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15/01/2026
 

Política

SOB PROTESTO: Servidores municipais receberão reajuste de 10,06% em oito parcelas

Redação

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A Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão, realizou na tarde da última segunda-feira, 31, a primeira reunião de 2022 com as entidades representativas dos servidores públicos e sindicatos na Mesa de Diálogo, para debater duas pautas do funcionalismo: a revisão geral anual dos servidores e a alteração na Lei Complementar 08/2021 que trata sobre o desconto previdenciário dos inativos.

De acordo com o texto divulgado pela Prefeitura, considerando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, o secretário da pasta, Fabio Cannas, apresentou a proposta da administração municipal com a correção que alcançaria o montante de 10,06%, parcelados entre os meses de fevereiro a novembro de 2022, para a revisão geral anual do funcionalismo.

Representantes de dez entidades foram contrários à proposta do Executivo, e solicitaram a possibilidade do pagamento à vista, ou diminuição das parcelas e aumento percentual mensal maior, e o pedido foi levado ao prefeito Jairo Jorge.

Votação

O texto foi votado e aprovado em Sessão Extraordinária nesta quinta-feira, 3, na Câmara de Vereadores, sob protesto do Sindicato dos Profissionais em Educação de Canoas (Sinprocan), que reuniu integrantes em frente ao órgão para cobrar que o pagamento fosse feito à vista e reivindicar aumento real de salário da classe, que não ocorre há 20 anos, conforme relatou a vice-presidente do Sinprocan, Simone Riet Goulart. Apenas cinco vereadores se manifestaram contra a proposta: Juares Hoy (PTB), Eric Douglas (PTB), Alexandre Gonçalves (PDT) e Jonas Dalagna (Novo).

Os vereadores citados chegaram a criar uma emenda que baixava de oito para duas parcelas, mas ela foi rejeitada pela maioria.

Entidades que participaram da Mesa de Diálogo

SIMCA – Sindicato dos Municipários de Canoas;
SINPROCAM – Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas;
ASMC – Associação dos Servidores Municipais de Canoas;
AGMC – Associação da Guarda Municipal de Canoas;
AFTEC – Associação dos Funcionários de Carreira Típica de Estado do Município de Canoas Fiscais Tributários;
AGEA – Associação dos Geólogos, Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos da Prefeitura Municipal de Canoas;
APADIMC – Associação dos Procuradores da Administração Direta e Indireta do Município de Canoas;
AATC – Associação dos Agentes Municipais de Trânsito de Canoas;
ASACSECAN – Associação dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias;
ASSEPREV – Associação dos Servidores do CanoasPrev.

As parcelas seguirão os percentuais abaixo

– Janeiro: 0,28%
– Fevereiro, março e abril: 1,5%
– Maio, junho e julho: 1,4%
– Agosto: 1,08%

Lei Complementar 08/2021

Sobre a alteração na Lei Complementar 08/2021, foi apresentado um escalonamento de acordo com a faixa salarial para o início dos descontos, iniciando em fevereiro até o mês de agosto. Até o momento da publicação deste texto, a votação ainda não havia sido encerrada.

A proposta do escalonamento é de 14%, incidindo da seguinte forma:

– Fevereiro: para valor que supere 5,5 salários-mínimos;
– Março: para valor que supere 5 salários-mínimos;
– Abril: para valor que supere 4,5 salários-mínimos;
– Maio: para valor que supere 4 salários-mínimos;
– Junho: para valor que supere 3,5 salários-mínimos;
– Julho: para valor que supere 3 salários-mínimos;
– Agosto: para valor que supere 2 salários-mínimos.

Nota de repúdio

No final da tarde desta quinta-feira, o Sinprocan publicou uma nota de repúdio à decisão, na qual diz que o chefe do executivo zomba dos profissionais da educação, “dedicados ao máximo no seu fazer pedagógico, com uma proposta de reposição da inflação ridícula e sem cabimento algum”. O texto ainda diz que o “Executivo canoense terá a resposta que merece”.

