Saúde
Máscaras, fiscalização, aulas e futebol: esclareça dúvidas sobre o distanciamento controlado

O novo modelo de Distanciamento Controlado está em vigor desde a 0h desta segunda-feira,11, em todo o Rio Grande do Sul. Os decretos nº 55.240 (que oficializa a nova política) e nº 55.241 (que determina a aplicação das medidas) estão publicados, mas muitas pessoas ainda ficaram com dúvidas sobre as novas regras.
Na transmissão diária pela internet desta segunda-feira, o governador Eduardo Leite e o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, focaram em responder às principais questões, como a obrigatoriedade do uso de máscaras, a forma de fiscalização, a retomada das aulas e dos treinamentos de clubes de futebol, entre outras. (Veja perguntas e respostas logo abaixo.)
“Antes de esclarecer alguns pontos, quero, mais vez, reiterar o apelo para que a nossa população nos ajude a implementar e conduzir esse modelo, que prevê a possibilidade de retomar algum nível de atividade, de acordo com o risco, atuando no local, no momento e na proporção adequada”, ressaltou Leite.
Baseado na segmentação regional e setorial, o distanciamento controlado prevê quatro níveis de restrições, representados por bandeiras nas cores amarela, laranja, vermelha e preta, que variam conforme a propagação da doença e a capacidade do sistema de saúde em cada uma das 20 regiões e em cada um dos 12 grupos de atividades econômicas definidos.
“Usamos as melhores armas para conter o vírus: ciência, método e diálogo. Mas são as pessoas que vão transformar a abstração do modelo em comportamentos e resultados concretos”, acrescentou o governador, pontuando que foi criado um Comitê Técnico de Especialistas que ajudará a manter um fluxo permanente de análise sobre as regras.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
● Como será feita a fiscalização?
A fiscalização é feita pelos municípios, através das autoridades locais e de órgãos de vigilância sanitária, com o apoio do Estado. A participação da população, com denúncias de situações de irregularidade, será fundamental para que se garanta o cumprimento das medidas. O Código Penal prevê como crime o descumprimento de medida sanitária preventiva à propagação de doenças contagiosas.
● O uso de máscaras é obrigatório?
Sim. A medida se torna obrigatória no Rio Grande do Sul, em ambientes fechados e abertos. Isso se dá para a proteção de todos – a pessoa pode estar assintomática e, mesmo assim, estar transmitindo o vírus. A máscara cria uma barreira física para que qualquer tosse, espirro ou mesmo saliva expelida ao falar não contamine outras pessoas e objetos, reduzindo a possibilidade de propagação.
● Quando as aulas poderão ser retomadas?
O Executivo está discutindo protocolos para a retomada das aulas com segurança. Até o momento, os protocolos que deverão ser seguidos pela Educação ainda não estão fechados. Por enquanto, as aulas seguem suspensas, tanto para a rede pública como para a rede privada. Embora jovens e crianças não façam parte do grupo de risco, a atividade de ensino pressupõe a reunião de um grande grupo de pessoas, tornando os ambientes mais favoráveis à transmissão.
● Como fica a situação dos treinos dos clubes de futebol? (Resposta abaixo foi ampliada às 17h)
Todos os clubes de futebol, inclusive a dupla Gre-Nal, assim como de outras modalidades, devem respeitar o protocolo determinado para a bandeira vigente na região em que estiverem localizados. Ao consultar o site do Distanciamento Controlado, basta procurar a cidade e escolher o setor “Serviços”. Os times fazem parte do tipo “Artes, Cultura, Esportes e Lazer” e subtipo “Clubes sociais, esportivos e similares”. Dessa forma, se a bandeira vigente for amarela, os clubes podem funcionar com 25% dos trabalhadores, prestando serviço de atendimento exclusivo a atletas profissionais, sem público, e atendimento individualizado para atletas amadores. No caso de bandeira laranja, o atendimento só poderá ser efetuado de forma individualizada. Nessas duas bandeiras, deve-se respeitar os protocolos gerais, como uso de máscaras e EPIs (equipamentos de proteção individual), afastamento de casos suspeitos e grupos de risco, entre outros. Se for vermelha ou preta, não poderão abrir.
● Quais são as regras para o transporte coletivo municipal?
Depende da bandeira vigente. No caso da amarela e da laranja: transporte coletivo rodoviário de passageiros (municipal e metropolitano) só pode trafegar com até 60% da capacidade total do veículo; transporte terrestre de passageiros (intermunicipal) com 75% dos assentos (assento compartilhado exclusivo para coabitantes – pessoas que moram na mesma casa) e transporte terrestre de passageiros (interestadual) com no máximo 50% dos assentos. Nas bandeiras vermelha e preta, o transporte coletivo rodoviário de passageiros (municipal e metropolitano), o transporte terrestre de passageiros (intermunicipal) e o transporte terrestre de passageiros (interestadual) ficam limitados a 50% da capacidade total do veículo.
Recomenda-se, também, o monitoramento de temperatura no embarque dos passageiros intermunicipal e interestadual. A medida é uma recomendação, e não uma obrigatoriedade.
No caso do transporte intermunicipal, valem as regras da bandeira mais restritiva do trajeto por onde o ônibus passar. Por exemplo, se um ônibus sair de Porto Alegre para Lajeado, valem as regras de capacidade estabelecidas para a bandeira mais restritiva do trajeto – no caso, Lajeado, que se encontra na bandeira vermelha no momento.
● Quais são as regras para o trabalho doméstico?
O trabalho doméstico – exercido, geralmente, por um trabalhador – fica permitido em regiões de bandeira amarela e laranja. O decreto publicado neste domingo (10/5) trouxe um erro a respeito disso, mas, ainda nesta segunda-feira (11/5), será corrigido, valendo a regra citada aqui.
● O governo poderá alterar protocolos?
Sim. O governo vai adaptar as regras na medida em que forem surgindo novas situações ou mudanças no cenário de enfrentamento à Covid-19. Para esse ponto, foi criado um Comitê Técnico de Especialistas, que vai monitorar a situação e fazer eventuais ajustes necessários nas regras. Toda mudança será informada previamente à população.
● O governo poderá alterar a configuração das regiões?
As 20 regiões foram definidas conforme critérios do sistema hospitalar de cada área, como capacidade de leitos e atendimento de referência. Portanto, elas não serão alteradas.
• Por quanto tempo vale a determinação das bandeiras?
Os dados do distanciamento controlado são monitorados diariamente, mas a atualização da bandeira de cada região ocorrerá semanalmente, divulgada sempre aos sábados, valendo para a semana seguinte, a partir da 0h das segundas-feiras.
Saúde
Anvisa determina recolhimento de lote de água mineral Crystal após presença de bactéria

