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19/10/2026
 

Geral

Prefeitura de Esteio lança programa Apadrinhamento Afetivo

Redação

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em

O programa Apadrinhamento Afetivo Esteio teve seu lançamento oficial na quarta-feira, 11, no Salão Nobre da prefeitura. A iniciativa visa romper com o círculo do abandono e violência para a convivência familiar para pessoas entre oito e 17 anos que foram retiradas da guarda dos pais, por maus tratos, por exemplo, e que são atendidas no Abrigo Construindo Novos Sonhos e no lar mantido pela Associação Beneficente Floresta Imperial (Abefi).

O programa tem parceria com o Juizado da Infância e Juventude de Esteio. O Termo de Cooperação que formalizou o Apadrinhamento Afetivo foi assinado pelo prefeito Leonardo Pascoal e pelo juiz da 2° Vara Cível da Comarca de Esteio, Mário Gonçalves Pereira.

Em sua fala, Pascoal reforçou a importância da empatia com o próximo e pediu esforços à comunidade na busca de padrinhos. “Imagine nós termos uma vida sem família, sem afeto e sem amor daqueles que, por obrigação, deveriam nos amar. É um exercício difícil nos vermos nessa situação”, comentou.

A titular da Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos de Esteio, Cristiane Franco, apresentou o programa. A secretária destacou que uma das etapas mais importantes será a preparação dos padrinhos. “É preciso reforçar a exigência de um ambiente familiar receptivo e adequado, porque nós não vamos tirar a criança de um espaço que ela já esteve em sofrimento para colocar em outro”, ressaltou.

Requisitos para apadrinhar

  • Ter idade mínima de 18 anos, respeitando a diferença de 10 anos entre ambos, conforme recomenda o Estatuto da Criança e do Adolescente
  • Ter interesse e disponibilidade em oferecer cuidado e afeto para a criança ou adolescente no mínimo duas vezes por mês
  • Apresentar disponibilidade e ambiente familiar adequado e receptivo ao apadrinhamento
  • Apresentar documentação solicitada (informadas e entregues no decorrer das oficinas)
  • Cumprir com os combinados preestabelecidos com o abrigo e o/a afilhado/a, como visitas, horários e compromissos
  • Cumprir com os demais compromissos firmados por ocasião do apadrinhamento da criança ou adolescentes selecionadas
  • Em caso de desligamento do/a afilhado/a, acompanhá-lo/a e apoiá-lo/a em sua vida fora do abrigo (por ocasião da maioridade)
  • Esclarecer ao afilhado constantemente qual o objetivo do apadrinhamento evitando a ilusão de adoção
  • Não fazer parte do cadastro de adoção do Juizado da Infância e Juventude
  • Não possuir demanda judicial envolvendo criança e adolescente
  • Participar de todas as oficinas de sensibilização
  • Comparecer a entrevista psicológica
  • Prestar assistência moral, afetiva física e educacional ao afilhado (a), integrando-o(a) em seu convívio, gradativamente, complementando o trabalho institucional do abrigo

Etapas para se candidatar a apadrinhamento

  1. Realizar inscrição através de formulário eletrônico
  2. Participar de cinco oficinas, sendo a primeira de esclarecimento
  3. Manifestar interesse de permanência no Programa
  4. Entregar documentação solicitada
  5. Passar por entrevista psicológica

Participam do apadrinhamento somente pessoas de oito a 17 anos, e o apadrinhamento é individual (uma por família). Em hipótese alguma o padrinho poderá levar o afilhado para sua casa ou passeios em família antes de possuir o termo de responsabilidade expedido pelo judiciário

Mês da Empatia

O mês de abril está sendo repleto de atividades voltadas aos moradores que necessitam de um olhar especial e ações de cuidado. O Gabinete da Primeira-Dama criou o Mês da Empatia. As ações do programa serão voltadas às gestantes, idosos, crianças, adolescentes, pessoas em situação de rua, imigrantes e refugiados.

A primeira atividade da programação foi realizada na sexta-feira, 5, no Salão Nobre da Prefeitura, onde foram entregues kits de enxoval do Programa Mãe Gaúcha, projeto do governo estadual para as gestantes que estão ou passaram da 28ª semana de gestação. No kit, estão materiais necessários para as mamães receberem seu bebê, com bolsa, um cobertor, dois macacões curtos, dois macacões longos, duas unidades de baby body, dois coletes, um casaquinho com capuz, uma toalha com capuz e quatro pares de meia – dois para recém-nascidos, um par para o bebê de seis meses a um ano e outro de seis meses a quatro anos.

Programação

  • Segunda-feira (15) e dias 22 e 29 de abril: Das 18h às 21h – Ação Rua (Abordagens sociais)
  • Segunda-feira (15): 10h – Lançamento da segunda fase do EsteioTec, no Salão Nobre da Prefeitura
  • Terça-feira (16): 9h às 17h – Feirão de empregos, no Espaço Oliveira Silveira (Rua Coberta)
  • Quinta-feira (18): 14h – Lançamento da Campanha do Agasalho, no Salão Nobre da Prefeitura
  • 20 de abril: 14h às 18h – Ação Meu Novo Amigo Pet, no Parque Galvany Guedes
  • 22 de abril: 16h às 20h – Balada da Inclusão, no Parque Galvany Guedes
  • 24 de abril: 14h às 17h – Baile da Empatia Idade de Ouro, no Parque Galvany Guedes
  • 25 de abril: 10h – Lançamento do Programa Mulher + Segura, no Salão Nobre da Prefeitura
  • 27 de abril: 9h – Seminário Diário Azul – Uma Jornada através do Autismo, no Salão Nobre da Prefeitura
  • 30 de abril: Das 9h às 16h – Acolhendo com empatia Imigrantes e Refugiados, no Salão Nobre da Prefeitura

