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31/10/2026
 

Saúde

Idosa morre no HU e família descobre uma semana depois

Redação

Publicado

em

Por Simone Dutra

Um vídeo repassado em grupos de whatsapp e demais plataformas digitais, nesta quarta-feira, 10, mostra a revolta de um cidadão que afirma que família só soube do falecimento de uma parente quase uma semana após o óbito. O homem que fala é Marcelo Oliveira, advogado canoense e neto de Iracema da Silva Souza.

Procurado por nossa reportagem, Marcelo disse que a avó deu entrada no domingo, 1º de janeiro, após piora do quadro pulmonar, pré- avaliado na clínica de repouso onde residia. A equipe da intuição geriátrica, então, a levou à UPA Boqueirão, mas Iracema não teria conseguido atendimento, o que fez com que seguissem à UPA Rio Branco, onde permaneceu por algumas horas antes do encaminhamento e internação no Hospital Universitário de Canoas.

De acordo com Oliveira, diante do quadro, foi realizado o teste de Covid na avó e que ela foi internada na ala Covid contra a vontade e insistência da família, que só teve acesso ao resultado no dia 10 de março, junto com o atestado de óbito.

“No domingo passado (7 de março), a pedido da Assistente Social Maristela, eu e minha irmã  fomos até o hospital levar fraldas, produtos de higiene pessoal e toalha de banho… Eu gostaria de saber quem recebeu esses insumos, já que ela estava morta!”, desabafa Marcelo no vídeo divulgado em frente à unidade de saúde.

Descoberta da morte

Após três dias sem retorno sobre o estado de saúde de Dona Iracema, a própria filha telefonou para o hospital, que noticiou de “forma fria”, segundo relatou Marcelo, que “Iracema já havia morrido há uma semana”.

Confusão de documentos

Era quase 21hs desta quarta-feira quando falei por telefone novamente com Marcelo, que tentava resolver problemas na documentação do óbito de Iracema, que estava indevidamente preenchido (e à caneta), pois não havia horário e dados necessários. De acordo com o advogado, a médica que atestou o óbito relatou a ele que não conhecia a paciente e que havia acabado de pegar o plantão quando assinou o documento, portanto, não tinha como estar correto. “A falta de competência dos profissionais é absurda, e a falta de humanidade, de condolência com quem está perdendo um ente querido… Entendo a dificuldade que os profissionais da saúde estão passando neste momento, mas nada justifica”, enfatizou.


Nota do HU

O Timoneiro entrou em contato com a assessoria de comunicação do Hospital, que enviou uma nota oficial, que segue abaixo:

“Referente ao caso relatado pelo senhor Marcelo Oliveira, por meio de suas redes sociais na tarde desta quarta-feira, 10, o Hospital Universitário de Canoas (HU) reconhece e lamenta profundamente o ocorrido, destacando que está apurando todos os procedimentos realizados em relação à paciente, para esclarecer o episódio injustificável.

Contudo, salienta que o óbito ocorreu no domingo, 7, às 20h05. E, ainda, que a familiar deu entrada no HU no dia 1º de fevereiro com síndrome respiratória, sendo submetida ao teste para detectar a presença do coronavírus no mesmo dia.

O resultado deu positivo para a Covid-19, sabendo-se que são necessárias 72h, após o contágio, para que o exame acuse o positivo. Se feito em prazo menor, pode apresentar um “falso negativo”. Ou seja, a paciente já entrou na instituição com a doença.

As equipes trabalham balizadas em protocolos, dentre os quais, há a determinação de que os familiares sejam chamados ao hospital, a fim de tomarem conhecimento sobre o falecimento do paciente. Diante da manifestação do senhor Marcelo Oliveira –  que conversou com a direção no fim da tarde de quarta-feira – o HU reconhece que o atraso de dois dias e a forma da comunicação do óbito se deram fora dos seus padrões habituais, fatos, como já referido, sob apuração.

