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04/09/2026
 

Saúde

Conheça as 12 propostas elaboradas na 8ª Conferência Municipal da Saúde de Canoas

Redação

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Após dois meses de debates, Canoas realizou sua 8ª Conferência Municipal da Saúde e a 2ª Conferencinha, nos dias 31 de março e 1º de abril. Ao todo, 346 pessoas participaram do evento, entre usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), profissionais de saúde e prestadores de serviços, e 12 propostas foram elaboradas para serem levadas nas conferências de nível estadual e federal.

Dedicada às crianças, a Conferencinha também elaborou oito propostas, que vão da criação de pracinhas nas unidades de saúde até a ampliação das políticas de atendimento para autistas e do fortalecimento da rede de atendimento para pessoas vítimas de violências. “Debatemos a saúde pública aqui contando também com a visão das crianças canoenses. É desta forma que conseguimos humanizar ainda mais o atendimento em Canoas”, completou.

Debate coletivo

Quatro pré-conferências foram realizadas em preparação à 8ª Conferência Municipal, reunindo um público total de 730 canoenses, em todos os quatro quadrantes de Canoas. Ao final, 408 delegados foram habilitados para participarem da Conferência Municipal, que define as diretrizes da saúde para os próximos quatro anos e elege os representantes da cidade para as conferências estadual e nacional.

A 9ª Conferência Estadual do Estado do Rio Grande do Sul ocorre nos dias 15 a 17 de maio e contará com 28 delegados e 12 suplentes de Canoas. Para o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Mário Dhein, os eleitos vão representar bem a cidade. “Eles foram eleitos pelo voto e, após todos os debates que realizamos ao longo de dois meses, têm tudo para representar Canoas muito bem, cobrando pelas melhorias que todos esperam. Muitas conquistas já foram obtidas assim e esperamos conquistar ainda mais”.

Confira abaixo todas as 12 propostas:

1 – Implantar e ampliar de forma efetiva a política de atendimento e acompanhamento aos autistas e pessoas com deficiência, independente da idade, atendendo todas as suas necessidades de saúde, especialmente as psíquicas, médicas e sociais. Garantir a inclusão social em todos os seus aspectos, dando continuidade do atendimento conforme orientação médica. Ampliar faixa etária e estrutura do serviço. Incluir um centro que forneça atendimento na infância, adolescência e vida adulta. Realizar atendimento multidisciplinar para pessoas com deficiência com suporte familiar e transferir o

Centro de Referência em Transtorno do Espectro Autista (Certea) da política de saúde mental para a política de atenção básica e reestruturar o serviço;

2 – Ampliar e qualificar o atendimento e acompanhamento aos autistas, independente da idade. Possibilitando o atendimento de suas necessidades psíquicas, médicas e sociais,  transferindo a responsabilidade de inclusão dos portadores à esfera da atenção básica, valorizando seu crescimento, desenvolvimento e inclusão no meio social, reforçando sua individualidade, capacidade e respeito a formação do ser;

3 – Ampliar e qualificar as ações de atendimento e de acompanhamento de pessoas em Transtorno do Espectro Autista, Deficiência Intelectual, Deficiência Motora e Neuro Divergente, em todo o ciclo da vida, garantindo o atendimento contínuo e especializado com equipe interdisciplinar que atenda todas suas necessidades de saúde, sejam psíquicas, médicas e/ou sociais, incluindo o acesso aos serviços com transporte especializado e fiscalizados pelos órgãos competentes;

4 – Assegurar e estruturar as equipes de atenção à saúde, oferecendo acesso descentralizado de saúde, inclusive de especialidades, e promover a valorização e contratação via concurso público de profissionais de saúde;

5 – Ampliar e especializar a atenção a pessoas com autismo e deficiências intelectuais, garantindo atendimentos com a equipe multidisciplinar completa (terapeuta ocupacional, psicólogo, médicos especialistas, psicopedagogas, nutricionistas, fisioterapeutas, enfermeiros, assistentes sociais, fonoaudiólogos, odontotólogos, educadores físicos), com a emissão e atualização de laudos médicos; e que garanta atendimento a todas as fases da vida, da infância ao envelhecimento, a bem de assegurar a sua inclusão social em todos os aspectos;

6 – Ampliar e qualificar a rede de atenção para pessoas vítimas de violência, em especial a violência contra a mulher, para que haja garantia do atendimento integral continuado com ênfase no atendimento psicológico;

7 – Habilitar um segundo CAPSi (Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil) no Município, a fim de ampliar os atendimentos à população do município desta faixa etária, devido ao agravamento da saúde mental e conforme proposta já aprovada na Conferência de Saúde de 2019, garantindo efetivação da mesma;

