Jorge Uequed: “Foi eleito alguém submisso ao governo. O Senado não está à altura do Brasil”


Jorge Uequed – Momento Político

Renovação

Após a eleição presidencial, cresceu no país o espírito de renovação.
Nos debates para a eleição do próximo pleito no município de Canoas, começaram a surgir nomes para a disputa. Buscando renovação, um grupo de profissionais liberais começou a reunir-se para discutir alguns nomes. Uma das pessoas preferidas para ingressar na disputa é o do corretor de imóveis Gilberto Manfroi, de reconhecida capacidade intelectual e idoneidade, e que na gestão de seus negócios sempre manifestou grandes conhecimentos, bem como de sua cidade e de visão social.

Erramos

Recebi email em resposta a um tópico de minha coluna, de Gilmar Pedruzzi, que publico na íntegra:

“Matéria mentirosa!
Na coluna de política do Timoneiro de 25 a 31.01.2019, foi publicada uma matéria totalmente mentirosa, visto que não existe nenhuma condenação contra mim. As fontes do Timoneiro (que dizem primar pela verdade), nem se deram ao trabalho de verificar as certidões tanto da Justiça Estadual, Federal e Tribunal de Contas da União, que são informações públicas, portanto, qualquer cidadão tem acesso.  Saliento que, padrinhos políticos quem tem são os incompetentes, irresponsáveis e inexperientes. Espero que a verdade seja publicada com todas as letras, sem sarcasmo, sem maquiavelismo e com imparcialidade. Att. Gilmar Pedruzzi”.

Recebi este email após a conclusão do fechamento da edição em questão, por este motivo a nota foi veiculada, e agora recebe este espaço para resposta.

Que vergonha

A sessão preparatória da abertura dos trabalhos do Senado da República, realizado dia 2 de fevereiro, foi uma demonstração triste da realidade da Casa legislativa.

Quem assistiu aos debates e presenciou as oito horas em que os 81 senadores prepararam a eleição do novo presidente ficou indignado com a baixaria, a irresponsabilidade, e incompetência da grande maioria dos parlamentares. Não bastasse isso, a discussão infantil de que eleição seria aberta ou fechada precisou da intervenção do Supremo Tribunal Federal. Um dia não foi suficiente para bobageira, e marcaram para o dia seguinte a realização da eleição. Mas o pior ainda estava por vir. Realizada em reunião secreta, com votos colocados na urna, num total de 81, foi determinada a comissão para o encortine. Parece piada, mas na urna apareceram 82 votos.

Foi uma tristeza, trapaça até na eleição. Quebra do respeito e da confiança. Depois de várias horas de discussão, fizeram uma nova eleição.

Quando o filho do presidente manifestou seu voto pelo candidato do Partido Democrata, aliado do governo, o senador Renan Calheiros, que disputava o segundo turno, retirou sua candidatura.

Foi eleito o presidente do Senado alguém submisso ao governo que, assim, detém o comando das duas Casas legislativas. No final, quem perdeu foi o respeito pela casa legislativa, que não está à altura do novo Brasil.

O melhor mesmo não seria fazer uma nova eleição para presidente do Senado, mas sim uma nova eleição para os representantes do Senado.