O Hospital Universitário reforça sua solidariedade à família, e destaca todo o esforço, empenho e trabalho dos seus profissionais, que, há um ano, estão lutando contra esse inimigo, o Coronavírus.

Fátima Farias – Diretora Assistencial – Hospital Universitário”


Erros continuam sendo apontados

Sobre a nota, a família se manifestou novamente, afirmando que as informações estão equivocadas quanto às datas citadas.

 

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Saúde

Canoas reforça atendimento do SAMU com a entrega de três novas motolâncias

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Canoas reforça atendimento do SAMU com a entrega de três novas motolâncias

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Canoas passou a contar com três novas motolâncias. Os veículos, do modelo Honda NX 500, foram entregues pela Prefeitura nesta sexta-feira, 30, e adquiridos com recursos próprios do município.

As motocicletas serão utilizadas principalmente em ocorrências que exigem atendimento rápido, como paradas cardiorrespiratórias e acidentes de trânsito. Por terem maior facilidade de deslocamento em meio ao tráfego, as motolâncias podem chegar ao local da ocorrência antes das ambulâncias e iniciar os primeiros procedimentos de socorro.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os novos veículos ampliam a estrutura de atendimento do serviço e oferecem melhores condições de trabalho às equipes responsáveis pelas operações.

Durante a entrega, o prefeito Airton Souza destacou a importância da rapidez no atendimento às situações de emergência e afirmou que o investimento busca fortalecer a rede municipal de saúde.

A secretária municipal de Saúde, Ana Boll, também ressaltou que as motocicletas podem facilitar o acesso a locais de difícil deslocamento e contribuir para uma resposta mais rápida das equipes.

Equipamentos permitem primeiros socorros

As motolâncias são conduzidas por técnicos de enfermagem capacitados e contam com equipamentos utilizados nos primeiros atendimentos, como desfibrilador externo automático, materiais para aferição de sinais vitais, imobilização, controle de hemorragias e realização de acesso venoso.

A estrutura permite que os profissionais iniciem os procedimentos necessários enquanto aguardam a chegada da ambulância, que poderá dar continuidade ao atendimento e realizar o transporte do paciente, quando necessário.

O técnico de enfermagem e condutor de motolância Everton Pereira Anelo, que atua no SAMU desde 2008, destacou a importância da renovação dos veículos e dos equipamentos para a rotina dos profissionais. Com experiência tanto no atendimento em ambulâncias quanto em motocicletas, ele considera que melhores condições de trabalho contribuem para a prestação do serviço à comunidade.

Serviço funciona desde 2010 em Canoas

O sistema de motolâncias está presente em Canoas desde 2010. Com a incorporação das três novas motocicletas, o município renova parte da estrutura utilizada pelas equipes de atendimento pré-hospitalar.

A iniciativa busca ampliar a capacidade de resposta do SAMU, especialmente em situações nas quais o tempo de chegada dos socorristas pode ser decisivo para o atendimento e a preservação da vida.

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Saúde

Dia Mundial do AVC: saiba identificar os sinais de alerta e quando buscar ajuda imediata

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Nesta quinta-feira, 29, é celebrado o Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC), data que chama a atenção para a importância de reconhecer os sintomas e buscar atendimento médico imediato. A rapidez no diagnóstico e no tratamento é fundamental para reduzir o risco de sequelas permanentes e mortes.

Entre os principais sinais de AVC estão alterações na fala, perda de força ou dormência em um dos lados do corpo e assimetria no rosto. Tontura súbita, perda de equilíbrio, alterações visuais e dificuldade para caminhar também podem indicar a ocorrência da doença.

No Rio Grande do Sul, foram registradas 7.306 mortes por AVC em 2024, segundo dados preliminares do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, divulgados em outubro de 2025.

Para a neurologista Tiemi Thais Tomonaga, o diagnóstico tardio pode comprometer as possibilidades de tratamento. “O diagnóstico tardio pode reduzir as possibilidades de tratamento adequado e aumentar o risco de sequelas permanentes, como alterações motoras, visuais e de equilíbrio, incapacidade funcional e até morte”, afirma.