8 – Valorizar e capacitar o profissional da área da saúde para manter a continuidade do serviço do cidadão, garantindo vínculos empregatícios por seleção pública, com salários justos e condições de trabalho dignas, para, assim, garantir a longitudinalidade no atendimento, assegurando a integralidade do cuidado (atenção básica, atenção especializada e alta complexidade);

9 – Implantar protocolos clínicos e fluxos para solicitação de exames de alta complexidade na rede de saúde a nível nacional e inclusão de especialistas para exames específicos para pessoas com deficiência;

10 – Garantir a contratação através de concurso público de profissionais de saúde que compunham equipes multidisciplinares no modelo do Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF) e especialistas, ampliando o suporte à atenção básica, com matriciamento e atendimento, garantindo a composição multidisciplinar na atenção secundária e vigilância em saúde, com melhor remuneração dos profissionais da saúde;

11 – Fortalecer a atenção básica com o retorno dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASFs), cobertura de agentes comunitários de saúde em todo território, contemplando ações de saúde mental, Educação Permanente em Saúde (EPS) e a valorização dos profissionais;

12 – Garantir a execução e o funcionamento das políticas públicas de saúde, em especial, a política da pessoa com deficiência, as Práticas Integrativas e Complementares (PICs) e a saúde do idoso e da população negra.

Saúde

Anvisa interdita lote de água mineral Vitoriosa após identificação de coliformes

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Foto: Reprodução/Vitoriosa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar do lote 110426L5 da água mineral natural sem gás da marca Vitoriosa, fabricada pela GEPF Agro Indústria Ltda. A medida entrou em vigor nesta quarta-feira, 2, data da publicação da resolução.

A decisão foi tomada após uma análise microbiológica identificar a presença de coliformes totais em uma amostra de 250 mililitros do produto. O exame foi realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, no Rio de Janeiro.

A interdição tem caráter cautelar e impede a comercialização do lote durante a vigência da medida. O lote afetado tem validade até 11 de abril de 2027.

O que são coliformes?

Coliformes totais são um grupo de bactérias utilizado como indicador das condições sanitárias de alimentos e da água. A presença desses microrganismos pode indicar falhas relacionadas à higiene, ao processamento ou ao armazenamento.

A detecção de coliformes totais, no entanto, não significa necessariamente a presença de bactérias de origem fecal ou de microrganismos causadores de doenças. Para identificar o tipo de contaminação, são necessários testes específicos.

Na resolução que determinou a interdição, a Anvisa não informa a identificação de outras bactérias na amostra nem relata casos de pessoas que tenham apresentado problemas de saúde após o consumo do produto.

O que diz a empresa

Em nota, a GEPF Agro Indústria Ltda. afirma que segue os padrões de qualidade e higiene previstos na legislação sanitária e que realiza análises físico-químicas e microbiológicas diárias dos lotes produzidos.

Segundo a empresa, amostras do lote foram coletadas pela Vigilância Sanitária em 4 de maio de 2026. A análise fiscal inicial teria apontado resultado insatisfatório para coliformes totais. A GEPF afirma, porém, que os testes relacionados à rotulagem, aos parâmetros físico-químicos e aos microrganismos E. coli, enterococos e P. aeruginosa apresentaram resultados satisfatórios.

A empresa também informa que recolheu e reteve preventivamente o lote remanescente no mercado. De acordo com a GEPF, uma perícia de contraprova foi realizada em 27 de julho e apresentou resultado satisfatório para coliformes totais.

A fabricante contesta ainda aspectos do procedimento laboratorial utilizado na análise inicial e afirma ter identificado condições que, segundo sua avaliação, poderiam favorecer a contaminação cruzada das amostras.

O processo administrativo segue em andamento. Uma nova análise, chamada de prova testemunha, está prevista para 8 de setembro de 2026.

A GEPF afirma que seus produtos atendem às normas sanitárias e que adotará as medidas administrativas e judiciais que considerar cabíveis.

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Saúde

Santa Catarina confirma primeira morte por Febre do Nilo Ocidental

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Santa Catarina registrou a primeira morte por Febre do Nilo Ocidental desde o início dos registros da doença no estado. A confirmação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) na tarde de segunda-feira, 24. A vítima é uma mulher de 77 anos, que morreu no dia 8 de agosto, em Imbituba, no Sul catarinense.

O caso integra os dois primeiros registros da doença em Santa Catarina. O outro paciente é um homem de 56 anos, morador de Caçador, no Oeste do estado, que apresentou a infecção, mas se recuperou e já recebeu alta. As informações foram confirmadas pelo superintendente de Vigilância em Saúde, Fábio Gaudenzi.

A Febre do Nilo Ocidental é provocada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos ou muriçocas. Segundo a Secretaria da Saúde, a evolução para óbito é considerada rara.

Os dois pacientes catarinenses apresentaram sintomas neurológicos. Os casos permanecem sob investigação epidemiológica para identificar os possíveis locais onde ocorreu a infecção e compreender melhor a circulação do vírus e sua relação com os quadros clínicos registrados.

