Saúde
Próximo de completar um ano de pandemia, situação agrava em Canoas

No dia 20 de março de 2020, a Prefeitura de Canoas confirmou os primeiros casos de infecção pelo novo coronavírus. Após a chegada da Covid-19, a cidade intensificou os cuidados, decretando o fechamento dos serviços públicos, privados, comércio, escolas, shoppings, academias e demais atividades não essenciais. Algumas retomaram um mês depois e outras gradativamente com a melhora da situação. Quase um ano após, a cidade enfrenta uma nova onda do coronavírus.
A procura por serviços médicos e de urgência está em crescente nos últimos dias. Em determinado momento desta semana, a ocupação dos leitos hospitalares atingiu 100%. A Prefeitura orientou que a população redobre os cuidados de prevenção ao coronavírus.
Fila de espera por leitos
Segundo informações da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), pacientes com suspeita da doença estão sendo encaminhados a alas não-Covid. Além disso, já existem pessoas aguardando em fila de espera por leitos.
A orientação é para que os canoenses procurem as unidades básicas de saúde, UPAs e hospitais apenas em casos de real necessidade, como sintomas de Covid ou outros problemas de saúde, para evitar pressionar ainda mais esses serviços. A SMS recomenda que a população saia de casa somente para atividades essenciais e evite aglomerações. Além disso, o uso de máscara, higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel e distanciamento interpessoal são cuidados fundamentais.
Durante transmissão ao vivo nas redes sociais da Prefeitura, na noite desta terça-feira, 23, o prefeito Jairo Jorge enfatizou que o município enfrentará nos próximos dias o pior momento da pandemia desde o seu início, em março do ano passado. “Não é momento de pânico, mas de preocupação. É hora de agirmos, hora de união”, declarou. O prefeito fez um apelo, ainda, para que os canoenses respeitem o horário da suspensão geral de atividades, das 20h às 5h, determinado pelo governo estadual.
Abertura de leitos de UTI Covid-19
Na última segunda-feira, 22, começaram a funcionar em Canoas, 20 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados, exclusivamente, à internação de pacientes graves da Covid-19. Os leitos foram abertos no Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG). No total, são 94 leitos de terapia intensiva dedicados ao tratamento de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na rede SUS.
As enfermarias Covid-19 também foram ampliadas. No final de semana, ocorreu a abertura de 16 novos leitos – 10 no Hospital Universitário (HU) e seis no HNSG e na última quarta-feira, 24, 20 leitos de enfermaria Covid-19 começaram a funcionar no Hospital Universitário (HU).
Com esse acréscimo, o município passa a contar com 119 leitos clínicos exclusivos para atendimento de pacientes com Covid-19. Até o final do mês, outros 45 serão abertos no Hospital Nossa Senhora das Graças.
Contratações de profissionais da saúde
A Prefeitura enviou à Câmara de Vereadores projeto de lei que autoriza a contratação emergencial de 300 técnicos de enfermagem, que atuarão na linha de frente da Covid-19 e reforçarão a campanha de vacinação no município.
Locais de atendimento Covid-19
Desde domingo, 21, Canoas conta com um reforço no atendimento de casos suspeitos da doença. O Plantão Covid funcionará sempre aos sábados e domingos, das 8h às 20h, em quatro unidades básicas de saúde, localizadas nos bairros Guajuviras, Mathias Velho, Niterói e Rio Branco. Foram realizados no último final de semana 337 atendimentos médicos, 504 de enfermagem e 198 testes rápidos e RT-PCR.
Estruturas para triagem
Para agilizar a triagem dos pacientes que procuram as unidades de pronto atendimento, a Prefeitura de Canoas organiza a montagem de estruturas junto a esses locais. A medida busca garantir a segurança dos usuários e evitar a disseminação do coronavírus, diante da intensa procura de casos com suspeita de Covid-19, o que deve se intensificar ainda mais nos próximos dias. O prefeito anunciou que buscará o apoio da Defesa Civil e das Forças Armadas para viabilizar a montagem dessas estruturas.
Tanque de oxigênio é instalado
Na última terça-feira, 23, a Prefeitura de Canoas instalou um tanque de oxigênio na UPA Boqueirão, com capacidade de 3 mil litros.
