Cultura
Ieda Maria Wobeto: Uma mulher além do tempo
MONIQUE LEOTE MENDES*
entrevista especial
Aos 71 anos, Ieda é dona de uma beleza que impressiona e simpatia que contagia. A canoense, que há 53 anos chamou a atenção dos dirigentes do Clube Bolão Gaúcho e foi convidada a participar do primeiro Concurso de Miss Canoas, continuou mostrando seu charme e conquistando pessoas Brasil afora, prova disso, foi ter conquistado uma das vagas num dos reality shows mais concorridos da TV Brasileira.
Há pouco mais de um mês, ela saiu da casa do BBB para retomar a vida aqui fora. Ainda está colhendo os frutos que a audiência do programa lhe proporcionou. Em visita ao jornal O Timoneiro, ela contou sobre os tempos de Miss Canoas, as mudanças depois do BBB e os futuros projetos, entre eles, um livro sobre sua vida que será escrito pela renomada jornalista Léa Penteado.
Jornal O Timoneiro: Como reconheceu sua beleza numa época em que não era comum mulheres estarem de maiô em público e chegou ao concurso de Miss Canoas?
Ieda: Nós éramos de uma família muito pobre do Bairro Mato Grande. Eu perdi meu pai muito cedo, com 11 anos. Naquele tempo a gente saía apenas para ir até a missa ou no cinema, antigo Cine Rex, aqui em Canoas. Mas, lembro que com 18 anos estava no Clube Gaúcho e me chamaram para conversar na secretaria. Eu pensei: será que apareceu a barra da minha saia? Antigamente as mulheres tinham que estar sempre muito bem comportadas. Então, o diretor do clube me convidou para uma seletiva que seria a escolha da representante do clube para o concurso de Miss Canoas. Minha mãe não consentiu no primeiro momento, mas um primo próximo incentivou e ela cedeu. Aos 18 anos, ganhei o concurso pelo Clube Gaúcho e depois conquistei o título de Miss Canoas que foi no Cssgapa. Na semana seguinte, já foi o Miss Rio Grande Do Sul. Lembro que na época me brotou uma vaidade que eu mantenho até os dias de hoje. Eu desfilei de maiô, naquele tempo isso não era comum, as mulheres tinham vergonha. Mas, eu nunca me importei muito com isso, sempre tive coragem de seguir. O concurso foi muito importante para mim, me fez ser conhecida na cidade e me abriu muitas portas depois.
Jornal O Timoneiro: Com a participação no BBB 17 sua vida foi exposta para muitas pessoas. Como foi essa participação no reality, valeu a pena?
Ieda: Eu nunca tive dificuldade em assumir minha beleza e me sentir poderosa. Quando resolvi entrar no BBB ele parecia um sonho distante, tipo ir para a lua, entende? Mas, deu certo, mesmo sem ter enviado o vídeo que eles pediam na inscrição. Entrei no BBB para me conhecer, porque às vezes a gente não se conhece. Tu pensa que é uma coisa, e que está certa em outras e, quando vê, não está. Quando estava confinada no programa, vi que podia melhorar em muitas coisas. Dizem que a gente não melhora mais depois de uma certa idade, isso não é verdade, sempre se pode melhorar. Me considero uma pessoa muito forte, me admirei por ter permanecido todo esse tempo lá dentro. Foi um desafio muito grande para mim, e com ele, vejo que estou disposta a outros também – venha o que vier. Talvez em casa, no dia a dia, eu não seja tão pacienciosa em função de ter filhos, e tudo que se fala fica bem depois. E lá dentro, tive que engolir algumas coisas. Aprendi a ter mais paciência, entender mais as pessoas principalmente, os mais jovens. Muitas vezes pensava que eu sendo mais velha, teria que ser mais entendida, e não isso, temos que entender melhor os outros. Valeu a pena cada segundo no programa. Agora tenho oportunidade de passar um pouco mais das minhas vivências para as pessoas e acho que estou conseguindo, pelo carinho que tenho tido, as pessoas me agradecem pela minha atitude lá dentro e minha coragem mesmo com minha idade. Vejo que posso ajudar as pessoas, eu vi que posso, aliás, todo mundo pode ajudar uns aos outros.
