Policial
Ex-secretária da causa animal de Canoas é investigada por mortes e maus-tratos de animais

A Polícia Civil deflagrou operação na manhã de quinta-feira, 4, uma investigação que tem como alvo a ex-secretária da causa animal de Canoas, que teria atuado entre janeiro e agosto deste ano, suspeita de usar a estrutura do município para matar dezenas de animais doentes por meio de eutanásias irregulares. A operação, batizada de Carrasco, cumpriu mandados de busca e apreensão em Canoas, Porto Alegre e Arroio dos Ratos.
Segundo a delegada Luciane Bertoleti, da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, denúncias apontam que ela teria realizado uma “matança indiscriminada” de cães e gatos, chegando a eliminar de 15 a 30 animais por semana. Durante as buscas, agentes encontraram cerca de 14 bichos mortos em um freezer e dezenas de gatos mantidos em condições precárias em um contêiner sem ventilação.
As investigações também indicam suspeita de estelionato que, segundo reportagem de GZH divulgou, se trata de Paula Lopes, que mantém uma ONG de resgate animal e usaria a chave Pix da entidade para receber doações destinadas ao cuidado dos bichos, mas há indícios de desvio. Na casa dela, a polícia apreendeu cerca de R$ 100 mil em espécie.
Conhecida por atuar há mais de 20 anos na causa animal, a ex-secretária agora pode responder por maus-tratos, estelionato e abuso de autoridade. A reportagem de O Timoneiro ainda não conseguiu contato com a investigada.
Procurada pela reportagem de O Timoneiro, a Prefeitura de Canoas informou por nota que: “A Prefeitura de Canoas recebe com indignação as denúncias relacionadas à operação realizada na manhã desta quinta-feira, 4. A administração municipal sempre se comprometeu a tratar o cuidado com os animais como prioridade. A Prefeitura reitera que colabora com as investigações e abriu um expediente interno para apurar os fatos com todo o rigor.”
Câmara de Canoas cria comissão especial para acompanhar caso
A Câmara Municipal de Canoas aprovou por unanimidade, na sessão de quinta-feira, 4, a criação de uma Comissão Especial de Acompanhamento Externo para acompanhar a Operação Carrasco, da Polícia Civil, que apura possíveis crimes cometidos na Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal. O grupo será presidido pelo vereador Cris Moraes (PV), eleito pelos demais parlamentares após a instalação da comissão.
A proposta de criação da comissão partiu de um requerimento assinado por todos os vereadores o que, segundo Cris, demonstra que o Legislativo canoense está unido em busca de justiça e transparência diante das denúncias que chocaram a população. “Essa comissão foi assinada por todos os vereadores. Isso significa que a Casa Legislativa quer buscar solução, quer colaborar para que esses animais recebam justiça. E que a justiça seja feita nesse sentido”, declarou o presidente da comissão durante a sessão.
Cris também ressaltou a importância da atuação da Polícia Civil e afirmou que irá propor, junto ao vereador Emílio Neto, uma moção de apoio aos agentes envolvidos na operação. “Mostra que os tempos hoje são outros. No passado, tínhamos cidades que aceitavam a eutanásia como medida de controle populacional. Hoje, há uma vontade de fazer mais pelos animais”, completou.
A comissão instalada na Câmara terá como objetivo acompanhar o andamento das investigações, dialogar com os órgãos competentes e garantir que as responsabilidades, se comprovadas, sejam devidamente apuradas. A atuação do grupo será externa, sem prejuízo das ações internas já em curso pela Prefeitura de Canoas, que abriu procedimento administrativo para apuração dos fatos.
Além da vigilância institucional, a comissão também pretende propor medidas que garantam maior transparência e controle nas ações da Secretaria de Bem-Estar Animal, além de reforçar políticas públicas de proteção e cuidado com cães e gatos no município. A primeira reunião da comissão está prevista para os próximos dias, com o objetivo de definir o plano de trabalho e as diligências iniciais.
O que diz Paula Lopes
Em uma rede social, a investigada se manifestou, na tarde da quinta-feira, 4, dizendo estar tranquila e afirmando que as notícias são infundadas e que têm cunho político.
Policial
Operação Romaneio prende 11 suspeitos por fraude milionária contra cerealista no RS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 7, a Operação Romaneio, que investiga um esquema de fraude milionária envolvendo a empresa Três Tentos Agroindustrial S/A. A ofensiva foi coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Cruz Alta e resultou na prisão de 11 pessoas.
A operação ocorreu nas cidades de Santo Augusto, Boa Vista do Cadeado, Panambi e Cruz Alta. Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e medidas judiciais para bloqueio de bens e valores dos investigados.
Segundo a investigação, o grupo utilizava registros reais de pesagem de cargas para criar romaneios falsos, documento utilizado para comprovar a entrega de grãos nas unidades da empresa. Conforme a Polícia Civil, os suspeitos alteravam informações como placas de caminhões e dados de produtores rurais para simular operações inexistentes.
De acordo com o delegado Ricardo Drum Rodrigues, os investigados reaproveitavam dados legítimos de cargas entregues para gerar novos registros fraudulentos.
“O romaneio é aquela fase antes do faturamento da carga. Eles utilizavam uma carga verdadeira e, posteriormente, alteravam os dados do veículo e do produtor para criar um novo documento fraudulento que seria faturado”, explicou o delegado.
Ainda conforme a Draco, o prejuízo causado à cerealista ultrapassa R$ 6 milhões. A fraude foi descoberta após uma auditoria interna realizada pela própria empresa, que identificou inconsistências no sistema de pesagem e acionou a Polícia Civil.
A investigação teve início há cerca de um mês e avançou rapidamente devido à suspeita de continuidade das fraudes. Segundo a polícia, parte dos investigados ainda mantinha vínculo com a empresa até poucos dias antes da operação.
Em nota oficial, a Três Tentos Agroindustrial S/A informou que possui política de tolerância zero contra práticas ilícitas e afirmou ter colaborado integralmente com as autoridades durante as investigações.
A manifestação, assinada pelos advogados Leandro Falavigna e Juliana Baratella, destacou que a área de auditoria interna identificou indícios de irregularidades no processo de pesagem de grãos e comunicou imediatamente a Polícia Civil.
A operação segue em andamento e a Polícia Civil ainda apura a possível participação de outros envolvidos no esquema criminoso.
Policial
Operação Troia prende suspeitos de furtos em apartamentos de luxo de Porto Alegre

