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26/06/2026
 

Saúde

Máscaras, fiscalização, aulas e futebol: esclareça dúvidas sobre o distanciamento controlado

Redação

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O novo modelo de Distanciamento Controlado está em vigor desde a 0h desta segunda-feira,11, em todo o Rio Grande do Sul. Os decretos nº 55.240 (que oficializa a nova política) e nº 55.241 (que determina a aplicação das medidas) estão publicados, mas muitas pessoas ainda ficaram com dúvidas sobre as novas regras.

Na transmissão diária pela internet desta segunda-feira, o governador Eduardo Leite e o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, focaram em responder às principais questões, como a obrigatoriedade do uso de máscaras, a forma de fiscalização, a retomada das aulas e dos treinamentos de clubes de futebol, entre outras. (Veja perguntas e respostas logo abaixo.)

“Antes de esclarecer alguns pontos, quero, mais vez, reiterar o apelo para que a nossa população nos ajude a implementar e conduzir esse modelo, que prevê a possibilidade de retomar algum nível de atividade, de acordo com o risco, atuando no local, no momento e na proporção adequada”, ressaltou Leite.

Baseado na segmentação regional e setorial, o distanciamento controlado prevê quatro níveis de restrições, representados por bandeiras nas cores amarela, laranja, vermelha e preta, que variam conforme a propagação da doença e a capacidade do sistema de saúde em cada uma das 20 regiões e em cada um dos 12 grupos de atividades econômicas definidos.

“Usamos as melhores armas para conter o vírus: ciência, método e diálogo. Mas são as pessoas que vão transformar a abstração do modelo em comportamentos e resultados concretos”, acrescentou o governador, pontuando que foi criado um Comitê Técnico de Especialistas que ajudará a manter um fluxo permanente de análise sobre as regras.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

● Como será feita a fiscalização?
A fiscalização é feita pelos municípios, através das autoridades locais e de órgãos de vigilância sanitária, com o apoio do Estado. A participação da população, com denúncias de situações de irregularidade, será fundamental para que se garanta o cumprimento das medidas. O Código Penal prevê como crime o descumprimento de medida sanitária preventiva à propagação de doenças contagiosas.

● O uso de máscaras é obrigatório?
Sim. A medida se torna obrigatória no Rio Grande do Sul, em ambientes fechados e abertos. Isso se dá para a proteção de todos – a pessoa pode estar assintomática e, mesmo assim, estar transmitindo o vírus. A máscara cria uma barreira física para que qualquer tosse, espirro ou mesmo saliva expelida ao falar não contamine outras pessoas e objetos, reduzindo a possibilidade de propagação.

● Quando as aulas poderão ser retomadas?
O Executivo está discutindo protocolos para a retomada das aulas com segurança. Até o momento, os protocolos que deverão ser seguidos pela Educação ainda não estão fechados. Por enquanto, as aulas seguem suspensas, tanto para a rede pública como para a rede privada. Embora jovens e crianças não façam parte do grupo de risco, a atividade de ensino pressupõe a reunião de um grande grupo de pessoas, tornando os ambientes mais favoráveis à transmissão.

● Como fica a situação dos treinos dos clubes de futebol? (Resposta abaixo foi ampliada às 17h)
Todos os clubes de futebol, inclusive a dupla Gre-Nal, assim como de outras modalidades, devem respeitar o protocolo determinado para a bandeira vigente na região em que estiverem localizados. Ao consultar o site do Distanciamento Controlado, basta procurar a cidade e escolher o setor “Serviços”. Os times fazem parte do tipo “Artes, Cultura, Esportes e Lazer” e subtipo “Clubes sociais, esportivos e similares”. Dessa forma, se a bandeira vigente for amarela, os clubes podem funcionar com 25% dos trabalhadores, prestando serviço de atendimento exclusivo a atletas profissionais, sem público, e atendimento individualizado para atletas amadores. No caso de bandeira laranja, o atendimento só poderá ser efetuado de forma individualizada. Nessas duas bandeiras, deve-se respeitar os protocolos gerais, como uso de máscaras e EPIs (equipamentos de proteção individual), afastamento de casos suspeitos e grupos de risco, entre outros. Se for vermelha ou preta, não poderão abrir.

