Geral
Escola de programação e robótica para crianças chega em Canoas
MONIQUE LEOTE MENDES*
Considerada a primeira e maior escola de programação e robótica do Brasil, voltada para crianças e adolescentes, a SuperGeeks abre suas portas para a comunidade canoense neste sábado, 12, das 9 às 19 horas. Os cursos que trazem os jogos eletrônicos como ferramentas de aprendizagem, ensinam os estudantes a criarem sua própria tecnologia se divertindo.
Segundo a diretora administrativa, Keli K. Vanin, a escola é inovadora e está sempre acompanhando as novidades do mercado. “No futuro, tudo será automatizado, robotizado e nossos filhos precisam ter esse conhecimento. Imagina se em vez de ficarem apenas brincando nos videogames e tablets, eles começarem a entender o funcionamento e criarem seus próprios jogos ou aplicativos?”, questiona.
A SuperGeeks promete preparar as crianças para demandas futuras, onde farão parte de uma massa digital qualificada e preparada. “Estamos trazendo para Canoas o melhor dos dois mundos: tecnologia e educação. Conhecer a tecnologia é tão importante para nossos filhos hoje em dia, quanto conhecer matemática ou a língua portuguesa”, complementa.
Metodologia
A SuperGeeks é focada no público infanto-juvenil (crianças e adolescentes) de 7 (desde que esteja no 2º ano escolar) até os 16 anos. As aulas são semanais e recebem até 12 alunos por turma, cada um com o seu computador.
O aprendizado vai desde os conceitos básicos de programação e games simples até a elaboração de jogos eletrônicos em 3D, robótica e aplicativos. As aulas ainda trazem como complemento a língua inglesa, que está presente na comunicação utilizada no ensino.
Com metodologia exclusiva e apoio pedagógico adequado para que o ensino seja aproveitado ao máximo, a SuperGeeks oferece três tipos de cursos: Regulares (semestrais/anuais), Extras (youtuber e edição de vídeos) e os denominados “QuickCodes”, que têm duração de um a dois meses, período no qual a criança pode optar por criação de games 2D, robótica com Arduino, programação, e criação de Mod no Minecraft .
Trabalho inovador
O lema da escola é aprender se divertindo. Os professores ensinam utilizando as ferramentas que os alunos mais gostam: os games. Durante o curso, as crianças e adolescentes começam a desenvolver seus próprios jogos.
“Os alunos que chegam até a escola passam por uma aula demonstrativa e uma avaliação que determina em qual turma ele ingressará”, explica Vanin. Cada estudante ganha um personagem (avatar) numa ferramenta de gameficação. O jogo é criado para incentivar ainda mais o aluno que, ao longo do semestre, vai guardando pontos e ganhando superpoderes, conforme cumpre os exercícios de aula e tarefas de casa.
Já na primeira matrícula, os professores sentiram de perto o entusiasmo brotar no seu primeiro aluno, Vinicius Quevedo, 9 anos. Ele participou de uma aula demonstrativa e no mesmo dia começou a desenvolver seu primeiro game. “O jogo está em desenvolvimento ainda, mas chego lá. A professora é nota dez, me ajudou muito. Quero ser um programador”,diz Vinicius, que estará na inauguração apresentando o seu game para outras crianças.
História
A SuperGeeks começou a ser criada no Vale do Silício, Califórnia (polo mundial da tecnologia), em 2013. Foi idealizada e criada pelo casal Marco Giroto e Vanessa Ban, enquanto estavam morando nos Estados Unidos. Marco Giroto teve seu primeiro contato com programação aos 12 anos, trabalhou em grandes empresas brasileiras e multinacionais e criou sua primeira empresa de tecnologia aos 23 anos, no ano de 2003. Vanessa Ban foi professora por muitos anos, lecionou em turma de pré-escola, Ensino Fundamental I e II, Ensino Médio, e cursos preparatórios para o vestibular, especializando-se em língua, Literatura e Semiótica.
Depois de um ano de pesquisa e desenvolvimento, tanto no Vale do Silício como no Brasil, eles concluíram um modelo ideal para ensinar Ciência da Computação para as crianças e adolescentes.
