Geral
Família do Mathias Velho luta na Justiça por tratamento de criança

Simone Dutra –
“Vamos salvar a vida da Valentina?”
Incansáveis. Assim podemos definir a família da pequena Vavá, a Valentina, de 1 ano e 7 meses, moradora do bairro Mathias Velho, em Canoas. Filha de Bruna e Alex Godoy, irmã da Manuela, neta da avó Angélica e sobrinha do Michel, ela é o centro das atenções desde que nasceu e foi diagnosticada com Atrofia Muscular Espinhal tipo 1 (AME), que é caracterizada por fraqueza muscular grave e progressiva e hipotonia resultante da degeneração e perda dos neurônios motores inferiores da medula espinhal e do núcleo do tronco cerebral.

Foto: Manuela com a mana Vavá / Divulgação
Diagnóstico tardio
De acordo com a família de Vavá, “o SUS de Canoas não detectou a doença quando bebê”, tendo o diagnóstico correto apenas através de médicos particulares um ano depois, o que fez com que a corrida pela melhora de sua saúde fosse acelerada e tivesse que contar com uma corrente de ajuda de amigos, voluntários e até famosos, como o jogador Barcos, que doou um carro para uma rifa, o apoio nas redes sociais de Sérgio Mallandro e Carlos Villagrán (o Kiko do programa Chaves), dentre outros, para arrecadação de dinheiro para custear o tratamento.
Corrida contra o tempo
Com poucos meses para conseguir arrecadar 9 milhões de reais para comprar o remédio Zolgensma, que deve ser aplicado até a criança completar 2 aninhos, as ações em busca do valor aumentaram.
* Venda de Rifa;
* Brechó e Bazar online e loja física, localizada na Av. Rio Grande do Sul, 4.070, bairro Mathias Velho, em Canoas;
* Coleta de tampinhas e recicláveis para venda;
* Troco solidário, onde foram deixados um cofrinho nos comércios;
* Pedágio Solidário nas sinaleiras da cidade de Canoas e outras cidades da região sul;
* Pix Solidário, ação promovida online com Famosos e Voluntários.
Mas, infelizmente, a quantia alcançou cerca de 170 mil reais até agora.

Foto: Divulgação
Vaquinha online
“Olá meu nome é Michel Gabriel Bonette Riboli, venho através dessa Vakinha pedir de todo meu coração a ajuda para a minha Sobrinha, ‘Valentina Riboli Godoi’, diagnosticada no dia 28/01/2021 com AME tipo 1. Os médicos disseram que o medicamento que contribui para melhora neste momento é o ‘Spinraza’, esse medicamento faz aumentar a produção de proteína no corpo e as crianças que respondem bem ao tratamento podem voltar a andar ou até correr. E após ela tomar esse medicamento Spinraza, ela estaria liberada para ir pra casa, mas em casa ela precisaria usar o respirador mecânico + a máscara de Oxigênio, isso tudo custaria em torno R$ 85.000,00, e com isso temos ainda todos os custos de medicamentos, hospitalares, fisioterapia, deslocamento, alimentação e tudo mais”.
“Então eu peço de todo meu coração, pelo sofrimento que eu e minha família estamos passando, principalmente a minha irmã, que está sem sair do hospital ao lado da filhinha… e a nossa Valentina precisa voltar pra nós. Precisamos de qualquer ajuda. Creio que Deus vai recompensar cada um de vocês, mesmo que apenas ajudem a compartilhar no instagram no facebook e até mesmo em grupos de WhatsApp”.
Ajude: www.vakinha.com.br/vaquinha/vamos-salvar-a-vida-da-valentina.
“Era para ela estar brincando”

Foto: Vó Angélica com Vavá / Divulgação
Neste momento Valentina encontra-se internada no hospital há mais de 100 dias, sem previsão de alta, pois tem quedas de saturação por conta do avanço da doença. A AME tipo 1 é a forma mais agressiva desta doença, e vai matando diariamente neurônios, o que afeta as coordenações motoras e de deglutição da criança, que só se alimenta por sonda e respira com ajuda de aparelhos.
O medicamento é um tratamento genético que estagna o progresso da doença e possibilita à criança maior qualidade de vida, com fisioterapia e outros acompanhamentos, permitindo caminhar, falar, sentar sozinha e brincar.
“A criança que nasce com AME tipo 1 já nasce condenada no Brasil, isto é muito difícil e triste”, relata Fabiana Escalante Steimetz, voluntária da campanha.
Ação na Justiça
A família entrou na Justiça, através do TRF1, para que a União arcasse com o medicamento, mas o juiz do caso negou o pedido no último dia 25 de agosto. De acordo com divulgação dos organizadores da campanha, “magistrado indeferiu alegando que o ajuizamento da ação para Zolgensma passou a ser estratégia de mercado”.
Bruna, mãe de Valentina, contou à nossa reportagem que o caso encontra-se em segredo de Justiça por estratégia da advogada, que já recorreu da decisão.

