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01/11/2026
 

Saúde

RS recebe novo lote de AstraZeneca e Canoas inicia vacinação em pessoas com comorbidades

Redação

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De acordo com informações do Governo Do Estado, o Rio Grande do Sul recebeu, na manhã desta segunda-feira, 3, mais 413.750 doses da vacina AstraZeneca/Fiocruz para avançar na vacinação das pessoas com comorbidades no Estado. As 32.760 da Pfizer/Biontech, previstas para chegarem no mesmo avião, que pousou antes das 9h,

“Com as novas doses da AstraZeneca, vamos conseguir avançar bastante nas comorbidades, chegando até a fase 2 desse grupo e vacinando mais da metade do público total estimado, que é de pouco mais de 1 milhão de pessoas no RS. Nossa expectativa é vacinar todas as comorbidades ainda em maio”, afirma a secretária da Saúde, Arita Bergmann.

Na fase 2 das comorbidades, será aberta a vacinação para pessoas com deficiência permanente cadastradas no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e gestantes e puérperas independentemente de condições pré-existentes e divididas por idade, assim como ocorre no grupo dos idosos.

Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

Vacinação em Canoas

Canoas iniciou nesta segunda-feira, 3, a vacinação contra a Covid-19 para o grupo das comorbidades. O primeiro dia foi destinado a pessoas com Síndrome de Down maiores de 18 anos. A vacinação ocorreu na Apae Canoas e no Instituto Pestalozzi. Nesta terça-feira, 4, será a vez de pacientes com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise).

Entre os 106 vacinados nesta segunda-feira, estava André Proença Cardoso, 25 anos. Acompanhado da mãe Cristina Proença Cardoso, 52 anos, ele encarou com tranquilidade o momento da aplicação da primeira dose, na sede da Apae.

Cronograma

A fase 1, prevista no Plano Nacional de Imunizações (PNI), abrange, além das pessoas com Síndrome de Down,  pacientes com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise) acima de 18 anos, pessoas com deficiência permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) de 55 a 59 anos, gestantes e puérperas com comorbidades acima de 18 anos e pessoas de 55 a 59 anos com comorbidades.  A campanha avançará conforme o envio de novas remessas de vacinas.

Em Canoas, a aplicação das doses segue cronograma estabelecido pela Secretaria Municipal da Saúde:

Segunda-feira, 3

Foi o dia das pessoas com Síndrome de Down maiores de 18 anos. Locais: Apae Canoas e Instituto Pestalozzi

Terça-feira, 4

Pessoas com doença renal crônica em terapia de substituição renal (diálise) acima de 18 anos. Local: Clínica Pró-Renal, a partir das 10h

Quarta-feira, 5

Pessoas com Deficiência Permanente cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) de 55 a 59 anos. Local: Instituto Pestalozzi, das 8h às 17h

Gestantes e puérperas maiores de 18 anos com comorbidades. Local: Ambulatório de Pré-natal de Alto Risco do Hospital Universitário (HU), das 8h às 17h

Comorbidades – Para as pessoas de 55 a 59 anos com comorbidades, a Secretaria da Saúde divulgará nos próximos dias como funcionará a vacinação desse grupo. As informações sobre locais e horários serão disponibilizadas nos canais oficiais de comunicação da Prefeitura.

Segunda etapa será estendida às demais pessoas com comorbidades

Na Fase 2, a vacinação será estendida às demais pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente cadastradas no BPC e gestantes e puérperas, independentemente de condições pré-existentes. Nesses casos, a imunização seguirá as faixas de idade, a exemplo do que ocorreu na vacinação dos idosos. Depois das pessoas de 55 a 59 anos, será a vez dos 50 a 54 anos, 45 a 49 anos, 40 a 44 anos, 30 a 39 anos e 18 a 29 anos.