Policial

PM suspeito de matar ex-mulher e os pais dela no RS deverá passar por avaliação psicológica

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MPRS denuncia policial militar por homicídio, duplo feminicídio e desaparecimento de família Aguiar

O policial militar Cristiano Domingues Francisco, suspeito de envolvimento nas mortes da ex-mulher, Silvana de Aguiar, e dos pais dela, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, deverá passar por uma avaliação psicológica no âmbito de um processo administrativo da Brigada Militar. O procedimento pode influenciar a continuidade do Conselho de Disciplina que pode resultar na exclusão dele da corporação.

A avaliação será realizada pela Junta Policial-Militar de Saúde e deverá analisar as condições psicológicas do policial, incluindo sua capacidade de compreender as infrações administrativas atribuídas a ele e de responder ao procedimento disciplinar.

O exame estava previsto para setembro, mas foi adiado.

Processo pode resultar em expulsão

Cristiano responde a um Conselho de Disciplina instaurado pela Brigada Militar. O procedimento administrativo apura a conduta do policial e poderá resultar na exclusão dele da instituição.

O militar está afastado das funções policiais, mas segue recebendo vencimentos e vantagens, conforme as regras aplicáveis ao caso. A avaliação psicológica integra o andamento do processo administrativo e não representa, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade criminal do investigado.

Família está desaparecida desde janeiro

Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, desapareceram em Cachoeirinha nos dias 24 e 25 de janeiro de 2026. Até a publicação da reportagem, os três não haviam sido encontrados.

Cristiano, ex-marido de Silvana, é acusado de envolvimento no caso e responde a processo criminal por crimes que incluem feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa e falsidade ideológica, entre outras imputações.

Milena Ruppenthal Domingues, companheira de Cristiano, e Wagner Domingues Francisco, irmão dele, também foram denunciados pelo Ministério Público por suposta participação nos crimes investigados.

As acusações ainda dependem de julgamento, e os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

Defesas contestam acusações

As defesas dos investigados questionam aspectos da investigação e apontam divergências relacionadas às provas, aos depoimentos e à cronologia apresentada pela acusação. Também afirmam aguardar a conclusão de laudos e perícias.

A avaliação psicológica de Cristiano faz parte do procedimento administrativo da Brigada Militar e não substitui o processo criminal, que apura a responsabilidade dos envolvidos no desaparecimento da família Aguiar.

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Policial

Polícia investiga suspeita de xenofobia contra juiz sergipano em restaurante de Porto Alegre

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Foto: Amepe/Divulgação

A Polícia Civil investiga uma suspeita de ataque xenofóbico contra um juiz natural de Aracaju, em Sergipe, durante uma visita a um restaurante em Porto Alegre. O caso teria ocorrido no bairro Praia de Belas e envolve relatos de ofensas relacionadas à origem nordestina do magistrado.

Segundo o relato do juiz Francisco Tojal, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o episódio começou quando ele pediu informações sobre o prato à la minuta, tradicional no Rio Grande do Sul. Ao demonstrar que não conhecia a refeição pelo nome, ele teria sido alvo de comentários debochados e xingamentos feitos por um homem que estava em uma mesa próxima.

Conforme o magistrado, as ofensas teriam sido motivadas por seu sotaque e sua origem regional. O homem também teria feito referências políticas durante a discussão.

Investigação policial

A ocorrência foi registrada em 8 de outubro. A Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância solicitou as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, além da identificação do suspeito e de duas testemunhas.

Até a publicação das informações, o restaurante ainda não havia respondido à solicitação, e o suspeito não havia se manifestado à polícia nem apresentado advogado.

Juiz estava em Porto Alegre para palestra

Francisco Tojal estava na Capital gaúcha para ministrar uma palestra sobre violência de gênero na infância e na adolescência.

O caso é investigado como uma possível prática de discriminação por origem regional. A apuração busca esclarecer as circunstâncias do episódio e identificar os envolvidos.

Atos de discriminação contra pessoas em razão de sua origem regional podem ser enquadrados na legislação antirracismo, conforme as circunstâncias do caso.

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Policial

Pastor de 53 anos é morto a tiros dentro de igreja em São Leopoldo

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Foto: Arquivo/Pessoal

Um pastor de 53 anos foi morto a tiros dentro de uma igreja na noite de segunda-feira, 12, em São Leopoldo, no Vale do Sinos. O crime ocorreu na Igreja Esperança em Jesus Cristo, localizada na Rua Eva Moreira dos Santos, na comunidade Santa Marta, bairro Arroio da Manteiga.

A vítima foi identificada como Cláudio Roberto da Silva. Ele teria sido abordado nas proximidades de casa e levado até a igreja por dois homens encapuzados.

No local, os suspeitos efetuaram disparos contra o pastor e fugiram em seguida. Cláudio foi atingido no tórax e morreu no local.

Polícia investiga o homicídio

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Leopoldo. Até a publicação das informações, os suspeitos não haviam sido identificados e ninguém havia sido preso.

A investigação busca esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis pela morte do pastor.

Velório e sepultamento

O velório de Cláudio estava previsto para terça-feira, 13, a partir das 20h. O sepultamento foi marcado para quarta-feira, 14, às 10h, no Cemitério da Feitoria, em São Leopoldo.

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