Geral
Prefeitura de Esteio lança programa Apadrinhamento Afetivo

O programa Apadrinhamento Afetivo Esteio teve seu lançamento oficial na quarta-feira, 11, no Salão Nobre da prefeitura. A iniciativa visa romper com o círculo do abandono e violência para a convivência familiar para pessoas entre oito e 17 anos que foram retiradas da guarda dos pais, por maus tratos, por exemplo, e que são atendidas no Abrigo Construindo Novos Sonhos e no lar mantido pela Associação Beneficente Floresta Imperial (Abefi).
O programa tem parceria com o Juizado da Infância e Juventude de Esteio. O Termo de Cooperação que formalizou o Apadrinhamento Afetivo foi assinado pelo prefeito Leonardo Pascoal e pelo juiz da 2° Vara Cível da Comarca de Esteio, Mário Gonçalves Pereira.
Em sua fala, Pascoal reforçou a importância da empatia com o próximo e pediu esforços à comunidade na busca de padrinhos. “Imagine nós termos uma vida sem família, sem afeto e sem amor daqueles que, por obrigação, deveriam nos amar. É um exercício difícil nos vermos nessa situação”, comentou.
A titular da Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos de Esteio, Cristiane Franco, apresentou o programa. A secretária destacou que uma das etapas mais importantes será a preparação dos padrinhos. “É preciso reforçar a exigência de um ambiente familiar receptivo e adequado, porque nós não vamos tirar a criança de um espaço que ela já esteve em sofrimento para colocar em outro”, ressaltou.
Requisitos para apadrinhar
- Ter idade mínima de 18 anos, respeitando a diferença de 10 anos entre ambos, conforme recomenda o Estatuto da Criança e do Adolescente
- Ter interesse e disponibilidade em oferecer cuidado e afeto para a criança ou adolescente no mínimo duas vezes por mês
- Apresentar disponibilidade e ambiente familiar adequado e receptivo ao apadrinhamento
- Apresentar documentação solicitada (informadas e entregues no decorrer das oficinas)
- Cumprir com os combinados preestabelecidos com o abrigo e o/a afilhado/a, como visitas, horários e compromissos
- Cumprir com os demais compromissos firmados por ocasião do apadrinhamento da criança ou adolescentes selecionadas
- Em caso de desligamento do/a afilhado/a, acompanhá-lo/a e apoiá-lo/a em sua vida fora do abrigo (por ocasião da maioridade)
- Esclarecer ao afilhado constantemente qual o objetivo do apadrinhamento evitando a ilusão de adoção
- Não fazer parte do cadastro de adoção do Juizado da Infância e Juventude
- Não possuir demanda judicial envolvendo criança e adolescente
- Participar de todas as oficinas de sensibilização
- Comparecer a entrevista psicológica
- Prestar assistência moral, afetiva física e educacional ao afilhado (a), integrando-o(a) em seu convívio, gradativamente, complementando o trabalho institucional do abrigo
Etapas para se candidatar a apadrinhamento
- Realizar inscrição através de formulário eletrônico
- Participar de cinco oficinas, sendo a primeira de esclarecimento
- Manifestar interesse de permanência no Programa
- Entregar documentação solicitada
- Passar por entrevista psicológica
Participam do apadrinhamento somente pessoas de oito a 17 anos, e o apadrinhamento é individual (uma por família). Em hipótese alguma o padrinho poderá levar o afilhado para sua casa ou passeios em família antes de possuir o termo de responsabilidade expedido pelo judiciário
Mês da Empatia
O mês de abril está sendo repleto de atividades voltadas aos moradores que necessitam de um olhar especial e ações de cuidado. O Gabinete da Primeira-Dama criou o Mês da Empatia. As ações do programa serão voltadas às gestantes, idosos, crianças, adolescentes, pessoas em situação de rua, imigrantes e refugiados.
A primeira atividade da programação foi realizada na sexta-feira, 5, no Salão Nobre da Prefeitura, onde foram entregues kits de enxoval do Programa Mãe Gaúcha, projeto do governo estadual para as gestantes que estão ou passaram da 28ª semana de gestação. No kit, estão materiais necessários para as mamães receberem seu bebê, com bolsa, um cobertor, dois macacões curtos, dois macacões longos, duas unidades de baby body, dois coletes, um casaquinho com capuz, uma toalha com capuz e quatro pares de meia – dois para recém-nascidos, um par para o bebê de seis meses a um ano e outro de seis meses a quatro anos.
Programação
- Segunda-feira (15) e dias 22 e 29 de abril: Das 18h às 21h – Ação Rua (Abordagens sociais)
- Segunda-feira (15): 10h – Lançamento da segunda fase do EsteioTec, no Salão Nobre da Prefeitura
- Terça-feira (16): 9h às 17h – Feirão de empregos, no Espaço Oliveira Silveira (Rua Coberta)
- Quinta-feira (18): 14h – Lançamento da Campanha do Agasalho, no Salão Nobre da Prefeitura
- 20 de abril: 14h às 18h – Ação Meu Novo Amigo Pet, no Parque Galvany Guedes
- 22 de abril: 16h às 20h – Balada da Inclusão, no Parque Galvany Guedes
- 24 de abril: 14h às 17h – Baile da Empatia Idade de Ouro, no Parque Galvany Guedes
- 25 de abril: 10h – Lançamento do Programa Mulher + Segura, no Salão Nobre da Prefeitura
- 27 de abril: 9h – Seminário Diário Azul – Uma Jornada através do Autismo, no Salão Nobre da Prefeitura
- 30 de abril: Das 9h às 16h – Acolhendo com empatia Imigrantes e Refugiados, no Salão Nobre da Prefeitura
Policial
Justiça torna réu cardiologista investigado por abuso sexual contra pacientes em Taquara

