Saúde
RS recebe novo lote de AstraZeneca e Canoas inicia vacinação em pessoas com comorbidades

De acordo com informações do Governo Do Estado, o Rio Grande do Sul recebeu, na manhã desta segunda-feira, 3, mais 413.750 doses da vacina AstraZeneca/Fiocruz para avançar na vacinação das pessoas com comorbidades no Estado. As 32.760 da Pfizer/Biontech, previstas para chegarem no mesmo avião, que pousou antes das 9h,
“Com as novas doses da AstraZeneca, vamos conseguir avançar bastante nas comorbidades, chegando até a fase 2 desse grupo e vacinando mais da metade do público total estimado, que é de pouco mais de 1 milhão de pessoas no RS. Nossa expectativa é vacinar todas as comorbidades ainda em maio”, afirma a secretária da Saúde, Arita Bergmann.
Na fase 2 das comorbidades, será aberta a vacinação para pessoas com deficiência permanente cadastradas no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e gestantes e puérperas independentemente de condições pré-existentes e divididas por idade, assim como ocorre no grupo dos idosos.

Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini
Vacinação em Canoas
Canoas iniciou nesta segunda-feira, 3, a vacinação contra a Covid-19 para o grupo das comorbidades. O primeiro dia foi destinado a pessoas com Síndrome de Down maiores de 18 anos. A vacinação ocorreu na Apae Canoas e no Instituto Pestalozzi. Nesta terça-feira, 4, será a vez de pacientes com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise).
Entre os 106 vacinados nesta segunda-feira, estava André Proença Cardoso, 25 anos. Acompanhado da mãe Cristina Proença Cardoso, 52 anos, ele encarou com tranquilidade o momento da aplicação da primeira dose, na sede da Apae.
Cronograma
A fase 1, prevista no Plano Nacional de Imunizações (PNI), abrange, além das pessoas com Síndrome de Down, pacientes com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise) acima de 18 anos, pessoas com deficiência permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) de 55 a 59 anos, gestantes e puérperas com comorbidades acima de 18 anos e pessoas de 55 a 59 anos com comorbidades. A campanha avançará conforme o envio de novas remessas de vacinas.
Em Canoas, a aplicação das doses segue cronograma estabelecido pela Secretaria Municipal da Saúde:
Segunda-feira, 3
Foi o dia das pessoas com Síndrome de Down maiores de 18 anos. Locais: Apae Canoas e Instituto Pestalozzi
Terça-feira, 4
Pessoas com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise) acima de 18 anos. Local: Clínica Pró-Renal, a partir das 10h
Quarta-feira, 5
Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) de 55 a 59 anos. Local: Instituto Pestalozzi, das 8h às 17h
Gestantes e puérperas maiores de 18 anos com comorbidades. Local: Ambulatório de Pré-natal de Alto Risco do Hospital Universitário (HU), das 8h às 17h
Comorbidades – Para as pessoas de 55 a 59 anos com comorbidades, a Secretaria da Saúde divulgará nos próximos dias como funcionará a vacinação desse grupo. As informações sobre locais e horários serão disponibilizadas nos canais oficiais de comunicação da Prefeitura.
Segunda etapa será estendida às demais pessoas com comorbidades
Na Fase 2, a vacinação será estendida às demais pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente cadastradas no BPC e gestantes e puérperas, independentemente de condições pré-existentes. Nesses casos, a imunização seguirá as faixas de idade, a exemplo do que ocorreu na vacinação dos idosos. Depois das pessoas de 55 a 59 anos, será a vez dos 50 a 54 anos, 45 a 49 anos, 40 a 44 anos, 30 a 39 anos e 18 a 29 anos.
Como comprovar a comorbidade
Para se vacinar, é obrigatória a apresentação de laudo médico que comprove que a pessoa se enquadra em um dos grupos de risco e comprovante de residência em Canoas. Os pacientes já atendidos na rede pública municipal devem procurar a sua unidade básica de referência para realizar a comprovação.
Vacinas
As vacinas aplicadas para primeira dose são da Oxford/Astrazeneca. No momento, segue suspensa a vacinação para a segunda dose da Coronavac. O município aguarda a chegada de novo lote para completar o esquema vacinal de quem já fechou o intervalo recomendado entre as doses do imunizante produzido pelo Instituto Butantan.
