Busato responde seu sucessor sobre herança financeira da Prefeitura

Na última terça-feira, 12, durante transmissão nas redes sociais, o prefeito de Canoas, Jairo Jorge, anunciou que herdou um déficit financeiro no total de R$ 281,4 milhões, segundo um levantamento realizado pela Secretária Municipal da Fazenda. De acordo com os dados da pasta, o saldo em caixa é de R$ 72,9 milhões, mas o passivo a ser quitado chega a R$ 354,3 milhões. O ex-prefeito Luiz Carlos Busato se pronunciou, através de nota, sobre a herança financeira deixada por ele.

O que diz o ex-prefeito Busato

Segundo Busato, ele encerrou sua gestão com as dívidas de curto prazo pagas, vencimentos de dezembro antecipados, o décimo terceiro salário de servidores quitado de forma integral, boa parte das indenizações pagas e um saldo superior a R$ 90 milhões no caixa do município. Os dados são da Secretaria da Fazenda do dia 30 de dezembro. Conforme Busato, sua gestão entregou o Município muito melhor de quando recebeu em 2017.

Ainda de acordo com a nota publicada, Busato herdou uma dívida de mais de R$ 170 milhões para pagamento imediato, referente a repasses para hospitais que estavam em atraso e pagamento de fornecedores que também estavam atrasados. De acordo com o ex-prefeito, não deixou nenhum fornecedor em atraso e deixou os repasses aos hospitais em dia.

Busato diz que falta transparência do atual prefeito ao não deixar claro que grande parte das dívidas atuais foram contraídas nos oito anos de Jairo Jorge à frente da prefeitura. “O empréstimo de R$ 272 milhões para implantação de apenas 4,7 km de aeromóvel e o empréstimo de alto risco, em 2013, junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), no valor de 50 milhões de dólares. O alto risco se deve ao fato que as parcelas deste empréstimo começaram a ser pagas a partir de 2018, com a moeda norte-americana alcançando cotações históricas”, trecho da nota publicada.

Já sobre o déficit orçamentário, Busato diz que deixou em patamar melhor do que herdou. O ex-prefeito também destaca que quitou as licenças-prêmio de servidores referentes ao período de 2013 a 2016 que estavam atrasadas e que, por esse motivo, não conseguiu avançar no pagamento nas licenças-prêmio referentes ao período de 2017 a 2020.

 

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