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Governador atualiza avanços em sistemas de proteção de cheias e do Plano Rio Grande em encontro com ministros

O governador Eduardo Leite esteve reunido na manhã desta terça-feira, 28, com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e uma comitiva do governo federal para a primeira reunião do Conselho de Monitoramento das Ações e Obras para Reconstrução do Rio Grande do Sul, que trata especialmente dos projetos para sistemas de contenção de cheias.
Acompanhado de secretários, Leite também apresentou uma atualização das ações de resiliência climática desenvolvidas pelo Plano Rio Grande, que já contabiliza mais de R$ 6,7 bilhões em investimentos em todas as áreas.
“A reunião que tivemos pela manhã e as demais que teremos ao longo de todo o dia representam nosso empenho nesse esforço de coordenação federativa, que não é simples. As instâncias municipal, do Estado, e da União precisam dialogar permanentemente e construir conjuntamente as soluções. Por isso, saúdo a vinda dos ministros para este dia de interação e compatibilização de projetos e programas para reconstrução”, afirmou Leite.
O encontro, realizado na sede da Secretaria para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, consolidou a governança e o funcionamento do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece).
Com recursos de R$ 6,5 bilhões da União, o fundo irá financiar a construção de sistemas de proteção de cheias, cujas obras serão geridas pelo governo do Estado, em parceria com os municípios envolvidos. Na reunião, o secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, também atualizou o andamento dos trabalhos.
A revisão dos anteprojetos será contratada pelo Estado, o que dará condições seguras para avançar com a licitação integrada de projetos e obras. As contratações mais adiantadas são as dos projetos do Arroio Feijó e para Eldorado do Sul, com publicação de editais previstas para o primeiro semestre de 2025.
Novo lotes de casas temporárias e edital para batimetria de rios
Na atualização de projetos do Plano Rio Grande, entre as principais novidades está a publicação, nesta terça-feira, 27, do edital para credenciamento de empresa interessadas em disputar a contratação para o serviço de batimetria e topografia dos principais rios do Estado.
O investimento será de R$ 45,9 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Esse levantamento é essencial para orientar políticas públicas de prevenção, além de fornecer dados precisos para o desenvolvimento de medidas corretivas nas áreas mais vulneráveis.
O Funrigs concentra os recursos do Estado que deixam, temporariamente, de ser repassados para pagamento da dívida com a União, suspensa pelo período de três anos desde a calamidade.
Na área de habitação, o governo estadual anunciou um novo lote de casas temporárias para Eldorado do Sul, com investimento de R$ 16,6 milhões. A política pública já entregou 332 casas das 500 previstas no primeiro lote, com investimento de R$ 66,7 milhões.
O governador e secretários também destacaram os avanços na contratação de ações para prevenção e gerenciamento de riscos de desastres como a modelagem hidrodinâmica, que prevê o comportamento de rios em situações de grandes chuvas, além da implantação de novas estações hidrometeorológicas e radares de monitoramento.
Ainda foi destacado o investimento de R$ 1,2 bilhão do Furings para reconstrução de três pontes e 11 rodovias, dividida em 15 lotes, em diversas regiões do Estado.
Avanço com BNDES para Projeto RioS e centro integrado de desastres
O encontro também alinhou os próximos passos para evolução do acordo de cooperação técnica com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para execução pelo governo gaúcho do Projeto RIOs e do Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres (Cegird).
O governador ressaltou ao ministro Rui Costa e ao diretor de Planejamento e Estruturação de Projetos do BNDES, Nelson Barbosa, a importância estratégica das duas ações para tornar mais robusta a resposta do Estado a eventos climáticos extremos.
O Projeto RioS – Resiliência, inovação e obras para o futuro do Rio Grande do Sul – é uma das iniciativas de longo prazo do Plano Rio Grande que visa à recuperação resiliente do Estado. Ele consiste na contratação de serviços para a realização de estudos relativos à estratégia estadual de resiliência climática, considerando eventos de origem natural extremos, sendo priorizadas intervenções nas áreas com maior vulnerabilidade.
O RioS resultará em um portfólio de programas, planos e projetos viáveis e sustentáveis para o redesenho territorial e paisagístico em áreas vulneráreis a serem identificadas no decorrer do projeto, de forma que não voltem a ser ocupados por moradias e empreendimentos, promovendo uma convivência mais harmônica entre a população e o ambiente que habitam.
Sob coordenação da Defesa Civil estadual, o Cegird terá uma estrutura organizacional projetada para gerenciar operações de resposta a emergências e desastres, com tecnologia avançada para monitoramento em tempo real dos acontecimentos e incidentes acarretados por situações de emergência decorrentes dos eventos extremos, permitindo uma resposta rápida e eficaz.
Ao final, o governo federal fez um balanço de investimentos realizados na reconstrução do RS. À tarde, no Palácio Piratini, além de um almoço, governador e ministros terão novas reuniões de trabalho, com foco em atualização de projetos do Novo PAC.
Participam das agendas os secretários estaduais Artur Lemos (Casa Civil), Danielle Calazans (Planejamento, Governança e Gestão) e Carlos Mallman (Desenvolvimento Urbano e Metropolitano). Pelo governo federal, também acompanham a programação a ministra Nísia Trindade (Saúde) e o ministro em exercício da Integração e do Desenvolvimento Regional, Valder Ribeiro.
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Segunda fase do Programa MEI RS Calamidades oferece apoio a microempreendedores atingidos pelas enchentes