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote de água mineral natural sem gás da marca Crystal após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, 3.
A medida também inclui a suspensão da comercialização e da distribuição do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126, produzido pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia, no estado de Goiás.
Segundo a Anvisa, o lote é composto por cerca de 374,4 mil garrafas de 500 ml, fabricadas em 20 de janeiro de 2026, com validade até 20 de janeiro de 2027.
A distribuição ocorreu principalmente no Distrito Federal, que recebeu mais de 230,4 mil unidades. Também foram enviadas 66,7 mil garrafas para cidades de Goiás, 75,7 mil para o interior de São Paulo e 1,4 mil para o Tocantins.
A empresa informou que não há registros de reclamações de consumidores relacionados ao lote. Também afirmou que iniciou o recolhimento imediato junto às distribuidoras e que cerca de 99,2% das unidades já não estão disponíveis para venda.
O problema foi identificado durante uma coleta de rotina feita pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Após a confirmação da presença da bactéria, a vigilância local interditou o lote e comunicou a Anvisa.
A orientação é para que consumidores que tenham produtos do lote afetado não consumam a água e aguardem as instruções da fabricante sobre devolução ou substituição.
Saúde
Anvisa determina recolhimento de lotes de Enalapril após erro de rotulagem nesta terça-feira

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de nove lotes do medicamento Maleato de Enalapril 20 mg, utilizado no tratamento da hipertensão arterial e de doenças cardíacas. A medida foi publicada nesta terça-feira, 2, no Diário Oficial da União.
Os lotes afetados foram fabricados pela empresa Hipolabor Farmacêutica, que iniciou o recolhimento voluntário após identificar um erro nas informações impressas na embalagem do produto.
Segundo a Anvisa, os comprimidos contêm a dosagem correta de 20 mg, porém a embalagem secundária apresenta uma descrição equivocada da composição, indicando a concentração de 10 mg. O problema foi classificado como desvio de qualidade relacionado à rotulagem e não à formulação do medicamento.
Os lotes atingidos pela medida são:
0062/26M, 0063/26M , 0064/26M, 0088/26M , 0089/26M , 0358/26M , 0415/26M , 0506/26M, 0507/26M.
De acordo com a agência reguladora, a inconsistência nas informações pode gerar riscos de interpretação incorreta da dosagem, especialmente em ambientes hospitalares, onde a embalagem é utilizada como referência para dispensação e administração dos medicamentos.
O enalapril pertence à classe dos inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) e é amplamente utilizado para o tratamento da pressão alta, insuficiência cardíaca e na prevenção de complicações cardiovasculares em determinados pacientes.
A orientação da Anvisa é para que hospitais e demais serviços de saúde suspendam o uso dos lotes envolvidos e sigam as instruções do fabricante para devolução e substituição dos produtos.
Saúde
Canoas inicia Operação Inverno nesta segunda-feira para reforçar atendimento de casos gripais

A Prefeitura de Canoas inicia nesta segunda-feira, 1º, a Operação Inverno, ação que prevê horários estendidos em unidades de saúde e atendimento voltado a pacientes com sintomas gripais e respiratórios até 30 de setembro. A medida tem como objetivo reduzir a procura por atendimentos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais do município durante o período de maior circulação de vírus respiratórios.
Durante a operação, moradores com sintomas como tosse, coriza, febre, dor no corpo e outros sinais de síndrome gripal poderão procurar atendimento nas unidades de referência definidas pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
As Unidades de Saúde Mathias Velho e Mato Grande terão atendimento ampliado até as 22h. Já a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Niterói seguirá com atendimento clínico e pediátrico 24 horas por dia.
Também haverá aplicação de vacinas de segunda a sexta-feira, em horário ampliado, nas unidades participantes.
Segundo a SMS, uma ambulância ficará disponível para o transporte de pacientes entre as unidades de saúde e a UPA Niterói durante o período da operação.

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