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23/03/2026
 

Clima

Defesa Civil apresenta perspectivas climáticas para o Rio Grande do Sul até agosto; confira

Redação

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Defesa Civil apresenta perspectivas climáticas para o Rio Grande do Sul até agosto; confira

A Defesa Civil estadual apresentou, na quinta-feira, 6, ao governador Eduardo Leite, a perspectiva climática no Rio Grande do Sul para os próximos meses. Com base nos dados disponíveis até o momento, a tendência é de que não ocorram eventos meteorológicos extremos no primeiro semestre deste ano, ao contrário do que aconteceu em 2024.

Os prognósticos apontam para uma configuração de condições climáticas típicas – ou seja, dentro da normalidade climática – entre março e agosto de 2025.

A análise, apresentada pela meteorologista Cátia Valente, do Centro de Operações da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, foi feita a partir de estudos de diversos institutos internacionais de meteorologia. A reunião, que ocorreu na sede do órgão, em Porto Alegre, também contou com a presença do chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil Estadual, Luciano Boeira.

“Observando-se as condições do Oceano Pacífico, que é o regulador do clima global, percebe-se que há uma transição para um quadro de neutralidade. Desse modo, a perspectiva é de que se tenha, para o outono que se aproxima, uma condição climática bastante diferente do ano passado, quando estávamos sob a influência de um El Niño, com intensidade variando entre moderado e forte”, afirmou Cátia.

No outono, chegarão as frentes frias que trazem chuvas e, com o passar dos dias, as massas de ar polar, que carregam o ar mais frio.

“Em cada localidade, há fatores específicos, que ganharão predominância nesse período. Poderão acontecer chuvas pontualmente fortes, temporais localizados, alternados por dias frios e ensolarados e, até mesmo, quentes. Ou seja, poderão ocorrer eventos meteorológicos que resultem em transtornos com algum grau de severidade, mas não de forma extrema e generalizada como em 2024”, acrescentou a meteorologista.

Em relação às altas temperaturas que vêm afetando o Estado, a especialista explicou que, ainda que ocorram períodos quentes, não há previsão, a curto prazo, de uma onda de calor tão forte como a atual. Além disso, embora as previsões, neste momento, não indiquem a possibilidade de eventos extremos, a Defesa Civil do Estado seguirá realizando um monitoramento constante, pois pode haver alterações, geradas, principalmente, pelo aquecimento do Oceano Atlântico, que é um importante regulador do clima e exerce grande influência sobre o Rio Grande do Sul.

“A Defesa Civil realiza um monitoramento contínuo, 24 horas por dia, 7 dias por semana, com o objetivo de manter a população constantemente informada. Reafirmamos nosso compromisso em aprimorar progressivamente os serviços e ações de prevenção a desastres”, ressaltou Boeira.

Fortalecimento da Defesa Civil

Durante o encontro, Leite também recebeu atualizações sobre o andamento dos projetos de qualificação da Defesa Civil, visto que há diversas ações em andamento.

“Diante dos desafios que enfrentamos, temos revisitado nossos métodos, ferramentas e estrutura. Estamos avançando no reforço do efetivo da Defesa Civil, na implantação do Cegird [Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres] e no emprego de novas tecnologias. Queremos dar novos passos, também, na cultura de prevenção e resiliência”, destacou o governador.

Por meio do Plano Rio Grande, serão destinados mais de R$ 550 milhões para aprimorar os serviços da Defesa Civil estadual. Nos próximos meses, serão abertos os editais de licitação para construção do Cegird e de nove Centros Regionais de Proteção e Defesa Civil no interior do Estado.

As ações abrangem, também, melhorias no sistema de monitoramento, modernização de equipamentos, reforço do corpo técnico e da infraestrutura, expansão da capacidade logística, ampliação da frota, dentre outras evoluções significativas. A Defesa Civil também vem realizando capacitações para os municípios gaúchos sobre gestão de riscos e desastres, além de estar desenvolvendo protocolos de emergência, juntamente com a Secretaria da Reconstrução Gaúcha.

Clima

Clima na Economia: edital destina R$ 2,5 milhões a projetos que conectem clima e decisões econômicas no Brasil

Redação

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Clima na Economia edital destina R$ 2,5 milhões a projetos que conectem clima e decisões econômicas no Brasil

O Instituto Clima e Sociedade (iCS), por meio do HUB de Economia e Clima, lançará, no dia 9 de março, o edital “Clima na Economia: integrando a questão climática à agenda econômica. A iniciativa tem como objetivo apoiar projetos de pesquisa aplicada voltados à produção de conhecimento com aplicação direta, promovendo a integração entre economia e clima no Brasil e contribuindo para subsidiar decisões de governos, empresas e investidores.