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul iniciou a segunda fase do Programa MEI RS Calamidades, voltado a microempreendedores individuais (MEIs) que tiveram prejuízos em razão das enchentes de maio de 2024. Em Canoas, a execução conta com o apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMDEI), responsável por orientar os empreendedores interessados em participar.
O programa prevê o repasse de até R$ 3 mil por CNPJ, divididos em duas parcelas de R$ 1,5 mil. Além do auxílio financeiro, os inscritos terão acesso a consultorias gratuitas nas áreas de gestão, mercado, crédito, marketing e vendas, realizadas em parceria com a PUCRS.
A iniciativa é dividida em três etapas:
Retomada – pagamento da primeira parcela via aplicativo Caixa Tem;
Preparação – participação nas consultorias obrigatórias;
Decolagem – liberação da segunda parcela pelo Banrisul, após a conclusão das atividades.
As inscrições podem ser feitas até 30 de novembro de 2025, pelo site sosenchentes.rs.gov.br. A estimativa é que mais de 12 mil microempreendedores sejam beneficiados em todo o Estado, com investimento de R$ 127 milhões.
Em Canoas, os interessados podem buscar atendimento presencial na Sala MEI, localizada na Rua Dr. Barcelos, 969, Centro, junto à SMDEI, para receber orientações e auxílio no cadastro.
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Governo prorroga inscrições do programa MEI RS Calamidades 2

