança de dívidas e transferências via Pix. Também mostraram a atuação organizada dos envolvidos, com funções específicas dentro do esquema.
Outro ponto identificado foi o monitoramento da atuação policial. Os investigados trocavam informações sobre viaturas e movimentações de agentes na região.
“A apuração demonstrou que, quando um ponto estava temporariamente inativo, compradores eram encaminhados a outros locais, mantendo a continuidade da mercancia ilícita e evidenciando a estabilidade da associação criminosa”, explicou a delegada Ana Flávia.
Mesmo preso, o investigado apontado como liderança seguia influenciando o esquema, segundo a polícia, controlando valores, pagamentos e ordens repassadas a comparsas em liberdade.
A investigação também encontrou registros financeiros paralelos, com anotações de nomes, valores e cálculos, além de movimentações consideradas suspeitas.
De acordo com a delegada, os elementos reunidos mostram uma estrutura criminosa organizada e estável.
“A Operação Cerco Fechado integra a estratégia da Polícia Civil de intensificar as ações de repressão qualificada ao tráfico de entorpecentes e à atuação de associações criminosas no Rio Grande do Sul”, completou Ana Flávia Leite.
Policial
Operação Nacional Proteção Integral IV prende três pessoas por crimes sexuais infantojuvenis no RS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul participou, na manhã desta terça-feira, 28, da Operação Nacional Proteção Integral IV, coordenada pela Polícia Federal e realizada simultaneamente nos 27 estados do país. No estado, três pessoas foram presas, sendo duas em flagrante e uma por prisão preventiva.
A ação contou com a atuação do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), por meio de policiais da Divisão Estadual da Criança e do Adolescente (Deca), com apoio de equipes do próprio departamento e de peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP).
No Rio Grande do Sul, a operação foi coordenada pelo diretor da Deca, delegado André Ciardullo Mocciaro, com apoio das delegadas Sabrina Doris Teixeira, titular da 2ª Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (2ª DPCA), e Alice Jantsch Fernandes, titular da 3ª DPCA.
Durante as investigações, o Núcleo de Operações Cibernéticas (NOC/Deca) monitorou suspeitos de armazenar e compartilhar arquivos de abuso sexual infantojuvenil. Dois homens foram presos em flagrante.
Um deles, de 58 anos e sem antecedentes policiais, foi detido por armazenamento de conteúdo ilegal. O outro, de 41 anos, que já possuía antecedentes por estupro de vulnerável, foi preso por armazenar e compartilhar centenas de arquivos de abuso sexual infantojuvenil.
Nas residências dos suspeitos, foram apreendidos diversos equipamentos eletrônicos, que serão encaminhados ao Núcleo de Combate à Pedofilia e ao Abuso Infantojuvenil (Nucope), do IGP, para perícia.
Além disso, a 2ª DPCA cumpriu a prisão preventiva de um homem de 36 anos, sem antecedentes policiais, investigado por aliciar virtualmente uma adolescente de 13 anos e posteriormente cometer estupro de vulnerável.
Na casa dele, também foi cumprido mandado de busca e apreensão, com a apreensão de um celular que passará por perícia.
Segundo a Polícia Civil, após os procedimentos legais, os três presos serão encaminhados ao sistema prisional e permanecerão à disposição da Justiça.

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