Jornal O Timoneiro: Você é inspiração para muitas pessoas da sua idade e outras tantas também. Mas, qual o segredo para manter a disposição e não parar no tempo?
Ieda: Digo que não podemos ter preconceito. As pessoas se divertem, se cuidam, se ajudam independente de idade. Não devemos fazer as coisas pelos outros, mas viver aquilo que queremos e gostamos; que nos faz bem, não ficar pensando no que o outro pensa. E também, não devemos parar nunca de ter sonhos e seguir em frente. Eu não me visto de acordo com a minha idade. Eu procuro manter o espírito e meu espírito varia muito. Se estou com meus netos de 4 e 5 anos, eu tenho 4 e 5 anos. Se estou com os mais velhos de 20 e 30, eu tenho 20 e 30. Se estou com minhas amigas de 50 e 60, eu tenho a idade delas. Esse é o segredo: ser um camaleão e estar de acordo com o ambiente e com as pessoas que estão nele, desde que se sinta bem. Eu fiz uma mensagem que várias pessoas ouviram e dizia assim: Se olhe no espelho, se ache linda. Vá trocar a cor do cabelo, faça alguma coisa por si mesmo. Você tem que se ajudar, não espere que o outro te ajude. Tenha coragem de ser o que você é.
Jornal O Timoneiro: Conta para nós as novidades e os seus projetos para o futuro?
Ieda: Eu sou canoense e aqui é meu lugar, minha casa, meu chão. Mas preciso aproveitar as oportunidades que esse momento está me trazendo. Provavelmente nos próximos dias vou ficar mais afastada daqui, indo e voltando para o Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, enfim, onde me chamarem para trabalhar. Esta semana vamos para o RJ fazer fotos para o GShow que deve sair logo. Também estou recebendo várias propostas para participar de editoriais e catálogos de moda. Mas, uma boa notícia e que vai me levar uma semana parava Bahia, é sobre um projeto lindo que vem se desenhando e foi convite da renomada jornalista e escritora Léa Penteado, a mesma que fez o livro do Roberto Carlos na apresentação em Jerusalém e outras tantas. Ela quer escrever um livro contando minha história – e olha que tenho muitas! (risos) Fatos engraçados, momentos das minhas viagens pelo mundo e a participação no BBB 17.
Óticas Gobbi e Luxxor presenteiam Ieda com óculos Versace
Em homenagem ao Dia das Mães, as Óticas Gobbi e Luxxor, presentearam a ex-BBB17 ex-Miss Canoas, Ieda Maria Wobeto, com dois modelos de óculos escolhidos por ela mesma.
A canoense foi recebida com espumante e docinhos, na filial 01 da Gobbi, no Calçadão de Canoas, pelos profissionais da empresa. Esbanjou simpatia e foi prestativa com todos que se aproximaram dela para registrar o momento. Para a gerente da Gobbi, Rita Araújo, foi um prazer presenteá-la, “ela representou muito bem Canoas e as mulheres com sua elegância, classe e simpatia.”
Acompanhada da filha Tanara, ela experimentou todos os modelos com atenção e se deixou registrar com cada um deles. Na ocasião, ela teve a difícil tarefa de escolher seus presentes entre grifes conceituadas. Os modelos escolhidos foram ambos da marca Versace: o solar com espelhamento dourado e o óculos de grau confeccionado com exclusividade pela Luxxor com lentes free form personalizadas.
Cultura
Associação Canoense de Escritores promove atividade da Semana do Livro

A Associação Canoense de Escritores (ACE) realizou, na quinta-feira, 23, uma atividade da Semana do Livro na Biblioteca João Palma da Silva, em Canoas.
