Política
Eleições 2020: Saiba o que os candidatos postaram em suas redes

Grande parte das campanhas dos candidatos ao cargo de prefeito de Canoas na última semana foi realizada pela internet, como não poderia deixar de ser em tempos de pandemia. Os postulantes ao cargo também usaram as redes sociais para dar maior visibilidade às ações realizadas nas ruas, onde realizaram carreatas e passeatas pela cidade.
Busato (PTB) – Valorização da Educação Infantil
Nas postagens da semana, as redes de Busato apresentaram o acompanhamento da agenda do candidato à reeleição, que visitou diversas partes da cidade, se misturando ao povo em várias destas imagens. O candidato também postou um vídeo no qual reafirmou seu compromisso com a valorização da Educação Infantil e mostrou uma escola que foi totalmente reformada e revitalizada no seu governo.
Camilo Bórnia (Novo) – Apoio de Marcel Van Hatten
Nesta semana um dos destaques da campanha de Bórnia que tomaram suas redes sociais, foram as informações sobre a visita de Marcel Van Hatten à cidade, em apoio à candidatura de seu colega de partido. Além disso, o Novo fez ações em diversos bairros, nas quais o candidato, seus apoiadores e candidatos a vereador do seu partido conversaram com a população a respeito das demandas dos canoenses.
Capitão Nascimento (PSC) – Explicação do modelo de campanha
Durante esta semana o candidato Capitão Nascimento usou suas redes sociais como peça central de sua campanha, especialmente no que diz respeito a divulgar o que ele e seu partido defendem sobre financiamento de campanha. Nascimento publicou um vídeo, no qual explica que a diferença de sua candidatura é ser modesta em termos de investimento e afirma que este é o modelo que considera adequado.
César Augusto (Republicanos) – Nova vice na chapa
Nesta semana, César Augusto seguiu sua agenda de caminhadas junto à comunidade em vários pontos de Canoas. Além disso, teve fim a dúvida de quem seria sua candidata a vice-prefeita na sua chapa, depois da saída de Carolina Lompa. A escolhida foi a Professora Raquel, que antes seria candidata a vereadora pelo Republicanos, e que agora passa a integrar a chapa do partido na majoritária.
Ernani Daniel (Progressistas) – Luto e agradecimento pelo apoio
Na última semana, o candidato Ernani Daniel perdeu sua esposa, Nelma Daniel, que assim como ele lutava contra a covid-19. Enquanto Ernani conseguiu se curar, Nelma infelizmente veio a falecer, o que fez com que o candidato se afastasse da campanha por vários dias. No fim da semana, Ernani postou em suas redes uma mensagem de agradecimento a todos que o apoiaram neste momento tão difícil para ele.
Jairo Jorge (PSD) – Caminhadas com apoiadores
O candidato Jairo Jorge continua percorrendo a cidade em caminhadas acompanhado por seus colegas de partido e candidatos a vereador. Assim como nas semanas anteriores, as redes sociais do candidato foram abastecidas com imagens destes momentos. Além disso, Jairo Jorge voltou a postar um vídeo no qual indicou um seriado para que seus apoiadores assistissem durante o último final de semana.
Nelsinho Metalúrgico (PT) – Ampliação do número de creches
Em suas manifestações nas redes sociais nesta semana, Nelsinho continuou sua estratégia de postar imagens de suas caminhadas e visitas ao povo canoense. Em uma publicação, o candidato reforçou seu compromisso de lutar pelo aumento do número de creches na cidade, uma bandeira que ele defende há muitos anos, e que, de acordo com ele, ainda precisa de mais ampliações para atender o povo.
Pablo Henrique (Psol) – Oposição à volta às aulas estaduais
Durante a semana, o candidato Pablo Henrique alternou em suas redes sociais postagens sobre a sua campanha, nas quais publicou fotos ao lado de quem concorre a vereador pelo seu partido, e outras sobre a volta às aulas na rede estadual. Pablo tem se posicionado contra o retorno nas instituições de ensino geridas pelo Estado, por acreditar que elas não estão adequadas na pandemia.
