Clima
Próximos dias devem ser de queda nas temperaturas e chuva no RS

O Rio Grande do Sul deve ter mais chuvas e mudança nas temperaturas nos próximos dias. Os dados são do Boletim Integrado Agrometeorológico 21/2024, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação.
Na sexta-feira, 24, uma frente avança em direção ao Nordeste do Estado, provocando chuvas em maior volume sobre as regiões Metropolitana, Planalto, Serra e Litoral Norte. Na metade sul, o tempo deve se estabilizar à medida que um anticiclone migratório ingressa, levando à queda das temperaturas.
No sábado, 25, o avanço do anticiclone migratório deve estabilizar o tempo no RS e provocar queda acentuada das temperaturas, com chance de geada nas regiões Sul, Campanha e Fronteira Oeste.
No domingo, 25, o mesmo padrão deve se repetir em todo o Estado, com chuva moderada sobre a Serra, a Região Metropolitana e o Litoral Norte, devido ao aporte de umidade oceânica do anticiclone migratório.
A tendência para o início da semana é de precipitação e estabilidade no tempo.
Na segunda-feira, 27, a formação de um breve cavado invertido, ocasionado pela divisão do anticiclone migratório durante sua trajetória pelo Estado e que pode evoluir para uma área de baixa pressão, deve provocar queda na pressão em superfície e provocar chuva mais volumosa sobre as regiões Sul e Campanha.
Na terça-feira, 28, esse sistema deve se enfraquecer sobre o Estado e causar chuva localizada na região da Serra, à medida que o sistema avança em direção ao oceano. Na maior parte do Estado, as temperaturas devem cair e o tempo deve permanecer estável.
Na quarta-feira, 29, a tendência é de tempo estável sobre todo o Rio Grande do Sul, com temperaturas mais amenas.
Na maior parte do Estado, o volume de chuva previsto estará acima de 50 milímetros. A precipitação mais expressiva nos próximos dias é esperada principalmente para as regiões Sul, Central e Metropolitana, com volumes entre 100 e 200 milímetros.
Clima
Seis rios seguem acima da cota de inundação em municípios do Rio Grande do Sul

Dados do Serviço Geológico Brasileiro (SGB) indicam que seis rios permanecem acima da cota de inundação em ao menos 11 municípios gaúchos. A atualização foi divulgada às 7h desta quarta-feira, 29.
Conforme o levantamento, as medições registradas são:
* Rio Caí, em Caxias do Sul: 4,98 metros (cota de inundação: 4,70 metros);
* Rio Caí, em São Sebastião do Caí: 10,80 metros (cota: 10 metros);
* Rio dos Sinos, em São Leopoldo: 4,74 metros (cota: 4,50 metros);
* Rio Jacuí, em Dona Francisca: 8,57 metros (cota: 7,50 metros);
* Rio Gravataí, em Gravataí: 4,80 metros (cota: 4,75 metros);
* Rio Taquari, em Encantado: 12,20 metros (cota: 12 metros);
* Rio Taquari, em Estrela: 21,73 metros (cota: 19 metros);
* Rio Taquari, em Lajeado: 21,90 metros (cota: 19 metros);
* Rio Uruguai, em Uruguaiana: 9,16 metros (cota: 8,50 metros);
* Rio Uruguai, em São Borja: 9,08 metros (cota: 9 metros);
* Rio Uruguai, em Itaqui: 9,08 metros (cota: 8,30 metros).
Clima
Novo alerta vermelho do INMET prevê tempestades no RS até quarta-feira, 29