No Brasil, em 2026, o Ministério da Saúde contabiliza quatro casos confirmados da doença, além de um caso considerado provável. São dois registros em Santa Catarina, dois em São Paulo e um caso provável no Piauí.

Quais são os sintomas?

A infecção pelo vírus do Nilo Ocidental pode não provocar sintomas. Quando há manifestações, elas variam de quadros leves, com febre e mal-estar, até formas graves que atingem o sistema nervoso central ou periférico.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20% das pessoas infectadas apresentam algum sinal da doença. Entre os sintomas mais comuns da forma leve estão:

  • Febre aguda, geralmente de início repentino;
  • Mal-estar;
  • Falta de apetite;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Dor nos olhos;
  • Dor de cabeça;
  • Dor muscular;
  • Manchas avermelhadas na pele;
  • Aumento dos gânglios, conhecido como íngua.

A forma grave é considerada rara. Aproximadamente uma em cada 150 pessoas infectadas pode desenvolver manifestações neurológicas severas, como meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.

A orientação das autoridades de saúde é procurar atendimento médico diante de febre acompanhada de sinais neurológicos, como confusão mental, alterações no nível de consciência, fraqueza ou outros sintomas semelhantes. Também é importante informar ao profissional de saúde sobre eventual exposição a mosquitos.

O diagnóstico pode ser realizado por meio de exame de sangue, preferencialmente feito o quanto antes após o surgimento dos sintomas.

Como ocorre a transmissão?

Algumas espécies de aves silvestres são consideradas hospedeiras naturais do vírus. Além dos seres humanos, mamíferos como cavalos e primatas também podem contrair a infecção após serem picados por mosquitos infectados.

A Secretaria de Estado da Saúde ressalta que a Febre do Nilo Ocidental não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra. Também não ocorre transmissão direta de aves para seres humanos.

Existe tratamento?

Até o momento, não há vacina disponível no Brasil nem medicamento antiviral específico contra a Febre do Nilo Ocidental. O atendimento é voltado ao controle dos sintomas e à manutenção das condições clínicas do paciente.

Nos casos que exigem internação, podem ser adotadas medidas como repouso, hidratação e reposição de líquidos. Quando há comprometimento do sistema nervoso central, o paciente pode precisar de cuidados em unidade de terapia intensiva (UTI), com acompanhamento para reduzir complicações e o risco de morte.

O tratamento de suporte pode incluir hidratação intravenosa, auxílio respiratório e medidas para evitar infecções secundárias.

Como evitar a doença?

Como não há vacina recomendada no Brasil para prevenir a Febre do Nilo Ocidental, a principal estratégia é reduzir o contato com os mosquitos transmissores e eliminar possíveis criadouros.

Entre as recomendações do Ministério da Saúde estão:

  • Utilizar repelente;
  • Evitar áreas com presença de mosquitos, principalmente nos períodos de amanhecer e entardecer;
  • Instalar telas em portas e janelas;
  • Eliminar água parada;
  • Evitar locais com condições precárias de saneamento;
  • Não jogar lixo em valas, valetas ou nas margens de córregos, rios e riachos;
  • Evitar o contato ou manuseio de animais encontrados mortos.
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Saúde

Dia D de Multivacinação aplica 2,5 mil doses em Canoas

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Foto: Vinícius Thormann/PMC

Canoas aplicou 2.564 doses de vacinas durante o Dia D de Multivacinação, realizado no último sábado, 22, nas unidades de saúde que estiveram abertas no município. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

A mobilização teve como público prioritário crianças e adolescentes menores de 15 anos. Adultos também puderam atualizar a caderneta de vacinação durante a ação.

O Dia D integra a Campanha Nacional de Multivacinação, que segue até 1º de setembro. As doses disponíveis são as previstas no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na Unidade de Saúde Harmonia, o casal de empresários Cristiano Neto, 36 anos, e Luísa Parreira, 23, aproveitou o sábado para atualizar a caderneta de vacinação do filho Vicente, de 1 ano e 8 meses. Para Cristiano, a ação facilita o acesso das famílias que têm uma rotina de trabalho intensa durante a semana.

“É uma ótima oportunidade para os pais que trabalham a semana toda e que aproveitam o sábado para vacinar seus filhos. A vacina é uma importante proteção para as crianças”, destaca.

A diretora da Atenção Básica da SMS, Ionara Diniz, reforça que a população ainda pode aproveitar o período da campanha para verificar a situação vacinal e colocar as doses em dia.

“A população ainda pode procurar sua unidade de saúde e levar a caderneta de vacinação para conferir se há alguma dose em atraso e manter as vacinas em dia. A vacinação é uma importante forma de prevenção e cuidado com a saúde, protegendo as pessoas e toda a comunidade. A campanha continua. Vacinar é cuidar e prevenir”, frisa.

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