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27/04/2026
 

Policial

Rio Grande do Sul tem sete feminicídios em menos de um mês e já supera total de dezembro de 2025

Redação

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Foto: DCS/PCRS

Em menos de um mês, o Rio Grande do Sul já registra um número de feminicídios superior ao contabilizado em dezembro de 2025. Até esta quarta-feira, 21, sete mulheres foram mortas por crimes motivados por gênero no Estado, o que representa, em média, um assassinato a cada três dias desde o início do ano. No mês anterior, conforme dados da Secretaria Estadual da Segurança Pública, haviam sido registrados seis casos.

As vítimas tinham idades entre 15 e 59 anos e, ao menos cinco delas, eram mães. Porto Alegre concentra o maior número de ocorrências, com duas mortes, mas há registros também em municípios de pequeno porte, incluindo uma cidade da Serra com cerca de 2,8 mil habitantes. As investigações indicam que, na maioria dos casos, os suspeitos são companheiros ou ex-companheiros das vítimas, geralmente motivados por ciúmes ou pela não aceitação do fim do relacionamento.

Diante do avanço dos crimes, a Polícia Civil realizou uma força-tarefa que resultou na prisão de mais de 20 suspeitos em um intervalo de 24h. A operação integra um conjunto de ações voltadas ao enfrentamento da violência doméstica e à redução dos índices desse tipo de crime no Estado.

Entre os casos registrados está o da bombeira civil Gislaine Beatriz Rodrigues Duarte, de 31 anos, foi morta a facadas em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O ex-companheiro, de 44 anos, foi preso e é apontado como autor do crime. Segundo a polícia, ele tentou simular o suicídio da vítima. O relacionamento durou cerca de três anos e era marcado por crises de ciúmes. Gislaine deixou um filho de 10 anos.

Em Canguçu, na Região Sul do Estado, Letícia Foster Rodrigues, de 37 anos, foi encontrada morta em uma área de mata, com um ferimento no pescoço. O companheiro, de 36 anos, foi preso a mais de 200 quilômetros do local do crime. Ela era mãe de dois filhos e possuía medida protetiva contra o agressor.

No município de Santa Rosa, no Noroeste, Marinês Teresinha Schneider, de 54 anos, foi morta a tiros dentro da própria casa pelo ex-companheiro. O homem invadiu a residência e efetuou os disparos. Ele foi preso preventivamente no dia seguinte. Marinês tinha medida protetiva em vigor.

Em Porto Alegre, Josiane Natel Alves, de 32 anos, foi assassinada com golpes de faca. O suspeito, com quem ela havia mantido um relacionamento por cerca de um mês, se apresentou à polícia e foi preso. A filha adolescente da vítima teria presenciado o crime.

Também na capital, Paula Gabriela Torres Pereira, de 39 anos, foi morta durante o dia em uma parada de ônibus. O principal suspeito é o ex-companheiro, de 50 anos, com quem ela disputava judicialmente a guarda de um dos filhos. Ele foi preso.

Em Sapucaia do Sul, uma adolescente de 15 anos foi morta pelo namorado, de 25 anos. O crime ocorreu na terça-feira, 20, e o autor confessou o assassinato. O relacionamento durava cerca de oito meses. A jovem chegou a ser acompanhada pela Patrulha Maria da Penha.

Por fim, em Muitos Capões, na Serra gaúcha, Uliana Teresinha Fagundes, de 59 anos, foi morta a tiros dentro da casa onde havia morado com o ex-companheiro. Ela havia deixado o imóvel dias antes. Uliana era monitora de uma escola estadual e mãe de duas filhas.

Casos de violência doméstica podem ser denunciados. Em situações de emergência, a Brigada Militar deve ser acionada pelo telefone 190. Quando a violência já ocorreu, a orientação é procurar uma Delegacia da Mulher ou qualquer delegacia para registrar a ocorrência e solicitar medidas protetivas, inclusive pela Delegacia Online. A Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas pelo número 180, e a Defensoria Pública oferece orientações pelo telefone 0800-644-5556.

