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15/09/2026
 

Geral

Abrigo Raio de Sol: novas instalações para crianças e adolescentes

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Crianças e adolescentes sob a tutela do município e fora da escola. Meninos e meninas de 4 a 17 anos dividindo os mesmos quartos. Funcionários em condições precárias de trabalho. Falta de higiene, rede elétrica desprotegida, entulhos amontoados pelo pátio e um esgoto a céu aberto. Esse era o cenário visto por quem visitava a Casa de Acolhimento Raio de Sol no início de janeiro. “Antes mesmo de assumirmos a Prefeitura, identificamos problemas no Raio de Sol. Desde dezembro trabalhamos com estratégias para cumprirmos o que nos cabe a partir do momento em que assumimos a administração: dar acesso à educação, apoio, bons exemplos e a sensação de família”, explicou a vice-prefeita, Gisele Uequed (Rede).

Desde a última segunda-feira, 10, o Raio de Sol funciona em duas casas: uma para as meninas e a outra para os meninos – ambas com sete quartos, cozinha, sala de jantar, sala de TV, área de serviço, espaço para jogos e acesso a uma biblioteca que está sendo construída. A equipe de trabalho também cresceu, e hoje conta com 33 pessoas, que se dividem entre coordenadores, pedagogos, educadores sociais, técnicos, cozinheiros, pessoal de serviço geral e vigilância. “Esses novos imóveis, além de mais adequados, têm o principal: cara de lar, com carinho e atenção. Os dormitórios são separados por sexo e idade, há espaço para lazer e a segurança funciona 24 horas por dia”, destacou o prefeito, Luiz Carlos Busato (PTB).

Ação civil pública extinta

O Ministério Público (MP) e o Juizado da Infância e da Juventude acompanham a situação do Raio de Sol há alguns anos. Em 2010, o MP firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Município de Canoas. O TAC é um acordo proposto pelo Ministério Público com o violador de determinado direito coletivo, que tem o objetivo de reparar o dano, evitar a continuação da ilegalidade e evitar a ação judicial. Nesse caso, como a administração não correspondeu ao acordado, o MP moveu uma ação civil pública em 2016.

Desde janeiro de 2017, diversas ações foram realizadas como o encaminhamento a atendimento médico, a criação de uma rotina interna e externa, que contempla a frequência escolar, avaliações psicossociais, programações lúdicas, esportivas e culturais para as crianças.“Tivemos diversas conversas com o Legislativo, com o Ministério Público e com a Vara da Infância e Juventude para que esses problemas fossem resolvidos conjuntamente. Por algum motivo essas crianças foram tiradas de seus pais por um determinado tempo e essa é uma situação que precisa ser tratada pelos três poderes”, completou Gisele.

Com as alterações implementadas na rotina dos acolhidos e nas instalações do Raio de Sol, o Ministério Público decidiu extinguir a ação civil pública.

Uma nova rotina

Logo ao entrarem nas novas casas nesta quinta-feira, 13, prefeito, vice-prefeita e a secretária do Desenvolvimento Social, Luísa Camargo, se depararam com cenas antes raras: em cada canto uma atividade diferente. Enquanto uns faziam os temas de casa na varanda, outros confeccionavam origamis. “Em seu cotidiano, eles têm tarefas, horários a cumprir, regras de convivência e acreditamos que isso servirá para a formação de novas atitudes quando voltarem para a casa”, acrescentou Luísa, ressaltando que agora todos os jovens estão matriculados na rede municipal de ensino.

Grupo de trabalho

A troca de endereço foi comunicada formalmente ao Juizado da Infância e Juventude, que propôs a criação de um grupo de trabalho para a construção da política pública de atenção às crianças e adolescentes do Município, o que vem ao encontro da filosofia de trabalho adotada pela administração. O grupo contará com representantes da Prefeitura de Canoas, do Governo do Estado, do Ministério Público e do Poder Judiciário.

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Meio Ambiente

Descarte irregular de medicamentos e materiais veterinários é registrado em Nova Santa Rita

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Uma ocorrência de descarte irregular de medicamentos e materiais de uso veterinário foi registrada na noite do último sábado, 12, no Ponto de Entrega Voluntária (PEV) do Loteamento Popular, em Nova Santa Rita.

Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA), uma equipe de fiscalização, acompanhada pela Guarda Civil Municipal, encontrou no local uma grande quantidade de agulhas, seringas, frascos e medicamentos de uso veterinário. Os materiais precisam de destinação específica e não devem ser descartados junto aos resíduos comuns.

A ocorrência também foi identificada por meio das câmeras de monitoramento instaladas no PEV. Conforme a prefeitura, as imagens registraram um casal realizando o descarte dos materiais.

O caso será encaminhado à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação e pela apuração de possíveis responsabilidades.

O prefeito Rodrigo Battistella afirmou que o município pretende adotar medidas contra casos de descarte irregular.

“Não vamos aceitar que espaços públicos sejam utilizados para o descarte irregular de materiais que podem colocar em risco o meio ambiente e a população. A fiscalização está atuando e, quando houver identificação dos responsáveis, o caso será encaminhado aos órgãos competentes para que sejam tomadas as medidas necessárias.”

O secretário municipal de Meio Ambiente, Douglas Varerea, destacou os riscos relacionados ao descarte inadequado desse tipo de material.

“Estamos falando de materiais que podem causar contaminação e oferecer riscos à saúde e ao meio ambiente. Nossa equipe fez o atendimento da ocorrência e, com o apoio das imagens de monitoramento, foi possível reunir informações que serão encaminhadas para investigação.”

O descarte irregular de resíduos pode resultar em sanções e outras medidas previstas na legislação.