O tema escolhido para o encontro foi “Mário Quintana e a Ecologia”, com palestras da professora Maria Inês Pacheco e do ambientalista Walter Kühne Junior.
Após as apresentações, os participantes puderam fazer perguntas, compartilhar opiniões e recitar poemas de Mário Quintana.
Participaram da atividade integrantes da direção da ACE, representantes da Casa do Poeta e um grupo de alunos da Escola Estadual de Ensino Médio André Leão Puente, acompanhados por uma professora.
Cultura
Semana da Dança de Canoas movimenta a cidade com programação gratuita até dia 29 de abril

Até o dia 29 de abril, Canoas vai ser palco da Semana da Dança, evento que vai reunir uma programação recheada de atrações em diferentes pontos da cidade. Com o tema “Do que é feita a tua dança?”, o festival promove apresentações, oficinas e ações formativas em espaços urbanos, equipamentos culturais e áreas de grande circulação, consolidando a parceria entre o Colegiado de Dança e o Sesc Canoas, com apoio ampliado do poder público municipal.
A abertura aconteceu no feriado de 21 de abril, no Shopping Canoas, com apresentações de grupos locais. Já no dia 22, intervenções artísticas ocupam estações da Trensurb em diferentes horários, ampliando o alcance das ações culturais. No dia 23, a Praça da Emancipação recebe espetáculos ao meio-dia, enquanto à noite o palco do Teatro do Sesc Canoas concentra as apresentações, que seguem também na sexta-feira (24). Ao longo do fim de semana, o teatro abriga mostras infantil e estudantil, além de atividades voltadas a projetos sociais.
Já no sábado, dia 25, têm início as oficinas formativas, que incluem quatro encontros, que foram antecedidos por uma residência de criação realizada antes da abertura oficial do evento. O workshop residência, conduzido por Soraya Portela, teve foco em processos criativos e experimentação em dança. As programações formativas serão realizadas na Antiga Estação de Trem, com destaque para temas como iluminação cênica, improvisação, danças urbanas e orientais.
No domingo, 26, o Teatro do Sesc recebe a terceira edição da Mostra de Dança Infantil, às 17h, reunindo grupos formados por crianças de 4 a 12 anos. A programação segue na segunda-feira, 27 de abril, com a Mostra Estudantil e de Projetos Sociais em dois horários, às 15h e 19h30, destacando trabalhos de escolas, instituições, associações e ONGs de Canoas, ampliando o espaço de visibilidade para diferentes iniciativas ligadas à dança na cidade. No dia 28, o Calçadão recebe a performance “Corpo Samba – Oficena”, do coletivo Abre Corpo, que propõe uma experiência interativa a partir de referências afro-diaspóricas e da cultura do samba.
O encerramento ocorre em 29 de abril, no Dia Internacional da Dança, com uma celebração no Teatro do Sesc reunindo grupos profissionais e artistas locais. A noite destaca a diversidade das linguagens presentes na cidade, reafirmando o papel do evento como espaço de encontro, criação e valorização da dança.
Programação
sexta-feira (24/04)Semana da Dança de Canoas segue até 29 de abril com apresentações, oficinas e atividades gratuitas em diferentes pontos da cidade, celebrando o Dia Internacional da Dança.
Local: Teatro Sesc Canoas
19h30: Mostra de dança
sábado (25/04)
Local: Antiga estação de trem
10h: Oficina de Iluminação Cênica com Maurício Rosa
Local: Canoas Shopping
13h: Mostra de Dança
18h: Mostra de dança
Domingo (26/04)
Local: Antiga estação de trem
10h:Oficina de dança com Everton Somber
12h: Oficina de dança com Everton Somber
14h: Oficina de dança com Everton Somber
Local: Teatro Sesc Canoas
17h: Mostra Infantil de Dança
Segunda-feira (27/04)
Local: Teatro Sesc Canoas
15h: Mostra de Dança Estudantil e de Projetos Sociais
Terça-feira (28/04)
Local: Calçadão de Canoas
12h20:Performance “Corpo Samba – Oficena”
Quarta-feira (29/04)
Local: Teatro do Sesc Canoas
19h30: Celebração de Encerramento
Cultura
Espetáculo CorpoSamba leva arte e samba ao centro de Canoas

A performance artística CorpoSamba – Oficena segue em circulação pelo Rio Grande do Sul e chega a Canoas no dia 28 de abril. A apresentação será realizada às 12h30, no calçadão da cidade, com acesso gratuito e ao ar livre. A proposta mistura dança, música ao vivo e interação com o público no espaço urbano, criando uma experiência leve, divertida e, ao mesmo tempo, provocativa.