O edital financiará pesquisas capazes de gerar evidências, diagnósticos, ferramentas, modelos e recomendações diretamente aplicáveis por atores estratégicos. Ao todo, serão disponibilizados até R$ 2,5 milhões. O valor de apoio por projeto será de até R$ 500 mil. As propostas deverão ser submetidas exclusivamente por pessoas jurídicas, no site do iCS.

O processo de inscrição ocorrerá em duas etapas. A primeira fase, destinada à submissão inicial das propostas, será realizada de 9 de março a 8 de abril de 2026, até as 16h (horário de Brasília). As propostas pré-selecionadas avançarão para a segunda etapa, com início previsto para 29 de maio, quando deverá ser apresentada a documentação complementar e a versão detalhada do projeto.

Podem submeter propostas tanto instituições brasileiras de pesquisa e universidades públicas quanto universidades privadas sem fins lucrativos cuja missão institucional contemple a realização de pesquisa científica ou tecnológica, ou o desenvolvimento de novos produtos, serviços ou processos. O edital também é direcionado a organizações da sociedade civil sem fins lucrativos  que comprovem experiência em pesquisa aplicada de natureza científica ou tecnológica.

“A agenda climática já impacta decisões econômicas diariamente, mas ainda precisamos fortalecer a produção de evidências aplicadas que dialoguem diretamente com formuladores de políticas públicas, gestores e investidores. Este edital nasce para aproximar a pesquisa econômica da prática e oferecer subsídios qualificados para decisões que influenciam o desenvolvimento do Brasil no longo prazo”, explica a coordenadora técnica do HUB de Economia e Clima do iCS, Sarah Irffi.

As propostas deverão se enquadrar em uma das quatro linhas temáticas, que se encontram detalhadas no Edital, e resumidas a seguir:

  1. Adaptação às mudanças climáticas

Temas como gestão hídrica, impactos na saúde, passivo/impacto fiscal em termos de redução das receitas são áreas de interesse. Acrescentam-se também , orçamento para adaptação climática e aumento dos gastos públicos (reparação dos danos, atenção às emergências, gastos imprevistos), priorização de investimentos em infraestrutura resiliente e avaliação econômica de riscos e instrumentos de adaptação no setor agropecuário e de geração/transmissão e distribuição de eletricidade.

  1. Macroeconomia e meio ambiente/mudanças climáticas

Visa compreender como as mudanças climáticas afetam a dinâmica econômica e como políticas econômicas influenciam riscos e resiliência. Demandam aprofundamento temas como riscos climáticos e estabilidade financeira, rastreamento de gastos e subsídios no orçamento público e mecanismos fiscais para eventos extremos e modelagem dos efeitos de choques climáticos sobre produtividade, inflação, custos de produção e atividade econômica.  Espera-se que os projetos contribuam para aprimorar modelos de previsão macroeconômica, desenvolver instrumentos de política fiscal verde e apoiar a gestão de riscos climáticos no sistema financeiro.

  1. Microeconomia e clima

A vertente microeconômica  busca entender como decisões de produtores, empresas e gestores influenciam emissões, adaptação, inovação e eficiência econômica. Há lacunas sobre como choques climáticos afetam produtividade, custos e decisões de investimento, especialmente em setores expostos a riscos físicos e de transição. Espera-se que as pesquisas nessa linha ofereçam evidências aplicadas para orientar políticas públicas e estratégias empresariais, acelerando a transição para uma economia resiliente e de baixo carbono.

  1. Finanças públicas e mudanças climáticas

O tema examina como instrumentos fiscais, tributários e orçamentários podem orientar a ação climática e viabilizar a transição para uma economia de baixo carbono. Demandam especial atenção temas como financiamento climático subnacional, revisão de subsídios, instrumentos tributários verdes e incorporação de riscos climáticos ao ciclo orçamentário. Espera-se a produção de orientações práticas e ferramentas aplicáveis, que auxiliem gestores públicos a alinhar sustentabilidade fiscal e ação climática, fortalecendo a capacidade de planejamento e execução de investimentos de longo prazo.