Em Santa Catarina, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou 2.404 atendimentos por AVC entre janeiro e setembro de 2025, conforme balanço divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde. Nas Unidades de Suporte Avançado, a doença representou 24,5% dos atendimentos por causas neurológicas no período.

Já no Paraná, um levantamento com dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), do Ministério da Saúde, contabilizou 15.478 internações por AVC em 2024.

Sintomas exigem atenção imediata

Segundo Tiemi, os sintomas mais comuns incluem perda de força ou dormência de um lado do corpo, assimetria no rosto e alterações na fala, como dificuldade para pronunciar palavras ou nomear objetos. Mesmo quando os sinais são discretos ou desaparecem espontaneamente, é necessário procurar avaliação médica.

A neurologista alerta que nem todos os casos apresentam os sintomas mais conhecidos. Tontura súbita, perda de equilíbrio, alterações visuais e dificuldade para caminhar também podem indicar um AVC.

“Esses sintomas podem ser confundidos com labirintite, cansaço ou problemas musculares, atrasando o diagnóstico. O principal sinal de alerta é o início súbito de um sintoma neurológico novo, mesmo que seja discreto ou desapareça espontaneamente”, destaca.

Frio pode aumentar os riscos

As baixas temperaturas também são um ponto de atenção, especialmente na Região Sul. De acordo com a especialista, estudos internacionais sugerem uma associação entre temperaturas extremas e o aumento da ocorrência e da mortalidade por AVC, principalmente em pessoas acima de 65 anos.

No AVC isquêmico, causado pela obstrução de um vaso sanguíneo, a associação com o frio aparece de forma mais consistente. A relação ainda não está totalmente esclarecida, mas pode envolver a contração dos vasos e a elevação da pressão arterial.

“Este risco é, portanto, mais relevante em pessoas com hipertensão, diabetes, arritmia cardíaca, tabagismo ou doença vascular prévia”, explica.

Prevenção começa antes da terceira idade

A prevenção deve fazer parte da rotina em todas as estações do ano. Entre os principais fatores de risco estão hipertensão, diabetes, tabagismo, sobrepeso, obesidade e sedentarismo.

A prática de atividades físicas, evitar o cigarro e o consumo de álcool e manter acompanhamento médico para identificar e tratar doenças crônicas estão entre as medidas recomendadas pela neurologista, inclusive para pessoas mais jovens.

O que fazer diante de uma suspeita de AVC

Ao identificar possíveis sinais de AVC, a orientação é ligar imediatamente para o Samu, pelo telefone 192, e informar os sintomas observados.

A neurologista recomenda anotar o horário em que as manifestações começaram. Caso a pessoa acorde com alterações, é importante registrar quando foi vista bem pela última vez. Enquanto aguarda a equipe de emergência, não se deve oferecer alimentos, líquidos ou medicamentos por conta própria.

“Na neurologia, existe uma premissa fundamental: ‘tempo é cérebro’”, ressalta a médica.

No AVC isquêmico, a interrupção da circulação compromete o fornecimento de oxigênio e nutrientes ao tecido cerebral.

“Quanto mais tempo o cérebro permanece sem circulação adequada, maior pode ser a área em sofrimento e maiores as chances de sequelas permanentes”, conclui.

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Saúde

Unidade de Saúde Santo Operário fecha a partir desta quinta-feira em Canoas; veja onde buscar atendimento

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A Unidade de Saúde Santo Operário, localizada no bairro Harmonia, em Canoas, ficará temporariamente fechada a partir desta quinta-feira, 29, para a realização de obras no prédio. O atendimento será suspenso durante todo o período de execução dos serviços.

Durante o fechamento, os moradores poderão procurar atendimento nas unidades de saúde Natal, Cerne, Harmonia, Mathias Velho e União.

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, os usuários serão acolhidos nessas unidades conforme a organização dos serviços. A pasta informa que as equipes seguem trabalhando para reduzir os transtornos à população e manter a continuidade da assistência durante as obras.

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