De acordo com o governo municipal, esta é uma medida preventiva diante o quadro de disseminação do coronavírus no Estado, e para que ninguém fique sem atendimento.
Saúde
Anvisa interdita lote de água mineral Vitoriosa após identificação de coliformes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar do lote 110426L5 da água mineral natural sem gás da marca Vitoriosa, fabricada pela GEPF Agro Indústria Ltda. A medida entrou em vigor nesta quarta-feira, 2, data da publicação da resolução.
A decisão foi tomada após uma análise microbiológica identificar a presença de coliformes totais em uma amostra de 250 mililitros do produto. O exame foi realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, no Rio de Janeiro.
A interdição tem caráter cautelar e impede a comercialização do lote durante a vigência da medida. O lote afetado tem validade até 11 de abril de 2027.
O que são coliformes?
Coliformes totais são um grupo de bactérias utilizado como indicador das condições sanitárias de alimentos e da água. A presença desses microrganismos pode indicar falhas relacionadas à higiene, ao processamento ou ao armazenamento.
A detecção de coliformes totais, no entanto, não significa necessariamente a presença de bactérias de origem fecal ou de microrganismos causadores de doenças. Para identificar o tipo de contaminação, são necessários testes específicos.
Na resolução que determinou a interdição, a Anvisa não informa a identificação de outras bactérias na amostra nem relata casos de pessoas que tenham apresentado problemas de saúde após o consumo do produto.
O que diz a empresa
Em nota, a GEPF Agro Indústria Ltda. afirma que segue os padrões de qualidade e higiene previstos na legislação sanitária e que realiza análises físico-químicas e microbiológicas diárias dos lotes produzidos.
Segundo a empresa, amostras do lote foram coletadas pela Vigilância Sanitária em 4 de maio de 2026. A análise fiscal inicial teria apontado resultado insatisfatório para coliformes totais. A GEPF afirma, porém, que os testes relacionados à rotulagem, aos parâmetros físico-químicos e aos microrganismos E. coli, enterococos e P. aeruginosa apresentaram resultados satisfatórios.
A empresa também informa que recolheu e reteve preventivamente o lote remanescente no mercado. De acordo com a GEPF, uma perícia de contraprova foi realizada em 27 de julho e apresentou resultado satisfatório para coliformes totais.
A fabricante contesta ainda aspectos do procedimento laboratorial utilizado na análise inicial e afirma ter identificado condições que, segundo sua avaliação, poderiam favorecer a contaminação cruzada das amostras.
O processo administrativo segue em andamento. Uma nova análise, chamada de prova testemunha, está prevista para 8 de setembro de 2026.
A GEPF afirma que seus produtos atendem às normas sanitárias e que adotará as medidas administrativas e judiciais que considerar cabíveis.
Saúde
Santa Catarina confirma primeira morte por Febre do Nilo Ocidental

Santa Catarina registrou a primeira morte por Febre do Nilo Ocidental desde o início dos registros da doença no estado. A confirmação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) na tarde de segunda-feira, 24. A vítima é uma mulher de 77 anos, que morreu no dia 8 de agosto, em Imbituba, no Sul catarinense.
O caso integra os dois primeiros registros da doença em Santa Catarina. O outro paciente é um homem de 56 anos, morador de Caçador, no Oeste do estado, que apresentou a infecção, mas se recuperou e já recebeu alta. As informações foram confirmadas pelo superintendente de Vigilância em Saúde, Fábio Gaudenzi.
A Febre do Nilo Ocidental é provocada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos ou muriçocas. Segundo a Secretaria da Saúde, a evolução para óbito é considerada rara.
Os dois pacientes catarinenses apresentaram sintomas neurológicos. Os casos permanecem sob investigação epidemiológica para identificar os possíveis locais onde ocorreu a infecção e compreender melhor a circulação do vírus e sua relação com os quadros clínicos registrados.
No Brasil, em 2026, o Ministério da Saúde contabiliza quatro casos confirmados da doença, além de um caso considerado provável. São dois registros em Santa Catarina, dois em São Paulo e um caso provável no Piauí.
Quais são os sintomas?
A infecção pelo vírus do Nilo Ocidental pode não provocar sintomas. Quando há manifestações, elas variam de quadros leves, com febre e mal-estar, até formas graves que atingem o sistema nervoso central ou periférico.
