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21/05/2026
 

Saúde

Contrato que coloca saúde de Canoas à disposição de 156 municípios atrasa atendimentos

Redação

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“A médica do posto me encaminhou para Canoas para fazer a minha cirurgia, e na primeira consulta que fiz aqui no Gracinha já me encaminharam, foi rápido e o atendimento prestado foi excelente”. Este é um relato de uma moradora de Gramado que está sendo atendida no Hospital Nossa Senhora das Graças por conta de um problema traumatológico. A cidade da serra gaúcha é um dos 156 municípios que utilizam a rede de saúde de Canoas.
Entenda o caso
Em 2015, o então prefeito Jairo Jorge fez um acordo entre a Prefeitura de Canoas, Ministério da Saúde e Governo do Estado, no qual, após um estudo de demanda e valores, colocou a cidade de Canoas à disposição para determinados procedimentos médicos. As principais especialidades são Traumatologia, Neurologia (Clínica e Cirúrgica), Bariátrica, Cirurgias Clinicas e Cardiovasculares e Auditivas. Os atendimentos entre as especialidades variam entre os 156 municípios.

Problemas e Superlotações
De acordo com a nova gestão, o problema que o atual governo está enfrentando é em questão aos valores que a União e o Estado repassam para esses atendimentos, que não sofreram atualização desde a implementação há quatro anos, e, também, levando em consideração a demanda, que está cada vez maior, os moradores canoenses que procuram os hospitais locais são obrigados a esperar, às vezes, por horas um atendimento, pois, por conta deste acordo de 2015, todos os habitantes dos 156 municípios podem ser atendidos nas emergências das unidades de saúde de Canoas, ocasionando superlotações e a longa espera pelo atendimento médico.
Ainda segundo a administração, neste ano o Hospital Pronto Socorro chegou a 200% de sua capacidade, e também houve dias que cerca de mil pessoas foram atendidas na unidade hospitalar.

Valores
Sem atualização dos valores repassados, desde 2015, a Prefeitura de Canoas está gastando mais do que o estipulado para a Saúde. O secretário Municipal de Saúde, Fernando Ritter, em conversa com a nossa reportagem, deu como exemplo os gastos do Hospital Universitário: Por mês o custo do HU é entorno de R$ 11 milhões. R$ 4 milhões são verbas que o Estado repassa, R$ 3 milhões da União e o restante a Prefeitura de Canoas tem que desembolsar para o hospital continuar em operação.
“Na época em que o acordo foi fechado, o município não tinha custos no HU, e hoje tem que colocar dinheiro para mantê-lo”, ressalta o secretário.

Solução
De acordo com Ritter, primeiramente, a Prefeitura de Canoas junto do Governo do Estado está discutindo uma nova regionalização, que desde meados de 2010 não é realizada.
Ainda, que a Secretária de Saúde está investindo em atenção primária, com a criação das Clinicas de Saúde da Família, reformando as UBS, com a intenção de que as pessoas com menos gravidades as procurem ao invés de ir aos hospitais e UPAs.
Outra solução citada é o de devolver aos municípios casos de baixa complexidade. O Governo está cobrando dos municípios vizinhos que têm estruturas para resolver esse tipo de caso e que não precisa usar as unidades de saúde de Canoas.

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Saúde

Canoas terá Dia D de atendimentos oftalmológicos para reduzir fila de espera

Redação

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A rede municipal de saúde de Canoas ampliou os atendimentos em oftalmologia para reduzir a fila de espera por consultas, exames e cirurgias. Desde abril, a Clínica São Pietro retomou os atendimentos no município e passou a realizar mutirões voltados a pacientes encaminhados pela rede pública.

Neste mês, a oferta foi ampliada para cerca de 2,5 mil consultas oftalmológicas, mais de 5 mil exames e procedimentos cirúrgicos necessários aos pacientes atendidos pelo SUS.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, a medida busca atender à demanda acumulada nos últimos anos.

O primeiro mutirão em maior escala está marcado para 30 de maio, a partir das 7h, na Clínica São Pietro. A previsão é de mais de 300 atendimentos ao longo do dia.

Os agendamentos já estão sendo realizados. A orientação da Secretaria é para que os moradores mantenham os dados atualizados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e acompanhem contatos feitos por telefone e mensagens. Agentes comunitários também fazem busca ativa de pacientes não localizados.