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Política

Presidente Lula veta projeto que reduziria punição aos envolvidos no ato de 8 de janeiro

Redação

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente, nesta quinta-feira, 8, o Projeto de Lei nº 2.162/2023, conhecido como PL da Dosimetria. A proposta havia sido aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro e previa mudanças no cálculo das penas aplicadas a crimes contra o Estado Democrático de Direito, incluindo a tentativa de golpe de Estado.

O veto foi anunciado durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em referência aos três anos dos ataques de 8 de janeiro, quando apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro invadiram as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF), em protesto contra o resultado das eleições de 2022.

Durante o evento, Lula afirmou que os condenados pelos atos antidemocráticos tiveram direito à ampla defesa e foram julgados com base em provas. Segundo o presidente, as decisões judiciais seguiram critérios legais e foram conduzidas com transparência.

Lula também destacou a atuação do Supremo Tribunal Federal no julgamento dos envolvidos. De acordo com ele, a Corte agiu dentro dos limites da lei e manteve sua independência diante de pressões externas.

Ao encerrar o discurso, o presidente citou o filósofo George Santayana, ressaltando a importância de preservar a memória histórica para evitar a repetição de episódios que atentem contra a democracia. Lula afirmou ainda que o país rejeita qualquer forma de ditadura, seja civil ou militar, e defendeu a democracia como expressão da vontade popular.

Com o veto presidencial, o projeto retorna ao Congresso Nacional, que poderá analisar a decisão e decidir pela manutenção ou derrubada do veto.

Entenda o projeto

O PL da Dosimetria propunha alterações na forma de cálculo das penas para os crimes de tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado. Pelo texto, quando os dois crimes fossem cometidos no mesmo contexto, seria aplicada apenas a pena mais grave, em vez da soma das penalidades.

A proposta também previa a redução dos tempos mínimos para progressão de regime, do fechado para o semiaberto ou aberto. As mudanças poderiam beneficiar pessoas condenadas pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-integrantes do alto escalão do governo anterior, como Almir Garnier, Paulo Sérgio Nogueira, Walter Braga Netto e Augusto Heleno.

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Política

Felipe Martini assume como secretário adjunto de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do RS

Redação

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O advogado e gestor público Luís Felipe Mahfuz Martini foi nomeado secretário de Estado de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos Adjunto do Rio Grande do Sul. Atual presidente municipal do Podemos em Canoas, ele passa a integrar a equipe do governo estadual em uma área considerada estratégica da administração pública.

A nomeação marca o retorno de Canoas à estrutura do governo estadual, com representação em uma secretaria de Estado, fato que não ocorria há décadas. Martini está entre os poucos canoenses a assumir um cargo de primeiro escalão no Executivo estadual.

Com trajetória ligada à gestão pública, Martini já atuou em diferentes áreas, tanto no âmbito municipal quanto estadual, com foco em políticas públicas, governança e atendimento direto à população.

Entre os cargos ocupados, foi secretário de Desenvolvimento Econômico de Canoas em 2017, diretor executivo do Procon RS em 2019, secretário municipal de Governança e Enfrentamento à Pandemia em 2021 e secretário municipal de Saúde em 2023.

“É uma honra assumir essa missão e integrar o governo do Estado em uma área tão relevante. Agradeço ao governador pela confiança e ao Podemos pela oportunidade de seguir contribuindo com politicas publicas que promovam justiça, cidadania e direitos humanos”, afirmou.

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Política

Thiago Moyses deixa a Secretaria de Mobilidade Urbana de Canoas e Marcos Junior Melchior assume o cargo

Redação

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O Prefeito de Canoas, Airton Souza, em suas redes sociais na manhã desta segunda-feira, 5, anunciou que o secretário de Mobilidade Urbana de Canoas, Thiago Moyses, deixou o cargo. A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Município ainda nesta segunda-feira.
Segundo o secretário, está deixando o cargo para novos desafios profissionais e cuidar de sua saúde.

“Minha saída tem dois motivos claros: cuidar da saúde e retomar a advocacia, profissão que moldou quem eu sou. Encerro esse ciclo com a certeza do dever cumprido. Foi trabalho de verdade, daqueles que não apresentam só números, mas que deixam a semente plantada para o futuro.”

No lugar de Moyses, assume o cargo Marcos Junior Melchior, que atuava como assessor do gabinete do prefeito.

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