Geral
Distanciamento social evitará cerca de 300 mortes no Estado até fim de abril, aponta estudo


Desde o começo da implantação das medidas de ação contra a propagação do coronavírus, o governo do Estado tem tomado decisões com base em evidências científicas e análise de dados. Uma dessas projeções foi apresentada, nesta segunda-feira, 20, pelo governador Eduardo Leite durante a transmissão diária ao vivo.
O estudo, realizado pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão, com participação de equipe técnica da Secretaria da Saúde e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), tem como objetivo realizar projeções para a necessidade de leitos, clínicos e de UTI, e para a quantidade de óbitos que devem ocorrer durante a pandemia.
“Como estamos preparando uma migração para um distanciamento controlado, cujas regras ainda estão sendo debatidas, dependemos da consolidação de dados de ocupação de leitos. As projeções são uma maneira de identificarmos todos os cenários possíveis para a evolução da Covid-19 no Estado”, afirmou Leite.
A projeção estima que, caso o Estado não tivesse adotado medidas de distanciamento social, o número de óbitos por Covid-19 chegaria a 354 no próximo dia 30 de abril. Com a adoção do isolamento social, esse número cai para 62 óbitos, e percebe-se, assim, a preservação de 292 vidas.
Quanto à procura por leitos hospitalares, o estudo projeta que, com o distanciamento social, uma demanda por leitos de UTI acima da capacidade disponível será registrada a partir do começo de junho. Sem as medidas, no entanto, essa dificuldade já começaria a ser sentida no começo de maio.
Sobre o estudo
O modelo epidemiológico considera a mudança de estado dos indivíduos ao longo do tempo, sendo as principais etapas chamadas de suscetíveis, expostos, infectados e recuperados – cujas iniciais dão nome ao modelo (SEIR).
Para as projeções, o modelo leva em conta características demográficas do Estado, como população e distribuição de idade, além de indicadores do sistema de saúde, como o número de leitos disponíveis (clínicos e de UTI).
Além da taxa de transmissão, que reflete o número médio de casos novos que cada pessoa infectada gera, também são considerados parâmetros epidemiológicos da doença como o tempo de latência, o período infeccioso e a duração da internação hospitalar em leitos clínicos e em leitos de UTI. Os valores utilizados para esses parâmetros foram obtidos por meio de artigos científicos internacionais publicados sobre o tema.
“O SEIR tenta modelar a realidade de como a epidemia está avançando no Rio Grande do Sul, com base em diversos parâmetros. O principal deles é a taxa de transmissão, que faz muita diferença no número de infectados”, explica o estatístico e doutor em Economia Pedro Zuanazzi, um dos coordenadores da Célula de Projeções Epidemiológicas do GT (Grupo de Trabalho) Saúde.
O modelo de cálculo, no entanto, é bastante sensível às estratégias de isolamento. “Se, a partir de agora, a taxa de isolamento subir ou cair, causa uma diferença enorme na taxa de transmissão e na projeção de número de casos, e projetar essa variação na taxa de isolamento é o mais difícil”, pondera Zuanazzi.
Estima-se que as medidas de mitigação adotadas até o momento tenham chegado a uma redução de contágio de quase 50% no final de março. Para estimar a redução na transmissão, foram utilizados dados de mobilidade obtidos do Google, considerando que 1/3 do contato ocorre nas residências, 1/3 na comunidade e 1/3 nas escolas/trabalho.
Nas próximas semanas, o estudo será atualizado de acordo com os resultados das coletas da pesquisa coordenada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com os dados de óbitos e de internações hospitalares, e com a elaboração de cenários regionalizados para o Rio Grande do Sul.
Aquisição de EPIs
Ainda durante a transmissão ao vivo, Leite também anunciou a conclusão do processo de aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs), com investimento de cerca de R$ 32 milhões.
Além de 2.576 testes rápido para diagnóstico de coronavírus, o Estado comprou máscaras, luvas, álcool 70%, óculos protetores, termômetros clínicos, toucas cirúrgicas, aventais, sapatilhas (propés), macacões, botas de borracha, entre outros. Os materiais foram adquiridos via dispensa de licitação.
Parte dos materiais será designado à Secretaria de Saúde para o estoque regulador e redistribuição de acordo com o que for necessário nas regiões. Uma parte também irá para a Secretaria da Segurança Pública e para outras pastas.
Geral
Estado registra mais de 11 mil emissões de identidade pelo sistema Identidade Fácil em 2025

O governo do Estado contabilizou 11.466 emissões de carteiras de identidade por meio do sistema Identidade Fácil entre julho e dezembro de 2025. A plataforma digital é utilizada para a solicitação da Carteira de Identidade Nacional (CIN) e concentra parte do processo de forma on-line.
Disponível no site do Instituto-Geral de Perícias (IGP) e também em aplicativo para celulares, o sistema permite que o cidadão preencha os dados pela internet e envie a versão digitalizada da certidão de nascimento ou casamento. Para acessar o serviço, é necessário ter conta ativa no gov.br.
Mesmo com a digitalização, a etapa presencial segue obrigatória para a coleta de biometria e fotografia, realizada mediante agendamento. Pessoas que já possuem documento emitido no Rio Grande do Sul podem solicitar a CIN de forma remota. Já quem não se enquadra nos critérios do sistema continua sendo atendido pelo modelo tradicional, com agendamento presencial nos postos do IGP.
A Carteira de Identidade Nacional unifica o número de identificação em todo o país, utilizando o CPF como registro único. O documento possui versão física e digital e é válido em todo o território brasileiro.
Para atendimento presencial, o portal do IGP disponibiliza os endereços das unidades no site: (https://igp.rs.gov.br/onde)
Documentos exigidos
CPF
Certidão de nascimento para pessoas solteiras
Certidão de casamento para casados ou viúvos
Certidão de casamento com averbação para separados ou divorciados
Comunidade
Prefeitura de Canoas inicia reforma do CRAS Rio Branco após danos da enchente de 2024