Simone Sabin (PRTB) – Valorização de apoiadores
Em suas manifestações nas redes sociais, a candidata Simone Sabin voltou a reforçar a sua ligação com políticos do cenário estadual e nacional. Sempre citando sua relação estreita com o bolsonarismo e seus simpatizantes, Simone recebeu deputados em um de seus vídeos e voltou a se posicionar contrária ao tipo de governo protagonizados pelos partidos que se identificam como de esquerda.
Política
Justiça cassa prefeita e vice de Cachoeirinha, mas ambos seguem nos cargos até decisão do TRE

A cassação dos mandatos da prefeita eleita de Cachoeirinha, Jussara Caçapava (Avante), e do vice-prefeito Luis Carlos Azevedo da Rosa, o Mano (PL), não terá efeito imediato. A decisão foi emitida no sábado (16) pela Justiça Eleitoral, mas a dupla permanece no comando do Executivo municipal até que o caso seja analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS).
Segundo o TRE, a análise do recurso não deve ocorrer antes de setembro, devido aos prazos legais e ao trâmite processual. Caso a cassação seja confirmada pela Corte, uma nova eleição suplementar poderá ser convocada para definir os ocupantes da prefeitura até 31 de dezembro de 2028.
A defesa de Jussara e Mano informou que tentará reverter a decisão ainda em primeira instância. Se necessário, também recorrerá ao TRE e, posteriormente, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A decisão foi assinada pela juíza eleitoral Suelen Caetano de Oliveira, que entendeu haver abuso de poder político durante a campanha eleitoral suplementar realizada em abril deste ano.
A ação foi movida por Cláudia Azevedo (PV), que disputou a eleição como vice na chapa do PT. A representação apontou irregularidades em dois vídeos publicados nas redes sociais da campanha vencedora.
Em um dos vídeos, Jussara aparece ao lado de servidores públicos uniformizados, utilizando a identificação “Jussara prefeita interina”. Em outro, ela surge em uma retroescavadeira durante uma obra pública. Para a magistrada, as imagens caracterizam o uso de bens e agentes públicos em benefício eleitoral, prática proibida pela legislação.
A juíza também destacou que o contexto da recuperação de Cachoeirinha após as enchentes de 2024 agravou a situação. As gravações mostravam ações de desassoreamento do Arroio Passinhos e limpeza de áreas atingidas pela cheia do Rio Gravataí.
“A exploração da imagem pessoal da prefeita interina, associando-a diretamente a essas intervenções tão sensíveis, transcende a propaganda política e tangencia a exploração da tragédia humana para a obtenção de dividendos eleitorais. Em um contexto de normalidade, a divulgação de tais obras poderia ser vista como legítima prestação de contas. No pós-catástrofe, tal conduta adquire um contorno de reprovabilidade qualitativamente superior”, afirmou a juíza na decisão.
Além da cassação dos diplomas, a Justiça Eleitoral determinou multa de R$ 15 mil para Jussara e Mano. A prefeita eleita também foi declarada inelegível por oito anos.
“Recebemos a decisão de forma satisfatória. Sentimos aqui o processo eleitoral de maneira muito conturbada, era nítido o abuso de poder. Além da denúncia formal à Justiça, também fizemos pelas redes. A decisão é justa e esperamos que se confirme”, destacou Cláudia, que disse ser cedo para falar se vai concorrer novamente ou não em caso de nova eleição suplementar.
Política
Nova cassação marca crise política em Cachoeirinha após juíza eleitoral cassar mandatos de Jussara e Mano

A juíza eleitoral Suelen Caetano de Oliveira determinou na tarde de sábado, 16, a cassação dos diplomas da prefeita eleita de Cachoeirinha, Jussara Caçapava (Avante), e do vice-prefeito Luis Carlos Azevedo da Rosa, o Mano (PL). A magistrada apontou abuso de poder político durante a campanha do pleito suplementar realizado neste ano.
A ação analisou vídeos divulgados nas redes sociais dos candidatos. Em uma das publicações, Jussara aparece ao lado de servidores públicos uniformizados com a marca d’água “Jussara prefeita interina”. Em outro vídeo, ela surge em uma retroescavadeira durante uma obra pública. Segundo a juíza Suelen Caetano de Oliveira, houve uso indevido de bens e agentes públicos para promoção eleitoral, prática proibida pela legislação.
Na decisão, a magistrada também destacou que a situação é agravada pelo contexto enfrentado pelo município após as enchentes de 2024. Os vídeos mostravam ações de desassoreamento do Arroio Passinhos e limpeza de áreas atingidas pelas cheias do Rio Gravataí.