Criado em Caxias do Sul (RS), o trabalho reúne artistas-pesquisadores de diferentes áreas, como Igor Cavalcante Medina, com trajetória ligada ao samba e às danças de salão; Assaury Hiroshi, da dança contemporânea; e Ezequiel Zanoni Duarte (Zeca Duarte), vinculado ao samba e à música popular brasileira. A criação conta ainda com a participação da bailarina Jenifer Bonho e do percussionista Marcelinho Silva.
Com trilha sonora autoral executada ao vivo, CorpoSamba – Oficena parte da ideia de que o corpo também é território de memória, resistência e criação. Ao longo da apresentação, surgem provocações sobre o próprio corpo e sobre corpos frequentemente marginalizados, como os das mulheres e das pessoas negras. Essas questões, porém, aparecem sem rigidez, abrindo espaço para uma relação lúdica com o público, que é convidado a experimentar passos iniciais de samba e a interagir com os bailarinos e integrar-se ao clima de carnaval no qual se encerra o espetáculo, vivenciando e construindo a cena em tempo real, junto aos artistas.
Hiroshi, bailarino, coreógrafo e um dos diretores do espetáculo, afirma que o trabalho dá continuidade a uma investigação sobre o corpo brasileiro e sobre o samba como uma de suas expressões mais genuínas.
“A partir de minhas pesquisas, vejo o samba como uma manifestação artística marcada por relações sociais, raciais e de gênero que atravessam a história do país e que, por isso, também se estabelece como espaço de resistência, diálogo e transformação social”, observa.
Para ele, a obra parte de um corpo que se posiciona e que transforma resistência em movimento e movimento em identidade.
Para o também diretor Medina, a Oficena se apresenta não apenas como linguagem artística, mas também como ferramenta de transformação social, ao provocar reflexão, questionar estruturas de opressão e reafirmar a potência do corpo em movimento. “A proposta convida o público a vivenciar o samba como força vital, resistência e expressão cultural profunda”, aponta.
A produtora executiva Uyara Camargo destaca que a circulação em espaços públicos e históricos de cidades gaúchas foi pensada para ampliar o acesso à arte e descentralizar o acesso à cultura. “A escolha desses locais reforça o compromisso do projeto com a democratização da cultura, ao mesmo tempo em que valoriza a cultura popular, fortalece identidades locais e pode estimular o turismo cultural e o comércio.”
A construção do espetáculo também se apoia nas trajetórias de seus criadores. Medina, homem negro e sambista, tensiona em cena o racismo presente nas sutilezas do cotidiano. Hiroshi, a partir de sua ancestralidade oriental e indígena, investiga encontros e fusões culturais no corpo que samba. Já a bailarina Jenifer, como mulher, incorpora reflexões sobre a violência de gênero e seus impactos sociais e corporais. Juntas, essas perspectivas ampliam o olhar sobre a identidade brasileira e sobre o samba como expressão de alegria, crítica social e permanência cultural.
Todas as apresentações contam com intérprete de Libras, ampliando o acesso e reconhecendo diferentes formas de experiência estética.
Antes de chegar a Canoas, o projeto realizará uma apresentação gratuita em Porto Alegre no dia 18 de abril, às 17h, no Parque Harmonia (ao ar livre). CorpoSamba – Oficena é financiado pelo Financiarte, da Prefeitura de Caxias do Sul.

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