Defesa Civil
Governo do RS cria força-tarefa para atender regiões das Missões, Noroeste e Norte com previsão de temporais

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul mobilizou equipes e recursos para reforçar o atendimento nas regiões das Missões, Noroeste e Norte do Estado diante da previsão de retorno das chuvas entre o final da tarde e a noite desta terça-feira, 30.
A operação prevê o deslocamento de uma força-tarefa coordenada pelo chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Boeira. A estrutura inclui duas equipes técnicas do Departamento de Gestão de Desastres, um caminhão-pipa e um caminhão de Logística Humanitária.
Entre os materiais transportados estão cestas básicas, kits de higiene e limpeza, cobertores, colchões e geradores de energia, que poderão ser utilizados para apoiar os municípios caso ocorram situações de emergência.
Segundo a Defesa Civil, a medida busca posicionar equipes e equipamentos próximos das áreas com maior risco de impactos provocados por chuva intensa, granizo e ventos fortes, permitindo uma resposta mais rápida em caso de alagamentos, inundações de arroios e córregos ou danos causados por vendavais.
O Centro de Monitoramento da Defesa Civil permanece acompanhando as condições meteorológicas, enquanto o Centro de Operações mantém contato com as coordenadorias regionais e prefeituras para monitorar a evolução do cenário.
A orientação à população é acompanhar os alertas oficiais da Defesa Civil, evitar áreas sujeitas a alagamentos durante períodos de chuva intensa e seguir as recomendações das autoridades locais.
Defesa Civil
Defesa Civil estadual discute ações com municípios em reunião com a Famurs

O primeiro dia do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil (CIPDC) foi marcado por reuniões entre representantes da Defesa Civil estadual, prefeitos e gestores municipais para discutir ações de prevenção, preparação e resposta a desastres no Rio Grande do Sul.
Promovido pela Defesa Civil do Estado e pelo Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade, o congresso reuniu gestores públicos, especialistas e representantes municipais para debater estratégias relacionadas à proteção e defesa civil.
Durante o evento, a Defesa Civil estadual se reuniu com a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). O encontro abordou a integração entre os municípios e os demais órgãos que compõem o sistema de Proteção e Defesa Civil, além da construção do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil.
Também foram realizadas oficinas com gestores municipais para discutir propostas e contribuições ao plano, que está sendo elaborado com a participação de representantes de diferentes regiões do Estado.
Ao apresentar ações voltadas aos municípios, o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Chaves Boeira, mencionou a compra de kits operacionais que serão entregues a 73 municípios. Cada conjunto é composto por uma pick-up leve, um gerador de 10 Kva e quatro rádios transceptores multibanda. A aquisição deve ser entregue nos próximos meses.
Outro assunto tratado foi o edital destinado a municípios que contam com unidades de Bombeiros Voluntários, com o objetivo de ampliar a capacidade de resposta em cidades que não possuem unidades do Corpo de Bombeiros Militar.
A Defesa Civil também apresentou a resolução de repasse de recursos por meio do modelo Fundo a Fundo, lançada em 17 de junho, voltada para ações municipais de mitigação e preparação para desastres.
Representantes do Iclei Brasil informaram que novas oficinas regionalizadas serão realizadas em diferentes regiões do Rio Grande do Sul para contribuir com a elaboração do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil.
Ao longo da reunião, prefeitos e representantes municipais apresentaram demandas relacionadas à Defesa Civil em seus municípios. Dúvidas e sugestões sobre o repasse de recursos estiveram entre os principais temas discutidos, além de questões ligadas ao funcionamento do sistema de Defesa Civil no Estado.
Defesa Civil
Defesa Civil de Canoas participa de programa estadual de preparação para eventos extremos

