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25/01/2026
 

Meio Ambiente

Relatório do MapBiomas aponta queda de 42% no desmatamento do bioma Pampa em 2024

Redação

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Relatório do MapBiomas aponta queda de 42% no desmatamento do bioma Pampa em 2024

O último relatório divulgado pelo MapBiomas com o balanço do desmatamento de todos os biomas brasileiros no ano de 2024 trouxe uma boa notícia para o Rio Grande do Sul. O bioma Pampa, que no Brasil é exclusivo do Estado, teve uma queda de 42% no desmatamento. O bioma aparece com a menor área de desmatamento do relatório: 0,1% do total, ou 896 hectares, segundo o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD), divulgado em 15 de maio.

“O Rio Grande do Sul vem implementando uma série de ações voltadas à preservação do bioma Pampa, que ocupa 68% do território do Estado. Uma das medidas foi a inclusão do Pampa como bioma no novo Código Estadual do Meio Ambiente. Também houve a migração do Cadastro Ambiental Rural para a plataforma federal e o acordo judicial que trouxe consensos relativos às tipologias existentes no Pampa. Temos a convicção de que a preservação das espécies nativas presentes no pampa gaúcho estarão cada vez mais protegidas”, informou a titular da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Marjorie Kauffmann.

De acordo com o RAD, todos os biomas brasileiros tiveram redução na área desmatada em 2024. A exceção foi o bioma Mata Atlântica, que se manteve estável com relação a 2023. De acordo com o MapBiomas, os resultados apontados neste bioma foram influenciados pelos eventos meteorológicos extremos que atingiram o Rio Grande do Sul entre abril e maio do ano passado. Caso esses eventos não tivessem ocorrido, o bioma teria registrado uma redução de pelo menos 20% na área afetada em relação ao ano anterior.

A perda de vegetação atribuída aos deslizamentos de terras na enchente histórica também foi registrada no relatório desenvolvido pelo SOS Mata Atlântica, divulgado neste mês de maio. De acordo com o estudo, os eventos classificados como “desastres naturais” responderam pela maior parte dos 3.307 hectares desmatados no ano.

Outras iniciativas 

  • Corredores Ecológicos

Esses corredores promovem a conservação da biodiversidade por meio de estratégias de gestão territorial que mantêm ou recuperam processos ecológicos, conectando áreas protegidas e facilitando a dispersão de espécies, além da recolonização de áreas degradadas. A Sema tem trabalhado na implementação do Corredor Ecológico da Quarta Colônia, que conecta os biomas Pampa e Mata Atlântica.

  • Rota dos Butiazais

Esse é um acordo de cooperação técnica entre a Sema e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que prevê ações de pesquisa, extensão rural e normatização do uso sustentável de espécies de butiá, fruto nativo do bioma Pampa. A rota conecta pessoas em prol da conservação e uso consciente da biodiversidade nas áreas de ocorrência dos butiazais no Brasil, Uruguai e Argentina.

  • Trilhas de Longo Curso

Essa iniciativa visa promover experiências turísticas, incentivar a cultura, o esporte e o lazer, além de gerar renda e trabalho para as comunidades locais. Atualmente, o Rio Grande do Sul conta com 12 Trilhas de Longo Curso implementadas e lançou, em 2024, o decreto que institui o Programa Estadual de Trilhas de Longo Curso, que busca ampliar as experiências positivas do contato dos visitantes com o ambiente natural.

  • Certificação Ambiental para Extrativismo Sustentável

A Sema emite certificações para aqueles que possuem áreas de flora nativa e desejam extrair ou coletar produtos e subprodutos, como frutos, folhas, sementes e óleos essenciais, respeitando os limites da legislação atual e praticando métodos sustentáveis. Essa certificação aproxima o órgão ambiental das ações no campo e ajuda a monitorar o impacto das atividades humanas na natureza.

  • Cadastro Ambiental Rural (CAR)

É um registro eletrônico de informações ambientais, obrigatório para todos os imóveis rurais. A ferramenta do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR) promove a identificação e integração das informações das propriedades, contribuindo para o planejamento ambiental, monitoramento, combate ao desmatamento e regularização ambiental.