● Quais são as regras para o transporte coletivo municipal?
Depende da bandeira vigente. No caso da amarela e da laranja: transporte coletivo rodoviário de passageiros (municipal e metropolitano) só pode trafegar com até 60% da capacidade total do veículo; transporte terrestre de passageiros (intermunicipal) com 75% dos assentos (assento compartilhado exclusivo para coabitantes – pessoas que moram na mesma casa) e transporte terrestre de passageiros (interestadual) com no máximo 50% dos assentos. Nas bandeiras vermelha e preta, o transporte coletivo rodoviário de passageiros (municipal e metropolitano), o transporte terrestre de passageiros (intermunicipal) e o transporte terrestre de passageiros (interestadual) ficam limitados a 50% da capacidade total do veículo.
Recomenda-se, também, o monitoramento de temperatura no embarque dos passageiros intermunicipal e interestadual. A medida é uma recomendação, e não uma obrigatoriedade.
No caso do transporte intermunicipal, valem as regras da bandeira mais restritiva do trajeto por onde o ônibus passar. Por exemplo, se um ônibus sair de Porto Alegre para Lajeado, valem as regras de capacidade estabelecidas para a bandeira mais restritiva do trajeto – no caso, Lajeado, que se encontra na bandeira vermelha no momento.

● Quais são as regras para o trabalho doméstico?
O trabalho doméstico – exercido, geralmente, por um trabalhador – fica permitido em regiões de bandeira amarela e laranja. O decreto publicado neste domingo (10/5) trouxe um erro a respeito disso, mas, ainda nesta segunda-feira (11/5), será corrigido, valendo a regra citada aqui.

● O governo poderá alterar protocolos?
Sim. O governo vai adaptar as regras na medida em que forem surgindo novas situações ou mudanças no cenário de enfrentamento à Covid-19. Para esse ponto, foi criado um Comitê Técnico de Especialistas, que vai monitorar a situação e fazer eventuais ajustes necessários nas regras. Toda mudança será informada previamente à população.

● O governo poderá alterar a configuração das regiões?

As 20 regiões foram definidas conforme critérios do sistema hospitalar de cada área, como capacidade de leitos e atendimento de referência. Portanto, elas não serão alteradas.

• Por quanto tempo vale a determinação das bandeiras?
Os dados do distanciamento controlado são monitorados diariamente, mas a atualização da bandeira de cada região ocorrerá semanalmente, divulgada sempre aos sábados, valendo para a semana seguinte, a partir da 0h das segundas-feiras.

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Saúde

Nova Santa Rita realiza ação itinerante de vacinação contra a Influenza neste sábado, 27

Redação

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Crédito: Divulgação/PMNSR

A Prefeitura de Nova Santa Rita, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza neste sábado, 27, uma ação itinerante de vacinação contra a Influenza. A iniciativa busca ampliar o acesso da população à imunização durante o período de maior circulação de doenças respiratórias.

Os atendimentos ocorrem das 9h30 às 13h30 em dois pontos do município: em frente ao Mercado Unisuper, no bairro Berto Círio, e em frente ao Mercado Redefort, no Centro.

A vacina está disponível para toda a população. Para receber a dose, é necessário apresentar documento com foto, CPF, Cartão SUS e carteira de vacinação.

O prefeito Rodrigo Battistella destacou que a estratégia busca facilitar o acesso aos serviços de saúde.

“Estamos levando a vacinação para locais de grande circulação de pessoas, facilitando o acesso e incentivando que cada vez mais moradores se protejam contra a gripe”, afirmou.

O secretário municipal de Saúde, Brayan Freitas, reforçou a importância da imunização e da adesão da população à campanha.

“A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra as complicações causadas pela Influenza. Nossa orientação é que todos procurem um dos pontos de atendimento neste sábado”, disse.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que novas ações itinerantes devem ocorrer nas próximas semanas em diferentes regiões da cidade.

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Saúde

Campanha de vacinação contra HPV para jovens de 15 a 19 anos encerra na próxima terça-feira no RS

Redação

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A poucos dias do fim da campanha extraordinária de vacinação contra o HPV no Rio Grande do Sul, 5.842 adolescentes entre 15 e 19 anos ainda não foram imunizados. O número representa 27,72% de um total de 21.161 jovens aptos a receber a dose no Estado, segundo estimativa do Ministério da Saúde.