A Defesa Civil de Canoas participou, na quarta-feira, 17, do lançamento do Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño), iniciativa voltada ao planejamento de ações para enfrentar possíveis impactos climáticos associados ao fenômeno El Niño, previsto para o período de 2026 e 2027.
O lançamento ocorreu durante o primeiro encontro regionalizado do programa, que reuniu representantes de 73 municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre. Na ocasião, foi assinado o decreto que regulamenta as ações previstas pela iniciativa.
O programa estabelece uma articulação entre Estado e municípios para ampliar a preparação diante de possíveis eventos extremos. Entre as medidas anunciadas está a previsão de investimentos de cerca de R$ 33 milhões destinados a 141 municípios considerados mais vulneráveis aos impactos climáticos.
Representando Canoas, o secretário municipal da Defesa Civil e Resiliência Climática, Vanderlei Marcos, afirmou que o planejamento antecipado é um dos principais pontos para reduzir riscos e melhorar a atuação em situações de emergência.
“A assinatura deste decreto representa um avanço importante no planejamento e na integração entre os entes públicos. A preparação antecipada é fundamental para reduzir riscos, proteger a população e garantir uma resposta mais eficiente diante de possíveis eventos climáticos extremos”, declarou.
Defesa Civil
Governo do RS intensifica preparação de municípios diante da possibilidade de El Niño em 2026

O Governo do Rio Grande do Sul deu continuidade às ações de preparação para um possível episódio de El Niño previsto para o segundo semestre de 2026. Em reunião realizada na manhã de quinta-feira, 11, no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), o governador Eduardo Leite voltou a se reunir com a equipe da Defesa Civil Estadual para acompanhar o andamento das medidas adotadas e definir as próximas etapas do planejamento.
A próxima etapa do trabalho prevê a realização de um seminário no dia 17 de junho, destinado a 70 municípios vinculados à Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil da Região Metropolitana. Posteriormente, encontros regionalizados serão promovidos com outras cidades consideradas mais vulneráveis aos efeitos de eventos meteorológicos extremos.
Durante os seminários, prefeituras de 60 municípios prioritários receberão análises técnicas individualizadas elaboradas pelo Departamento de Gestão de Riscos da Defesa Civil do Estado. Os documentos reúnem dados meteorológicos, hidrológicos, geológicos, sociais e históricos, identificando áreas críticas, quantificando edificações situadas em zonas de risco e avaliando a adequação dos planos municipais de contingência.
A definição dos municípios prioritários considera critérios como histórico de emergências, severidade dos eventos registrados, número de desalojados e desabrigados, impactos econômicos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) municipal e a proximidade de áreas urbanas com rios suscetíveis a cheias.
O coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Boeira, afirmou que a iniciativa busca qualificar a preparação dos municípios.
“Estamos entregando aos municípios um diagnóstico detalhado de suas vulnerabilidades e capacidades de resposta. Esse trabalho permite identificar fragilidades, orientar investimentos e aperfeiçoar os planos de contingência. Quanto mais preparados estivermos antes da ocorrência dos eventos, maior será a capacidade de proteger a população e reduzir impactos.”
Perspectiva climática
A meteorologista da Defesa Civil Estadual, Cátia Valente, apresentou a atualização dos modelos climáticos relacionados ao El Niño 2026-2027. As projeções apontam 63% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027 em diferentes regiões do Brasil.
No Rio Grande do Sul, o período de maior atenção deverá ocorrer durante o segundo semestre de 2026, especialmente entre o final do inverno e a primavera.
Segundo a meteorologista, apesar da elevada probabilidade de formação do fenômeno, os impactos específicos ainda dependem da interação de diferentes sistemas atmosféricos.
“Os modelos indicam, com elevado grau de confiança, a formação de um episódio de El Niño. No entanto, a magnitude dos impactos no Rio Grande do Sul dependerá da combinação de diferentes fatores meteorológicos que só podem ser avaliados com maior precisão em prazos mais curtos. Por isso, o foco neste momento é trabalhar com cenários e fortalecer a preparação dos municípios e das comunidades.”

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