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Geral

Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado em todo o país

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Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado em assembleias realizadas na noite de quinta-feira, 10. Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), sindicatos de diferentes estados aderiram à paralisação.

A greve ocorre após o encerramento das negociações da campanha salarial sem acordo entre a categoria e a empresa. Um dos principais pontos de divergência é o plano de saúde dos funcionários.

De acordo com a Findect, a categoria é contrária às mudanças propostas pela direção dos Correios no benefício. A entidade afirma ainda que foram realizadas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas não houve consenso.

Na Paraíba, o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos informou que, durante a paralisação, apenas serviços administrativos internos estão funcionando. Ainda não há informações consolidadas sobre o funcionamento das unidades em todas as regiões do país.

Crise financeira

A greve ocorre em meio à situação financeira negativa dos Correios. A empresa acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo. No primeiro semestre de 2026, o resultado negativo chegou a R$ 5,6 bilhões.

Apesar do resultado, o prejuízo registrado no segundo trimestre foi menor do que os valores contabilizados no primeiro trimestre de 2026 e no quarto trimestre de 2025.

Os Correios também aguardam um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, previsto para ser recebido até 15 de setembro. A operação deve ser realizada por um consórcio formado por bancos nacionais e estrangeiros.

Entre as instituições envolvidas estão Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul. No fim de 2025, a empresa havia contratado um empréstimo de R$ 12 bilhões.

Sindicatos que aderiram à greve

A lista divulgada pela Findect inclui sindicatos e entidades de diferentes estados e regiões do país, entre eles:

• Acre
• Alagoas
• Amazonas
• Amapá
• Bahia
• Campinas
• Ceará
• Distrito Federal
• Espírito Santo
• Goiás
• Juiz de Fora
• Minas Gerais
• Mato Grosso
• Rondônia
• Pará
• Paraíba
• Pernambuco
• Piauí
• Paraná
• Rio Grande do Norte
• Roraima
• Ribeirão Preto
• Rio Grande do Sul
• Santa Catarina
• Sergipe
• São José do Rio Preto
• Santa Maria
• Tocantins
• Uberaba
• Vale do Paraíba
• Bauru e região
• Maranhão
• Mato Grosso do Sul
• Rio de Janeiro
• Santos e região
• São Paulo

A adesão e os impactos da paralisação sobre o atendimento ao público e a entrega de encomendas podem variar conforme cada região.

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Policial

Polícia Civil prende três suspeitos de vender medicamentos emagrecedores irregulares em Canoas

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil realizou, na manhã desta sexta-feira, 11, uma operação contra um grupo suspeito de comprar medicamentos emagrecedores no Paraguai e revendê-los em cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre. Três mandados de prisão temporária foram cumpridos no bairro Guajuviras, em Canoas.

Os presos são um homem de 34 anos, uma mulher de 26 anos, que formariam um casal, e outro homem, de 31 anos. Segundo a investigação, eles são suspeitos de integrar um grupo responsável pela compra, transporte e comercialização dos produtos. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

A operação investiga os crimes de associação criminosa e adulteração de medicamentos.

Medicamentos eram vendidos por até R$ 1,4 mil

De acordo com a Polícia Civil, o grupo comercializava ampolas de um medicamento à base de tirzepatida, princípio ativo também presente no Mounjaro. O produto, de uma marca paraguaia, tem comercialização, importação e uso proibidos no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os medicamentos eram adquiridos no Paraguai e transportados para o Rio Grande do Sul. Conforme a investigação, em alguns casos, os produtos eram armazenados e transportados sem as condições adequadas de refrigeração.

A divulgação ocorria principalmente por meio de grupos de WhatsApp e do Instagram. Uma ampola era comercializada por aproximadamente R$ 400, enquanto uma caixa com quatro frascos era anunciada por cerca de R$ 1,4 mil.

A Polícia Civil estima que o grupo tenha movimentado mais de R$ 200 mil com a comercialização dos produtos, embora o valor total ainda não tenha sido calculado.

Investigação começou após denúncia

A apuração teve início em maio, após uma denúncia anônima informar à Polícia Civil sobre a existência do grupo.

No final de agosto, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do casal investigado, em Canoas. No imóvel, foram encontradas caixas vazias dos medicamentos.

Também foram apreendidos aparelhos celulares. Segundo a Polícia Civil, a análise do conteúdo dos dispositivos encontrou mensagens, imagens e negociações que indicariam a comercialização dos produtos há pelo menos um ano.

Nas redes sociais, os investigados utilizavam termos como “mom mom” e “queridinho do emagrecimento” para divulgar o produto. Em conversas privadas entre os integrantes, as ampolas eram chamadas de “camisetas”.

Investigação aponta problemas no armazenamento

As conversas analisadas pela polícia também indicaram preocupação dos próprios integrantes do grupo com a temperatura dos medicamentos durante o transporte.

Em uma das mensagens, um dos suspeitos questiona outro após um comprador relatar que teria visto o medicamento sendo retirado do bolso durante uma entrega. O diálogo mostra um dos integrantes alertando que as ampolas não deveriam ser transportadas dessa forma por causa da temperatura do corpo.

Segundo a Polícia Civil, o armazenamento e transporte inadequados podem comprometer a segurança e a qualidade dos medicamentos.

A operação é coordenada pela delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas. Segundo ela, a compra de medicamentos de fornecedores clandestinos representa risco aos consumidores.

“Quem compra esse tipo de produto na internet ou de fornecedores clandestinos está colocando a própria vida em risco”, afirmou a delegada. Segundo Bertoletti, a investigação busca responsabilizar os envolvidos e impedir a comercialização de produtos que possam oferecer riscos à saúde.

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