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31/07/2026
 

Saúde

Idosa morre no HU e família descobre uma semana depois

Redação

Publicado

em

Por Simone Dutra

Um vídeo repassado em grupos de whatsapp e demais plataformas digitais, nesta quarta-feira, 10, mostra a revolta de um cidadão que afirma que família só soube do falecimento de uma parente quase uma semana após o óbito. O homem que fala é Marcelo Oliveira, advogado canoense e neto de Iracema da Silva Souza.

Procurado por nossa reportagem, Marcelo disse que a avó deu entrada no domingo, 1º de janeiro, após piora do quadro pulmonar, pré- avaliado na clínica de repouso onde residia. A equipe da intuição geriátrica, então, a levou à UPA Boqueirão, mas Iracema não teria conseguido atendimento, o que fez com que seguissem à UPA Rio Branco, onde permaneceu por algumas horas antes do encaminhamento e internação no Hospital Universitário de Canoas.

De acordo com Oliveira, diante do quadro, foi realizado o teste de Covid na avó e que ela foi internada na ala Covid contra a vontade e insistência da família, que só teve acesso ao resultado no dia 10 de março, junto com o atestado de óbito.

“No domingo passado (7 de março), a pedido da Assistente Social Maristela, eu e minha irmã  fomos até o hospital levar fraldas, produtos de higiene pessoal e toalha de banho… Eu gostaria de saber quem recebeu esses insumos, já que ela estava morta!”, desabafa Marcelo no vídeo divulgado em frente à unidade de saúde.

Descoberta da morte

Após três dias sem retorno sobre o estado de saúde de Dona Iracema, a própria filha telefonou para o hospital, que noticiou de “forma fria”, segundo relatou Marcelo, que “Iracema já havia morrido há uma semana”.

Confusão de documentos

Era quase 21hs desta quarta-feira quando falei por telefone novamente com Marcelo, que tentava resolver problemas na documentação do óbito de Iracema, que estava indevidamente preenchido (e à caneta), pois não havia horário e dados necessários. De acordo com o advogado, a médica que atestou o óbito relatou a ele que não conhecia a paciente e que havia acabado de pegar o plantão quando assinou o documento, portanto, não tinha como estar correto. “A falta de competência dos profissionais é absurda, e a falta de humanidade, de condolência com quem está perdendo um ente querido… Entendo a dificuldade que os profissionais da saúde estão passando neste momento, mas nada justifica”, enfatizou.


Nota do HU

O Timoneiro entrou em contato com a assessoria de comunicação do Hospital, que enviou uma nota oficial, que segue abaixo:

“Referente ao caso relatado pelo senhor Marcelo Oliveira, por meio de suas redes sociais na tarde desta quarta-feira, 10, o Hospital Universitário de Canoas (HU) reconhece e lamenta profundamente o ocorrido, destacando que está apurando todos os procedimentos realizados em relação à paciente, para esclarecer o episódio injustificável.

Contudo, salienta que o óbito ocorreu no domingo, 7, às 20h05. E, ainda, que a familiar deu entrada no HU no dia 1º de fevereiro com síndrome respiratória, sendo submetida ao teste para detectar a presença do coronavírus no mesmo dia.

O resultado deu positivo para a Covid-19, sabendo-se que são necessárias 72h, após o contágio, para que o exame acuse o positivo. Se feito em prazo menor, pode apresentar um “falso negativo”. Ou seja, a paciente já entrou na instituição com a doença.

As equipes trabalham balizadas em protocolos, dentre os quais, há a determinação de que os familiares sejam chamados ao hospital, a fim de tomarem conhecimento sobre o falecimento do paciente. Diante da manifestação do senhor Marcelo Oliveira –  que conversou com a direção no fim da tarde de quarta-feira – o HU reconhece que o atraso de dois dias e a forma da comunicação do óbito se deram fora dos seus padrões habituais, fatos, como já referido, sob apuração.

O Hospital Universitário reforça sua solidariedade à família, e destaca todo o esforço, empenho e trabalho dos seus profissionais, que, há um ano, estão lutando contra esse inimigo, o Coronavírus.

Fátima Farias – Diretora Assistencial – Hospital Universitário”


Erros continuam sendo apontados

Sobre a nota, a família se manifestou novamente, afirmando que as informações estão equivocadas quanto às datas citadas.

