Saúde
Canoas já tem mapeados mais de 2 mil idosos para vacina contra coronavírus

Em pouco mais de uma semana de trabalho na ação para evitar o crescimento dos casos de coronavírus, mais de 1.200 idosos foram visitados pelas equipes de saúde da Secretaria Municipal da Saúde. A medida também se estende aos asilos ou casas de repouso da cidade, que também farão parte da estratégia, e está mapeando os endereços de idosos que têm doenças que aumentam a gravidade da doença.
Os profissionais fazem um diagnóstico dos pacientes, observando a presença de fatores de risco, como comorbidade e contato contínuo com pessoas que não estão em isolamento. Durante as visitas, os idosos que apresentam sintomas recebem o teste rápido e encaminhamento para a realização de exame de PCR.
Ainda sem previsão de chegada, a vacina contra o coronavírus será o primeiro passo para a erradicação da doença. Por se tratar de um insumo novo e muito disputado no mercado, quando aprovada, a vacina será aplicada inicialmente nos grupos de risco, como idosos que têm doenças que ampliam o risco de complicação do coronavírus. Como essa ação irá mapear todos os canoenses com mais de 60 anos que se enquadram no grupo prioritário, quando a imunização estiver disponível a Secretaria da Saúde já irá saber quem deve ser vacinado. Com isso, o processo de imunização na cidade será acelerado.
Para o secretário de Saúde de Canoas, Fernando Ritter a medida, além de proteger a vida dos idosos, também servirá para frear um possível aumento do número de infecções, como tem se observado em outros países. “Com essa política, esperamos, além de, é claro, proteger a vida de muitas pessoas, evitar a necessidade de restringir a circulação de pessoas e o fechamento de comércios novamente. Com o controle de casos, testagem em massa e o monitoramento amplo dos grupos de risco, os profissionais de Vigilância Epidemiológica terão condições de tomar iniciativas que protejam a cidade de uma nova onda, seguindo as recomendações dos organismos internacionais de saúde pública” afirma.
Covid-19
Os coronavírus são uma grande família de vírus comuns em muitas espécies diferentes de animais, incluindo camelos, gado, gatos e morcegos. Raramente, os coronavírus que infectam animais podem infectar pessoas, como exemplo do MERS-CoV e SARS-CoV. Recentemente, em dezembro de 2019, houve a transmissão de um novo coronavírus (SARS-CoV-2), o qual foi identificado em Wuhan na China e causou a covid-19, sendo em seguida disseminada e transmitida pessoa a pessoa.
A covid-19 é uma doença causada pelo coronavírus, denominado SARS-CoV-2, que apresenta um espectro clínico variando de infecções assintomáticas a quadros graves. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a maioria (cerca de 80%) dos pacientes com covid-19 podem ser assintomáticos ou oligossintomáticos (poucos sintomas), e aproximadamente 5% podem necessitar de suporte ventilatório.
Saúde
UBS Olaria recebe ação de conscientização sobre violência contra a mulher em Canoas

A Unidade Básica de Saúde (UBS) Olaria recebeu, nesta sexta-feira, 24, uma ação de conscientização sobre o enfrentamento à violência contra a mulher. A atividade foi promovida pela Secretaria Municipal da Mulher, Cidadania e Inclusão e integrou a programação do Dia 25 Laranja, campanha mensal voltada à prevenção e ao combate à violência de gênero.
A atividade contou com a participação da secretária municipal da Mulher, Cidadania e Inclusão, Maria Beatris Conter Arruda, e da diretora da Mulher, Sara Amaral Ávila. Durante a programação, foi realizada uma roda de conversa com servidores da unidade de saúde, abordando os diferentes tipos de violência contra a mulher, os serviços de acolhimento e os canais de denúncia disponíveis no município.
Segundo a Secretaria Municipal da Mulher, Cidadania e Inclusão, a ação também teve como objetivo orientar os profissionais da rede pública sobre a identificação de casos de violência e o encaminhamento das vítimas aos serviços especializados.
O Dia 25 Laranja é realizado mensalmente em Canoas e inclui ações educativas, distribuição de materiais informativos e divulgação dos canais de denúncia e da rede de proteção às mulheres.
“Levar palestras sobre feminicídio às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) é uma estratégia fundamental de prevenção, acolhimento e proteção às mulheres. As UBSs são, muitas vezes, a principal porta de entrada da população aos serviços públicos, e é nesse espaço que inúmeras mulheres em situação de violência procuram atendimento por dores, ansiedade, depressão, lesões ou outros problemas de saúde, sem conseguir revelar a verdadeira causa do seu sofrimento”, afirmou a secretária Maria Beatris Conter Arruda.
“Ao promover palestras aos profissionais de saúde sobre o tema, levamos a informação para quem será o primeiro contato desta vítima, esclarecendo o que caracteriza a violência e como identificar os sinais de um relacionamento abusivo, quais são os fatores de risco para o feminicídio e onde buscar ajuda, todos os locais e telefones dos atendimentos de toda nossa rede. A informação salva vidas, rompe o silêncio e fortalece a rede de proteção”, completou.
Saúde
Hospital Universitário de Canoas realiza mutirão do Teste da Orelhinha neste final de semana
O Hospital Universitário de Canoas (HU) realiza neste sábado, 25, e domingo, 26 um mutirão do Teste da Orelhinha, exame que integra a Triagem Auditiva Neonatal e busca identificar possíveis alterações auditivas em recém-nascidos.
Segundo o hospital, a ação tem previsão de atender cerca de 600 bebês que aguardam pelo procedimento. Os atendimentos serão realizados no Ambulatório do HU, com famílias previamente agendadas, a partir das 8h.
O Teste da Orelhinha é um exame rápido e indolor, realizado geralmente enquanto o bebê está dormindo ou relaxado. A avaliação permite identificar alterações auditivas nos primeiros meses de vida, possibilitando o encaminhamento para acompanhamento e tratamento quando necessário.
De acordo com a superintendente hospitalar da Associação Saúde em Movimento (ASM), empresa responsável pela gestão do HU, Tatiani Pacheco, uma equipe de fonoaudiólogos foi mobilizada para realizar os atendimentos durante o mutirão.
“O Teste da Orelhinha é um exame simples, feito em poucos minutos enquanto o bebê dorme ou relaxa, mas que faz uma diferença enorme para o resto da vida da criança. Com esse mutirão, estamos mobilizando uma equipe de especialistas fonoaudiólogos para atender com agilidade e carinho 600 crianças que aguardavam pelo procedimento”, afirmou.
Para realizar o exame, os responsáveis devem apresentar a certidão de nascimento ou documento do bebê, documento de identificação do responsável e o cartão do SUS.
O hospital informou ainda que crianças que não participarem desta etapa, seja por impossibilidade de comparecimento ou por terem ultrapassado a idade indicada para o teste, terão novos horários agendados com a equipe de fonoaudiólogos para continuidade da avaliação e dos encaminhamentos necessários.
Saúde
Temporais no RS: saiba como conservar insulina e outros medicamentos durante a falta de energia

