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19/04/2026
 

Clima

Tempestades provocam estragos, desalojam famílias e causam bloqueios em rodovias no RS

Redação

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Tempestades provocam estragos, desalojam famílias e causam bloqueios em rodovias no RS

Fortes temporais atingem o Rio Grande do Sul desde a noite de segunda-feira, 16, especialmente nas regiões Central e Oeste do estado. A intensidade das chuvas, acompanhadas por ventos de até 80 km/h, granizo e grande incidência de raios, provocou alagamentos, suspensão de aulas, interdições em rodovias e obrigou dezenas de famílias a deixarem suas casas.

Em Santa Maria, choveu mais de 100 mm em 24 horas — quase todo o volume esperado para o mês de junho. O fenômeno causou alagamentos e danos em diversos bairros. Segundo a Defesa Civil, 56 famílias foram afetadas, sendo que 24 estão desalojadas e duas desabrigadas, acolhidas no Centro Desportivo Municipal. Mais de 1.300 raios foram registrados na cidade em apenas oito horas, conforme o Bate-Papo Astronômico.

Na cidade de Mata, a cerca de 88 km de Santa Maria, a chuva e o granizo também causaram transtornos, com pelo menos 30 pessoas removidas de suas residências. Em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste, houve registro de granizo.

Rodovias interditadas

As fortes chuvas provocaram deslizamentos de terra e transbordamento de arroios, bloqueando trechos de importantes vias estaduais:

  • RSC-153 (Vale do Sol) – bloqueio parcial por deslizamento

  • RSC-287 (Novo Cabrais) – bloqueio total por transbordamento do Arroio Barriga

  • RSC-377 (São Francisco de Assis e Santiago) – bloqueios parciais e totais por deslizamento

  • ERS-502 (entre Cachoeira do Sul e Novo Cabrais) – pista coberta por água

  • ERS-511 (Santa Maria) – bloqueio parcial por alagamento

Aulas suspensas e famílias removidas

Em Agudo, escolas municipais tiveram as aulas suspensas. Já em São Sepé, o transporte escolar foi interrompido por conta do tempo severo. Em Encruzilhada do Sul, o Arroio Lava Pés transbordou e inundou residências. O mesmo ocorreu com o Arroio Rondinha, afetando diretamente ao menos 11 famílias, que foram levadas a abrigos municipais.

Em Cachoeira do Sul, o transbordamento do Arroio Piquiri exigiu o resgate de sete famílias, que foram levadas para um salão comunitário. Já no município de Segredo, o volume de chuva, que chegou a 112 mm, isolou completamente a cidade, com todas as saídas bloqueadas.

Condições seguem críticas

De acordo com o Inmet e a Climatempo, a instabilidade é causada por um sistema de baixa pressão aliado a uma frente fria que avança lentamente sobre o Sul do país. As condições para novos temporais, com raios, ventos fortes e granizo, permanecem até pelo menos quinta-feira, 19. Regiões como Missões, Fronteira Oeste, Sul e a área metropolitana de Porto Alegre devem continuar em alerta.

Há risco elevado de enchentes, transbordamento de córregos e alagamentos, especialmente nesta quarta, 18, e quinta-feira, 19, com previsão de ventos que podem chegar a 60 km/h em algumas áreas.

Clima

Canoas participa de missão internacional na Holanda para fortalecer ações de resiliência climática

Redação

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Representantes de Canoas participam de uma missão internacional na Holanda voltada ao fortalecimento de estratégias de resiliência climática e gestão de riscos ambientais. A iniciativa é organizada pela Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos e reúne gestores públicos brasileiros em uma agenda técnica com especialistas e instituições de referência global.

Integram a comitiva do município a secretária de Projetos, Captação de Recursos e PPPs, Daniela Fontoura; a secretária adjunta de Projetos, arquiteta e urbanista Jerusa Mattos; a assessora superior do Gabinete do Prefeito, Daniele Ilha; e o assessor superior do gabinete do vice-prefeito, Wagner Figueiredo.

A programação inclui a troca de experiências com representantes de outras cidades brasileiras, como Juiz de Fora (MG), Niterói (RJ), Maringá (PR), São Carlos (SP) e Alvorada (RS), além da participação de lideranças municipais e instituições ligadas à pauta ambiental. O foco é o compartilhamento de soluções para desafios comuns relacionados às mudanças climáticas.

A escolha da Holanda como destino ocorre em razão da experiência do país em gestão hídrica e adaptação urbana. Cerca de 26% do território holandês está abaixo do nível do mar, o que levou ao desenvolvimento de tecnologias e políticas voltadas à prevenção de enchentes e convivência com a água.

De acordo com as informações divulgadas, a participação da comitiva de Canoas ocorre sem custos para o município, e os assessores não recebem diárias durante a missão.