Imagem: Divulgação família
Caso Teteo
Nesta semana, uma liminar do desembargador Roger Raupp Rios, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), determinou que a União fornecesse o mesmo medicamento, Zolgensma, a Matteo Schmitz Piccin Jardim, o Teteo, de Porto Alegre, precedente que fez reacender a esperança, além de os pais do menino estarem ajudando no caso de Valentina.

Imagem: Divulgação
Meio Ambiente
Construção de nova ponte sobre Arroio Araçá gera preocupação ambiental em Canoas

A construção de uma nova ponte sobre o Arroio Araçá, em Canoas, tem gerado apreensão entre ambientalistas e especialistas. A obra faz parte da expansão da Rua Monte Castelo e impacta um dos últimos trechos de túnel verde da região.
O Arroio Araçá é responsável por escoar grande parte das águas pluviais do lado leste da cidade até o Rio Jacuí, cortando Canoas ao meio. Especialistas alertam que a supressão da mata ciliar e a impermeabilização do solo provocadas por novos loteamentos podem aumentar a erosão das margens e o risco de enchentes, além de afetar a biodiversidade local. A intervenção também ameaça características naturais do curso d’água, incluindo uma pequena cascata histórica.
Em resposta às críticas, a Prefeitura de Canoas informou que realizará compensações ambientais, como o plantio de espécies nativas e o resgate de animais silvestres. O debate destaca o desafio de conciliar o crescimento urbano com a preservação dos recursos hídricos e a manutenção do equilíbrio ecológico da bacia.
Policial
Operação Rasante desarticula organização criminosa que enviava drogas a presídios com drones

