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12/04/2026
 

Política

Omar Ferri lança “A Verdade Revelada” em Canoas durante Feira do Livro

Redação

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O livro A Verdade Revelada, de Omar Ferri, terá lançamento nesta sexta-feira, 8, em uma sessão de autógrafos paralela à 37ª Feira do Livro de Canoas. O evento acontece a partir das 15 horas, com a presença do autor, na Caramello (Rua Coronel Vicente, n° 120), espaço gastronômico localizado em frente à Praça da Bandeira. A vinda de Ferri para lançar sua obra na cidade foi viabilizada por uma iniciativa conjunta entre o jornal Timoneiro, através de seu diretor Jorge Uequed e do site Notícias da Aldeia, representado por seu diretor Marco Leite.

Em A Verdade Revelada, Omar Ferri traça uma narrativa da história política brasileira desde a Revolução de 1930, quando Getúlio fundou um Projeto de Nação com inclusão social, deixando Jango e Brizola como herdeiros de seu ideário social-nacionalista, até chegar à atualidade. O autor expõe a escalada da corrupção ao longo das últimas décadas e a forma como estas práticas foram institucionalizadas por aqueles que ele classifica como políticos profissionais.

Divulgação

Política nacional

Como a própria sinopse revela: “o livro traça o cenário atual de forma densa e sem enfeites, um podridão moral que ao longo dos anos e, sem exceções, contamina todos os Poderes da República”.

“Tudo que eu relato no livro, a partir da Revolução de 1930, é embasado em documentos e depoimentos que comprovam uma verdade que por muito tempo ficou escondida e que agora pode e deve ser revelada. Enganaram até mesmo o Getúlio Vargas, apresentando para ele um relatório com informações forjadas. É um absurdo que até hoje se acredite que exista ou que tenha existido alguma ameaça da ordem que foi difundida. O comunismo nunca existiu como uma ameaça no Brasil, foi uma mentira inventada por uma elite que se beneficiou desta narrativa”, explicou Ferri em entrevista.

Sobre a atual situação da política nacional, Ferri afirma que estamos hoje sendo governados por pessoas que ajudaram a construir um cenário mentiroso aos olhos da população e assim se aproveitam para enraizar cada vez mais a corrupção que já foi por eles institucionalizada. O autor também destaca que é possível mudar este cenário. “É por isso que temos que revelar a verdade às pessoas, para que elas possam repensar a política e eleger pessoas que atendam os interesses do povo e não apenas os seus próprios”, conclui.

Omar Ferri

Em 1978 o sequestro dos uruguaios Lilian Celiberti e Universindo Dias e seus filhos, em Porto Alegre, atraiu a atenção da comunidade internacional. Na ocasião, surgia aos olhos do mundo o advogado Omar Ferri, denunciando o sequestro e a participação do DOPS gaúcho mancomunado com militares do Uruguai nas torpezas da “Operação Condor”. Mas a trajetória de Ferri vai muito além. Nascido em Encantado em 1933, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na Pucrs. Ficou conhecido como especialista em processos penais. Por vários anos participou a Comissão de Direitos Humanos da OAB/RS. Foi secretário municipal e vereador em Encantado, procurador autárquico federal em Brasília, deputado estadual suplente, vereador em Porto Alegre e assessor especial do governador do Estado do Rio Grande do Sul.

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Política

Cachoeirinha terá nova eleição no próximo domingo após cassação de prefeito e vice

Redação

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Eleitoras e eleitores de Cachoeirinha voltam às urnas neste domingo, 12, para escolher o novo prefeito e vice-prefeito do município. A eleição suplementar foi convocada após a cassação dos mandatos dos gestores eleitos anteriormente.

A data do pleito segue a Resolução nº 443/2026 do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul. Ao todo, 102.143 eleitores estão aptos a votar na cidade, que integra a 143ª Zona Eleitoral. A votação ocorrerá em 277 seções distribuídas por 34 locais.