A Secretaria Municipal da Saúde alerta que quem já recebeu a vacina contra a gripe deve aguardar o intervalo mínimo de 14 dias para fazer a da Covid-19. A prioridade deve ser dada à imunização contra o coronavírus.
Lista de comorbidades
O Ministério da Saúde definiu 22 categorias de problemas crônicos de saúde (confira a lista abaixo). Recentemente, grávidas e puérperas (mulheres que deram à luz há menos de 45 dias) foram incluídas nesse grupo prioritário. Estão contempladas, ainda, doenças raras que implicam em maior risco para a covid-19.
Diabetes mellitus: pessoas com diabetes mellitus
Pneumopatias crônicas graves: indivíduos com pneumopatias graves, incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos, internação prévia por crise asmática)
Hipertensão Arterial Resistente (HAR): quando a pressão arterial (PA) permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou PA controlada em uso de quatro ou mais fármacos anti-hipertensivos
Hipertensão arterial estágio 3: pressão arterial sistólica igual ou superior a 180 mmHg e/ou diastólica igual ou maior a 110 mmHg, independentemente da presença de lesão em órgão-alvo (LOA) ou comorbidade
Hipertensão arterial estágios 1 e 2: com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade. Pressão arterial sistólica entre 140 e 179 mmHg e/ou diastólica entre 90 e 109 mmHg na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade
Insuficiência cardíaca (IC): insuficiência com fração de ejeção reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D, independente de classe funcional da New York Heart Association
Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar: cor-pulmonale crônico, hipertensão pulmonar primária ou secundária
Cardiopatia hipertensiva: hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo
Síndromes coronarianas: síndromes coronarianas crônicas, como Angina Pectoris estável, cardiopatia isquêmica, pós-Infarto Agudo do Miocárdio, entre outras
Valvopatias: lesões valvares com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou com comprometimento miocárdico (estenose ou insuficiência aórtica; estenose ou insuficiência mitral; estenose ou insuficiência pulmonar; estenose ou insuficiência tricúspide, entre outras)
Miocardiopatias e Pericardiopatias: miocardiopatias de quaisquer etiologias ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática
Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas: aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos
Arritmias cardíacas: arritmias cardíacas com importância clínica e/ou cardiopatia associada (fibrilação e flutter atriais, entre outras)
Cardiopatias congênitas no adulto: cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, crises hipoxêmicas, insuficiência cardíaca, arritmias, comprometimento miocárdico
Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados: portadores de próteses valvares biológicas ou mecânicas; e dispositivos cardíacos implantados (marca-passos, cardio desfibriladores, ressincronizadores, assistência circulatória de média e longa permanência)
Doença cerebrovascular: acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular
Doença renal crônica: doença renal crônica estágio 3 ou mais (taxa de filtração glomerular < 60 ml/min/1,73 m2) e/ou síndrome nefrótica
Imunossuprimidos: indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticóide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos 6 meses; neoplasias hematológicas
Hemoglobinopatias graves: doença falciforme e talassemia maior
Obesidade mórbida: índice de massa corpórea (IMC) igual ou superior a 40
Síndrome de Down: trissomia do cromossomo 21
Cirrose hepática: Child-Pugh (escore de classificação) A, B ou C.
Para obter informações e esclarecer dúvidas sobre a Covid-19 e a vacinação, a população pode entrar em contato com a Secretaria Municipal da Saúde pelo 0800 647 0156 e o WhatsApp (51) 3425-7623 – ZAP Saúde Canoas.
Saúde
Reabertura do HPS de Canoas é adiada para junho de 2027, após atrasos nas obras