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Saúde

RS recebe 81 mil doses de vacina contra covid-19 e amplia distribuição contra gripe

Redação

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O Rio Grande do Sul recebeu na terça-feira, 19, um novo lote de vacinas contra a covid-19 enviado pelo Ministério da Saúde (MS). A remessa inclui 81 mil doses, sendo 24 mil destinadas a crianças e 57 mil para jovens e adultos. Os imunizantes serão armazenados na Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi-RS), ligada à Secretaria Estadual da Saúde (SES), e repassados aos municípios conforme a necessidade de recomposição de estoques.

Também nesta semana começou a distribuição de mais 340 mil doses da vacina contra a influenza. Segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES), o Estado já recebeu cerca de 2,2 milhões de doses contra a gripe em 2026. A previsão é de que o total alcance 5,2 milhões até o fim de maio, volume destinado aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde (MS).

Os vírus respiratórios costumam ter maior circulação durante o outono e o inverno no Rio Grande do Sul. Entre eles estão o vírus influenza, o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em bebês, e o Sars-CoV-2, responsável pela covid-19.

Dados do painel de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apontam que o Estado registrou 3.808 internações em 2026 relacionadas a vírus respiratórios. Desse total, 656 ocorreram por influenza e 313 por covid-19. Crianças de até quatro anos representam 32,8% das internações, enquanto pessoas com 60 anos ou mais correspondem a 42,1% dos casos.

No mesmo período, foram contabilizados 254 óbitos por SRAG. Entre eles, 56 foram atribuídos à covid-19 e 47 à influenza. Segundo os dados da SES, 78% das mortes ocorreram entre idosos com mais de 60 anos.

A vacinação contra a gripe segue abaixo da meta estabelecida pelas autoridades de saúde. Até segunda-feira (18), haviam sido aplicadas 1.866.283 doses no Estado, o que representa cobertura média de 38,6% entre os grupos prioritários.

Entre os públicos com maior adesão estão:

idosos: 1.030.038 doses aplicadas, com cobertura de 43,3%;

gestantes: 34.088 doses, com cobertura de 40,6%;

crianças de seis meses a menores de seis anos: 144.001 doses, com cobertura de 21,7%.

Também fazem parte do público prioritário pessoas com doenças crônicas, profissionais da saúde, professores, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, população privada de liberdade e profissionais das forças de segurança.

A vacinação contra a covid-19 permanece indicada para idosos, gestantes, crianças pequenas, pessoas imunocomprometidas e grupos considerados mais vulneráveis. A orientação da Secretaria Estadual da Saúde (SES) e do Ministério da Saúde (MS) é para que a população procure as unidades básicas de saúde (UBSs) para verificar a situação vacinal.

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Saúde

Pré-conferência da Saúde reúne comunidade e profissionais no quadrante Noroeste de Canoas

Redação

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Créditos da foto: Caroline de Oliveira Silveira

A Prefeitura de Canoas realizou, na manhã de sábado, 16, a pré-conferência do quadrante Noroeste da 9ª Conferência Municipal de Saúde. O encontro ocorreu na EMEF Thiago Würth e reuniu trabalhadores da saúde, usuários do SUS, gestores e prestadores de serviços para debater demandas e propostas voltadas à área da saúde no município.

A atividade faz parte do calendário de pré-conferências regionais promovidas pela Secretaria Municipal da Saúde ao longo do mês de maio. Esta foi a segunda etapa preparatória para a conferência municipal, responsável por consolidar as sugestões apresentadas nas diferentes regiões da cidade.

Durante a programação, os participantes discutiram temas relacionados ao atendimento nas unidades de saúde, hospitais e demais serviços da rede municipal. As contribuições levantadas serão utilizadas na construção de propostas para o fortalecimento das políticas públicas de saúde em Canoas.

A secretária municipal da Saúde, Ana Boll, ressaltou que os encontros regionais ajudam a identificar as principais demandas da população em cada território.

“As pré-conferências permitem ouvir de perto as necessidades de cada comunidade e construir propostas mais alinhadas à realidade dos serviços de saúde. Esse diálogo é essencial para qualificar o atendimento e fortalecer o SUS em Canoas”, destacou.

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