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um alerta vermelho de grande perigo para tempestades no Rio Grande do Sul. O aviso iniciou às 10h desta terça-feira, 28, e segue válido até as 12h de quarta-feira, 29.
O alerta abrange municípios das regiões Metropolitana de Porto Alegre, Centro Oriental Rio-grandense, Centro Ocidental Rio-grandense, Nordeste Rio-grandense, Noroeste Rio-grandense, Sudeste Rio-grandense e Sudoeste Rio-grandense.
Segundo o INMET, há previsão de chuva intensa, com volumes superiores a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia, além de ventos superiores a 100 km/h e possibilidade de queda de granizo.
O aviso indica risco de grandes danos em edificações, queda de árvores, interrupção no fornecimento de energia elétrica, alagamentos e transtornos em áreas urbanas e rurais.
Durante o período de vigência do alerta, o instituto orienta que a população evite áreas abertas durante tempestades, não permaneça próxima a árvores, placas de publicidade e estruturas que possam ser afetadas pelos ventos fortes. Também recomenda desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, quando houver segurança para isso.
Em caso de emergência, a orientação é acompanhar as atualizações dos órgãos oficiais e seguir as orientações da Defesa Civil de cada município.
Clima
Em coletiva, Governo faz alerta: chuva pode chegar a 150 mm em 24 horas no RS

O Governo do Rio Grande do Sul apresentou, nesta segunda-feira, 27, um plano de mobilização preventiva para enfrentar a previsão de novos eventos climáticos extremos no Estado. Em coletiva de imprensa, autoridades destacaram o fortalecimento das ações de monitoramento, os riscos de temporais e inundações e as medidas adotadas para reduzir os impactos à população.
Segundo o Centro de Monitoramento da Defesa Civil (CMDEC), a previsão indica tempestades com possibilidade de granizo e rajadas de vento superiores a 90 km/h nesta segunda-feira, 27. O Estado deve enfrentar dois períodos de maior instabilidade: o primeiro entre 27 e 29 de julho e o segundo entre 31 de julho e 3 de agosto.
Os volumes de chuva podem atingir 150 milímetros em apenas 24 horas em regiões como Centro, Oeste, Vales, Campanha, Costa Doce e Sul. As projeções meteorológicas também indicam a continuidade de chuvas expressivas em grande parte do território gaúcho até 10 de agosto.
Risco de inundações
A Defesa Civil alertou para a possibilidade de novos aumentos no nível dos rios, especialmente nas regiões Centro e Oeste, devido ao chamado “repique”, quando os cursos d’água voltam a subir após um período de redução.
As bacias dos rios Camaquã, Ibicuí, Santa Maria e Vacacaí permanecem em alerta para inundação. Na Região Hidrográfica do Guaíba, a atenção está voltada para os rios Jacuí, Caí, Sinos e Gravataí. Já as bacias de resposta rápida, como Taquari e Caí, apresentam, neste momento, risco considerado baixo.
Monitoramento ampliado
O Estado informou que o Centro de Monitoramento da Defesa Civil conta com uma equipe formada por 8 meteorologistas e 7 hidrólogos. A estrutura inclui 130 estações hidrometeorológicas e um sistema de radares em expansão, com novos equipamentos previstos para ampliar a cobertura em todo o Rio Grande do Sul.
Outra ferramenta destacada é o sistema de Cell Broadcast, que permite o envio de alertas diretamente para os celulares das pessoas localizadas em áreas de risco.
Ações preventivas reduzem impactos
Durante a apresentação, o governo destacou resultados obtidos por meio de políticas de prevenção e reassentamento de famílias em áreas vulneráveis.
Em Santa Tereza, 24 famílias removidas de áreas sujeitas a inundações não foram afetadas pelas cheias registradas em julho. Em Estrela, a necessidade de remoções caiu de 600 para 60 famílias, enquanto em Encantado o número foi reduzido de 350 para 89 famílias após as intervenções preventivas.
Orientação à população
O governador Eduardo Leite e a Defesa Civil reforçaram que, apesar dos avanços na previsão meteorológica, os fenômenos climáticos ainda apresentam incertezas. A orientação é para que a população acompanhe os alertas oficiais, conheça os planos de contingência de seus municípios e siga as recomendações das autoridades durante os períodos de instabilidade.

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