Olegar Lopes: “Férias é tempo de me tornar um garimpeiro nas areias da praia”

Olegar Lopes – Agenda Tradicionalista

Férias: tempo de garimpar assuntos

Dezembro, janeiro e fevereiro se tornou o período em que me transfiro para o litoral e ao mesmo tempo coincide com o recesso das atividades tradicionalistas, isso provoca falta de assuntos os quais normalmente são abordados nesse espaço. Então tenho que me tornar um garimpeiro nas areias da praia, cujo garimpo deixa de sobra na bateia apenas tatuíras e mariscos. Por isso fui procurar outras minas para garimpar onde encontrei assuntos, embora fora do normalmente abordados.

Meu giro pelos campos de Mostardas, a princípio, seria apenas um compromisso familiar – abraçar a cunhada Vera Collares Verardi pela passagem do seu aniversário, sábado, 26 de janeiro. Porém, lá fui agraciado, além do carinho e o churrasco, com a gentileza de me levarem para um passeio ao Balneário Mostardense onde tive casa de veraneio até o ano de 2006 e desde então não havia retornado. Balneário onde o desenvolvimento e melhorias, nesse período, foram modestos. Domingo, já retornando de Mostardas fomos saborear um suculento churrasco na praia do Farol da Solidão, convidados pelo o casal de sobrinhos Cleci e Clóvis Eduardo Verardi, onde têm comércio – um supermercado. Nos receberam com muito carinho e atenção, além do tradicional cordeiro assado. Na praia do Farol da Solidão veraneei até 1996, quando não havia energia elétrica e a primeira geladeira funcionava com querosene, mais tarde com gás de cozinha. Para minha surpresa encontrei um balneário em grande desenvolvimento e bem estruturado – muitos veranistas canoenses fazem parte daquela população de verão na praia do Farol da Solidão.

Assim encerro meu texto, sem tratar de assuntos rotineiros das rodas de papos de veranistas onde só se fala de Flávio Bolsonaro – que leva nas costas o fardo de ser filho de quem a esquerda odeia – e de Maduro, um ditador maluco – assunto que não nos interessa. A tragédia causada pela Vale em Brumadinho, essa nos interessa diante da devastação ambiental e humana que causou e que não se repita.