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17/04/2026
 

Geral

Cozinha experimental do Banco de Alimentos de Canoas capacita profissionais para o setor de gastronomia

Redação

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Cozinha experimental do Banco de Alimentos de Canoas capacita profissionais para o setor de gastronomia

O Banco de Alimentos de Canoas lançou na tarde desta quarta-feira, 14, a sua cozinha experimental amanhã, iniciando uma nova e aperfeiçoada etapa no atendimento da organização canoense que disponibiliza alimentos a instituições sociais cadastradas, que atendem principalmente a comunidades menos favorecidas.

Capacitação

A nova Cozinha Antônio Rapach, que capacitará profissionais para o setor gastronômico com aulas gratuitas, foi estruturada por intermédio da parceria com o Núcleo de Gastronomia da CICS Canoas e sua inauguração oficial iniciou às 16h.

O novo espaço integra o Projeto Capacitar Gastronomia Inclusiva da CICs Canoas, cujo objetivo é capacitar mão de obra para o setor da gastronomia da cidade, que teve um grande crescimento nos últimos anos e está carente de recursos humanos.

O intuito é promover a inserção ou reinserção no mercado de trabalho de pessoas em situação de vulnerabilidade, capacitando-as para atividades como padeiro, pizzaiolo, chapista, atendente, auxiliar de cozinha, entre outras.

Uma vez capacitadas, os alunos serão encaminhados para o Banco de Currículos do Núcleo da Gastronomia da CICS, que ficará à disposição de todo o setor gastronômico do município, com real possibilidade de inserção no mercado de trabalho.

Antônio Rapach

O nome do espaço, Cozinha Antônio Rapach, é uma homenagem a um dos precursores do Xis Canoense e empreendedor na área da gastronomia. Rapach é ex-presidente do Banco de Alimentos, membro do Núcleo da Gastronomia e diretor da CICS.

O projeto arquitetônico e a execução da obra são assinados por Paula Hagel Arquitetura. Os recursos para a reforma e aquisição de materiais e equipamentos foram provenientes da CICS Canoas, de ações do Núcleo da Gastronomia e de vários apoiadores do Projeto Capacitar, como o Rotary Club Canoas Industrial, que foi o primeiro a aderir à ideia, permitindo que o projeto se transformasse em realidade.

A união de muitos apoiadores construiu não apenas um espaço físico, como também a oportunidade de resgate de pessoas em situação de vulnerabilidade, para promover educação, capacitação, conexão, independência e realização pessoal e profissional.

Parceria com Banco de Alimentos

Dessa forma, a Cozinha do Projeto Capacitar Gastronomia Inclusiva complementará a atuação do Banco de Alimentos de Canoas, que há 15 anos se dedica a trabalhar pela erradicação da fome e combate à desnutrição na cidade, fazendo campanhas de arrecadação, coleta, seleção, armazenagem e distribuição de alimentos a entidades e organizações sociais voltadas para a promoção social de comunidades carentes.

Com a cozinha experimental, o Banco de Alimentos de Canoas ampliará as ações de seus projetos de educação, saúde e segurança alimentar, com temas como higiene, conservação, armazenagem e reaproveitamento de alimentos.

Os projetos, dirigidos a famílias carentes e profissionais das organizações atendidas, até então eram executados exclusivamente nas sedes das próprias instituições sociais.

Contribua

Para contribuir com o Projeto Capacitar, entre em contato com a CICS Canoas pelo contato 51 9.93557783 (Luciana) ou e-mail administrativo@cicscanoas.com.br

 

Policial

Justiça torna réu cardiologista investigado por abuso sexual contra pacientes em Taquara

Redação

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu, na quinta-feira, 17, o cardiologista Daniel Pereira Kollet, investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Taquara.

A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara, e tem como base a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Com isso, o médico passa a responder formalmente ao processo.

Segundo o MP, Kollet é acusado de estupro de vulnerável. A Promotoria sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido à relação de confiança estabelecida entre médico e paciente durante os atendimentos.

De acordo com a denúncia, assinada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, os supostos abusos ocorreram durante consultas em consultório particular, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames cardiológicos. O Ministério Público afirma que o médico teria se aproveitado da condição profissional e da fragilidade das vítimas no contexto do atendimento.

O órgão também pediu à Justiça a condenação do réu ao pagamento de indenização às pacientes.

Na esfera policial, Daniel Pereira Kollet foi indiciado por violência sexual mediante fraude. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos já foram concluídos e encaminhados ao Judiciário.

O número de possíveis vítimas que registraram ocorrência chega a 44, conforme atualização de quinta-feira , 17. Outras 20 mulheres também procuraram a polícia e avaliam formalizar denúncia.

A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, não se manifestou ainda.

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Policial

Corpo de corretora morta em Florianópolis é liberado após um mês e será sepultado neste sábado em Canoas

Redação

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Foto: Redes Sociais

O corpo da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi liberado para sepultamento mais de um mês após o crime que chocou o país. O velório está marcado para este sábado, 18, em Canoas.

A liberação ocorreu após a conclusão de exames realizados pela Polícia Científica de Santa Catarina, que confirmou por meio de DNA a identidade da vítima. O corpo havia sido encontrado em um córrego no município de Major Gercino, no dia 11 de março.

