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29/04/2026
 

Política

Omar Ferri lança “A Verdade Revelada” em Canoas durante Feira do Livro

Redação

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O livro A Verdade Revelada, de Omar Ferri, terá lançamento nesta sexta-feira, 8, em uma sessão de autógrafos paralela à 37ª Feira do Livro de Canoas. O evento acontece a partir das 15 horas, com a presença do autor, na Caramello (Rua Coronel Vicente, n° 120), espaço gastronômico localizado em frente à Praça da Bandeira. A vinda de Ferri para lançar sua obra na cidade foi viabilizada por uma iniciativa conjunta entre o jornal Timoneiro, através de seu diretor Jorge Uequed e do site Notícias da Aldeia, representado por seu diretor Marco Leite.

Em A Verdade Revelada, Omar Ferri traça uma narrativa da história política brasileira desde a Revolução de 1930, quando Getúlio fundou um Projeto de Nação com inclusão social, deixando Jango e Brizola como herdeiros de seu ideário social-nacionalista, até chegar à atualidade. O autor expõe a escalada da corrupção ao longo das últimas décadas e a forma como estas práticas foram institucionalizadas por aqueles que ele classifica como políticos profissionais.

Divulgação

Política nacional

Como a própria sinopse revela: “o livro traça o cenário atual de forma densa e sem enfeites, um podridão moral que ao longo dos anos e, sem exceções, contamina todos os Poderes da República”.

“Tudo que eu relato no livro, a partir da Revolução de 1930, é embasado em documentos e depoimentos que comprovam uma verdade que por muito tempo ficou escondida e que agora pode e deve ser revelada. Enganaram até mesmo o Getúlio Vargas, apresentando para ele um relatório com informações forjadas. É um absurdo que até hoje se acredite que exista ou que tenha existido alguma ameaça da ordem que foi difundida. O comunismo nunca existiu como uma ameaça no Brasil, foi uma mentira inventada por uma elite que se beneficiou desta narrativa”, explicou Ferri em entrevista.

Sobre a atual situação da política nacional, Ferri afirma que estamos hoje sendo governados por pessoas que ajudaram a construir um cenário mentiroso aos olhos da população e assim se aproveitam para enraizar cada vez mais a corrupção que já foi por eles institucionalizada. O autor também destaca que é possível mudar este cenário. “É por isso que temos que revelar a verdade às pessoas, para que elas possam repensar a política e eleger pessoas que atendam os interesses do povo e não apenas os seus próprios”, conclui.

Omar Ferri

Em 1978 o sequestro dos uruguaios Lilian Celiberti e Universindo Dias e seus filhos, em Porto Alegre, atraiu a atenção da comunidade internacional. Na ocasião, surgia aos olhos do mundo o advogado Omar Ferri, denunciando o sequestro e a participação do DOPS gaúcho mancomunado com militares do Uruguai nas torpezas da “Operação Condor”. Mas a trajetória de Ferri vai muito além. Nascido em Encantado em 1933, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na Pucrs. Ficou conhecido como especialista em processos penais. Por vários anos participou a Comissão de Direitos Humanos da OAB/RS. Foi secretário municipal e vereador em Encantado, procurador autárquico federal em Brasília, deputado estadual suplente, vereador em Porto Alegre e assessor especial do governador do Estado do Rio Grande do Sul.

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Política

Prefeita de Estrela é alvo de operação da PF por suspeita de crimes eleitorais

Redação

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Foto: Redes Sociais

A prefeita de Estrela, Carine Schwingel (União Brasil), é alvo de uma operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira, 24, que investiga suspeitas de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral, conhecida como caixa 2, relacionadas às eleições municipais de 2024 no Vale do Taquari.

Segundo a investigação, a então candidata teria utilizado aliados para nomear eleitores em cargos de confiança no município de Cruzeiro do Sul, cidade vizinha a Estrela, em troca da transferência de domicílio eleitoral e apoio político.

Além disso, a apuração aponta indícios de concessão de favores e vantagens financeiras em troca de apoio político no período que antecedeu o pleito. Entre as supostas irregularidades estão favorecimento de pacientes em filas de exames, fornecimento de material de construção, concessão de benefícios sociais, transferência de valores e possível uso de recursos não declarados na prestação de contas de campanha, configurando suspeita de caixa 2.

Ao todo, estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, inclusive em endereços ligados à prefeita e a outros servidores públicos investigados.

Batizada de Operação Ambitus Sidum, expressão em latim que significa “ao redor da estrela”, a ação foi autorizada pela Justiça Eleitoral de Novo Hamburgo e ocorre nos municípios de Estrela e Cruzeiro do Sul.