A mobilização tem como objetivo resgatar adolescentes que não receberam a vacina na idade recomendada, entre 9 e 14 anos. De acordo com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), até o último domingo, 21, 15.319 jovens já haviam sido vacinados. O prazo para procurar uma unidade de saúde segue até a próxima terça-feira, 30.

Segundo a chefe substituta da Seção de Imunizações do CEVS, Isabela Castro, a resistência de pais e responsáveis ainda é um dos principais fatores que impactam a adesão.

Ela explica que parte das famílias associa a vacina ao início da vida sexual, o que não corresponde à finalidade da imunização.

“Queremos garantir a proteção desse público, pensando em uma vacina que consegue prevenir alguns tipos de câncer, que é uma doença que pode levar a óbito”, disse.

O HPV é uma infecção sexualmente transmissível e está relacionado à maioria dos casos de câncer do colo do útero, além de outros tipos como câncer de ânus, pênis, boca e orofaringe.

A vacinação de rotina para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos segue disponível durante todo o ano na rede pública. Em 2025, a cobertura no Estado chegou a 90,67% entre meninas e 79,1% entre meninos.

Segundo Isabela, os índices mostram avanço, principalmente entre os meninos, mas ainda há espaço para ampliar a adesão.

“Com relação à vacinação dos meninos, a gente ficava ali na casa dos 50 ou 55%. Já no ano passado atingimos 79%, mas a gente precisa continuar, avançar”, afirmou.

Na rede pública, a vacina protege contra quatro tipos do vírus. Na rede privada, o custo pode variar entre R$ 800 e R$ 1 mil por dose em Porto Alegre.

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Saúde

Hospital Universitário de Canoas amplia cirurgias eletivas e passa a realizar procedimentos aos sábados

Redação

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Hospital Universitário realiza primeiro mutirão do programa Agora Tem Especialistas neste sábado

O Hospital Universitário de Canoas (HU) iniciou neste mês uma ampliação na oferta de cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de junho, os procedimentos também passaram a ser realizados aos sábados, com o objetivo de aumentar a capacidade de atendimento e reduzir a fila de espera por cirurgias.

A medida foi adotada após a ampliação da estrutura do bloco cirúrgico e o reforço das equipes assistenciais. Até então, as cirurgias eletivas eram concentradas nos dias úteis, enquanto os finais de semana ficavam destinados exclusivamente aos atendimentos de urgência e emergência.

De acordo com a direção do hospital, a nova estratégia busca otimizar a utilização das salas cirúrgicas e acelerar o acesso da população aos procedimentos que aguardam agendamento.

Segundo a superintendente hospitalar da Associação Saúde em Movimento (ASM), responsável pela gestão da unidade, Tatiani Pacheco, a ampliação da estrutura permitiu o aumento da oferta de cirurgias. Ela explica que anteriormente o hospital contava com apenas duas salas cirúrgicas em funcionamento, o que fazia com que os procedimentos eletivos fossem frequentemente impactados pela necessidade de priorizar casos de urgência.

“Hoje contamos com uma estrutura ampliada e equipes contratadas e capacitadas, o que nos permite aumentar a oferta de cirurgias e avançar na redução das filas”, afirmou.

Neste primeiro momento, a iniciativa está em fase de testes e prioriza procedimentos de cirurgia geral, especialidade que apresenta demanda reprimida significativa.

O diretor técnico do Hospital Universitário, Fernando Farias, informou que a etapa inicial tem como foco a avaliação dos fluxos de trabalho e da integração entre as equipes. Segundo ele, o objetivo é garantir segurança e qualidade assistencial durante a expansão do serviço.

“Estamos avaliando fluxos, processos e a integração das equipes para assegurar que toda a assistência seja realizada com excelência. Essa etapa é fundamental para que possamos consolidar o funcionamento dos sábados de forma permanente”, destacou.

A ampliação das atividades aos sábados faz parte de um projeto mais amplo de expansão da capacidade cirúrgica do hospital. A previsão é que, após a consolidação da nova rotina, os testes sejam estendidos para os domingos e, futuramente, para o período noturno.

A proposta segue modelos já adotados por hospitais públicos de grande porte e busca ampliar o número de procedimentos realizados sem a necessidade de novas estruturas físicas, utilizando de forma mais intensa os espaços e equipes já disponíveis na instituição.

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