As pessoas com diabetes que utilizam insulina e pacientes que fazem uso de outros medicamentos que precisam de refrigeração devem redobrar a atenção durante os temporais que atingem o Rio Grande do Sul. As interrupções no fornecimento de energia elétrica podem comprometer a conservação desses medicamentos e reduzir sua eficácia.
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul (SES), pacientes que utilizam medicamentos termolábeis, aqueles que necessitam ser mantidos sob refrigeração, devem acompanhar as previsões meteorológicas e os alertas da Defesa Civil Estadual. A exposição ao calor ou a temperaturas inadequadas pode comprometer o tratamento e representar riscos à saúde.
No caso das insulinas que já estão em uso, a orientação é que elas podem permanecer por até 30 dias sem refrigeração. Para os demais medicamentos termolábeis, não existe uma regra única, pois o tempo e a forma de conservação variam conforme o produto. As recomendações específicas devem ser consultadas na bula e na embalagem.
Como medida preventiva, a Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul (SES)recomenda que os usuários mantenham em casa uma bolsa ou caixa térmica com gelo previamente congelado para ajudar a conservar os medicamentos nos primeiros momentos após uma queda de energia. O medicamento não deve ficar em contato direto com o gelo para evitar danos por congelamento.
Caso não seja possível utilizar uma caixa térmica, a orientação é manter a geladeira fechada pelo maior tempo possível, preservando a temperatura interna.
A Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul (SES)informou ainda que orientou as equipes da Atenção Primária à Saúde a identificar usuários que utilizam medicamentos termolábeis e prestar orientações sobre o armazenamento adequado. Em situações de dificuldade para manter os medicamentos na temperatura indicada, a população deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBSs) mais próxima. Conforme a pasta, quando necessário, a estrutura dessas unidades poderá ser utilizada para auxiliar na conservação dos medicamentos.
Recomendações gerais para armazenamento de medicamentos termolábeis
Evitar deixar os medicamentos expostos ao calor, à luz solar direta ou em locais muito quentes;
Não congelar medicamentos, exceto quando houver orientação específica do fabricante ou de um profissional de saúde;
Em caso de falta de energia elétrica, os medicamentos que precisam de refrigeração podem ser mantidos temporariamente em uma bolsa ou caixa térmica com gelo ou gelo reutilizável, desde que a temperatura seja monitorada e o medicamento não fique em contato direto com o gelo. Essa medida é indicada apenas por um período limitado. Se a interrupção de energia se prolongar por vários dias, procure o serviço de saúde que forneceu o medicamento para receber orientações;
Em caso de dúvidas sobre a conservação do produto, também é possível entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) do fabricante, informação que costuma constar na embalagem e na bula.
Orientações para armazenamento de insulinas humanas NPH e Regular
Frascos ou refis (carpules) ainda fechados:
Manter sob refrigeração, entre 2°C e 8°C.
Armazenar na geladeira, em locais onde não haja risco de congelamento;
Caso a insulina congele, não a utilizar mais.
Frascos ou refis em uso:
Após abertos, podem ser mantidos em temperatura ambiente por até 30 dias, conforme orientação para uso (essa prática torna a aplicação mais confortável ao paciente).
Em caso de falta de energia elétrica
As insulinas fechadas devem ser colocadas em bolsa ou caixa térmica com gelo ou gelo reutilizável;
Evite o contato direto da insulina com o gelo para prevenir o congelamento do medicamento.
Transporte da insulina
Frascos ou refis que já estão em uso não precisam ser transportados sob refrigeração. No entanto, devem ser protegidos do calor excessivo e da exposição direta ao sol.

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