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16/10/2026
 

Geral

Filha dá adeus a mãe em carta e conta quem foi Elenir Rattay Pinzon

Redação

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“Diante da grande responsabilidade de escrever uma homenagem póstuma para minha preciosa e amada mãe Elenir Rattay Pinzon, inicio lembrando da letra da sua música preferida: “Felicidade foi se embora/ E a saudade no meu peito ainda mora”, que traduz bem o momento em que estou vivendo. Creio que este é o texto mais difícil que já escrevi na vida. Posso certamente afirmar que minha querida na vida realmente foi Grande.

Apesar de ter passado uma infância muito humilde e sofrida no interior do RS, veio para Porto Alegre, com apenas 14 anos, trazendo na bagagem pouco estudo, (4ª série do ensino fundamental), alguns trocados doados pela Paróquia Católica do Município de Soledade, e muitos sonhos e disposição para trabalhar, ficou viúva aos 23 anos, e criado uma filha sozinha, enfrentando toda sorte de preconceitos e dificuldades exacerbados na época (década de 70); conseguiu vencer a todas as dificuldades e formou-se em Direito pela Universidade Ritter dos Reis, se tornando uma advogada competente e atuante, sempre na defesa dos mais humildes.

Foi uma jovem guerreira que importando-se com a triste realidade dos menos favorecidos, em especial aqueles não possuíam teto, decidiu participar da política municipal, desejando uma vida digna e oportunidades melhores para todos, foi apoiadora da comunidade e integrou a equipe de defesa dos direitos de posse da ocupação do Conjunto Habitacional Guajuviras, tendo sido candidata a vereadora nos pleitos de 1988 e 1992, obtendo para a época expressiva votação, porém, infelizmente não logrando índice necessário para ocupar uma cadeira no legislativo municipal. O que lhe causou alguma decepção à época.

Ela seguiu em frente sua missão como advogada, tendo auxiliado muitas comunidades a obter regularizações de suas moradias, sendo que, atuou na defesa das comunidades do Guajuviras e também na comunidade da 7 (sete) de Outubro, onde foi uma das fundadoras da associação dos moradores, auxiliando e organizando àquela comunidade na defesa dos seus direitos e na regularização das terras ocupadas, obtendo o feliz resultado do direito dos moradores permanecerem com suas casas até hoje.

Muita Gratidão! Por tudo que fizeste por mim. E por teres trilhado comigo até agora esta caminhada. Eu te amo. Sempre vou te amar! Minha princesa, minha musa, minha preciosa…

Amor e Gratidão eterna, da tua filha enlutada,  Daniela dos Santos Viana Da Cunha”.

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Policial

PM suspeito de matar ex-mulher e os pais dela no RS deverá passar por avaliação psicológica

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MPRS denuncia policial militar por homicídio, duplo feminicídio e desaparecimento de família Aguiar

O policial militar Cristiano Domingues Francisco, suspeito de envolvimento nas mortes da ex-mulher, Silvana de Aguiar, e dos pais dela, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, deverá passar por uma avaliação psicológica no âmbito de um processo administrativo da Brigada Militar. O procedimento pode influenciar a continuidade do Conselho de Disciplina que pode resultar na exclusão dele da corporação.

A avaliação será realizada pela Junta Policial-Militar de Saúde e deverá analisar as condições psicológicas do policial, incluindo sua capacidade de compreender as infrações administrativas atribuídas a ele e de responder ao procedimento disciplinar.

O exame estava previsto para setembro, mas foi adiado.

Processo pode resultar em expulsão

Cristiano responde a um Conselho de Disciplina instaurado pela Brigada Militar. O procedimento administrativo apura a conduta do policial e poderá resultar na exclusão dele da instituição.

O militar está afastado das funções policiais, mas segue recebendo vencimentos e vantagens, conforme as regras aplicáveis ao caso. A avaliação psicológica integra o andamento do processo administrativo e não representa, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade criminal do investigado.