  • Reposição Florestal Obrigatória (RFO)

Medida legal para atenuar, compensar ou reparar impactos ambientais causados pelo corte de árvores nativas, buscando a recuperação de áreas degradadas. A Sema é responsável por analisar e emitir pareceres técnicos para os projetos de RFO, que no bioma Pampa envolvem o manejo conservacionista dos campos nativos, estratégias para a reintrodução de espécies ameaçadas e a erradicação de espécies exóticas invasoras.

  • Estratégia Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (GEF – Pró-espécies)

Esse projeto, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente e executado pela Sema, visa mitigar impactos sobre espécies ameaçadas que não estão em áreas protegidas nem contempladas pelos Planos de Ação Nacional (PAN). Por meio do GEF – Pró-Espécies, são promovidas ações para combater a caça, pesca e extração ilegal de espécies silvestres.

  • Programa Estadual de Recuperação da Vegetação Nativa do Estado do Rio Grande do Sul (Proveg-RS)

Tem como objetivo promover, integrar e articular políticas e ações que induzam à restauração e conservação da vegetação nativa no Estado. O Proveg-RS contribui para a conservação dos ambientes nativos e a recuperação de áreas degradadas, preservando a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos.

  • Campos do Sul

Visa garantir a conservação dos campos nativos dos biomas Pampa e Mata Atlântica. Por intermédio da oferta de assistência técnica especializada, o Campos do Sul incentiva proprietários rurais a adotarem boas práticas ambientais e de manejo, assegurando a proteção dos serviços funcionais e ecossistêmicos dos ambientes campestres e sua diversidade biológica.

  • Implementação de Planos de Ação Territoriais para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (PATs)

Essa iniciativa, adotada em nível nacional, visa definir estratégias para a conservação de espécies criticamente ameaçadas de extinção que carecem de planejamento. A Sema é executora de dois PATs: o PAT Planalto Sul, que envolve os campos de altitude e a Floresta Ombrófila Mista no bioma Mata Atlântica; e o PAT da Campanha Sul e Serra do Sudeste, abrangendo os Campos da Campanha e a Serra e Encosta de Sudeste, no bioma Pampa.

No âmbito do bioma Pampa, a Sema coordena o Plano de Ação Territorial (PAT) – Bagé, que busca melhorar o estado de conservação das espécies focais e seus habitats, promovendo práticas sustentáveis.

  • Projeto GEF – Terrestre

Desenvolvido pelo governo federal em parceria com a Sema, esse projeto envolve comunidades locais e proprietários nas áreas ao redor das Unidades de Conservação (UCs). Ele atua por meio de estratégias que visam qualificação, regularização e ações nas unidades existentes, trabalhando na restauração da vegetação nativa e na proteção de espécies ameaçadas.

Sobre o MapBiomas

O MapBiomas é uma iniciativa colaborativa criada em 2015 que reúne diversas instituições para mapear anualmente o uso da terra no Brasil e monitorar mensalmente a água e o fogo desde 1985. Utilizando tecnologias como o Google Earth Engine, o projeto busca tornar acessíveis informações sobre o território, além de apoiar a conservação ambiental e o combate às mudanças climáticas.

Meio Ambiente

Litoral Norte mantém praias próprias para banho conforme terceiro boletim de balneabilidade

Redação

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A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) divulgou, na sexta-feira, 26, o terceiro boletim do projeto Balneabilidade da temporada 2025/2026. O levantamento indica que todas as praias do Litoral Norte seguem próprias para banho. Em todo o Estado, no entanto, dez pontos monitorados foram classificados como impróprios, um a mais em relação ao segundo boletim: https://www.estado.rs.gov.br/governo-do-estado-divulga-segundo-boletim-de-balneabilidade-com-87-pontos-proprios-para-banho-no-rs

Na comparação com a semana passada, Nova Palma e dois pontos de Pelotas deixaram a lista de locais impróprios. Por outro lado, Cerrito, Pedro Osório e dois pontos adicionais em Rio Grande passaram a apresentar condições desfavoráveis aos banhistas.