Como comprovar a comorbidade

Para se vacinar, é obrigatória a apresentação de laudo médico que comprove que a pessoa se enquadra em um dos grupos de risco e comprovante de residência em Canoas. Os pacientes já atendidos na rede pública municipal devem procurar a sua unidade básica de referência para realizar a comprovação.

Vacinas

As vacinas aplicadas para primeira dose são da Oxford/Astrazeneca. No momento, segue suspensa a vacinação para a segunda dose da Coronavac. O município aguarda a chegada de novo lote para completar o esquema vacinal de quem já fechou o intervalo recomendado entre as doses do imunizante produzido pelo Instituto Butantan.

A Secretaria Municipal da Saúde alerta que quem já recebeu a vacina contra a gripe deve aguardar o intervalo mínimo de 14 dias para fazer a da Covid-19. A prioridade deve ser dada à imunização contra o coronavírus.

Lista de comorbidades

O Ministério da Saúde definiu 22 categorias de problemas crônicos de saúde (confira a lista abaixo). Recentemente, grávidas e puérperas (mulheres que deram à luz há menos de 45 dias) foram incluídas nesse grupo prioritário. Estão contempladas, ainda, doenças raras que implicam em maior risco para a covid-19.

Diabetes mellitus: pessoas com diabetes mellitus

Pneumopatias crônicas graves: indivíduos com pneumopatias graves, incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos, internação prévia por crise asmática)

Hipertensão Arterial Resistente (HAR): quando a pressão arterial (PA) permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou PA controlada em uso de quatro ou mais fármacos anti-hipertensivos

Hipertensão arterial estágio 3: pressão arterial sistólica igual ou superior a 180 mmHg e/ou diastólica igual ou maior a 110 mmHg, independentemente da presença de lesão em órgão-alvo (LOA) ou comorbidade

Hipertensão arterial estágios 1 e 2: com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade. Pressão arterial sistólica entre 140 e 179 mmHg e/ou diastólica entre 90 e 109 mmHg na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade

Insuficiência cardíaca (IC): insuficiência com fração de ejeção reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D, independente de classe funcional da New York Heart Association

Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar: cor-pulmonale crônico, hipertensão pulmonar primária ou secundária

Cardiopatia hipertensiva: hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo

Síndromes coronarianas: síndromes coronarianas crônicas, como Angina Pectoris estável, cardiopatia isquêmica, pós-Infarto Agudo do Miocárdio, entre outras

Valvopatias: lesões valvares com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou com comprometimento miocárdico (estenose ou insuficiência aórtica; estenose ou insuficiência mitral; estenose ou insuficiência pulmonar; estenose ou insuficiência tricúspide, entre outras)

Miocardiopatias e Pericardiopatias: miocardiopatias de quaisquer etiologias ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática

Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas: aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos

Arritmias cardíacas: arritmias cardíacas com importância clínica e/ou cardiopatia associada (fibrilação e flutter atriais, entre outras)

Cardiopatias congênitas no adulto: cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, crises hipoxêmicas, insuficiência cardíaca, arritmias, comprometimento miocárdico

Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados: portadores de próteses valvares biológicas ou mecânicas; e dispositivos cardíacos implantados (marca-passos, cardio desfibriladores, ressincronizadores, assistência circulatória de média e longa permanência)

Doença cerebrovascular: acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular

Doença renal crônica: doença renal crônica estágio 3 ou mais (taxa de filtração glomerular < 60 ml/min/1,73 m2) e/ou síndrome nefrótica

Imunossuprimidos: indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticóide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos 6 meses; neoplasias hematológicas

Hemoglobinopatias graves: doença falciforme e talassemia maior

Obesidade mórbida: índice de massa corpórea (IMC) igual ou superior a 40

Síndrome de Down: trissomia do cromossomo 21

Cirrose hepática: Child-Pugh (escore de classificação) A, B ou C.