Durante a agenda em Delft, a secretária Daniela Fontoura destacou os aprendizados adquiridos:

“Hoje foi um dia de muito aprendizado. Visitamos o The Green Village, um laboratório vivo onde soluções sustentáveis são testadas em escala real, integrando arquitetura, urbanismo e tecnologia. Na Universidade Técnica de Delft, participamos de uma sessão técnica que reforçou a importância do planejamento integrado e de longo prazo para cidades mais resilientes, com foco em soluções baseadas na natureza. Também conhecemos, na prática, modelos de mobilidade que priorizam pedestres, ciclistas e o transporte público com segurança e eficiência. À tarde, estivemos no Instituto Deltares, referência mundial em gestão hídrica, conhecendo tecnologias avançadas para prevenção de cheias e adaptação climática”.

A assessora superior do Gabinete do Prefeito, Daniele Ilha, também ressaltou a importância da experiência internacional:

“A gestão e governança integrada constitui o alicerce estratégico para a transformação de cidades resilientes, transcendendo a visão fragmentada das secretarias isoladas para atuar sob uma lógica de ecossistema institucional. Em Canoas, isso significa que o enfrentamento de crises climáticas não é uma tarefa exclusiva de um ente da estrutura administrativa, mas o resultado de uma coordenação transversal que alinha planejamento urbano, gestão ambiental e política publica sob uma diretriz única de Estado. Essa governança assegura que as Soluções Baseadas na Natureza e os investimentos em infraestrutura não sejam ações sazonais, mas componentes de um plano de longo prazo que garante a continuidade das metas de segurança hídrica, promovendo uma utilização mais eficiente dos recursos públicos e uma resposta ágil à sociedade”

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Clima

Ciclone extratropical e frente fria provocam temporais no RS, SC e Paraná nesta semana

Redação

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A formação de um ciclone extratropical, aliada ao avanço de uma frente fria, deve provocar uma sequência de tempestades no Rio Grande do Sul entre segunda-feira, 6, e quarta-feira, 8. Há previsão de rajadas de vento que podem superar os 90 km/h, além de chuva intensa em pontos isolados e possibilidade de granizo.

Com o deslocamento do sistema em direção ao oceano, a frente fria deve avançar pelo Sul do país e espalhar temporais também por Santa Catarina e pelo Paraná, segundo meteorologistas.

Na segunda-feira, 6, as instabilidades atingem praticamente todo o Estado, incluindo as regiões Oeste, Missões, Noroeste, Norte, Campanha, Sul, Vales, Serra, Centro e Região Metropolitana de Porto Alegre. O risco aumenta ao longo da noite, quando as tempestades avançam do Oeste em direção ao Centro. Os volumes de chuva devem variar entre 10 e 50 milímetros por dia, com acumulados pontuais que podem chegar a 90 milímetros em áreas do Oeste, Centro e Campanha. O mar fica agitado, com condição de ressaca.

Na terça-feira, 7, o cenário de instabilidade persiste em grande parte do Estado. As tempestades devem ocorrer desde a madrugada nas regiões das Missões e Centro, avançando ao longo do dia para outras áreas, como Região Metropolitana, Vales, Noroeste, Norte, Serra e Litoral Norte.

Com o avanço da frente fria associado ao ciclone em alto-mar, os temporais também se espalham por áreas de Santa Catarina e do Paraná.

Há previsão de chuva forte em curto período, com acumulados entre 10 e 60 milímetros por dia e pontos que podem atingir até 120 milímetros, especialmente no Oeste, Missões, Noroeste e Centro. As rajadas de vento seguem intensas e o mar permanece agitado.

Para a quarta-feira, 8, a tendência é de diminuição gradual da instabilidade no Rio Grande do Sul. Ainda há previsão de chuva moderada a forte, com raios, durante a madrugada em áreas do Norte, Nordeste, Serra e Litoral Norte. Ao mesmo tempo, a frente fria segue avançando pelo Sul do país, mantendo condição para temporais entre Santa Catarina e o Paraná.

No decorrer do dia, podem ocorrer chuviscos e variação de nuvens em todo o Estado. Na faixa Leste, as rajadas de vento devem variar entre 60 e 80 km/h, com pontos isolados chegando a 90 km/h, principalmente no Litoral. O mar continua agitado, com ressaca.

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Clima

INMET emite alerta vermelho para o RS até as 22h desta segunda-feira

Redação

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O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu, na manhã desta segunda-feira, 23, um alerta vermelho, classificado como “Grande Perigo”, para o Rio Grande do Sul. O aviso teve início às 9h10 e segue válido até as 22h.

De acordo com o INMET, há previsão de chuvas intensas, com volumes superiores a 60 mm por hora ou podendo ultrapassar 100 mm no dia, além de ventos que podem superar os 100 km/h e possibilidade de queda de granizo.

O órgão alerta para riscos de danos em edificações, interrupção no fornecimento de energia elétrica, prejuízos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.

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