Locais impróprios para banho nesta semana

Barra do Ribeiro — Praia da Picada/Lago Guaíba

Cerrito — Balneário Cerrito/Rio Piratini

Pedro Osório — Balneário Pedro Osório/Rio Piratini

Pelotas — Valverde (Av. Sen. Joaquim A. Assumpção)

Pelotas — Santo Antônio (Rua Bagé)

Pelotas — Valverde/Trapiche

Piratini — Balneário Municipal Klérfim Cardoso/Rio Piratini

Rio Grande — Praia do Cassino (Rua Apolinário)

Rio Grande — Praia do Cassino (Rua Goiás)

Tapes — Balneário Rebelo

Monitoramento e divulgação

O programa Balneabilidade é executado pela Fepam, com apoio da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) e do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep). Ao todo, 96 pontos em praias e balneários de 45 municípios são monitorados.

Nesta temporada, passaram a integrar o monitoramento a Lagoa Rondinha (Balneário Pinhal), o Parque Náutico (Capão da Canoa) e o Balneário Klérfim Cardoso (Piratini). Os boletins são divulgados semanalmente, às sextas-feiras, no site e nas redes sociais da Fepam, além de placas informativas nos locais e no webaplicativo do programa. A divulgação segue até 27 de fevereiro.

Critérios de classificação

A classificação das águas considera os níveis de Escherichia coli (E. coli), conforme as resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) nº 274/2000 e nº 357/2005. Em alguns balneários, também são avaliadas cianobactérias.

O resultado de cada boletim leva em conta as cinco semanas anteriores de monitoramento. O ponto é considerado impróprio quando duas ou mais amostras superam 800 E. coli ou quando a amostra mais recente ultrapassa 2.000 E. coli, além de limites para cianobactérias.

Orientações aos banhistas

A Fepam recomenda que a população utilize apenas locais classificados como próprios, evite o banho após chuvas intensas, não entre na água em áreas com presença de algas e redobre a atenção com crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade.

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Meio Ambiente

Série “Cidades Resilientes” mostra como país precisa se preparar para viver em um clima que já mudou

Redação

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Série “Cidades Resilientes” mostra como país precisa se preparar para viver em um clima que já mudou

A série de reportagens Cidades Resilientes, recém lançado pelo Grupo O Timoneiro, faz um retrato contundente de como os impactos da crise climática já fazem parte da rotina das cidades brasileiras, e de como governos, comunidades e cidadãos precisam agir para enfrentar um cenário que deixou de ser futuro e passou a ser presente. Ao longo de dez episódios, a produção discute soluções, riscos e caminhos para construir cidades capazes de resistir, se adaptar e se reerguer diante de eventos extremos cada vez mais frequentes.

A urgência de um novo olhar sobre o clima

No episódio de estreia, a série destaca que estiagens prolongadas, enchentes, tornados e tempestades de granizo já fazem parte do cotidiano. A tragédia climática que atingiu o Rio Grande do Sul em 2024 é usada como alerta máximo: mais de 500 mil pessoas foram deslocadas, 185 morreram e 23 seguem desaparecidas. As comunidades mais afetadas foram justamente as mais vulneráveis, populações periféricas, quilombolas e ribeirinhas.

O programa explica que uma cidade resiliente não é aquela que evita totalmente os impactos, mas sim a que consegue absorvê-los, proteger vidas e restabelecer rapidamente seu funcionamento. Isso exige duas frentes: mitigação, que busca reduzir os efeitos das mudanças climáticas, e adaptação, que prepara a cidade para os impactos inevitáveis. Ser resiliente, portanto, significa antecipar problemas, aprender com crises e reinventar o modo de viver nas cidades.

Eventos extremos: uma nova rotina

Os episódios seguintes detalham como os eventos extremos, antes esporádicos, se tornaram rotina. O RS vivenciou nos últimos anos estiagens históricas, ciclones, ondas de calor e enchentes devastadoras. Um estudo da UFRGS indica que esses eventos podem ficar até cinco vezes mais frequentes no Sul do país nos próximos 75 anos.

A combinação entre urbanização acelerada, impermeabilização do solo, emissão de gases de efeito estufa, aumento da frota de veículos e expansão desordenada das cidades intensifica os danos. A série reforça que nem o poder público nem a sociedade civil conseguem responder sozinhos: a reconstrução e a prevenção dependem de esforços coordenados.

Soluções baseadas na natureza: reconstruir a relação com os rios

O terceiro episódio apresenta caminhos inspirados nas chamadas Soluções Baseadas na Natureza (SBN). O objetivo é recuperar a relação das cidades com seus rios e permitir que a água encontre espaço para circular e ser absorvida pelo solo. Da drenagem sustentável à arborização, as SBN desafiam o modelo tradicional de “expulsar” a água e propõem alternativas para reduzir enchentes e ilhas de calor.

