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27/06/2026
 

Saúde

Contrato que coloca saúde de Canoas à disposição de 156 municípios atrasa atendimentos

Redação

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“A médica do posto me encaminhou para Canoas para fazer a minha cirurgia, e na primeira consulta que fiz aqui no Gracinha já me encaminharam, foi rápido e o atendimento prestado foi excelente”. Este é um relato de uma moradora de Gramado que está sendo atendida no Hospital Nossa Senhora das Graças por conta de um problema traumatológico. A cidade da serra gaúcha é um dos 156 municípios que utilizam a rede de saúde de Canoas.
Entenda o caso
Em 2015, o então prefeito Jairo Jorge fez um acordo entre a Prefeitura de Canoas, Ministério da Saúde e Governo do Estado, no qual, após um estudo de demanda e valores, colocou a cidade de Canoas à disposição para determinados procedimentos médicos. As principais especialidades são Traumatologia, Neurologia (Clínica e Cirúrgica), Bariátrica, Cirurgias Clinicas e Cardiovasculares e Auditivas. Os atendimentos entre as especialidades variam entre os 156 municípios.

Problemas e Superlotações
De acordo com a nova gestão, o problema que o atual governo está enfrentando é em questão aos valores que a União e o Estado repassam para esses atendimentos, que não sofreram atualização desde a implementação há quatro anos, e, também, levando em consideração a demanda, que está cada vez maior, os moradores canoenses que procuram os hospitais locais são obrigados a esperar, às vezes, por horas um atendimento, pois, por conta deste acordo de 2015, todos os habitantes dos 156 municípios podem ser atendidos nas emergências das unidades de saúde de Canoas, ocasionando superlotações e a longa espera pelo atendimento médico.
Ainda segundo a administração, neste ano o Hospital Pronto Socorro chegou a 200% de sua capacidade, e também houve dias que cerca de mil pessoas foram atendidas na unidade hospitalar.

Valores
Sem atualização dos valores repassados, desde 2015, a Prefeitura de Canoas está gastando mais do que o estipulado para a Saúde. O secretário Municipal de Saúde, Fernando Ritter, em conversa com a nossa reportagem, deu como exemplo os gastos do Hospital Universitário: Por mês o custo do HU é entorno de R$ 11 milhões. R$ 4 milhões são verbas que o Estado repassa, R$ 3 milhões da União e o restante a Prefeitura de Canoas tem que desembolsar para o hospital continuar em operação.
“Na época em que o acordo foi fechado, o município não tinha custos no HU, e hoje tem que colocar dinheiro para mantê-lo”, ressalta o secretário.

Solução
De acordo com Ritter, primeiramente, a Prefeitura de Canoas junto do Governo do Estado está discutindo uma nova regionalização, que desde meados de 2010 não é realizada.
Ainda, que a Secretária de Saúde está investindo em atenção primária, com a criação das Clinicas de Saúde da Família, reformando as UBS, com a intenção de que as pessoas com menos gravidades as procurem ao invés de ir aos hospitais e UPAs.
Outra solução citada é o de devolver aos municípios casos de baixa complexidade. O Governo está cobrando dos municípios vizinhos que têm estruturas para resolver esse tipo de caso e que não precisa usar as unidades de saúde de Canoas.

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Saúde

Hospital Universitário de Canoas realiza mutirão de vasectomias neste fim de semana

Redação

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HospitaMédicos do Hospital Universitário de Canoas recebem pagamento de salários atrasados l Universitário de Canoas adota inteligência artificial para agilizar atendimento de infartos

A Prefeitura de Canoas realiza neste fim de semana mais uma mobilização para ampliar o acesso da população a procedimentos eletivos do Sistema Único de Saúde (SUS). O Hospital Universitário (HU) promove no sábado, 27, e domingo, 28, o sétimo mutirão de saúde de 2026, desta vez com foco em cirurgias de vasectomia.

A ação integra o Dia D do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, executado pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), com objetivo de ampliar o acesso a consultas, exames e procedimentos especializados em todo o país. A expectativa é realizar até 150 cirurgias ao longo dos dois dias, com possibilidade de zerar a fila da especialidade no município.

O prefeito de Canoas, Airton Souza, destaca os resultados das ações na rede de saúde.

“Estamos avançando na capacidade de atendimento em saúde no Município e os mutirões que temos feito desde o ano passado têm reduzido as filas e a espera de muito tempo das pessoas. O nosso trabalho é para cuidar das pessoas, atender as demandas da população da melhor forma possível e melhorar a qualidade de vida na nossa cidade.”

A superintendente hospitalar da Associação Saúde em Movimento (ASM), gestora do HU, Tatiani Pacheco, afirma que os atendimentos aos fins de semana ajudam a ampliar a capacidade assistencial.

