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08/07/2026
 

Saúde

Máscaras, fiscalização, aulas e futebol: esclareça dúvidas sobre o distanciamento controlado

Redação

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O novo modelo de Distanciamento Controlado está em vigor desde a 0h desta segunda-feira,11, em todo o Rio Grande do Sul. Os decretos nº 55.240 (que oficializa a nova política) e nº 55.241 (que determina a aplicação das medidas) estão publicados, mas muitas pessoas ainda ficaram com dúvidas sobre as novas regras.

Na transmissão diária pela internet desta segunda-feira, o governador Eduardo Leite e o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, focaram em responder às principais questões, como a obrigatoriedade do uso de máscaras, a forma de fiscalização, a retomada das aulas e dos treinamentos de clubes de futebol, entre outras. (Veja perguntas e respostas logo abaixo.)

“Antes de esclarecer alguns pontos, quero, mais vez, reiterar o apelo para que a nossa população nos ajude a implementar e conduzir esse modelo, que prevê a possibilidade de retomar algum nível de atividade, de acordo com o risco, atuando no local, no momento e na proporção adequada”, ressaltou Leite.

Baseado na segmentação regional e setorial, o distanciamento controlado prevê quatro níveis de restrições, representados por bandeiras nas cores amarela, laranja, vermelha e preta, que variam conforme a propagação da doença e a capacidade do sistema de saúde em cada uma das 20 regiões e em cada um dos 12 grupos de atividades econômicas definidos.

“Usamos as melhores armas para conter o vírus: ciência, método e diálogo. Mas são as pessoas que vão transformar a abstração do modelo em comportamentos e resultados concretos”, acrescentou o governador, pontuando que foi criado um Comitê Técnico de Especialistas que ajudará a manter um fluxo permanente de análise sobre as regras.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

● Como será feita a fiscalização?
A fiscalização é feita pelos municípios, através das autoridades locais e de órgãos de vigilância sanitária, com o apoio do Estado. A participação da população, com denúncias de situações de irregularidade, será fundamental para que se garanta o cumprimento das medidas. O Código Penal prevê como crime o descumprimento de medida sanitária preventiva à propagação de doenças contagiosas.

● O uso de máscaras é obrigatório?
Sim. A medida se torna obrigatória no Rio Grande do Sul, em ambientes fechados e abertos. Isso se dá para a proteção de todos – a pessoa pode estar assintomática e, mesmo assim, estar transmitindo o vírus. A máscara cria uma barreira física para que qualquer tosse, espirro ou mesmo saliva expelida ao falar não contamine outras pessoas e objetos, reduzindo a possibilidade de propagação.

● Quando as aulas poderão ser retomadas?
O Executivo está discutindo protocolos para a retomada das aulas com segurança. Até o momento, os protocolos que deverão ser seguidos pela Educação ainda não estão fechados. Por enquanto, as aulas seguem suspensas, tanto para a rede pública como para a rede privada. Embora jovens e crianças não façam parte do grupo de risco, a atividade de ensino pressupõe a reunião de um grande grupo de pessoas, tornando os ambientes mais favoráveis à transmissão.

● Como fica a situação dos treinos dos clubes de futebol? (Resposta abaixo foi ampliada às 17h)
Todos os clubes de futebol, inclusive a dupla Gre-Nal, assim como de outras modalidades, devem respeitar o protocolo determinado para a bandeira vigente na região em que estiverem localizados. Ao consultar o site do Distanciamento Controlado, basta procurar a cidade e escolher o setor “Serviços”. Os times fazem parte do tipo “Artes, Cultura, Esportes e Lazer” e subtipo “Clubes sociais, esportivos e similares”. Dessa forma, se a bandeira vigente for amarela, os clubes podem funcionar com 25% dos trabalhadores, prestando serviço de atendimento exclusivo a atletas profissionais, sem público, e atendimento individualizado para atletas amadores. No caso de bandeira laranja, o atendimento só poderá ser efetuado de forma individualizada. Nessas duas bandeiras, deve-se respeitar os protocolos gerais, como uso de máscaras e EPIs (equipamentos de proteção individual), afastamento de casos suspeitos e grupos de risco, entre outros. Se for vermelha ou preta, não poderão abrir.