A Holanda aparece como referência: depois de séculos tentando dominar a água, o país passou a criar áreas onde o mar pode entrar sem causar danos, reorganizando-se para coexistir com seu ambiente.

Habitações resilientes e urbanismo sustentável

O quarto episódio aprofunda os desafios de garantir moradia segura em um contexto de eventos extremos. Muitas casas deixam de ser refúgio quando estão em áreas ribeirinhas, zonas de risco ou regiões alagáveis protegidas por diques que falham. O programa mostra que mobilidade, saneamento, conexão com áreas verdes e arborização são componentes essenciais de um urbanismo capaz de enfrentar o futuro.

Exemplos internacionais reforçam a importância de devolver espaço à natureza, como o caso sul-coreano em que um “rio fantasma”, canalizado por décadas, está sendo reaberto para revitalizar o território.

Tecnologia e cidades inteligentes: o presente da resiliência

No quinto episódio, a série mostra como tecnologia e dados são fundamentais para monitorar riscos, prevenir catástrofes e salvar vidas. Monitoramento em tempo real, inteligência artificial, dados georreferenciados e sistemas de alerta rápida formam um conjunto de ferramentas que tornam as cidades mais eficientes e preparadas.

A tecnologia também permite comunicação ágil e transparente, essencial para que a população saiba como agir antes e durante um desastre. Exemplos práticos aparecem ao longo do episódio — como quadras esportivas rebaixadas que se transformam em reservatórios temporários e o uso holandês de tijolos permeáveis nas ruas secundárias.

Educação climática: a base da mudança cultural

O episódio seguinte reflete sobre o papel da educação ambiental como força transformadora. Professores, escolas e jovens são apontados como atores centrais de uma mudança que vai além do meio ambiente: envolve cultura, economia, política e comportamento.

A série defende que cidades resilientes precisam de cidadania ativa, e isso começa quando crianças e adolescentes compreendem como suas ações individuais afetam a coletividade.

Saúde e clima: um novo desafio urbano

Outro capítulo revela como as mudanças climáticas se tornaram um problema de saúde pública. O aumento da temperatura fortalece vetores de doenças, amplia casos respiratórios e pressiona o sistema de saúde. Mas as consequências não são apenas físicas: o impacto psicológico de perder casas, memórias e referências, como ocorreu no RS em 2024, gera ansiedade, depressão e traumas duradouros.

Economia circular e empregos verdes

A série também aborda a transformação econômica trazida pela crise climática. A economia verde cria novas oportunidades de negócios e empregos, desde o saneamento até tecnologias de mitigação industrial. A economia circular surge como modelo estratégico para reduzir desperdícios e preservar recursos, enquanto o acesso a financiamentos internacionais é visto como peça-chave para tornar cidades mais resilientes.

Mobilidade urbana: circular é resistir

O episódio sobre mobilidade urbana ressalta que a forma como nos deslocamos impacta o clima e a própria estrutura das cidades. O modelo baseado no carro individual agrava congestionamentos, emissões e desigualdades. A série propõe a ampliação do transporte público de massa — com estímulo a ônibus elétricos — e a criação de multicentralidades para reduzir deslocamentos longos. A mobilidade é tratada como tema central de resiliência.

Ação coletiva e participação cidadã

No episódio final, Cidades Resilientes afirma que enfrentar o clima que já mudou depende de transparência, responsabilidade compartilhada e engajamento popular. Da pavimentação dos quintais às grandes obras de infraestrutura, a adaptação exige decisões coletivas e visão de longo prazo.

A conclusão é clara: governos, empresas e cidadãos precisam agir juntos, guiados pela ciência e pela natureza, para construir cidades mais seguras, humanas e preparadas para o futuro.

Ficha Técnica

O projeto conta com roteiro, direção do jornalista Vanderlei Dutra, que também conduz a narrativa ao longo de toda a produção. A produção é assinada por Fabiano Florez, enquanto Pedro Busanello responde pelas imagens e edição.

A consultoria de conteúdo fica a cargo de Helena Grundig, que também participa das entrevistas ao lado de Satya Maia Patchineelam, trazendo aprofundamento técnico e contextualização ao tema.