O inquérito policial foi instaurado após autorização do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS), devido ao envolvimento da prefeita. As provas utilizadas foram compartilhadas a partir da Operação Rêmora, deflagrada em dezembro de 2024 pela Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal.

Durante a operação desta sexta-feira, foram apreendidos documentos e aparelhos eletrônicos. Até o momento, a defesa de Carine Schwingel não havia se manifestado sobre o caso.

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Política

Remadoras sobreviventes do câncer de mama apresentam projeto e participação em festival em encontro com deputada Patrícia Alba

Redação

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Foto: José Monteiro

Um grupo de mulheres que superaram o câncer de mama visitou, na quarta-feira, 17, o gabinete da deputada Patrícia Alba (MDB), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Durante o encontro, foram apresentados detalhes do trabalho desenvolvido pela equipe de remadoras, formada atualmente por 28 integrantes.

O grupo realiza treinamentos no Sava Iate Clube, em Porto Alegre. A prática faz parte de um projeto voltado à reabilitação física e ao convívio social por meio do esporte.

Participaram da reunião a fundadora e presidente da associação, Mariluce Campos, a vice-presidente Mara Leal, além das integrantes Analeti da Silva e Liane Pereira. Elas apresentaram a preparação para o 1º Festival Remadoras-Rosa do Brasil, previsto para ocorrer entre os dias 5 e 8 de novembro, no Rio Potengi, em Natal. O evento deve reunir equipes de diferentes regiões do país e também do exterior.

Segundo as participantes, a prática do dragon boat tem contribuído para a recuperação física e emocional das integrantes, além de promover integração entre mulheres que passaram pelo tratamento da doença.

Durante o encontro, a deputada afirmou: “São histórias que inspiram e mostram a força da superação. O esporte, nesse contexto, se transforma em um instrumento de cuidado, união e esperança”.

A reunião também contou com a presença da assessora Magda Ely.

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Política

Câmara aprova PL 2083/22 e endurece punições contra agressores de mulheres

Redação

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Com relatoria do deputado federal gaúcho Luiz Carlos Busato (União Brasil), a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 15, o Projeto de Lei (PL) 2083/22, conhecido como Lei Barbara Penna, que agrava punições para agressores de mulheres que continuam ameaçando ou atacando as vítimas mesmo após a condenação.

O texto altera a Lei de Execução Penal (LEP) e passa a definir como falta grave o ato de o preso se aproximar da casa, do trabalho ou de familiares da vítima durante saídas autorizadas ou no cumprimento dos regimes aberto ou semiaberto.

Segundo a legislação, presos que cometem faltas graves podem sofrer punições como isolamento por até 30 dias, corte de visitas e perda de até um terço do tempo remido por trabalho ou estudo. Além disso, podem ser transferidos para regime mais rigoroso, como o fechado, e ter reiniciado o prazo para progressão de regime.

De autoria da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), a proposta foi inspirada no caso de Barbara Penna, vítima de tentativa de feminicídio em 2013, que continuou sendo ameaçada pelo agressor mesmo após sua prisão. Na primeira semana de março, Barbara esteve no Congresso Nacional a convite do deputado Busato.

O projeto também permite a transferência do preso para outro presídio, inclusive em outro estado, e autoriza a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) em casos de novas ameaças ou agressões. O RDD prevê regras mais rígidas, como cela individual e restrições a visitas e ao banho de sol.

Além disso, o texto altera a Lei dos Crimes de Tortura, passando a considerar como tortura a submissão reiterada da mulher a intenso sofrimento físico ou mental no contexto de violência doméstica. A pena prevista é de 2 a 8 anos de reclusão.

Só nos três primeiros meses de 2026, o Rio Grande do Sul registrou 24 feminicídios, um aumento de 50% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 83% dos casos, as vítimas não tinham medidas protetivas, e 75% dos agressores já possuíam antecedentes.

Para o relator, deputado Luiz Carlos Busato, endurecer a lei é proteger quem está em risco.

“Quando a gente olha para esses números, não está falando de estatística. Está falando de vidas interrompidas, de famílias destruídas, de histórias que poderiam ter sido diferentes. A Lei Barbara Penna nasce dessa dor real. Da necessidade de impedir que a violência continue mesmo depois da condenação. Não podemos permitir que uma mulher siga sendo ameaçada por quem já deveria estar impedido de se aproximar”, declara Busato.

Conforme a ativista de proteção dos direitos das mulheres Barbara Penna, a legislação precisa continuar evoluindo para acompanhar a gravidade dos casos.

“Tenho certeza de que o projeto que carrega o meu nome será um marco histórico no combate à violência psicológica reiterada, fortalecendo a proteção das mulheres e mostrando que o Estado brasileiro não tolera mais nenhum tipo de violência.”

O texto agora segue para sanção presidencial.

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