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17/04/2026
 

Saúde

Presidente do Conselho Nacional do Gamp fala sobre atuação em Canoas

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A Saúde pública, serviço tão importante para a vida das pessoas, tem sido debatida frequentemente em Canoas. Após a chegada do Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp), uma série de reivindicações, principalmente lideradas por movimentos sindicais, geraram instabilidade nas relações entre a nova empresa e o quadro de funcionários. O jornal O Timoneiro, atento aos problemas do município, deu ampla divulgação a todo o processo, ouvindo todas as partes envolvidas. Neste sentido, a equipe de reportagem conversou, na última quarta-feira, 16, com o presidente do Conselho Executivo do Gamp, Cássio Santos.

Transição

A chegada do Gamp e a transição com o Grupo Mãe de Deus não foi nada fácil, relata Cássio: “Passamos por momentos de muita turbulência.Tentamos fazer uma transição tranquila com eles, mas não conseguimos”. O presidente do Conselho afirma que no governo anterior, junto ao Mãe de Deus, foi realizado um Termo de Assunção, onde se retirou o valor de R$ 1,5 milhão do que estava previsto no contrato, para se pagar os débitos do Mãe de Deus. “Nesse Termo de Assunção, esse dinheiro viria para que nós pudéssemos pagar esses fornecedores. Nós iríamos fazer uma negociação, chamar todos os fornecedores e funcionários, para informar que íamos pagar pouco a pouco”, conta o gestor.

Problemas

Os problemas começaram, de acordo com Cássio, quando o Gamp verificou uma série de falhas na estrutura das unidades de saúde. “Entramos aqui e vimos que estava tudo sucateado, jogado às traças, estava uma bagunça”. A partir disso, a nova gestão se negou a pagar as dívidas deixadas pelo Mãe de Deus e instaurou uma auditoria. “Aí, gerou um caos. Falei com o prefeito e informei que quando acontecer isso vai gerar um estresse. Fomos para o enfrentamento”, afirma Santos. Ele ainda relata que naquele momento havia pressão por parte das empresas que já prestavam serviço e de médicos que queriam sair.

Sindicatos
Diversos sindicatos entraram em conflito com o Gamp a partir de tais ações. “São entidades reconhecidas, de notória capacidade, mas muitos não deixam de ser irresponsáveis. Na maioria são entidades sérias, mas infelizmente tem algumas que, por interesses secundários, acabam fazendo politicagem”, afirma Cássio. O atual gestor criticou a ação de diversos sindicatos, que têm feito campanhas e reivindicações direcionadas ao Gamp.

Contrato

O maior pedido e motivo das campanhas de movimentos sindicais é a revisão do contrato entre a Prefeitura e Gamp. De acordo com o Dr. Cássio, essa possibilidade não existe: “Não se quebra contrato com uma Organização Social (OS) da noite para o dia. Existe todo um processo que manda a legislação”, afirma. de acordo com ele, o acordo é o principal contrato individual de Saúde do Estado. Santos comenta que a empresa tem um projeto detalhado que foi apresentado quando a gestão foi assumida. “Lá está escrito todo o planejamento de ações com planos indicadores e metas de gestão. Se não cumprirmos essas metas somos penalizados financeiramente”, afirma. De acordo com o presidente do Conselho, a única maneira de se quebrar o contrato com uma OS é através de uma rescisão amigável entre ambas partes.

Funcionários

“Quando você entra em um projeto desses, se faz um estudo técnico para saber quantas pessoas são necessárias para fazer cada trabalho”, diz Cássio Santos. De acordo com ele, no período entre janeiro a março, mais de 400 funcionários pediram demissão nas unidades geridas pelo Gamp. “Isso não fez nem cócegas na gestão. Ou seja, eram funcionários demais”, afirma Cássio. Segundo ele, a administração liberou pouco a pouco as contratações de novos colaboradores. A visão agora, de acordo com o gestor, é de melhoria no atendimento e estabilidade.

Projetos

De acordo com Cássio, existem diversos projetos a serem implantados e outros que já estão em execução no Gamp. Ele anuncia que já existe acordo com a empresa de oncologia Oncoclínicas: “Vamos implantar um serviço de oncologia aqui. Estão fazendo um mapeamento para isso”, comenta Santos. Também já está em fase de acerto, segundo ele, uma parceria com a Ipemed, que é um curso de Pós-Graduação Médica. “São 14 especialidades que serão colocadas à disposição. Isso sem investimento por parte do Gamp. As empresas irão captar recursos para atuar aqui, e 50 % ficará com o município”, afirma o gestor. Além disso, o presidente do Conselho Nacional afirma que o patronal será devolvido à Prefeitura, em média de R$ 1,5 milhão por mês.