A primeira unidade foi inaugurada em 2014, no bairro de Vila Mariana, em São Paulo. Hoje, a rede já conta com mais de 40 escolas em todo país. No Rio Grande do Sul, são duas unidades, uma em Porto Alegre e agora a unidade de Canoas, que está localizada na Avenida Dr. Severo da Silva, 1525, no bairro Estância Velha.
A franquia em Canoas é dirigida por três famílias atuantes no segmento de educação e tecnologia: Fausto e Keli Vanin, Antenor e Arlete Federizzi, e Gabriel e Eliane Federizzi.
Devido aos avanços tecnológicos, bem como o uso dela no nosso cotidiano, aprender a lidar com a Ciência da Computação está se tornando tão importante para o futuro das crianças e adolescentes quanto aprender o inglês e outras matérias. Num mundo cada vez mais controlado por máquinas e softwares, saber lidar com programação pode ser essencial para abrir portas para os futuros profissionais e torná-los bem-sucedidos na vida e carreira.
Mais informações sobre a escola, acesse o site: www.supergeeks.com.br ou acompanhe a página no facebook: SuperGeeks Canoas.
Geral
ARP lança campanha de 70 anos em evento com palestra de Caio Del Manto

A Associação Riograndense de Propaganda (ARP) dá início, no próximo dia 24 de abril, às comemorações pelos seus 70 anos de atuação com um evento marcado para o Auditório da entidade. A programação começa ao meio-dia e inclui o lançamento da campanha institucional alusiva à data.
Entre os destaques está a participação de Caio Del Manto, CEO e cofundador da Euphoria Creative, com atuação no Brasil, México e Colômbia. Com trajetória de 25 anos no mercado, o profissional já atuou em agências internacionais como Fallon Londres e Media.Monks.
Durante o evento, Del Manto apresenta a palestra “Da atenção à intenção: como a lógica comportamental da publicidade se transforma”. A proposta é discutir as mudanças no comportamento do consumidor e os impactos dessas transformações na construção estratégica das marcas.
“O foco é mostrar, de forma prática, quais são as mudanças no comportamento do consumidor e como elas impactam a forma de fazer comunicação”, afirmou o palestrante.
Após a apresentação, o tema será aprofundado em um painel com a participação de Renata Schenkel, sócia da Escala e vice-presidente da ARP, com mediação de Daniele Lazzarotto, fundadora da Cordão e diretora de conteúdo da entidade.
O encontro também marca o lançamento da campanha “Mais Vivos do que Nunca”, criada pela agência Escala após vencer o “Desafio ARP”. A proposta busca conectar a trajetória do mercado publicitário gaúcho com as perspectivas de inovação para o futuro.
De acordo com o sócio e executivo de criação da Escala, Roberto Lopes, a campanha parte da provocação recorrente sobre a “morte da propaganda”.
“Se a propaganda morresse mesmo, a gente não estaria há décadas anunciando o fim dela. No fundo, cada ‘morte’ sempre foi só o começo de uma nova fase. Essa campanha nasce como uma provocação para que cada agente do nosso mercado responda, do seu jeito, que está mais vivo do que nunca”, ressalta.
As celebrações dos 70 anos da ARP devem se estender ao longo do ano com uma série de conteúdos. A programação contará com o patrocínio da SECOM e o apoio do IFPRO e da Escala, parceiros que estarão presentes em todas as ações comemorativas da entidade em 2026, reforçando o compromisso conjunto com o desenvolvimento da comunicação e da indústria criativa.
O evento do dia 24 é exclusivo para sócios e convidados e contará com serviço de gastronomia. Interessados em participar devem inscrever-se pelo arp@arpnet.com.br ou pelo WhatsARP: (51) 9 9872-5567
Policial
Inquérito sobre desaparecimento da família Aguiar aponta três mortes e indicia suspeito mesmo sem corpos

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o desaparecimento da família Aguiar e encaminhou o material ao Ministério Público na sexta-feira, 17, após mais de 80 dias de investigação. Mesmo sem a localização dos corpos, os investigadores afirmam ter reunido elementos suficientes para indiciar Cristiano Domingues Francisco por feminicídio, duplo homicídio triplamente qualificado e outros crimes.
Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, estão desaparecidos desde janeiro. Silvana foi vista pela última vez no dia 24 de janeiro, enquanto os pais desapareceram no dia seguinte, 25 de janeiro. Cristiano é apontado como o principal suspeito.