A iniciativa tem patrocínio do BRDE, que apoia a realização do projeto.

 

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Meio Ambiente

CMPC amplia manejo integrado de pragas com uso de controle biológico

Redação

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CMPC amplia manejo integrado de pragas com uso de controle biológico

Com o objetivo de proteger a produção sem comprometer o meio ambiente, a CMPC vem ampliando o uso de práticas inovadoras dentro do manejo integrado de pragas. Uma das principais estratégias é o controle biológico, realizado por meio da aplicação de organismos vivos que atuam como agentes naturais, capazes de manter o equilíbrio nos cultivos e minimizar os danos causados pelas pragas.

Segundo o diretor-geral de Celulose da CMPC no Brasil, Antonio Lacerda, a iniciativa representa um avanço importante. “Estamos investindo em soluções que unem tecnologia, respeito à natureza e produtividade, garantindo a preservação para as futuras gerações”, destaca.

Entre as pragas controladas está principalmente o Thaumastocoris peregrinus (percevejo-bronzeado), inseto que se alimenta da seiva das folhas e compromete o desenvolvimento saudável das árvores. Nesse sentido, as equipes de pesquisa da companhia trabalham no desenvolvimento de um pequeno aliado natural que tem feito toda a diferença no campo: o Cleruchoides noackae, um inseto que parasita os ovos do percevejo, com atuação silenciosa, porém eficaz, e que não causa danos ambientais nos plantios. Desde 2015, a CMPC conta com o apoio desse agente, que age de maneira precisa, impedindo que a praga se reproduza e se espalhe.

Tecnologia e pesquisa

Criado no laboratório do viveiro, localizado na Fazenda Barba Negra, em Barra do Ribeiro (RS), o agente natural é liberado nas áreas monitoradas com o apoio de drones, em cápsulas biodegradáveis. A utilização potencializa o processo, garantindo maior precisão na aplicação, otimização de recursos e eficiência operacional, além de reduzir a dependência de defensivos químicos.

Os resultados do controle biológico têm sido expressivos. Em 2025, mais de 700 hectares deixaram de ser afetados, evitando a redução da produtividade de plantios e eliminando a aplicação de defensivos químicos.

Para o pesquisador Norton Borges Junior, um dos responsáveis pelo estudo em fitossanidade na CMPC, o diferencial da técnica está justamente na antecipação. “Quando começamos a identificar a presença do percevejo nas armadilhas, conseguimos agir rápido com o parasitoide. Isso evita que a praga alcance níveis críticos e garante um controle mais eficaz e duradouro”, explica.

Esse modelo também conecta a CMPC a outras empresas do setor por meio de parcerias e iniciativas com cooperativas para pesquisas. Ao apostar em soluções que respeitam a natureza e aumentam a eficiência no campo, a companhia reafirma seu compromisso com o desenvolvimento responsável.

Sobre a CMPC

A CMPC é uma empresa centenária do setor florestal que atua em três segmentos de negócio: celulose, itens de higiene pessoal (tissue) e embalagens. A companhia é uma representante da bioeconomia e possui suas operações alicerçadas na sustentabilidade e na economia circular. Presente no Brasil desde 2009, a CMPC possui operações em sete estados.

O grupo CMPC conta com mais de 25 mil colaboradores, 54 unidades produtivas distribuídas em nove países da América Latina e cerca de 24 mil clientes atendidos ao redor do mundo. Em 2023, conquistou a 1ª posição do ranking de sustentabilidade corporativa da S&P Global.

Em 2024, foi apontada pela segunda vez consecutiva como a Empresa Florestal Mais Sustentável do Mundo pelo Índice Dow Jones de Sustentabilidade e, com o BioCMPC, de forma inédita no Brasil, a CMPC levantou o Prêmio PMI Awards de Projeto do Ano de Engenharia, Construção e Infraestrutura, o reconhecimento mais importante do setor em nível global.

O CEO do Grupo CMPC, Francisco Ruiz-Tagle, foi eleito pela Council of the Americas o CEO do Ano (2023) em Sustentabilidade. Em 2024, Ruiz-Tagle recebeu o título de CEO do Ano pela Fastmarkets Forest Products PPI Awards, que também elegeu a CMPC como líder mundial em Sustentabilidade. Outras informações estão no site: https://cmpcbrasil.com.br/

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