Serviço

Edital “Clima na Economia: integrando a questão climática à agenda econômica”

Lançamento: 9 de março de 2026
Inscrições, 1ª etapa: de 9 de março a 8 de abril de 2026 (até 16h, horário de Brasília)
Valor total disponível: até R$ 2,5 milhões
Apoio por projeto: até R$ 500 mil
Mais informações: hubdeeconomiaeclima.org.br/ (a partir do dia 9)

O HUB de Economia e Clima e o Instituto Clima e Sociedade (iCS)

O HUB de Economia & Clima, criado em 2025 pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), tem como objetivo impulsionar a pesquisa econômica aplicada no país, na qual a questão climática esteja integrada à agenda econômica. A iniciativa acredita que as soluções para as questões climáticas e econômicas exigem decisões complexas, que envolvem redirecionamento de investimentos públicos e privados, planejamento estratégico e inovações que integrem centros de pesquisas, empresas, investidores e formuladores de políticas públicas.

O iCS é uma organização filantrópica que apoia projetos e instituições que visam o fortalecimento da economia brasileira e do posicionamento geopolítico do país, além da redução da desigualdade por meio do enfrentamento das mudanças climáticas e soluções sustentáveis. Por meio de diferentes editais e frentes programáticas, o instituto financia e catalisa iniciativas estratégicas que conectam clima, desenvolvimento econômico e políticas públicas no Brasil.

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Clima

Inmet emite alerta vermelho de calor para o Sul do Brasil até 6 de fevereiro

Redação

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Inmet emite alerta vermelho de calor para o Sul do Brasil até 6 de fevereiro

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho, o mais alto nível na escala de avisos meteorológicos, para uma onda de calor intensa que deve atingir os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná até sexta-feira, 6 de fevereiro. O aviso indica situação de grande perigo, com temperaturas muito acima da média histórica para esta época do ano.

De acordo com o Inmet, a onda de calor deve provocar elevação de cerca de 5 °C acima da média regional por vários dias consecutivos. O fenômeno teve início nesta terça-feira, 3, e deve permanecer atuando pelo menos até o fim da semana em grande parte da Região Sul.

O alerta abrange mais de 500 municípios distribuídos pelos três estados. No Rio Grande do Sul, as áreas mais afetadas incluem as regiões sudoeste, noroeste, nordeste e central. Em Santa Catarina, o calor mais intenso deve atingir o oeste e o norte do estado. Já no Paraná, o aviso engloba as regiões sudoeste, centro e sudeste. A abrangência do fenômeno amplia os impactos do calor extremo, atingindo tanto áreas rurais quanto cidades de médio porte do interior.

Segundo o Inmet, ondas de calor são caracterizadas por temperaturas excepcionalmente elevadas e persistentes, que se mantêm por vários dias seguidos. Esse tipo de evento climático representa risco à saúde, especialmente para idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas, podendo causar desidratação, esgotamento térmico e outras complicações médicas associadas à exposição prolongada ao calor.

A previsão climática para o mês de fevereiro indica que as temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte do país. O Inmet também aponta que o Sul e o Centro-Oeste podem registrar chuvas abaixo da média, enquanto as regiões Norte e Sudeste devem ter volumes de precipitação acima do esperado para o período.

Diante do cenário, especialistas recomendam cuidados redobrados com a saúde durante os dias de calor extremo. Entre as orientações estão a ingestão frequente de líquidos, a redução da exposição ao sol nos horários mais quentes do dia, o uso de roupas leves e protetor solar, além da preferência por ambientes ventilados ou climatizados. Em situações de emergência, a população deve acionar a Defesa Civil pelo telefone 199.

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Clima

Defesa Civil emite alerta para chuva intensa, vento forte e granizo na Região Metropolitana e Costa Doce

Redação

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A Defesa Civil emitiu um alerta para instabilidades climáticas que atuam na região da Costa Doce e na Região Metropolitana de Porto Alegre. A previsão indica chuva intensa, rajadas de vento e possibilidade de queda de granizo.

De acordo com o órgão, o risco é considerado alto para alagamentos e destelhamentos. O aviso é válido até as 14h desta quinta-feira, 29.

A orientação é para que a população evite áreas de risco e redobre os cuidados durante o período de instabilidade. Em caso de emergência, os telefones 190 e 193 devem ser acionados.

A Defesa Civil também reforça a importância de buscar informações junto ao órgão municipal e conhecer os Planos de Contingência de cada cidade, que indicam os principais riscos e como agir em situações de desastre.

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