Além dos homicídios, ele foi indiciado por ocultação de cadáver, abandono de incapaz, falsidade ideológica, furto qualificado, fraude processual, falso testemunho e associação criminosa. As penas máximas somadas podem chegar a 102 anos de reclusão. Caberá ao Ministério Público decidir se oferece denúncia à Justiça.
Durante coletiva de imprensa realizada na sexta-feira, 17, a polícia apresentou a cronologia dos fatos com base em provas técnicas, como imagens de câmeras de segurança e dados de conexão de celulares.
Segundo a investigação, Silvana teria sido morta entre a noite e a madrugada de 24 de janeiro, dentro da própria residência. Registros indicam a presença de um Volkswagen Fox vermelho no local entre 20h33 e 20h41, momento em que um celular vinculado a Cristiano teria se conectado ao wi-fi da casa. Às 21h28, um Ford Ka branco, pertencente à vítima, entra no local e não sai mais. Às 23h32, o Fox retorna e deixa o endereço às 23h45, quando os celulares se desconectam da rede.
A polícia concluiu que os dois estiveram no imóvel ao mesmo tempo e que o crime ocorreu no local. Na madrugada do dia 25 de janeiro, o Fox volta rapidamente à residência por volta das 3h19.
As investigações apontam ainda que Cristiano teria utilizado inteligência artificial para simular a voz de Silvana e atrair o pai dela até a casa. Isail chega ao local às 16h28 do dia 25 de janeiro e, cerca de 20 minutos depois, apenas o suspeito deixa a residência. A mesma estratégia teria sido usada para acessar a casa dos pais da vítima, onde Dalmira estava. Desde então, o casal não foi mais visto.
“Foi um crime tão bem planejado. Percebemos que essa montagem para atrair os idosos já havia sido criada dias antes. Ele preparou um telefone para utilizar no crime e também pensou no pós-crime”, afirmou o delegado Diego Traesel.
Outras cinco pessoas também foram indiciadas por crimes como fraude processual, ocultação de cadáver e associação criminosa. De acordo com a polícia, não há indícios de participação delas nos homicídios, mas sim de atuação posterior.
“Não encontramos elementos de que os demais envolvidos tenham participado antes dos crimes. A conduta deles ocorreu no sentido de tentar isentar o Cristiano da suspeita”, disse o delegado Anderson Spier.
A Polícia Civil chegou a solicitar a prisão preventiva de três desses envolvidos, além de Cristiano, mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça.
A motivação do crime, conforme a investigação, estaria relacionada à disputa pela guarda do filho do suspeito com Silvana, além de questões financeiras envolvendo o patrimônio da família.
O inquérito reúne cerca de 20 mil páginas, com depoimentos, relatórios e análises que somam mais de 10 terabytes de dados. Foram apreendidos celulares, computadores e dispositivos de armazenamento, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão e quebras de sigilo.
“Se criou a ideia de que sem os corpos não há prova, mas temos um conjunto robusto que aponta para a materialidade dos crimes, que pode ser demonstrada de forma indireta”, afirmou o delegado Anderson Spier.
Policial
Justiça torna réu cardiologista investigado por abuso sexual contra pacientes em Taquara

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu, na quinta-feira, 17, o cardiologista Daniel Pereira Kollet, investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Taquara.
A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara, e tem como base a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Com isso, o médico passa a responder formalmente ao processo.
Segundo o MP, Kollet é acusado de estupro de vulnerável. A Promotoria sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido à relação de confiança estabelecida entre médico e paciente durante os atendimentos.
De acordo com a denúncia, assinada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, os supostos abusos ocorreram durante consultas em consultório particular, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames cardiológicos. O Ministério Público afirma que o médico teria se aproveitado da condição profissional e da fragilidade das vítimas no contexto do atendimento.
O órgão também pediu à Justiça a condenação do réu ao pagamento de indenização às pacientes.
Na esfera policial, Daniel Pereira Kollet foi indiciado por violência sexual mediante fraude. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos já foram concluídos e encaminhados ao Judiciário.
O número de possíveis vítimas que registraram ocorrência chega a 44, conforme atualização de quinta-feira , 17. Outras 20 mulheres também procuraram a polícia e avaliam formalizar denúncia.
A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, não se manifestou ainda.

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