A Prefeitura de Canoas assinou, na terça-feira, 13, a ordem de início de serviço para a reforma do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Rio Branco, localizado no Complexo Cultural e Esportivo Mahatma Gandhi, conhecido como Praça CEU. O espaço estava inoperante desde a enchente registrada em maio de 2024.
Após a conclusão da obra, o CRAS voltará a ofertar serviços como Cadastro Único, Bolsa Família, Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para crianças, adolescentes e idosos, Aluguel Social e encaminhamentos à rede socioassistencial. Atualmente, os atendimentos seguem sendo realizados de forma provisória na unidade localizada na Rua Santa Clara, nº 382, no bairro Rio Branco.
A obra integra o processo de recuperação de espaços públicos atingidos pelo evento climático e prevê serviços de manutenção nos vestiários e sanitários externos, melhorias na entrada de energia e adequações na infraestrutura elétrica externa. O investimento é de aproximadamente R$ 221 mil, com recursos da Defesa Civil, por meio do Auxílio Reconstrução.
Durante o ato de assinatura, o prefeito de Canoas, Airton Souza, afirmou que a retomada do espaço representa a devolução de serviços essenciais à população.
“A nossa missão é entregar serviços para a sociedade e para as pessoas que mais precisam. Esse espaço estava abandonado e agora retorna para a comunidade poder usufruir novamente”, disse.
O secretário municipal de Assistência Social, Marcio Freitas, destacou os impactos da enchente no local e a expectativa da comunidade pela recuperação.
“Esse espaço foi muito atingido pelos eventos climáticos e hoje estamos aqui para comunicar à sociedade que ele vai ser recuperado. É um anseio da comunidade desde 2024”, afirmou.
A secretária de Projetos e Captação de Recursos, Daniela Fontoura, explicou que a reforma do CRAS faz parte de um conjunto mais amplo de intervenções no complexo.
“Estamos iniciando a reforma do CRAS Rio Branco, que foi fortemente atingido pela enchente, e seguimos com outros processos em andamento para devolver toda a praça à comunidade. A ideia é garantir um espaço mais acolhedor, com mais qualidade nos serviços e voltado especialmente às famílias e às crianças”, declarou.
Moradora do bairro, Ivone Giehl Meurer comemorou o início da obra.
“Esse espaço já estava abandonado antes da enchente. Agora, ver que vai ser recuperado é muito gratificante. As crianças gostam de vir aqui, brincar, usar a quadra, o campo, a pista de skate. Isso tudo é muito importante para a comunidade, principalmente para quem mora perto”, disse.
Geral
Parque Canoas de Inovação aprova instalação de duas novas empresas

O Comitê Gestor do Fundo Municipal de Desenvolvimento de Canoas (Fumdecan) aprovou a instalação de mais duas empresas no Parque Canoas de Inovação (PCI). As empresas Restart Brasil e Tecnoflex somam investimento estimado em R$ 23.340.778,35 e preveem a geração de cerca de 250 empregos diretos no município.
A Restart Brasil atua no desenvolvimento e fornecimento de ferramentas e equipamentos voltados à segurança e à ergonomia no trabalho, especialmente para eletricistas e para a manutenção de redes aéreas de energia. A empresa desenvolve soluções com foco na redução de riscos de acidentes e no aumento da eficiência operacional, atendendo profissionais e concessionárias do setor elétrico.
A Tecnoflex, fundada em 2009, é especializada em serviços de manufatura eletroeletrônica (EMS – Electronic Manufacturing Service). Atualmente instalada no Distrito Industrial de Cachoeirinha, a empresa possui uma unidade fabril de 1.000 metros quadrados e atende diferentes segmentos do mercado eletrônico. A empresa conta com certificação ISO 9001:2015, com atuação voltada à padronização de processos e à melhoria contínua da qualidade.
O prefeito de Canoas, Airton Souza, destacou a importância dos novos investimentos para o município.
“Essas empresas reforçam o papel de Canoas como um polo de inovação e desenvolvimento. Estamos falando de mais empregos, mais renda e mais oportunidades para a nossa população, além de fortalecer a economia local de forma sustentável”, afirmou.
O vice-prefeito Rodrigo Busato ressaltou o trabalho da gestão na atração de novos empreendimentos.
“O Parque Canoas de Inovação é resultado de planejamento e visão de futuro. Cada nova empresa que chega mostra que Canoas é uma cidade preparada, com segurança jurídica e infraestrutura para crescer junto com o setor produtivo”, declarou.
A secretária de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Patrícia Augsten, informou que o município trabalha na ampliação do parque.
“Estamos fazendo uma força-tarefa para viabilizar mais 22 hectares do PCI, com o objetivo de atrair novas empresas. Em apenas um ano, conseguimos dobrar a quantidade de empresas instaladas no parque: de três, passaremos para seis”, disse.
Após a aprovação pelo Comitê Gestor do Fumdecan, o projeto será encaminhado para apreciação e votação na Câmara de Vereadores. A iniciativa integra as ações do município voltadas à consolidação do Parque Canoas de Inovação como espaço estratégico para atração de investimentos, geração de empregos e estímulo à inovação.

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