● Quais são as regras para o transporte coletivo municipal?
Depende da bandeira vigente. No caso da amarela e da laranja: transporte coletivo rodoviário de passageiros (municipal e metropolitano) só pode trafegar com até 60% da capacidade total do veículo; transporte terrestre de passageiros (intermunicipal) com 75% dos assentos (assento compartilhado exclusivo para coabitantes – pessoas que moram na mesma casa) e transporte terrestre de passageiros (interestadual) com no máximo 50% dos assentos. Nas bandeiras vermelha e preta, o transporte coletivo rodoviário de passageiros (municipal e metropolitano), o transporte terrestre de passageiros (intermunicipal) e o transporte terrestre de passageiros (interestadual) ficam limitados a 50% da capacidade total do veículo.
Recomenda-se, também, o monitoramento de temperatura no embarque dos passageiros intermunicipal e interestadual. A medida é uma recomendação, e não uma obrigatoriedade.
No caso do transporte intermunicipal, valem as regras da bandeira mais restritiva do trajeto por onde o ônibus passar. Por exemplo, se um ônibus sair de Porto Alegre para Lajeado, valem as regras de capacidade estabelecidas para a bandeira mais restritiva do trajeto – no caso, Lajeado, que se encontra na bandeira vermelha no momento.

● Quais são as regras para o trabalho doméstico?
O trabalho doméstico – exercido, geralmente, por um trabalhador – fica permitido em regiões de bandeira amarela e laranja. O decreto publicado neste domingo (10/5) trouxe um erro a respeito disso, mas, ainda nesta segunda-feira (11/5), será corrigido, valendo a regra citada aqui.

● O governo poderá alterar protocolos?
Sim. O governo vai adaptar as regras na medida em que forem surgindo novas situações ou mudanças no cenário de enfrentamento à Covid-19. Para esse ponto, foi criado um Comitê Técnico de Especialistas, que vai monitorar a situação e fazer eventuais ajustes necessários nas regras. Toda mudança será informada previamente à população.

● O governo poderá alterar a configuração das regiões?

As 20 regiões foram definidas conforme critérios do sistema hospitalar de cada área, como capacidade de leitos e atendimento de referência. Portanto, elas não serão alteradas.

• Por quanto tempo vale a determinação das bandeiras?
Os dados do distanciamento controlado são monitorados diariamente, mas a atualização da bandeira de cada região ocorrerá semanalmente, divulgada sempre aos sábados, valendo para a semana seguinte, a partir da 0h das segundas-feiras.

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Saúde

Vacina Pneumo 20 começa a ser distribuída no RS e amplia proteção contra pneumonia e meningite

Redação

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A Secretaria Estadual da Saúde (SES) começou, na segunda-feira, 6, a distribuição de uma nova remessa da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (Pneumo 20) aos municípios do Rio Grande do Sul. O imunizante passa a integrar o calendário do Sistema Único de Saúde (SUS) e amplia a proteção contra doenças provocadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, como pneumonia, meningite e otite média.

A nova vacina substituirá gradualmente a Pneumo 10, utilizada até então na rede pública. Enquanto o imunizante anterior oferecia proteção contra dez sorotipos da bactéria, a Pneumo 20 amplia a cobertura para 20 sorotipos, fortalecendo a prevenção de infecções pneumocócicas e reduzindo o risco de casos graves.

Além de proteger contra pneumonia e meningite, a vacina também contribui para a prevenção da otite média, uma infecção frequente na infância que pode provocar perda auditiva e, em situações mais severas, evoluir para infecção generalizada.

Nesta etapa, a SES recebeu 17.210 doses da Pneumo 20, que estão sendo encaminhadas às Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs). A partir delas, os imunizantes serão distribuídos aos municípios gaúchos.

Público-alvo

A Pneumo 20 será destinada a:

crianças menores de cinco anos que ainda não receberam a vacina contra o pneumococo ou não completaram o esquema vacinal;
povos indígenas com mais de cinco anos sem histórico de vacinação pneumocócica conjugada;
pessoas com condições clínicas especiais atendidas pela Rede de Imunobiológicos Especiais (RIE), conforme os critérios do Ministério da Saúde.

Como fica o esquema vacinal

Durante o período de transição entre as vacinas, o calendário infantil será organizado da seguinte forma:

2 meses: primeira dose com a Pneumo 20;
4 meses: segunda dose com a Pneumo 10, respeitando intervalo mínimo de 60 dias;
12 meses: dose de reforço com a Pneumo 20, aplicada pelo menos 60 dias após a segunda dose.