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu, na quinta-feira, 17, o cardiologista Daniel Pereira Kollet, investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Taquara.
A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara, e tem como base a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Com isso, o médico passa a responder formalmente ao processo.
Segundo o MP, Kollet é acusado de estupro de vulnerável. A Promotoria sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido à relação de confiança estabelecida entre médico e paciente durante os atendimentos.
De acordo com a denúncia, assinada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, os supostos abusos ocorreram durante consultas em consultório particular, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames cardiológicos. O Ministério Público afirma que o médico teria se aproveitado da condição profissional e da fragilidade das vítimas no contexto do atendimento.
O órgão também pediu à Justiça a condenação do réu ao pagamento de indenização às pacientes.
Na esfera policial, Daniel Pereira Kollet foi indiciado por violência sexual mediante fraude. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos já foram concluídos e encaminhados ao Judiciário.
O número de possíveis vítimas que registraram ocorrência chega a 44, conforme atualização de quinta-feira , 17. Outras 20 mulheres também procuraram a polícia e avaliam formalizar denúncia.
A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, não se manifestou ainda.
Policial
Corpo de corretora morta em Florianópolis é liberado após um mês e será sepultado neste sábado em Canoas

O corpo da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi liberado para sepultamento mais de um mês após o crime que chocou o país. O velório está marcado para este sábado, 18, em Canoas.
A liberação ocorreu após a conclusão de exames realizados pela Polícia Científica de Santa Catarina, que confirmou por meio de DNA a identidade da vítima. O corpo havia sido encontrado em um córrego no município de Major Gercino, no dia 11 de março.
Segundo familiares, a espera foi marcada por angústia até a confirmação oficial. Nas redes sociais, parentes manifestaram alívio com a possibilidade de realizar o sepultamento e reforçaram o pedido por justiça.
De acordo com a Polícia Científica, o tempo até a liberação foi necessário para a análise genética, procedimento que busca garantir a identificação correta e preservar a dignidade da vítima e de seus familiares.
Natural de Alegrete, Luciani foi criada em Canoas. Ela deixa a mãe e irmãos. O pai morreu há cerca de 20 anos, também vítima de latrocínio.
Investigação
Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, sendo um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos. Eles moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima, em Florianópolis. Os nomes não foram divulgados.
Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso, o corpo foi inicialmente avistado por moradores no dia 9 de março e retirado dois dias depois pelas autoridades.
A principal linha de investigação aponta que o crime tenha sido motivado por interesse financeiro. A polícia identificou compras realizadas em nome da vítima após o desaparecimento, incluindo eletrônicos e artigos esportivos.
A dinâmica e a causa da morte ainda não foram totalmente esclarecidas pelas autoridades.
Policial
Ex-vereador de Porto Alegre Gilvani Dall Oglio é preso em operação que investiga fraude em licitações