Para obter informações e esclarecer dúvidas sobre a Covid-19 e a vacinação, a população pode entrar em contato com a Secretaria Municipal da Saúde pelo 0800 647 0156 e o WhatsApp (51) 3425-7623 – ZAP Saúde Canoas.

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Saúde

Canoas reforça atendimento do SAMU com a entrega de três novas motolâncias

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Canoas reforça atendimento do SAMU com a entrega de três novas motolâncias

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Canoas passou a contar com três novas motolâncias. Os veículos, do modelo Honda NX 500, foram entregues pela Prefeitura nesta sexta-feira, 30, e adquiridos com recursos próprios do município.

As motocicletas serão utilizadas principalmente em ocorrências que exigem atendimento rápido, como paradas cardiorrespiratórias e acidentes de trânsito. Por terem maior facilidade de deslocamento em meio ao tráfego, as motolâncias podem chegar ao local da ocorrência antes das ambulâncias e iniciar os primeiros procedimentos de socorro.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os novos veículos ampliam a estrutura de atendimento do serviço e oferecem melhores condições de trabalho às equipes responsáveis pelas operações.

Durante a entrega, o prefeito Airton Souza destacou a importância da rapidez no atendimento às situações de emergência e afirmou que o investimento busca fortalecer a rede municipal de saúde.

A secretária municipal de Saúde, Ana Boll, também ressaltou que as motocicletas podem facilitar o acesso a locais de difícil deslocamento e contribuir para uma resposta mais rápida das equipes.

Equipamentos permitem primeiros socorros

As motolâncias são conduzidas por técnicos de enfermagem capacitados e contam com equipamentos utilizados nos primeiros atendimentos, como desfibrilador externo automático, materiais para aferição de sinais vitais, imobilização, controle de hemorragias e realização de acesso venoso.

A estrutura permite que os profissionais iniciem os procedimentos necessários enquanto aguardam a chegada da ambulância, que poderá dar continuidade ao atendimento e realizar o transporte do paciente, quando necessário.

O técnico de enfermagem e condutor de motolância Everton Pereira Anelo, que atua no SAMU desde 2008, destacou a importância da renovação dos veículos e dos equipamentos para a rotina dos profissionais. Com experiência tanto no atendimento em ambulâncias quanto em motocicletas, ele considera que melhores condições de trabalho contribuem para a prestação do serviço à comunidade.

Serviço funciona desde 2010 em Canoas

O sistema de motolâncias está presente em Canoas desde 2010. Com a incorporação das três novas motocicletas, o município renova parte da estrutura utilizada pelas equipes de atendimento pré-hospitalar.

A iniciativa busca ampliar a capacidade de resposta do SAMU, especialmente em situações nas quais o tempo de chegada dos socorristas pode ser decisivo para o atendimento e a preservação da vida.

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Saúde

Dia Mundial do AVC: saiba identificar os sinais de alerta e quando buscar ajuda imediata

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Nesta quinta-feira, 29, é celebrado o Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC), data que chama a atenção para a importância de reconhecer os sintomas e buscar atendimento médico imediato. A rapidez no diagnóstico e no tratamento é fundamental para reduzir o risco de sequelas permanentes e mortes.

Entre os principais sinais de AVC estão alterações na fala, perda de força ou dormência em um dos lados do corpo e assimetria no rosto. Tontura súbita, perda de equilíbrio, alterações visuais e dificuldade para caminhar também podem indicar a ocorrência da doença.

No Rio Grande do Sul, foram registradas 7.306 mortes por AVC em 2024, segundo dados preliminares do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, divulgados em outubro de 2025.

Para a neurologista Tiemi Thais Tomonaga, o diagnóstico tardio pode comprometer as possibilidades de tratamento. “O diagnóstico tardio pode reduzir as possibilidades de tratamento adequado e aumentar o risco de sequelas permanentes, como alterações motoras, visuais e de equilíbrio, incapacidade funcional e até morte”, afirma.