A Secretaria da Saúde orienta que crianças com vacinação em atraso atualizem o esquema vacinal o quanto antes, até os 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

Distribuição das doses

As 17.210 doses foram distribuídas entre as 18 Coordenadorias Regionais de Saúde e o município de Porto Alegre. A maior remessa foi destinada à 1ª CRS, com sede em Porto Alegre, que atende 67 municípios e recebeu 4.297 doses. Em seguida aparecem a 5ª CRS, em Caxias do Sul, com 2.126 doses, e Porto Alegre, que recebeu diretamente 1.666 doses.

Também foram contempladas a 3ª CRS (Pelotas), com 1.351 doses; a 6ª CRS (Passo Fundo), com 1.114; a 4ª CRS (Santa Maria), com 759; e a 18ª CRS (Osório), com 736 doses. As demais coordenadorias receberam quantitativos proporcionais à população atendida.

Segundo a SES, a incorporação da Pneumo 20 ao SUS representa um avanço na prevenção de doenças pneumocócicas, ampliando a proteção da população contra infecções que podem resultar em internações, sequelas permanentes e até óbitos.

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Saúde

Policlínica 24h de Nova Santa Rita registra segundo parto desde abertura da unidade

Redação

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A Policlínica 24h de Nova Santa Rita registrou, na noite de segunda-feira, 6, o segundo nascimento realizado na unidade desde o início dos atendimentos. A bebê nasceu de parto normal, com 2,9 quilos.

A mãe, Gabriele Gomes, moradora do município, chegou à Policlínica em trabalho de parto e foi atendida pela equipe da unidade. De acordo com a administração municipal, mãe e filha passam bem.

O primeiro parto na Policlínica ocorreu na madrugada da Quinta-feira Santa, quando nasceu Talia Janaína Prazeres Lima. Na ocasião, a mãe, Maria Eduarda Lima, chegou à unidade em trabalho de parto avançado e o nascimento foi realizado no local.

O prefeito Rodrigo Battistella comentou o registro do segundo parto na unidade.

“É uma grande alegria saber que mais uma nova santa-ritense veio ao mundo na nossa Policlínica 24h. Quando investimos na qualificação da saúde, investimos também em momentos como este, que representam o início de uma nova vida. O segundo parto realizado na unidade confirma o preparo da nossa equipe e demonstra que estamos construindo uma saúde cada vez mais eficiente, acolhedora e humanizada para a nossa população.”

A Policlínica 24h atende casos de urgência e emergência em Nova Santa Rita. Com o registro de dois partos desde o início das atividades, a unidade também passou a realizar atendimentos a gestantes que chegam em trabalho de parto.

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Saúde

Hospital Nossa Senhora das Graças recebe emenda parlamentar da deputada Luciana Genro para exames de mamografia

Redação

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O Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas, recebeu uma emenda parlamentar destinada pela deputada estadual Luciana Genro (PSOL). Conforme o mandato da parlamentar, o recurso será utilizado integralmente no custeio de exames de mamografia, com o objetivo de ampliar a oferta do exame na instituição.

A mamografia é um dos principais exames utilizados na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes do surgimento de sintomas e aumentando as possibilidades de tratamento quando a doença é detectada nas fases iniciais.

Segundo o gabinete da deputada, o repasse integra um pacote de R$ 300 mil em emendas destinadas à área da saúde em Canoas. Além do Hospital Nossa Senhora das Graças, os recursos também foram direcionados para a aquisição de equipamentos médicos para a Unidade Básica de Saúde (UBS) Mathias Velho e para ações voltadas à saúde da população LGBTQIAPN+ no município.

Ainda conforme o mandato, durante a catástrofe climática de 2024, o Hospital Nossa Senhora das Graças recebeu uma emenda parlamentar de R$ 150 mil destinada à compra de camas para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o gabinete, a instituição foi utilizada como unidade de retaguarda para atendimentos durante o período das enchentes.

O mandato também informou que a deputada atuou junto à Secretaria Estadual da Saúde após receber relatos de trabalhadores sobre atrasos no pagamento de salários, vale-transporte e depósitos do FGTS no hospital.

Sobre a destinação da nova emenda, Luciana Genro afirmou:

“O ‘Gracinha’, como é conhecido, é um patrimônio do SUS na Região Metropolitana. Garantir recursos para exames preventivos como a mamografia é salvar vidas na ponta, oferecendo dignidade e cuidado especializado para as mulheres antes que o pior aconteça.”

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