O empresário e ex-vereador de Porto Alegre, Gilvani Dall Oglio, conhecido como Gringo, foi preso preventivamente pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira, 17, durante a Operação Effluxus. O mandado foi cumprido na residência dele, na zona norte da Capital.
A ação investiga um suposto esquema de fraude em licitações públicas e ocultação de controle empresarial em contratos ligados a serviços de desobstrução de redes pluviais e esgoto, hidrojateamento, transporte e descarte de resíduos.
Prisões, buscas e bloqueios
Além da prisão, a operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão, incluindo endereços de familiares do investigado, como três filhas e um irmão. Dois outros filhos também são alvo de apuração. A Justiça determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 2,5 milhões em ativos financeiros, além da indisponibilidade de imóveis e veículos, e a suspensão do direito de contratar com o poder público dos investigados.
Durante a operação, um dos filhos do ex-vereador foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Ele estava em uma das sedes empresariais alvo das buscas e poderá ser liberado mediante fiança.
Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por fraude à licitação, associação criminosa, corrupção ativa de testemunha, falsidade ideológica e falsidade material.
Como funcionava o esquema
De acordo com as apurações, o esquema teria sido estruturado a partir das empresas Limpservice Prestação de Serviços e Safety Ambiental, que atuariam como parte de um mesmo grupo econômico. A investigação aponta que ambas participavam de licitações de forma combinada, simulando concorrência.
A Limpservice teria vencido todas as cinco contratações identificadas, enquanto a Safety aparecia como concorrente derrotada, com propostas mais altas. Nenhuma das empresas está formalmente em nome de Gringo, mas a Polícia Civil afirma haver indícios de que ele seria o controlador, utilizando intermediários.
A Limpservice está registrada em nome de um dos filhos do investigado, enquanto a Safety já esteve vinculada a um irmão dele e a outro homem apontado como empregado. Uma terceira empresa, a MJM Serviços de Limpeza, registrada em nome do ex-vereador, também é citada na investigação.
Licitações sob suspeita
As licitações sob suspeita envolvem contratos com a Polícia Penal e prefeituras de Capão da Canoa, Gramado, Gravataí e Osório, entre 2024 e 2025, somando cerca de R$ 2,5 milhões.
A Polícia Civil aponta ainda indícios de confusão patrimonial e operacional entre as empresas, como uso compartilhado de e-mails, reconhecimento de dívidas e ações trabalhistas envolvendo os mesmos funcionários. Também foi identificado o uso de estrutura tecnológica ligada ao investigado para participação em disputas eletrônicas de licitações.
Tentativa de obstrução e dumping social
Em depoimento, uma ex-funcionária relatou ter sido pressionada a receber R$ 2 mil para não prosseguir com denúncias relacionadas ao caso.
O inquérito também apura a prática de “dumping social”, com possível redução de custos por meio de descumprimento de direitos trabalhistas.
Segundo o delegado responsável pelo caso, a investigação identificou um esquema estruturado que afetava diretamente a concorrência e trabalhadores envolvidos nos contratos.
Contratos com o Dmae
A Polícia Civil também aponta que o ex-vereador manteve contratos com o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) durante o período em que exercia mandato, por meio de empresas sob suspeita de controle indireto. Um desses contratos, de R$ 3,6 milhões, envolvia transporte e distribuição de água potável. Há ainda registros de pagamentos ao investigado por serviços prestados via outra empresa citada na apuração.
Investigação e cassação do mandato
A operação foi autorizada pela 2ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre e, segundo a Polícia Civil, a investigação se estendeu por mais de 10 meses.
O ex-vereador teve o mandato cassado pela Câmara Municipal em dezembro de 2025, após entendimento de que ele seria o real controlador das empresas envolvidas, com uso de intermediários.
A defesa do investigado ainda não se manifestou.

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