De acordo com informações divulgadas pelo portal GZH na manhã desta sexta-feira, 10, a reabertura do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Canoas deve ocorrer apenas a partir de junho de 2027.
O novo prazo está ligado à segunda fase das obras de recuperação da unidade, que sofreu danos durante a enchente de maio de 2024. A previsão inicial indicava a retomada das atividades em dezembro de 2026, mas o cronograma foi revisado.
Segundo o texto, o município divulgou edital para contratar a empresa responsável pelo projeto e pela execução das obras. A abertura das propostas está marcada para o dia 22 de abril. Caso não haja recursos administrativos ou questionamentos judiciais, a assinatura do contrato pode ocorrer no início do segundo semestre.
Conforme o edital, o prazo estimado para conclusão da reforma é de 12 meses, com entrega prevista para junho de 2027. O contrato com a empresa vencedora terá vigência de 18 meses.
Entre as intervenções previstas estão a recuperação da cobertura, substituição de revestimentos, melhorias nas casas de máquinas e reservatórios, além de adequações nos sistemas elétrico e hidrossanitário, instalação de climatização, pintura e serviços de paisagismo. O investimento pode chegar a R$ 10,13 milhões.
Após a conclusão das obras, ainda será necessária a compra de móveis e equipamentos médicos. Em setembro de 2024, a prefeitura suspendeu o processo de aquisição desses itens. Até o momento, não há definição sobre quando o hospital voltará a operar plenamente.
Procurada pela reportagem do Jornal O Timoneiro, a prefeitura de Canoas informou que em breve enviará uma nota sobre o assunto.
Saúde
Casos graves de influenza quase dobram no Brasil em comparação a 2025

Levantamento aponta que a temporada de gripe no Brasil começou mais cedo e com maior intensidade em 2026. Dados do Instituto Todos pela Saúde, com base em análises laboratoriais, indicam que os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causados pelo vírus influenza quase dobraram entre janeiro e meados de março na comparação com o mesmo período de 2025.
Neste ano, foram registrados 3.584 casos, contra 1.838 no ano passado. As informações reforçam o cenário de aumento na circulação de vírus respiratórios no país.
De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 800 pessoas morreram em decorrência de vírus respiratórios nesse intervalo. Ao todo, o Brasil soma cerca de 14 mil casos de SRAG até meados de março.
O avanço antecipado da gripe já provoca impactos em cidades brasileiras. Em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi decretada situação de emergência devido ao aumento das doenças respiratórias.
Especialistas apontam que a pandemia de Covid-19 alterou o comportamento dos vírus respiratórios. O virologista Anderson Brito explica:
“O que a gente tem observado é que a sazonalidade, ou seja, o período onde os vírus respiratórios costumavam mais estar presente, que era ali em torno do inverno, né, se modificou muito após a chegada da pandemia de Covid-19. O que acontece é que aquele isolamento que a gente fez durante a pandemia alterou o ciclo sazonal da maioria dos vírus”
Para conter o avanço da gripe, a principal recomendação das autoridades de saúde é a vacinação. O governo federal antecipou a campanha de imunização em 2026, com meta de vacinar 90% dos grupos prioritários até 30 de maio. Até agora, cerca de 6 milhões de doses já foram aplicadas.
Estão entre os grupos prioritários crianças, idosos, gestantes, profissionais de saúde, professores, povos indígenas e pessoas com comorbidades.
A infectologista Miriam Dalben faz um alerta sobre a gravidade da doença:
“As pessoas acabam banalizando um pouco a gripe, achando que é uma coisa muito besta, que não pode evoluir com gravidade. Isso não é verdade. Tem gente que só descobre quando fica doente de maneira grave, igual tem paciente agora internado com gripe muito grave. Tem paciente inclusive na UTI agora.”
Saúde
Anvisa suspende lote de dipirona da Hypofarma após identificar risco de contaminação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou, na quarta-feira, 8, o recolhimento de um lote de dipirona monoidratada 500 mg/mL, apresentado em caixas com 100 ampolas de 2 mL, produzido pela Hypofarma.
Além do recolhimento, o órgão também suspendeu a comercialização, distribuição e uso do lote 24112378 do medicamento em todo o país.
De acordo com a Resolução (RE) 1.380/2026, a decisão foi tomada após a confirmação de desvio de qualidade, identificado pela presença de material particulado não dissolvido e estranho à formulação do produto.

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