Policial

Polícia Civil prende dois suspeitos por maus-tratos a animais e interdita canil em Dois Irmãos

Redação

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Foto: Policia Civil

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu em flagrante duas pessoas por maus-tratos a animais na manhã de quarta-feira, 22, em Dois Irmãos. A ação ocorreu após uma denúncia anônima que apontava irregularidades em um canil no bairro Travessão.

A investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia do município, que reuniu elementos que indicavam possíveis crimes no local. Com base nisso, foi cumprido mandado de busca e apreensão com apoio da Vigilância Sanitária, da Associação de Proteção aos Animais e de médicas veterinárias, que avaliaram as condições dos animais.

Durante a fiscalização, o canil foi interditado. Os animais foram apreendidos e ficaram sob responsabilidade de um depositário fiel, que ficará encarregado dos cuidados. No local, foram encontrados cerca de 200 animais, entre cães e gatos, muitos de alto valor comercial, mantidos dentro do imóvel e também no pátio.

Segundo os profissionais que atuaram na ocorrência, foram identificadas graves falhas estruturais, sanitárias e sinais de maus-tratos. A situação foi considerada grave pelas equipes.

Um homem e uma mulher foram presos em flagrante. De acordo com a Polícia Civil, os dois já tinham histórico de prisão por crimes semelhantes, durante a Operação Geisel, quando outras cinco pessoas também foram detidas pelo mesmo tipo de prática.

Entre as irregularidades apontadas, o canil não tinha controle reprodutivo dos animais, sem registros de cio, coberturas, gestações, idade ou intervalo entre crias, o que vai contra a legislação ambiental.

Também foi constatada a ausência de estrutura adequada para maternidade, falta de acompanhamento do desenvolvimento dos filhotes, sem controle de peso e sem comprovação de vacinação dentro da idade indicada. Não havia garantia de que os filhotes permaneciam com as mães pelo período recomendado.

Na parte sanitária, os animais não tinham comprovação de vermifugação ou vacinação periódica. Também não havia relatórios técnicos responsáveis pelo acompanhamento. Outro ponto identificado foi a ausência de controle de parasitas, como pulgas, carrapatos e ácaros.

O Delegado Felipe Borba enfatizou a gravidade da conduta e o papel da investigação:

“Estamos diante de uma situação de elevada reprovabilidade social, em que animais são submetidos a sofrimento em um contexto de exploração econômica. A atuação da Polícia Civil visa a interromper essa prática e a responsabilizar os envolvidos. Também é importante destacar que denúncias anônimas são levadas a sério e frequentemente constituem o ponto de partida para ações como esta, permitindo a pronta resposta do Estado diante de crimes dessa natureza”, afirmou o Delegado.

Foram constatadas irregularidades sanitárias, além de evidentes sinais de maus-tratos.

Foram constatadas irregularidades sanitárias, além de evidentes sinais de maus-tratos.

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Inquérito sobre desaparecimento da família Aguiar aponta três mortes e indicia suspeito mesmo sem corpos

Redação

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A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o desaparecimento da família Aguiar e encaminhou o material ao Ministério Público na sexta-feira, 17, após mais de 80 dias de investigação. Mesmo sem a localização dos corpos, os investigadores afirmam ter reunido elementos suficientes para indiciar Cristiano Domingues Francisco por feminicídio, duplo homicídio triplamente qualificado e outros crimes.

Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, estão desaparecidos desde janeiro. Silvana foi vista pela última vez no dia 24 de janeiro, enquanto os pais desapareceram no dia seguinte, 25 de janeiro. Cristiano é apontado como o principal suspeito.

Além dos homicídios, ele foi indiciado por ocultação de cadáver, abandono de incapaz, falsidade ideológica, furto qualificado, fraude processual, falso testemunho e associação criminosa. As penas máximas somadas podem chegar a 102 anos de reclusão. Caberá ao Ministério Público decidir se oferece denúncia à Justiça.