A Polícia Civil, por meio do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), deflagrou nesta quinta-feira, 26, a Operação Rasante, com o objetivo de desarticular organização criminosa altamente estruturada, voltada ao tráfico de drogas e ao ingresso sistemático de ilícitos no sistema prisional mediante o emprego de aeronaves remotamente pilotadas (drones).
Foram cumpridas 68 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão e mandados de prisão preventiva com vistas à desarticulação dos núcleos identificados, interrupção do fluxo de ilícitos e responsabilização penal dos envolvidos. Vinte e seis pessoas foram presas. A ofensiva ocorreu nas cidades de Canoas, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Gravataí, Viamão e Alvorada.
A ação ainda resultou na apreensão de quatro telefones novos preparados para arremesso, oito telefones dos suspeitos, um controle de drone, três hélices de drone, três armas, duas carteiras falsas de Delegados de Polícia, selos e espelhos de autenticação de cartórios, cédulas falsas de carteiras de identidade e dois carros, sendo um deles elétrico avaliado em 400mil reais.
A investigação, desenvolvida pela 4ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico, teve início a partir de ação policial ocorrida em julho de 2025, quando indivíduos foram flagrados nas imediações de unidade prisional em contexto típico de preparação para lançamento aéreo de ilícitos, ocasião em que foram apreendidos drones de alto desempenho, entorpecentes, aparelhos celulares e acessórios logísticos destinados à execução das chamadas “dronagens”. A partir desse evento inicial, foram autorizadas medidas de quebra de sigilo telemático e aprofundadas análises técnicas dos dispositivos apreendidos, incluindo extração de dados, registros de voo e comunicações mantidas entre os investigados.
O aprofundamento investigativo permitiu identificar a existência de uma estrutura criminosa segmentada e hierarquizada, composta por núcleos interdependentes. O núcleo técnico-operacional era responsável pela aquisição, customização e pilotagem de drones, incluindo adaptações voltadas ao aumento de autonomia, alcance e capacidade de carga, além da utilização de dispositivos de comunicação que dificultam a detecção pelas forças de segurança. Paralelamente, o núcleo operacional atuava na logística de transporte, preparação das cargas e suporte em campo, garantindo a execução das operações em horários estratégicos, predominantemente durante a madrugada, com vistas à redução do risco de interceptação.
Destaca-se que a análise dos logs extraídos dos drones apreendidos evidenciou padrão reiterado de voos noturnos, com duração média compatível com trajetórias de ida e retorno a unidades prisionais, além da repetição sistemática de pontos de decolagem próximos a complexos penitenciários situados nas regiões de Charqueadas, Canoas e adjacências, o que corrobora a utilização dos equipamentos para o ingresso de drogas e aparelhos celulares no interior do sistema prisional.
No plano das comunicações telemáticas, foram identificados diálogos que demonstram elevado grau de planejamento e divisão de tarefas, com definição prévia de rotas, janelas de voo, quantidade de carga e estratégias para mitigação de riscos, inclusive com preocupação expressa quanto à responsabilização penal em caso de abordagem policial. As conversas também revelam domínio técnico dos operadores quanto a variáveis como altitude, interferência de sinal, autonomia de bateria e condições climáticas, evidenciando profissionalização da atividade criminosa.
As investigações apontaram, ainda, a atuação direta de apenados como núcleo de comando intramuros, responsáveis por demandar as entregas, coordenar o recebimento das cargas e gerir a distribuição interna dos ilícitos, estabelecendo conexão permanente entre o ambiente externo e o sistema prisional. Tal dinâmica demonstra a integração funcional entre os investigados em liberdade e os indivíduos custodiados, caracterizando organização criminosa estruturada nos termos da legislação vigente.
No âmbito financeiro, os elementos colhidos a partir de Relatórios de Inteligência Financeira evidenciaram movimentação de valores expressivos, superiores a milhões de reais, com padrão caracterizado por fracionamento de quantias, circularidade de recursos e utilização de contas de terceiros, indicando a existência de um sistema estruturado de financiamento e sustentação das atividades ilícitas. Verificou-se, ainda, reinvestimento constante dos lucros obtidos na aquisição e manutenção de equipamentos tecnológicos, incluindo drones e componentes eletrônicos de alto custo, o que evidencia a capacidade de adaptação e expansão da organização.
Outro aspecto relevante apurado refere-se à elevada lucratividade da atividade criminosa, especialmente no ambiente prisional, onde substâncias entorpecentes e aparelhos celulares atingem valores significativamente superiores aos praticados no meio externo, funcionando como importante vetor de financiamento da organização e de fortalecimento das estruturas criminosas atuantes no interior dos estabelecimentos penais.
“A Operação Rasante evidencia o avanço tecnológico das organizações criminosas e a necessidade de atuação estatal qualificada, baseada em inteligência, análise de dados e integração de esforços investigativos. A ação reafirma o compromisso da Polícia Civil do Rio Grande do Sul com o enfrentamento ao tráfico de drogas e à criminalidade organizada, especialmente no contexto do sistema prisional, onde tais práticas alimentam e retroalimentam dinâmicas criminosas de alta complexidade”, complementou a Delegada Ana Flávia.
Policial
Polícia Civil deflagra Operação Revoada por homicídio no bairro Rio Branco, em Canoas

Na manhã desta quinta-feira, 26, a Polícia Civil deflagrou a Operação Revoada no município de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A ação, coordenada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP), investiga um homicídio ocorrido em 21 de janeiro de 2026, no bairro Rio Branco.
Durante a operação, foram cumpridas 16 ordens judiciais, sendo 14 mandados de busca e apreensão e duas prisões preventivas, nas cidades de Canoas e Sapucaia do Sul. As diligências seguem o Protocolo das 7 Medidas de Enfrentamento aos Crimes de Homicídio, com foco na medida nº 5, voltada ao combate a grupos criminosos.
O caso envolve mãe e filho, de 52 e 20 anos, que foram baleados em um condomínio residencial. Conforme a investigação, ambos possuíam antecedentes por tráfico de drogas e teriam sido alvos em uma disputa por ponto de venda de entorpecentes. O jovem morreu no hospital no mesmo dia do crime. Já a mulher, atingida por mais de sete disparos, permanece internada e inconsciente.
De acordo com a delegada responsável pela operação, Graziela Zinelli,
“as ações desencadeadas na presente operação estão amparadas no Protocolo das 7 Medidas de Enfrentamento aos Crimes de Homicídio e têm como objetivo dissuadir a reiteração criminosa, além de enfraquecer a atuação de grupos criminosos responsáveis por crimes contra a vida no município”.
O diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Mario Souza, reforçou o compromisso da corporação com a investigação.
“Os executores, mandantes e principalmente os líderes que estiverem envolvidos nas mortes serão investigados e responsabilizados”, afirmou.
Os presos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça.

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