“A exploração da imagem pessoal da prefeita interina, associando-a diretamente a essas intervenções tão sensíveis, transcende a propaganda política e tangencia a exploração da tragédia humana para a obtenção de dividendos eleitorais”, afirmou a juíza no despacho.
Além da cassação dos diplomas, a decisão prevê multa de R$ 15 mil e a inelegibilidade de Jussara por oito anos. Ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Caso a decisão seja confirmada em definitivo, Cachoeirinha deverá passar por uma nova eleição suplementar para definir prefeito e vice até 2028.
Jussara Caçapava venceu a eleição suplementar realizada em abril deste ano com 43,3% dos votos válidos. Claudine Silveira (PP) ficou em segundo lugar com 42,3%.
Em nota enviada à imprensa, a defesa da chapa afirmou ter recebido a decisão “com surpresa”, alegando que os vídeos questionados são anteriores ao processo eleitoral. Os advogados informaram que irão recorrer da decisão nas instâncias superiores e lamentaram a instabilidade política no município.
Política
Lei sancionada por Lula aumenta penas para furto, roubo e golpes virtuais no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou com vetos a lei que aumenta as penas para crimes como furto, roubo, estelionato, receptação e latrocínio. A nova legislação também inclui mudanças em crimes virtuais, como golpes pela internet, fraudes bancárias e furtos de celular e de animais domésticos.
A Lei 15.397, de 2026, foi publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira, 4, e tem origem em projeto do deputado Kim Kataguiri. O texto passou pelo Senado em março e voltou à Câmara antes da sanção presidencial.
Furto
A pena geral para furto sobe de um a quatro anos para um a seis anos de prisão. Se o crime ocorrer durante a noite, a punição pode aumentar pela metade.
A nova lei também aumenta as penas para furtos considerados mais graves, como:
- furto de celulares, computadores, notebooks e tablets;
- veículos levados para outro estado ou para o exterior;
- armas de fogo;
- explosivos;
- animais de produção e animais domésticos;
- fios, cabos e equipamentos de energia, telefonia e internet.
- Nesses casos, a pena pode chegar a dez anos de prisão.
Também houve aumento na punição para golpes virtuais realizados por meio de fraude eletrônica. A pena passa de quatro a oito anos para quatro a dez anos de prisão.
Roubo
A pena base para roubo aumenta de quatro a dez anos para seis a dez anos de prisão.
Quando o crime envolver celulares, computadores, tablets ou arma de fogo, a pena pode ser ampliada.
No caso do latrocínio, que é o roubo seguido de morte da vítima, a pena sobe de 20 a 30 anos para 24 a 30 anos de prisão.
Receptação
A receptação acontece quando uma pessoa compra, vende ou recebe um produto de origem criminosa, como objetos roubados.
Com a nova lei, a pena sobe de um a quatro anos para dois a seis anos de prisão.
Quando envolver animais de produção, carne ou animais domésticos, a punição pode chegar a oito anos.
Fios de telefone e telecomunicações
A lei também aumenta as penas para crimes que interrompam serviços de telefonia, internet e telecomunicações.
A punição passa de detenção de um a três anos para reclusão de dois a quatro anos.
Se o crime ocorrer durante calamidade pública ou envolver destruição de equipamentos de telecomunicação, a pena poderá ser dobrada.
Estelionato e golpes digitais
No crime de estelionato, a nova lei cria a tipificação da chamada “conta laranja”, usada quando uma pessoa empresta a própria conta bancária para movimentação de dinheiro de origem criminosa.
Também passa a existir o crime específico de estelionato por fraude eletrônica, incluindo golpes com clonagem de celulares, computadores e outros dispositivos.
Nestes casos, a pena pode variar de quatro a oito anos de prisão.
Outra mudança permite que o Ministério Público inicie ação penal por estelionato sem depender de autorização da vítima.
Veto presidencial
O presidente Lula vetou o trecho que aumentava a pena para roubo com violência e lesão grave.
Segundo a justificativa do governo, a proposta faria com que a pena mínima desse crime fosse maior do que a prevista para homicídio qualificado.
O veto ainda será analisado pelo Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar a decisão presidencial.

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