A Polícia Civil deflagrou, na manhã de quarta-feira, 6, a Operação Troia, que investiga uma organização criminosa especializada em furtos qualificados em apartamentos de alto padrão em Porto Alegre.
A ação foi coordenada pela 3ª Delegacia de Polícia da Capital, com apoio da 4ª DISCCPAT do DEIC de São Paulo. Durante a operação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo. Dois suspeitos foram presos.
Segundo a investigação, o grupo é responsável por um furto ocorrido em 7 de março deste ano, em um apartamento no bairro Rio Branco, em Porto Alegre. Na ocasião, criminosos levaram dinheiro em moeda nacional e estrangeira, joias e bolsas de grife, causando grande prejuízo à vítima.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam diversos bens de alto valor, entre eles joias, relógios de luxo, bolsas de grife, dinheiro em espécie e uma arma de fogo pertencente à vítima, que havia sido levada no crime. Também foi localizado um veículo Mitsubishi ASX clonado, apontado como utilizado pelo grupo e com indícios de participação em outros crimes patrimoniais.
As apurações apontam que os suspeitos utilizavam um esquema sofisticado para invadir os condomínios. Conforme a Polícia Civil, uma das investigadas teria entrado em contato com a vítima para confirmar que o imóvel estava vazio. Depois disso, ela acessou o prédio utilizando um cadastro facial fraudulento vinculado ao nome de outro morador, após manipulação do sistema de controle de acesso do condomínio.
De acordo com a polícia, o caso chama atenção pelo uso indevido de sistemas digitais de segurança e pelo nível de planejamento da organização criminosa.
As investigações seguem para identificar outros envolvidos, recuperar os bens furtados e apurar possíveis ligações do grupo com organizações criminosas de outros estados.
Policial
Operação Nike apreende mais de 100 quilos de cocaína e prende suspeito em São Leopoldo

A Polícia Civil apreendeu cerca de 103 quilos de cocaína durante uma operação realizada na tarde de segunda-feira, 4, em São Leopoldo, no Vale do Sinos. A ação, batizada de Operação Nike, também resultou na prisão em flagrante de um homem de 34 anos e na apreensão de um veículo utilizado no transporte da droga.
A investigação foi conduzida pela 3ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (DIN/Denarc) e começou há aproximadamente um mês, após denúncias indicarem a atuação de um grupo ligado ao tráfico na região. Conforme a apuração, os suspeitos utilizavam um Volkswagen Voyage para a distribuição de entorpecentes.
Com o avanço das diligências, os policiais identificaram o veículo e passaram a monitorar sua movimentação, o que levou à identificação de endereços possivelmente ligados à atividade criminosa. Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes abordaram o carro investigado, conduzido pelo suspeito preso. Dentro do veículo, foram encontrados cerca de dois quilos de cocaína.
Na sequência, os policiais foram até outro endereço ligado ao investigado. No local, perceberam uma área de terra recentemente mexida. Ao verificar o ponto, encontraram um tonel enterrado com mais de 100 quilos da droga.
Um terceiro endereço também foi alvo de buscas, mas nada de irregular foi localizado.
Segundo a Polícia Civil, a apreensão representa um prejuízo estimado em mais de R$ 3 milhões ao crime organizado. A investigação segue para identificar outros envolvidos no esquema.

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