Quatro chapas disputam a eleição:

Claudine de Lima Silveira e Marco Aurélio Albernaz de Oliveira (PP)

Jussara Maria da Silva e Luis Carlos Azevedo da Rosa (Coligação Compromisso com a Nossa Gente)

Laís Rocha Cardoso e Breno de Oliveira Munhoz (Federação PSOL/REDE)

Tairone Rodrigo Pereira Keppler e Cláudia Azevedo de Oliveira (Federação Brasil da Esperança – PT/PCdoB/PV)

A nova eleição ocorre após a Câmara de Vereadores de Cachoeirinha cassar os diplomas do então prefeito Cristian Wasem Rosa e do vice, Delegado João Paulo. A decisão teve como base acusações de irregularidades fiscais no Instituto de Previdência do município e de atentado contra o Legislativo.

Durante o dia de votação, também será realizado o teste de integridade das urnas eletrônicas. A auditoria, prevista pelo Tribunal Superior Eleitoral, simula uma votação oficial com candidatos reais para verificar a segurança na captação e contabilização dos votos. O procedimento ocorre no plenário do TRE-RS, das 8h às 17h, com transmissão ao vivo pela internet.

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Política

Assembleia do RS aprova auxílio de um salário mínimo para órfãos de feminicídio

Redação

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A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou o Projeto de Lei nº 471/2023, de autoria da deputada estadual Delegada Nadine, que prevê a criação de um benefício financeiro para crianças e adolescentes que perderam suas mães em casos de feminicídio.

O texto institui o Auxílio RS Ampara, com pagamento mensal de um salário mínimo a beneficiários de até 18 anos. Para ter acesso, é necessário residir no estado, estar matriculado na escola e ter acompanhamento dos serviços de assistência social. Em casos considerados de vulnerabilidade, o auxílio poderá ser estendido até os 24 anos, desde que o jovem esteja cursando o ensino superior. O valor poderá ser ajustado na fase de regulamentação.

Segundo a autora, a proposta busca atender crianças e adolescentes impactados diretamente pela violência. “Estamos falando de crianças e adolescentes que tiveram suas vidas marcadas por uma violência extrema. O Estado precisa estar presente não apenas na repressão ao crime, mas também no cuidado com quem fica. O Auxílio RS Ampara é uma resposta concreta, humana e necessária”, afirmou.

Com a aprovação em plenário, o projeto segue para sanção do Poder Executivo.

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Política

Presidente Lula sanciona leis com tornozeleira para agressores e amplia conceito de violência na Lei Maria da Penha

Redação

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou três projetos de lei voltados à ampliação da proteção às mulheres e ao enfrentamento da violência doméstica e do feminicídio no Brasil. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira, 10.

Um dos principais pontos é o Projeto de Lei nº 2.942/2024, convertido na Lei nº 15.383/2026, que autoriza o uso de monitoração eletrônica de agressores como medida protetiva independente no âmbito da Lei Maria da Penha. A norma permite a utilização de tornozeleiras eletrônicas, com delimitação de área de circulação e emissão de alertas em caso de aproximação da vítima.

A legislação também prevê prioridade para aplicação da medida em situações de risco, aumento de pena em caso de descumprimento e ampliação de recursos destinados a ações de combate à violência contra a mulher.

Outro projeto sancionado, o PL nº 3.880/2024 (Lei nº 15.384/2026), inclui o conceito de violência vicária na legislação brasileira. Esse tipo de violência ocorre quando o agressor atinge pessoas próximas à vítima, como filhos ou familiares, com o objetivo de causar sofrimento ou exercer controle.

A nova lei também tipifica o homicídio vicário no Código Penal, com pena de 20 a 40 anos de reclusão quando o crime for cometido contra pessoas ligadas à vítima nesse contexto. A punição pode ser agravada em casos envolvendo crianças, idosos, pessoas com deficiência, quando ocorre na presença da vítima ou em descumprimento de medidas protetivas.

Completa o conjunto o Projeto de Lei nº 1.020/2023 (Lei nº 15.382/2026), que institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, a ser celebrado anualmente em 5 de setembro.

As medidas atualizam a legislação sobre violência de gênero e introduzem novos mecanismos legais para prevenção, proteção das vítimas e responsabilização de agressores.

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