Segundo familiares, a espera foi marcada por angústia até a confirmação oficial. Nas redes sociais, parentes manifestaram alívio com a possibilidade de realizar o sepultamento e reforçaram o pedido por justiça.

De acordo com a Polícia Científica, o tempo até a liberação foi necessário para a análise genética, procedimento que busca garantir a identificação correta e preservar a dignidade da vítima e de seus familiares.

Natural de Alegrete, Luciani foi criada em Canoas. Ela deixa a mãe e irmãos. O pai morreu há cerca de 20 anos, também vítima de latrocínio.

Investigação

Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, sendo um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos. Eles moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima, em Florianópolis. Os nomes não foram divulgados.

Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso, o corpo foi inicialmente avistado por moradores no dia 9 de março e retirado dois dias depois pelas autoridades.

A principal linha de investigação aponta que o crime tenha sido motivado por interesse financeiro. A polícia identificou compras realizadas em nome da vítima após o desaparecimento, incluindo eletrônicos e artigos esportivos.

A dinâmica e a causa da morte ainda não foram totalmente esclarecidas pelas autoridades.

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Policial

Ex-vereador de Porto Alegre Gilvani Dall Oglio é preso em operação que investiga fraude em licitações

Redação

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Foto: Polícia Civil

O empresário e ex-vereador de Porto Alegre, Gilvani Dall Oglio, conhecido como Gringo, foi preso preventivamente pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira, 17, durante a Operação Effluxus. O mandado foi cumprido na residência dele, na zona norte da Capital.

A ação investiga um suposto esquema de fraude em licitações públicas e ocultação de controle empresarial em contratos ligados a serviços de desobstrução de redes pluviais e esgoto, hidrojateamento, transporte e descarte de resíduos.

Prisões, buscas e bloqueios

Além da prisão, a operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão, incluindo endereços de familiares do investigado, como três filhas e um irmão. Dois outros filhos também são alvo de apuração. A Justiça determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 2,5 milhões em ativos financeiros, além da indisponibilidade de imóveis e veículos, e a suspensão do direito de contratar com o poder público dos investigados.

Durante a operação, um dos filhos do ex-vereador foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Ele estava em uma das sedes empresariais alvo das buscas e poderá ser liberado mediante fiança.

Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por fraude à licitação, associação criminosa, corrupção ativa de testemunha, falsidade ideológica e falsidade material.

Como funcionava o esquema

De acordo com as apurações, o esquema teria sido estruturado a partir das empresas Limpservice Prestação de Serviços e Safety Ambiental, que atuariam como parte de um mesmo grupo econômico. A investigação aponta que ambas participavam de licitações de forma combinada, simulando concorrência.

A Limpservice teria vencido todas as cinco contratações identificadas, enquanto a Safety aparecia como concorrente derrotada, com propostas mais altas. Nenhuma das empresas está formalmente em nome de Gringo, mas a Polícia Civil afirma haver indícios de que ele seria o controlador, utilizando intermediários.

A Limpservice está registrada em nome de um dos filhos do investigado, enquanto a Safety já esteve vinculada a um irmão dele e a outro homem apontado como empregado. Uma terceira empresa, a MJM Serviços de Limpeza, registrada em nome do ex-vereador, também é citada na investigação.

Licitações sob suspeita

As licitações sob suspeita envolvem contratos com a Polícia Penal e prefeituras de Capão da Canoa, Gramado, Gravataí e Osório, entre 2024 e 2025, somando cerca de R$ 2,5 milhões.

A Polícia Civil aponta ainda indícios de confusão patrimonial e operacional entre as empresas, como uso compartilhado de e-mails, reconhecimento de dívidas e ações trabalhistas envolvendo os mesmos funcionários. Também foi identificado o uso de estrutura tecnológica ligada ao investigado para participação em disputas eletrônicas de licitações.

Tentativa de obstrução e dumping social

Em depoimento, uma ex-funcionária relatou ter sido pressionada a receber R$ 2 mil para não prosseguir com denúncias relacionadas ao caso.

O inquérito também apura a prática de “dumping social”, com possível redução de custos por meio de descumprimento de direitos trabalhistas.

Segundo o delegado responsável pelo caso, a investigação identificou um esquema estruturado que afetava diretamente a concorrência e trabalhadores envolvidos nos contratos.

Contratos com o Dmae

A Polícia Civil também aponta que o ex-vereador manteve contratos com o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) durante o período em que exercia mandato, por meio de empresas sob suspeita de controle indireto. Um desses contratos, de R$ 3,6 milhões, envolvia transporte e distribuição de água potável. Há ainda registros de pagamentos ao investigado por serviços prestados via outra empresa citada na apuração.

Investigação e cassação do mandato

A operação foi autorizada pela 2ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre e, segundo a Polícia Civil, a investigação se estendeu por mais de 10 meses.

O ex-vereador teve o mandato cassado pela Câmara Municipal em dezembro de 2025, após entendimento de que ele seria o real controlador das empresas envolvidas, com uso de intermediários.

A defesa do investigado ainda não se manifestou.

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