Estão prorrogadas, até 31 de outubro, as inscrições para o MEI RS Calamidades 2. O programa do governo do Estado, por meio da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Profissional (STDP), busca apoiar microempreendedores individuais afetados pelas enchentes de 2024. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta segunda-feira, 1.
Com investimentos de até R$127 milhões, a iniciativa conta com recursos do Pix SOS Rio Grande do Sul e do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).
De acordo com o secretário de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Profissional, Gilmar Sossella, na última prorrogação, os resultados foram positivos. Cerca de 50 MEIs se cadastraram diariamente, o que representa R$ 217 mil por dia injetados na economia local. Foram mais de 8 mil inscritos nesse período, 3 mil deles já elegíveis, resultando em praticamente R$ 13 milhões de investimento.
“Estamos prorrogando as inscrições do MEI RS porque entendemos que essa política pública precisa chegar a todos que foram atingidos. O Estado vai até o último microempreendedor ser alcançado, não descansaremos enquanto houver alguém que ainda possa ser beneficiado. Nossa missão é garantir não apenas o recurso financeiro, mas também a consultoria que dá condições de retomada e crescimento. E ainda temos recursos para atender, aproximadamente, 5 mil microempreendedores, ou seja, queremos que todos que precisam tenham acesso a essa oportunidade”, ressalta Sossella.
Busca ativa
Para ampliar o alcance do MEI RS Calamidades, o governo adotou medidas de divulgação como o envio de uma correspondência dos Correios, assinada pelo titular da pasta, explicando sobre o programa e informando a disponibilidade da inscrição para empreendedores que preenchem os requisitos.
A busca ativa dos profissionais que estão na mancha de inundação e podem se candidatar ao programa é realizada pela STDP, com o uso de dados fornecidos pela Junta Comercial, Industrial e de Serviços do Estado (JucisRS) – após convênio com o órgão, e pelas prefeituras, a partir da assinatura de termos de responsabilidade para disponibilização dos dados aos agentes públicos municipais.
Por fim, ferramentas de inteligência artificial também serão utilizadas para aumentar a adesão ao programa, como o uso da assistente virtual do governo estadual, a GurIA.
Como funciona o MEI RS Calamidades
Dividido em três etapas, o MEI RS Calamidades disponibiliza:
- um auxílio de R$ 1.500 na conta Caixa Tem, da Caixa Econômica Federal, para todos os selecionados;
- uma consultoria de nove horas oferecida pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com foco em temas como elaboração de plano de negócios, estratégias de marketing e vendas, controle de custos e definição de preços;
- e, por fim, uma segunda parcela de R$ 1.500, pelo Banrisul, desde que tenham finalizado a consultoria e abram uma conta empresarial gratuita no banco.
Para participar, os interessados devem cumprir alguns critérios, como:
- ter o endereço cadastrado em município com estado de calamidade decretado e na mancha de inundação;
- estar com o CNPJ ativo e o CPF regular;
- ter faturamento nos anos de 2023 ou de 2024;
- e não ter sido beneficiado previamente por outro programa do Estado para atingidos pelos eventos meteorológicos.
A divulgação dos candidatos contemplados após a prorrogação será em 24 de novembro. Os microempreendedores não habilitados poderão apresentar recursos no período de 25 a 30 de novembro. Já o depósito da primeira parcela será em 8 de dezembro.
Serviço
O quê: prorrogação das inscrições do programa MEI RS Calamidades 2
Quando: até 31 de outubro
Como: preenchimento de formulário on-line
Quem pode se inscrever: microempreendedores individuais que atendam aos critérios, não beneficiados na primeira fase do programa.
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Nome de canoense é retirado da lista de óbitos e desaparecidos decorrentes da inundação de 2024

A Defesa Civil Estadual informa que a lista de danos humanos em decorrência da inundação de 2024 recebeu atualização.
Conforme o protocolo para confirmação de óbitos ajustado com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o Centro de Operações confirmou, a partir da perícia do Instituto Geral de Perícias (IGP) e da apuração da Polícia Civil (PC), a identificação de restos mortais por meio de exames de material genético, confirmando o óbito de ADRIANA MARIA DA SILVA, da cidade de Cruzeiro do Sul. Desta forma, seu nome foi retirado da lista oficial de desaparecidos do evento, e incluído na lista das pessoas com óbito confirmado.
O nome de ADRIANO SANDAOWSKI, da cidade de Canoas, foi retirado da lista de pessoas desaparecidas pela Polícia Civil pois, de acordo com registro realizado naquele órgão no final do mês de julho, familiares confirmaram que Adriano mudou-se para uma cidade em outro estado.
Dessa forma, o desastre de 2024 passa a contabilizar nos danos humanos 185 óbitos e 23 pessoas desaparecidas.

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