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20% das pessoas infectadas apresentam algum sinal da doença. Entre os sintomas mais comuns da forma leve estão:
- Febre aguda, geralmente de início repentino;
- Mal-estar;
- Falta de apetite;
- Náusea;
- Vômito;
- Dor nos olhos;
- Dor de cabeça;
- Dor muscular;
- Manchas avermelhadas na pele;
- Aumento dos gânglios, conhecido como íngua.
A forma grave é considerada rara. Aproximadamente uma em cada 150 pessoas infectadas pode desenvolver manifestações neurológicas severas, como meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.
A orientação das autoridades de saúde é procurar atendimento médico diante de febre acompanhada de sinais neurológicos, como confusão mental, alterações no nível de consciência, fraqueza ou outros sintomas semelhantes. Também é importante informar ao profissional de saúde sobre eventual exposição a mosquitos.
O diagnóstico pode ser realizado por meio de exame de sangue, preferencialmente feito o quanto antes após o surgimento dos sintomas.
Como ocorre a transmissão?
Algumas espécies de aves silvestres são consideradas hospedeiras naturais do vírus. Além dos seres humanos, mamíferos como cavalos e primatas também podem contrair a infecção após serem picados por mosquitos infectados.
A Secretaria de Estado da Saúde ressalta que a Febre do Nilo Ocidental não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra. Também não ocorre transmissão direta de aves para seres humanos.
Existe tratamento?
Até o momento, não há vacina disponível no Brasil nem medicamento antiviral específico contra a Febre do Nilo Ocidental. O atendimento é voltado ao controle dos sintomas e à manutenção das condições clínicas do paciente.
Nos casos que exigem internação, podem ser adotadas medidas como repouso, hidratação e reposição de líquidos. Quando há comprometimento do sistema nervoso central, o paciente pode precisar de cuidados em unidade de terapia intensiva (UTI), com acompanhamento para reduzir complicações e o risco de morte.
O tratamento de suporte pode incluir hidratação intravenosa, auxílio respiratório e medidas para evitar infecções secundárias.
Como evitar a doença?
Como não há vacina recomendada no Brasil para prevenir a Febre do Nilo Ocidental, a principal estratégia é reduzir o contato com os mosquitos transmissores e eliminar possíveis criadouros.
Entre as recomendações do Ministério da Saúde estão:
- Utilizar repelente;
- Evitar áreas com presença de mosquitos, principalmente nos períodos de amanhecer e entardecer;
- Instalar telas em portas e janelas;
- Eliminar água parada;
- Evitar locais com condições precárias de saneamento;
- Não jogar lixo em valas, valetas ou nas margens de córregos, rios e riachos;
- Evitar o contato ou manuseio de animais encontrados mortos.
Saúde
Dia D de Multivacinação aplica 2,5 mil doses em Canoas

Canoas aplicou 2.564 doses de vacinas durante o Dia D de Multivacinação, realizado no último sábado, 22, nas unidades de saúde que estiveram abertas no município. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
A mobilização teve como público prioritário crianças e adolescentes menores de 15 anos. Adultos também puderam atualizar a caderneta de vacinação durante a ação.
O Dia D integra a Campanha Nacional de Multivacinação, que segue até 1º de setembro. As doses disponíveis são as previstas no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Na Unidade de Saúde Harmonia, o casal de empresários Cristiano Neto, 36 anos, e Luísa Parreira, 23, aproveitou o sábado para atualizar a caderneta de vacinação do filho Vicente, de 1 ano e 8 meses. Para Cristiano, a ação facilita o acesso das famílias que têm uma rotina de trabalho intensa durante a semana.
“É uma ótima oportunidade para os pais que trabalham a semana toda e que aproveitam o sábado para vacinar seus filhos. A vacina é uma importante proteção para as crianças”, destaca.
A diretora da Atenção Básica da SMS, Ionara Diniz, reforça que a população ainda pode aproveitar o período da campanha para verificar a situação vacinal e colocar as doses em dia.
“A população ainda pode procurar sua unidade de saúde e levar a caderneta de vacinação para conferir se há alguma dose em atraso e manter as vacinas em dia. A vacinação é uma importante forma de prevenção e cuidado com a saúde, protegendo as pessoas e toda a comunidade. A campanha continua. Vacinar é cuidar e prevenir”, frisa.

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