Durante coletiva de imprensa realizada na sexta-feira, 17, a polícia apresentou a cronologia dos fatos com base em provas técnicas, como imagens de câmeras de segurança e dados de conexão de celulares.

Segundo a investigação, Silvana teria sido morta entre a noite e a madrugada de 24 de janeiro, dentro da própria residência. Registros indicam a presença de um Volkswagen Fox vermelho no local entre 20h33 e 20h41, momento em que um celular vinculado a Cristiano teria se conectado ao wi-fi da casa. Às 21h28, um Ford Ka branco, pertencente à vítima, entra no local e não sai mais. Às 23h32, o Fox retorna e deixa o endereço às 23h45, quando os celulares se desconectam da rede.

A polícia concluiu que os dois estiveram no imóvel ao mesmo tempo e que o crime ocorreu no local. Na madrugada do dia 25 de janeiro, o Fox volta rapidamente à residência por volta das 3h19.

As investigações apontam ainda que Cristiano teria utilizado inteligência artificial para simular a voz de Silvana e atrair o pai dela até a casa. Isail chega ao local às 16h28 do dia 25 de janeiro e, cerca de 20 minutos depois, apenas o suspeito deixa a residência. A mesma estratégia teria sido usada para acessar a casa dos pais da vítima, onde Dalmira estava. Desde então, o casal não foi mais visto.

“Foi um crime tão bem planejado. Percebemos que essa montagem para atrair os idosos já havia sido criada dias antes. Ele preparou um telefone para utilizar no crime e também pensou no pós-crime”, afirmou o delegado Diego Traesel.

Outras cinco pessoas também foram indiciadas por crimes como fraude processual, ocultação de cadáver e associação criminosa. De acordo com a polícia, não há indícios de participação delas nos homicídios, mas sim de atuação posterior.

“Não encontramos elementos de que os demais envolvidos tenham participado antes dos crimes. A conduta deles ocorreu no sentido de tentar isentar o Cristiano da suspeita”, disse o delegado Anderson Spier.

A Polícia Civil chegou a solicitar a prisão preventiva de três desses envolvidos, além de Cristiano, mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça.

A motivação do crime, conforme a investigação, estaria relacionada à disputa pela guarda do filho do suspeito com Silvana, além de questões financeiras envolvendo o patrimônio da família.

O inquérito reúne cerca de 20 mil páginas, com depoimentos, relatórios e análises que somam mais de 10 terabytes de dados. Foram apreendidos celulares, computadores e dispositivos de armazenamento, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão e quebras de sigilo.

“Se criou a ideia de que sem os corpos não há prova, mas temos um conjunto robusto que aponta para a materialidade dos crimes, que pode ser demonstrada de forma indireta”, afirmou o delegado Anderson Spier.

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Policial

Justiça torna réu cardiologista investigado por abuso sexual contra pacientes em Taquara

Redação

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu, na quinta-feira, 17, o cardiologista Daniel Pereira Kollet, investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Taquara.

A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara, e tem como base a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Com isso, o médico passa a responder formalmente ao processo.

Segundo o MP, Kollet é acusado de estupro de vulnerável. A Promotoria sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido à relação de confiança estabelecida entre médico e paciente durante os atendimentos.

De acordo com a denúncia, assinada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, os supostos abusos ocorreram durante consultas em consultório particular, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames cardiológicos. O Ministério Público afirma que o médico teria se aproveitado da condição profissional e da fragilidade das vítimas no contexto do atendimento.

O órgão também pediu à Justiça a condenação do réu ao pagamento de indenização às pacientes.

Na esfera policial, Daniel Pereira Kollet foi indiciado por violência sexual mediante fraude. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos já foram concluídos e encaminhados ao Judiciário.

O número de possíveis vítimas que registraram ocorrência chega a 44, conforme atualização de quinta-feira , 17. Outras 20 mulheres também procuraram a polícia e avaliam formalizar denúncia.

A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, não se manifestou ainda.

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