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18/05/2026
 

Saúde

Contrato que coloca saúde de Canoas à disposição de 156 municípios atrasa atendimentos

Redação

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“A médica do posto me encaminhou para Canoas para fazer a minha cirurgia, e na primeira consulta que fiz aqui no Gracinha já me encaminharam, foi rápido e o atendimento prestado foi excelente”. Este é um relato de uma moradora de Gramado que está sendo atendida no Hospital Nossa Senhora das Graças por conta de um problema traumatológico. A cidade da serra gaúcha é um dos 156 municípios que utilizam a rede de saúde de Canoas.
Entenda o caso
Em 2015, o então prefeito Jairo Jorge fez um acordo entre a Prefeitura de Canoas, Ministério da Saúde e Governo do Estado, no qual, após um estudo de demanda e valores, colocou a cidade de Canoas à disposição para determinados procedimentos médicos. As principais especialidades são Traumatologia, Neurologia (Clínica e Cirúrgica), Bariátrica, Cirurgias Clinicas e Cardiovasculares e Auditivas. Os atendimentos entre as especialidades variam entre os 156 municípios.

Problemas e Superlotações
De acordo com a nova gestão, o problema que o atual governo está enfrentando é em questão aos valores que a União e o Estado repassam para esses atendimentos, que não sofreram atualização desde a implementação há quatro anos, e, também, levando em consideração a demanda, que está cada vez maior, os moradores canoenses que procuram os hospitais locais são obrigados a esperar, às vezes, por horas um atendimento, pois, por conta deste acordo de 2015, todos os habitantes dos 156 municípios podem ser atendidos nas emergências das unidades de saúde de Canoas, ocasionando superlotações e a longa espera pelo atendimento médico.
Ainda segundo a administração, neste ano o Hospital Pronto Socorro chegou a 200% de sua capacidade, e também houve dias que cerca de mil pessoas foram atendidas na unidade hospitalar.

Valores
Sem atualização dos valores repassados, desde 2015, a Prefeitura de Canoas está gastando mais do que o estipulado para a Saúde. O secretário Municipal de Saúde, Fernando Ritter, em conversa com a nossa reportagem, deu como exemplo os gastos do Hospital Universitário: Por mês o custo do HU é entorno de R$ 11 milhões. R$ 4 milhões são verbas que o Estado repassa, R$ 3 milhões da União e o restante a Prefeitura de Canoas tem que desembolsar para o hospital continuar em operação.
“Na época em que o acordo foi fechado, o município não tinha custos no HU, e hoje tem que colocar dinheiro para mantê-lo”, ressalta o secretário.

Solução
De acordo com Ritter, primeiramente, a Prefeitura de Canoas junto do Governo do Estado está discutindo uma nova regionalização, que desde meados de 2010 não é realizada.
Ainda, que a Secretária de Saúde está investindo em atenção primária, com a criação das Clinicas de Saúde da Família, reformando as UBS, com a intenção de que as pessoas com menos gravidades as procurem ao invés de ir aos hospitais e UPAs.
Outra solução citada é o de devolver aos municípios casos de baixa complexidade. O Governo está cobrando dos municípios vizinhos que têm estruturas para resolver esse tipo de caso e que não precisa usar as unidades de saúde de Canoas.

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Saúde

Pré-conferência da Saúde reúne comunidade e profissionais no quadrante Noroeste de Canoas

Redação

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Créditos da foto: Caroline de Oliveira Silveira

A Prefeitura de Canoas realizou, na manhã de sábado, 16, a pré-conferência do quadrante Noroeste da 9ª Conferência Municipal de Saúde. O encontro ocorreu na EMEF Thiago Würth e reuniu trabalhadores da saúde, usuários do SUS, gestores e prestadores de serviços para debater demandas e propostas voltadas à área da saúde no município.

A atividade faz parte do calendário de pré-conferências regionais promovidas pela Secretaria Municipal da Saúde ao longo do mês de maio. Esta foi a segunda etapa preparatória para a conferência municipal, responsável por consolidar as sugestões apresentadas nas diferentes regiões da cidade.

Durante a programação, os participantes discutiram temas relacionados ao atendimento nas unidades de saúde, hospitais e demais serviços da rede municipal. As contribuições levantadas serão utilizadas na construção de propostas para o fortalecimento das políticas públicas de saúde em Canoas.

A secretária municipal da Saúde, Ana Boll, ressaltou que os encontros regionais ajudam a identificar as principais demandas da população em cada território.

“As pré-conferências permitem ouvir de perto as necessidades de cada comunidade e construir propostas mais alinhadas à realidade dos serviços de saúde. Esse diálogo é essencial para qualificar o atendimento e fortalecer o SUS em Canoas”, destacou.

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Saúde

Ypê pede chave PIX para reembolsar consumidores após suspensão de produtos pela Anvisa

Redação

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A fabricante Ypê começou a solicitar a chave PIX de consumidores que compraram produtos suspensos pela Anvisa após a identificação de possível contaminação bacteriana em mais de 100 lotes da marca.

A suspensão foi mantida por decisão unânime da agência na sexta-feira, 15, e atinge produtos do chamado “lote final 1”. Segundo a empresa, os consumidores podem solicitar o ressarcimento por meio de um formulário disponível no site oficial da fabricante.

Para realizar o pedido, é necessário informar a chave PIX, além de dados pessoais como nome completo, CPF, telefone e endereço. A medida faz parte do processo de devolução dos valores pagos pelos itens afetados pela determinação da Anvisa.

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Saúde

Anvisa mantém suspensão de produtos da Ypê por risco de contaminação microbiológica

Redação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária manteve, por unanimidade, a suspensão da fabricação, distribuição e venda de diversos produtos da Ypê por risco de contaminação microbiológica. A decisão foi confirmada nesta sexta-feira, 15, após a empresa apresentar recurso contra a resolução publicada no início de maio.

A medida vale apenas para produtos cujos lotes terminam com o número 1. Entre os itens afetados estão detergentes, desinfetantes e sabões líquidos para roupas.

Durante a sessão da Diretoria Colegiada, transmitida ao vivo no canal oficial da Anvisa no YouTube, os diretores afirmaram que as ações adotadas pela fabricante ainda não foram suficientes para eliminar os riscos sanitários identificados. O diretor-presidente da agência, Leandro Safatle, destacou que a empresa possui um “histórico recorrente de contaminação microbiológica”.

“Os riscos sanitários identificados ainda não foram totalmente reparados”, afirmou Safatle durante o julgamento.

A Química Amparo, responsável pela marca Ypê, informou em nota que solicitou que o julgamento ocorresse de forma pública, abrindo mão do sigilo do processo.

As sanções contra a empresa foram aplicadas pela Anvisa no último dia 7 de maio, após inspeção realizada entre os dias 27 e 30 de abril na fábrica da companhia, localizada em Amparo. Segundo a agência, foram encontradas falhas graves no sistema de garantia de boas práticas de fabricação.

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