 

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Saúde

Anvisa determina recolhimento de lote do medicamento Paramol 750 mg após indícios de contaminação por fungo

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Paramol — Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a suspensão da distribuição, comercialização e uso do lote 114053 do medicamento Paramol 750 mg, embalagem com 200 comprimidos, fabricado pela empresa Belfar Ltda. A medida foi publicada por meio da Resolução nº 2.948/2026, divulgada na quinta-feira, 30.

Segundo a Anvisa, foram identificados comprimidos com sujidade no lote, com aparência sugestiva de contaminação por bolor, conhecido popularmente como mofo. Em razão da irregularidade, todas as unidades do lote serão recolhidas.

O Paramol 750 mg é indicado para o tratamento de febre e para o alívio de dores leves a moderadas.

A orientação da Anvisa é que consumidores que possuam medicamentos do lote 114053 interrompam imediatamente o uso e procurem orientação médica ou um farmacêutico para a substituição do produto.

Informações sobre ressarcimento podem ser obtidas junto ao Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da fabricante.

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Saúde

Obras alteram atendimentos odontológicos e vacinação em duas UBSs de Canoas

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A Secretaria Municipal de Saúde de Canoas informou que, a partir de segunda-feira, 27, os atendimentos odontológicos e de vacinação das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Praça América e Cerne serão realizados em outros locais devido às obras de melhoria nas unidades. As mudanças são temporárias e permanecem até a conclusão dos serviços.

Os pacientes da UBS Praça América que precisarem de atendimento odontológico deverão procurar a UBS Mathias Velho, na Avenida Rio Grande do Sul, 1.615. Já os usuários da UBS Cerne serão atendidos na UBS União, localizada na Rua São Borja, 595.

Durante o período das obras, a vacinação poderá ser realizada em qualquer unidade básica de saúde do município, conforme a preferência do usuário ou na unidade mais próxima de sua residência.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, as intervenções nas duas UBSs exigem a transferência temporária desses serviços para garantir a continuidade dos atendimentos à população.

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Saúde

UBS Olaria recebe ação de conscientização sobre violência contra a mulher em Canoas

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A Unidade Básica de Saúde (UBS) Olaria recebeu, nesta sexta-feira, 24, uma ação de conscientização sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. A atividade foi promovida pela Secretaria Municipal da Mulher, Cidadania e Inclusão e integrou a programação do Dia 25 Laranja, campanha mensal voltada à prevenção e ao combate à violência de gênero.

A atividade contou com a participação da secretária municipal da Mulher, Cidadania e Inclusão, Maria Beatris Conter Arruda, e da diretora da Mulher, Sara Amaral Ávila. Durante a programação, foi realizada uma roda de conversa com servidores da unidade de saúde, abordando os diferentes tipos de violência contra a mulher, os serviços de acolhimento e os canais de denúncia disponíveis no município.

Segundo a Secretaria Municipal da Mulher, Cidadania e Inclusão, a ação também teve como objetivo orientar os profissionais da rede pública sobre a identificação de casos de violência e o encaminhamento das vítimas aos serviços especializados.

O Dia 25 Laranja é realizado mensalmente em Canoas e inclui ações educativas, distribuição de materiais informativos e divulgação dos canais de denúncia e da rede de proteção às mulheres.

“Levar palestras sobre feminicídio às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) é uma estratégia fundamental de prevenção, acolhimento e proteção às mulheres. As UBSs são, muitas vezes, a principal porta de entrada da população aos serviços públicos, e é nesse espaço que inúmeras mulheres em situação de violência procuram atendimento por dores, ansiedade, depressão, lesões ou outros problemas de saúde, sem conseguir revelar a verdadeira causa do seu sofrimento”, afirmou a secretária Maria Beatris Conter Arruda.

“Ao promover palestras aos profissionais de saúde sobre o tema, levamos a informação para quem será o primeiro contato desta vítima, esclarecendo o que caracteriza a violência e como identificar os sinais de um relacionamento abusivo, quais são os fatores de risco para o feminicídio e onde buscar ajuda, todos os locais e telefones dos atendimentos de toda nossa rede. A informação salva vidas, rompe o silêncio e fortalece a rede de proteção”, completou.

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