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Saúde

Anvisa determina apreensão de canetas emagrecedoras irregulares no País sem registro

Redação

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Foto: Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na terça-feira, 14, a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, conhecidos como canetas emagrecedoras, produzidos por empresa não identificada. A medida também proíbe a comercialização, distribuição, importação e o uso dos produtos em todo o país.

Segundo a Anvisa, os produtos são amplamente divulgados na internet como medicamentos injetáveis à base de GLP-1 e ficaram conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”. No entanto, não possuem registro, notificação ou qualquer tipo de cadastro junto ao órgão regulador.

De acordo com a agência, por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, não há garantia quanto à composição ou à qualidade, o que representa risco à saúde. A orientação é de que não sejam utilizados em nenhuma hipótese.

A Anvisa também orienta que profissionais de saúde e pacientes que identifiquem unidades desses produtos entrem em contato com os canais de atendimento do órgão ou com a Vigilância Sanitária local.

A decisão está formalizada na Resolução (RE) nº 1.519/2026, publicada no Diário Oficial da União.

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Saúde

Canoas ultrapassa 20 mil imunizados contra a gripe; vacinação segue nas unidades de saúde

Redação

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A campanha de vacinação contra a gripe segue em andamento em Canoas e já alcançou mais de 20 mil pessoas imunizadas desde o início da mobilização, realizada no Dia D em 28 de março.

De acordo com dados da Secretaria Municipal da Saúde, mais de 10 mil doses foram aplicadas ao longo de março. Já em abril, até a última sexta-feira (10), o número se aproxima de 11 mil aplicações, indicando adesão da população à campanha.

A vacinação está disponível nas 27 Unidades de Saúde do município, com atendimento das 8h às 17h. A ação é voltada aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.

O município ainda dispõe de mais de 20 mil doses em estoque, o que garante a continuidade da imunização nos próximos dias. A orientação é que as pessoas pertencentes aos grupos prioritários procurem a unidade de saúde mais próxima, portando documento de identificação, CPF, Cartão SUS e, se possível, a caderneta de vacinação.

A secretária municipal de Saúde, Ana Boll, reforça a importância da vacinação.

“A vacina é a forma mais eficaz de prevenir complicações causadas pela gripe, principalmente entre os grupos mais vulneráveis. É fundamental que as pessoas procurem as Unidades de Saúde e se vacinem. Temos doses disponíveis e estamos preparados para atender a população”, afirmou.

Grupos prioritários

Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias);
Gestantes (qualquer idade gestacional);
Idosos com 60 anos ou mais de idade;
Puérperas (até 45 dias após o parto);
Povos indígenas;
Caminhoneiros;
Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbano e de longo curso;
Trabalhadores portuários;
Trabalhadores dos correios;
População privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independentemente da idade;
Quilombolas;
Pessoas em situação de rua;
Trabalhadores da saúde;
Professores do ensino básico e superior;
Profissionais das Forças de Segurança e Salvamento;
Profissionais das Forças Armadas;
Pessoas com deficiência permanente.

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Saúde

Reabertura do HPS de Canoas é adiada para junho de 2027, após atrasos nas obras

Redação

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Hospital de Pronto Socorro de Canoas tem previsão de reabertura parcial para final de setembro

De acordo com informações divulgadas pelo portal GZH na manhã desta sexta-feira, 10, a reabertura do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Canoas deve ocorrer apenas a partir de junho de 2027.

O novo prazo está ligado à segunda fase das obras de recuperação da unidade, que sofreu danos durante a enchente de maio de 2024. A previsão inicial indicava a retomada das atividades em dezembro de 2026, mas o cronograma foi revisado.

Segundo o texto, o município divulgou edital para contratar a empresa responsável pelo projeto e pela execução das obras. A abertura das propostas está marcada para o dia 22 de abril. Caso não haja recursos administrativos ou questionamentos judiciais, a assinatura do contrato pode ocorrer no início do segundo semestre.

Conforme o edital, o prazo estimado para conclusão da reforma é de 12 meses, com entrega prevista para junho de 2027. O contrato com a empresa vencedora terá vigência de 18 meses.

Entre as intervenções previstas estão a recuperação da cobertura, substituição de revestimentos, melhorias nas casas de máquinas e reservatórios, além de adequações nos sistemas elétrico e hidrossanitário, instalação de climatização, pintura e serviços de paisagismo. O investimento pode chegar a R$ 10,13 milhões.

Após a conclusão das obras, ainda será necessária a compra de móveis e equipamentos médicos. Em setembro de 2024, a prefeitura suspendeu o processo de aquisição desses itens. Até o momento, não há definição sobre quando o hospital voltará a operar plenamente.

Procurada pela reportagem do Jornal O Timoneiro, a prefeitura de Canoas informou que em breve enviará uma nota sobre o assunto.

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