Em Santa Catarina, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou 2.404 atendimentos por AVC entre janeiro e setembro de 2025, conforme balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde. Nas Unidades de Suporte Avançado, a doença representou 24,5% dos atendimentos por causas neurológicas no período.

Já no Paraná, um levantamento com dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), do Ministério da Saúde, contabilizou 15.478 internações por AVC em 2024.

Sintomas exigem atenção imediata

Segundo Tiemi, os sintomas mais comuns incluem perda de força ou dormência de um lado do corpo, assimetria no rosto e alterações na fala, como dificuldade para pronunciar palavras ou nomear objetos. Mesmo quando os sinais são discretos ou desaparecem espontaneamente, é necessário procurar avaliação médica.

A neurologista alerta que nem todos os casos apresentam os sintomas mais conhecidos. Tontura súbita, perda de equilíbrio, alterações visuais e dificuldade para caminhar também podem indicar um AVC.

“Esses sintomas podem ser confundidos com labirintite, cansaço ou problemas musculares, atrasando o diagnóstico. O principal sinal de alerta é o início súbito de um sintoma neurológico novo, mesmo que seja discreto ou desapareça espontaneamente”, destaca.

Frio pode aumentar os riscos

As baixas temperaturas também são um ponto de atenção, especialmente na Região Sul. De acordo com a especialista, estudos internacionais sugerem uma associação entre temperaturas extremas e o aumento da ocorrência e da mortalidade por AVC, principalmente em pessoas acima de 65 anos.

No AVC isquêmico, causado pela obstrução de um vaso sanguíneo, a associação com o frio aparece de forma mais consistente. A relação ainda não está totalmente esclarecida, mas pode envolver a contração dos vasos e a elevação da pressão arterial.

“Este risco é, portanto, mais relevante em pessoas com hipertensão, diabetes, arritmia cardíaca, tabagismo ou doença vascular prévia”, explica.

Prevenção começa antes da terceira idade

A prevenção deve fazer parte da rotina em todas as estações do ano. Entre os principais fatores de risco estão hipertensão, diabetes, tabagismo, sobrepeso, obesidade e sedentarismo.

A prática de atividades físicas, evitar o cigarro e o consumo de álcool e manter acompanhamento médico para identificar e tratar doenças crônicas estão entre as medidas recomendadas pela neurologista, inclusive para pessoas mais jovens.

O que fazer diante de uma suspeita de AVC

Ao identificar possíveis sinais de AVC, a orientação é ligar imediatamente para o Samu, pelo telefone 192, e informar os sintomas observados.

A neurologista recomenda anotar o horário em que as manifestações começaram. Caso a pessoa acorde com alterações, é importante registrar quando foi vista bem pela última vez. Enquanto aguarda a equipe de emergência, não se deve oferecer alimentos, líquidos ou medicamentos por conta própria.

“Na neurologia, existe uma premissa fundamental: ‘tempo é cérebro’”, ressalta a médica.

No AVC isquêmico, a interrupção da circulação compromete o fornecimento de oxigênio e nutrientes ao tecido cerebral.

“Quanto mais tempo o cérebro permanece sem circulação adequada, maior pode ser a área em sofrimento e maiores as chances de sequelas permanentes”, conclui.

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Saúde

Unidade de Saúde Santo Operário fecha a partir desta quinta-feira em Canoas; veja onde buscar atendimento

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A Unidade de Saúde Santo Operário, localizada no bairro Harmonia, em Canoas, ficará temporariamente fechada a partir desta quinta-feira, 29, para a realização de obras no prédio. O atendimento será suspenso durante todo o período de execução dos serviços.

Durante o fechamento, os moradores poderão procurar atendimento nas unidades de saúde Natal, Cerne, Harmonia, Mathias Velho e União.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, os usuários serão acolhidos nessas unidades conforme a organização dos serviços. A pasta informa que as equipes seguem trabalhando para reduzir os transtornos à população e manter a continuidade da assistência durante as obras.

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