“Nós sabemos que aos finais de semana é mais fácil as famílias dos pacientes se organizarem e comparecerem aos procedimentos. Então, agora que temos mais salas operantes, conseguimos organizar este trabalho de forma intensificada e proporcionar agilidade nos atendimentos”, afirma.

Os pacientes que participam do mutirão já passaram por avaliação na rede básica e foram encaminhados pela regulação do SUS.

O diretor técnico do HU, Fernando Farias, explica que todos os homens habilitados na fila de Canoas foram chamados.

“Além de representar um importante método de planejamento familiar, a vasectomia é um procedimento seguro, de baixa complexidade e rápida recuperação, realizado por meio de técnica minimamente invasiva. A ampliação da oferta deste tipo de cirurgia fortalece as políticas públicas de saúde reprodutiva. Todos os pacientes de Canoas foram chamados. Inclusive, solicitamos à Regulação do Estado que enviasse mais pacientes de outras regiões, pois temos capacidade de atendimento”, explica.

Desde março deste ano, quando o HU passou a integrar a lista de hospitais brasileiros conveniados com o programa Agora Tem Especialista, a instituição vem realizando mutirões em diferentes especialidades, com objetivo de reduzir a demanda reprimida por cirurgias e procedimentos eletivos.

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Saúde

Nova Santa Rita realiza ação itinerante de vacinação contra a Influenza neste sábado, 27

Redação

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Crédito: Divulgação/PMNSR

A Prefeitura de Nova Santa Rita, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza neste sábado, 27, uma ação itinerante de vacinação contra a Influenza. A iniciativa busca ampliar o acesso da população à imunização durante o período de maior circulação de doenças respiratórias.

Os atendimentos ocorrem das 9h30 às 13h30 em dois pontos do município: em frente ao Mercado Unisuper, no bairro Berto Círio, e em frente ao Mercado Redefort, no Centro.

A vacina está disponível para toda a população. Para receber a dose, é necessário apresentar documento com foto, CPF, Cartão SUS e carteira de vacinação.

O prefeito Rodrigo Battistella destacou que a estratégia busca facilitar o acesso aos serviços de saúde.

“Estamos levando a vacinação para locais de grande circulação de pessoas, facilitando o acesso e incentivando que cada vez mais moradores se protejam contra a gripe”, afirmou.

O secretário municipal de Saúde, Brayan Freitas, reforçou a importância da imunização e da adesão da população à campanha.

“A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra as complicações causadas pela Influenza. Nossa orientação é que todos procurem um dos pontos de atendimento neste sábado”, disse.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que novas ações itinerantes devem ocorrer nas próximas semanas em diferentes regiões da cidade.

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Saúde

Campanha de vacinação contra HPV para jovens de 15 a 19 anos encerra na próxima terça-feira no RS

Redação

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A poucos dias do fim da campanha extraordinária de vacinação contra o HPV no Rio Grande do Sul, 5.842 adolescentes entre 15 e 19 anos ainda não foram imunizados. O número representa 27,72% de um total de 21.161 jovens aptos a receber a dose no Estado, segundo estimativa do Ministério da Saúde.

A mobilização tem como objetivo resgatar adolescentes que não receberam a vacina na idade recomendada, entre 9 e 14 anos. De acordo com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), até o último domingo, 21, 15.319 jovens já haviam sido vacinados. O prazo para procurar uma unidade de saúde segue até a próxima terça-feira, 30.

Segundo a chefe substituta da Seção de Imunizações do CEVS, Isabela Castro, a resistência de pais e responsáveis ainda é um dos principais fatores que impactam a adesão.

Ela explica que parte das famílias associa a vacina ao início da vida sexual, o que não corresponde à finalidade da imunização.

“Queremos garantir a proteção desse público, pensando em uma vacina que consegue prevenir alguns tipos de câncer, que é uma doença que pode levar a óbito”, disse.

O HPV é uma infecção sexualmente transmissível e está relacionado à maioria dos casos de câncer do colo do útero, além de outros tipos como câncer de ânus, pênis, boca e orofaringe.

A vacinação de rotina para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos segue disponível durante todo o ano na rede pública. Em 2025, a cobertura no Estado chegou a 90,67% entre meninas e 79,1% entre meninos.

Segundo Isabela, os índices mostram avanço, principalmente entre os meninos, mas ainda há espaço para ampliar a adesão.

“Com relação à vacinação dos meninos, a gente ficava ali na casa dos 50 ou 55%. Já no ano passado atingimos 79%, mas a gente precisa continuar, avançar”, afirmou.

Na rede pública, a vacina protege contra quatro tipos do vírus. Na rede privada, o custo pode variar entre R$ 800 e R$ 1 mil por dose em Porto Alegre.

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