Família está desaparecida desde janeiro

Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, desapareceram em Cachoeirinha nos dias 24 e 25 de janeiro de 2026. Até a publicação da reportagem, os três não haviam sido encontrados.

Cristiano, ex-marido de Silvana, é acusado de envolvimento no caso e responde a processo criminal por crimes que incluem feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa e falsidade ideológica, entre outras imputações.

Milena Ruppenthal Domingues, companheira de Cristiano, e Wagner Domingues Francisco, irmão dele, também foram denunciados pelo Ministério Público por suposta participação nos crimes investigados.

As acusações ainda dependem de julgamento, e os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

Defesas contestam acusações

As defesas dos investigados questionam aspectos da investigação e apontam divergências relacionadas às provas, aos depoimentos e à cronologia apresentada pela acusação. Também afirmam aguardar a conclusão de laudos e perícias.

A avaliação psicológica de Cristiano faz parte do procedimento administrativo da Brigada Militar e não substitui o processo criminal, que apura a responsabilidade dos envolvidos no desaparecimento da família Aguiar.

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Policial

Polícia investiga suspeita de xenofobia contra juiz sergipano em restaurante de Porto Alegre

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Foto: Amepe/Divulgação

A Polícia Civil investiga uma suspeita de ataque xenofóbico contra um juiz natural de Aracaju, em Sergipe, durante uma visita a um restaurante em Porto Alegre. O caso teria ocorrido no bairro Praia de Belas e envolve relatos de ofensas relacionadas à origem nordestina do magistrado.

Segundo o relato do juiz Francisco Tojal, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o episódio começou quando ele pediu informações sobre o prato à la minuta, tradicional no Rio Grande do Sul. Ao demonstrar que não conhecia a refeição pelo nome, ele teria sido alvo de comentários debochados e xingamentos feitos por um homem que estava em uma mesa próxima.

Conforme o magistrado, as ofensas teriam sido motivadas por seu sotaque e sua origem regional. O homem também teria feito referências políticas durante a discussão.

Investigação policial

A ocorrência foi registrada em 8 de outubro. A Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância solicitou as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, além da identificação do suspeito e de duas testemunhas.

Até a publicação das informações, o restaurante ainda não havia respondido à solicitação, e o suspeito não havia se manifestado à polícia nem apresentado advogado.

Juiz estava em Porto Alegre para palestra

Francisco Tojal estava na Capital gaúcha para ministrar uma palestra sobre violência de gênero na infância e na adolescência.

O caso é investigado como uma possível prática de discriminação por origem regional. A apuração busca esclarecer as circunstâncias do episódio e identificar os envolvidos.

Atos de discriminação contra pessoas em razão de sua origem regional podem ser enquadrados na legislação antirracismo, conforme as circunstâncias do caso.

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Policial

Pastor de 53 anos é morto a tiros dentro de igreja em São Leopoldo

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Foto: Arquivo/Pessoal

Um pastor de 53 anos foi morto a tiros dentro de uma igreja na noite de segunda-feira, 12, em São Leopoldo, no Vale do Sinos. O crime ocorreu na Igreja Esperança em Jesus Cristo, localizada na Rua Eva Moreira dos Santos, na comunidade Santa Marta, bairro Arroio da Manteiga.

A vítima foi identificada como Cláudio Roberto da Silva. Ele teria sido abordado nas proximidades de casa e levado até a igreja por dois homens encapuzados.

No local, os suspeitos efetuaram disparos contra o pastor e fugiram em seguida. Cláudio foi atingido no tórax e morreu no local.

Polícia investiga o homicídio

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Leopoldo. Até a publicação das informações, os suspeitos não haviam sido identificados e ninguém havia sido preso.

A investigação busca esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis pela morte do pastor.

Velório e sepultamento

O velório de Cláudio estava previsto para terça-feira, 13, a partir das 20h. O sepultamento foi marcado para quarta-feira, 14, às 10h, no Cemitério da Feitoria, em São Leopoldo.

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